As grandes civilizações do mundo

Este mapa mostra o domínio territorial das principais civilizações do mundo atualmente, divididas por cores. Clique no mapa para vê-lo em tamanho maior e use a legenda abaixo para entender melhor qual civilização está representada por cada cor.


Clash_of_Civilizations


Azul escuro: Ocidente, conhecido como “primeiro mundo”, composto em sua maioria por países desenvolvidos, de economia fortemente capitalista e religião majoritariamente cristã protestante. Destaque para os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

Roxo: América Latina, composta por países da América central e do sul com línguas de origem latina (especialmente português e espanhol) e religião predominantemente católica. Destaque para o México, Colômbia, Brasil, Argentina e Chile.

Azul claro: Antiga União Soviética (URSS), composta em sua maioria por cristãos ortodoxos. Destaque para a Rússia, maior país do mundo em extensão territorial.

Verde: Mundo árabe, composto por países muçulmanos de língua árabe, geralmente concentrados no norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e sudeste asiático.

Marrom: África subsaariana (países ao sul do deserto do Saara), composta em sua maioria por países pobres e com população predominantemente negra.

Vermelho, VinhoLaranja: Japão, China e Índia, respectivamente. Civilizações orientais muito antigas, compostas por países muito populosos, de religião predominantemente budista e hindu, com identidades culturais muito próprias e peculiares. Amarelo: Demais países asiáticos, fortemente influenciados pelas culturas japonesa, chinesa e indiana.

Os três maiores impérios de todos os tempos

Para definir quais foram os maiores impérios, não basta levar em conta apenas a extensão territorial. “Existiram os muito grandes, mas que foram também muito efêmeros”, diz o Pedro Paulo Funari, doutor em História e professor da Unicamp. Segundo ele, a duração e o legado de cada um deles também são fatores importantes. É a partir desses critérios que são apontados o romano, o russo e o britânico como os três maiores impérios da história. “O mongol teve extensão maior que o romano, por exemplo, mas sua duração foi muito curta. Já o de Alexandre, o Grande, durou somente dez anos e chegou ao fim com sua morte. O império romano, por sua vez, além de ser muito extenso, existiu por quase oito séculos e deixou consequências muito duradouras, como as estradas construídas na época e que são usadas até hoje, e as leis, que foram transmitidas para diversas civilizações. Já os britânicos expandiram a língua inglesa e difundiram aquilo que caracteriza o mundo de hoje, que é a industrialização e a globalização.”

Embora tenham ocorrido em épocas diferentes, os três impérios carregam algumas características em comum. “Eles conviviam com um poder central e a diversidade cultural dos povos dominados – porém, de maneiras diferentes em cada um deles. Além disso, nos três casos fazia-se uso de uma língua de comunicação entre as elites: o latim, no romano; o inglês, no britânico; e o russo. Não é à toa que esses idiomas se tornaram tão importantes mundialmente”, explica Funari. Mas as semelhanças não vão muito além dessas. Individualmente, cada um possuía características muito peculiares, desde a forma de conquista e administração até na sua relação com os povos dominados.


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Império Romano

É o mais antigo entre os três. Teve suas origens no século 4 a.C. O poder centralizado não era tão forte, mas utilizavam-se mecanismos que garantiam a dominação dos povos conquistados. “O exército romano era poderosíssimo, baseado na tecnologia do ferro. Havia uma organização militar bem consolidada. Além disso, os colonizados eram aceitos como cidadãos romanos. Isso foi muito importante”, afirma o professor Funari. Sua administração também era bastante organizada. “Era um tipo de império fundado em cidades, onde a vida girava em torno delas. Havia um excelente sistema viário – o melhor até a invenção dos trens – que fazia a comunicação entre elas, permitindo o transporte das tropas”. O império teve seu fim entre os anos de 410 e 480, quando diversas áreas começaram a se desmembrar no ocidente e deixou de existir um governo centralizado, dando origem à formação de reinos bárbaros.


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Império Russo

Teve início no século 16 e terminou com a Revolução Russa em 1917. “Formalmente, ele acabou, mas de certa forma continuou existindo como União Soviética até 1989”, diz Pedro Funari. “Hoje em dia, a Rússia ainda mantém características de império. Sua extensão não é mais tão ampla como foi no passado, porém, ela chega até a China e ainda possui várias regiões que falam línguas diferentes”. Essa foi, aliás, uma marca importante do poder russo: ao conquistar povos tanto do oriente quanto do ocidente, permitia-se que eles mantivessem suas línguas e culturas. Isso porque o poder político era fortemente centralizado na figura do czar. “Era um governo teocrático, e o principal elemento de aglutinação foi a igreja ortodoxa. Os chefes locais eram mantidos prestando tributos ao czar”, explica o historiador. O império foi o maior em continuidade geográfica, diferentemente do romano, que se organizava em torno do Mar Mediterrâneo, e do britânico, que teve colônias espalhadas por todos os continentes.


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Império Britânico

Foi o maior império da história. Já no século 16, conquista a Irlanda, formando seus primeiros embriões. Mas foi só nos séculos 18 e 19 que os britânicos se consolidaram como grande império, ao dominar parte do continente africano e países como Índia, Austrália e Canadá. “Havia uma frase que dizia: ‘O sol nunca se põe no império britânico’, porque ele se espalhou por todo o mundo”, comenta Funari. Suas principais características foram a fortíssima marinha e o domínio econômico sobre as colônias, que forneciam matéria-prima para a Inglaterra e consumiam seus produtos industrializados. “Era um império capitalista, enquanto o romano era escravista, e o russo era feudal”, destaca. O desenvolvimento da indústria no país foi o fator chave que permitiu um acúmulo de capital para investir em frotas marinhas e, com isso, conquistar suas colônias. Suas formas de controle também eram eficazes. “Eles fizeram alianças com elites locais, beneficiando-as, como, por exemplo, os marajás indianos”, explica Pedro. O fim pode ser datado a partir da independência da Índia, em 1947. “Foi o primeiro grande golpe contra a coroa, em que sua maior joia foi perdida. As colônias na África também foram conquistando sua independência nos anos 1950, e, já em 1970, a Inglaterra já não formava mais um império – embora ainda hoje englobe as comunidades britânicas de suas ex-colônias”, diz o professor.

Veja também: Qual é a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha?


Mais uma curiosidade: segundo matéria da revista Mundo Estranho, a nação que mais invadiu outros países na história foi a Inglaterra. Talvez isso explique a força que o inglês tem como idioma universal. Dos 193 países reconhecidos hoje pelas Nações Unidas, 171 (ou seja, 88,6% do total) foram invadidos pelos britânicos em algum momento de sua história. Vale ressaltar que nem todos os países invadidos chegaram a fazer parte do império britânico. Os dados incluem até invasões feitas por exploradores privados e piratas, desde que as aventuras tivessem o consentimento do governo. O Brasil está na lista: em 1591, sob o comando do corsário inglês Thomas Cavendish, os britânicos invadiram, saquearam e ocuparam, por quase três meses, as cidades de São Vicente e Santos. Veja no mapa mundi a seguir quais foram os países que a Inglaterra já invadiu (em vermelho) e os que nunca foram invadidos (em branco):

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Entenda de uma vez por todas a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha

Veja também: Americano, norte-americano ou estadunidense?

Está aí uma dúvida que me acometia desde a infância. Nenhum adulto generoso se deu ao trabalho de explicar isso ao pequeno Charles – nem mesmo as professoras de geografia! Somente depois de adulto – com uma ajudinha do Google – é que essa dúvida me foi esclarecida. Compartilho a descoberta por entender que muita gente sente a mesma dificuldade quando ouve falar em Brasil x Grã-Bretanha numa modalidade qualquer dos Jogos Olímpicos; ou em Brasil x Inglaterra numa partida de futebol. Às vezes parece ser tudo uma coisa só e, às vezes, coisas diferentes. Vamos aos “tira-teimas”:


INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja abaixo). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou, em extensão territorial, o maior império de todos os tempos.


GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, Escócia e País de Gales. O termo muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha: a Irlanda do Norte.


REINO UNIDO

O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (nome oficial), é um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, e o chefe do governo é um primeiro-ministro eleito por um Parlamento central em Londres. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também possuem assembleias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões locais.


ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda. Nesta última ficam dois países: a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

Com informações de: Mundo Estranho.


Resumindo:

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Entenda a história da bandeira britânica:


Mapa político do Reino Unido:

Clique na imagem para ver em tamanho grande.

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Nerdologia sobre o Brexit

Uma questão de nacionalidade: Americano, norte-americano ou estadunidense?

USA

Qual a maneira correta de indicar a nacionalidade de quem nasce nos Estados Unidos da América? Como devo me referir a algo que tem origem, características ou ligação com esse país? Americano, norte-americano ou estadunidense? Eu mesmo convivi com essa dúvida por um bom tempo. Somente agora tive a disposição de pesquisar, ler, comparar opiniões e finalmente me posicionar. As três formas são muito comuns no Brasil, muito embora no resto do mundo a primeira seja bem mais usada. Vejamos as principais críticas e objeções suscitadas por brasileiros acerca de cada um dos termos, bem como os melhores argumentos em favor de cada um deles:

Veja também: Diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha


ESTADUNIDENSE

Quem defende o uso da expressão “estadunidense” geralmente está motivado politicamente e influenciado pela ideologia anti-americana. Dizem que “americano” é quem nasce na América; e “norte-americano” é quem nasce na América do Norte. De acordo com esse ponto de vista, qualquer imposição cultural que use outro termo mais abrangente, que não seja “estadunidense”, para referir-se àquele país é de caráter imperialista e deriva do egocentrismo característico desse povo. Segundo essa posição, os próprios “estadunidenses” usurparam o termo e se autodenominaram “americanos” por se considerarem a parte mais importante da América. Por que só eles teriam o direito de usar como emblema a sonoridade de América, se nós também somos América?


NORTE-AMERICANO

Numa tentativa de estreitar o uso do termo “americano”, muito por conta das críticas citadas acima, surgiu a expressão “norte-americano”. Obviamente ela não resolve muita coisa, já que norte-americano claramente se refere à América do Norte. Não há um argumento forte que sustente tal uso: ele cristalizou-se no Brasil aparentemente apenas por conta do uso frequente. Esta é, portanto, uma maneira pouco precisa de se referir a esse povo. Algo como chamar brasileiros de sul-americanos ou latino-americanos.


AMERICANO

O termo mais comum e mais usado em documentos oficiais ao redor do mundo é “americano”. Esta discussão sobre qual dos três termos usar é uma peculiaridade brasileira – que, certamente, surgiu após as objeções anti-imperialistas explicadas acima. Essa discussão é também muito recente, haja vista que “americano” é a forma mais enraizada na história de nossa língua. De Machado de Assis a Caetano Veloso, existe uma tradição cultural séria a legitimar “americano” como termo preferencial para designar o que se refere aos EUA no português brasileiro. Isso sem mencionar que, no passaporte ou no documento de identidade de uma pessoa que pertence aos EUA, está sempre escrito “americana” no campo “nacionalidade”, e não “estadunidense”.

No entanto, sempre houve quem se incomodasse com isso, por acreditar que essa escolha aparentemente inocente traz embutida uma concordância com o sequestro que os ianques supostamente fizeram do termo que deveria ser propriedade de todo o Novo Mundo. O problema é que o principal argumento contra o uso de “americano” – o de que o termo está errado porque se refere ao continente todo – é ingênuo. De acordo com a grande maioria dos dicionários de língua portuguesa, a palavra “americano” é usada para se referir à pessoas do continente americano e/ou pessoas que são dos EUA. Ou seja, tem os dois usos – assim como “mineiro” pode designar tanto um trabalhador de minas, seja ele búlgaro, indonésio ou cearense, quanto uma pessoa natural do estado de Minas Gerais, e o contexto resolve qualquer possível ambiguidade.

Existem críticas muito consistentes aos termos alternativos. A expressão “estadunidense” é a que menos faz sentido. Quem está um pouco familiarizado com a História do Brasil deve se lembrar que nosso país, antes de se chamar oficialmente “República Federativa do Brasil”, chamava-se “Estados Unidos do Brasil”. Mas nem por isso nosso povo foi, naquela época, chamado de “estadunidense”: éramos, ainda assim, “brasileiros”. Isso porque o termo “Estados Unidos” diz respeito à forma de organização política, e não ao nome do país propriamente dito. “Estados Unidos”, nesse caso, equivale a “República Federativa”. Chamar um americano de “estadunidense” seria o equivalente a chamar um brasileiro de “republicano-federativo”. O mesmo vale para as pessoas que nascem no Reino Unido da Grã-Bretanha. Seguindo a mesma lógica que querem os defensores do termo “estadunidense”, os súditos da rainha deveriam ser chamados de “reinunidenses” em vez de “britânicos”. Ora, se o povo dos Estados Unidos do Brasil sempre foi chamado de “brasileiro”, o povo da República Federativa do Brasil continua sendo chamado de “brasileiro” e o povo do Reino Unido da Grã-Bretanha é chamado de “britânico”, devemos, por coerência, chamar o povo dos Estados Unidos da América de “americano”.

Precisamos repensar nosso urbanismo

Proponho uma experiência simples: Abra o Google Maps, escolha uma cidade brasileira qualquer e dê um zoom em um bairro residencial de classe média. Pela imagem de satélite, você provavelmente verá que a paisagem é predominantemente cinza (de cimento, concreto e asfalto) e marrom (dos telhados), com poucos pontos verdes (das árvores). Solte o bonequinho do Street View em uma rua qualquer e constatará que as casas são todas muradas e com grades. As calçadas são irregulares e desniveladas.

Mooca - SP
Mooca, bairro central de São Paulo

Agora escolha uma cidade aleatória dos Estados Unidos (ou de qualquer outro país desenvolvido no mundo) e dê um zoom em um bairro residencial também de classe média. Pela imagem de satélite, você provavelmente verá que a paisagem é predominantemente verde, por causa das muitas árvores e dos quintais gramados. Solte o bonequinho do Street View em uma rua qualquer e constatará que as casas não têm muros nem grades. As calçadas são todas padronizadas e planas.

Bronx - NYC
Bronx, distrito mais pobre de Nova York

Qual ambiente urbano você considera mais agradável para se viver? Certamente não é aquele com o qual estamos acostumados. Isso significa que precisamos repensar nosso urbanismo, nossa forma de organizar as cidades. É claro que, antes de mudar a cultura dos muros nas casas, precisamos garantir o mínimo de segurança pública. Mas há algo que já podemos começar imediatamente: a questão do verde, a arborização, o cultivo de jardins e gramados. Só isso já transforma surpreendentemente a paisagem urbana, deixando-a muito mais agradável.

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