Galera, eu sei que é chato ficar repassando e-mail, mas este eu faço questão de divulgar: a causa é boa e merece nossa atenção. Reproduzo abaixo um e-mail que recebi do grupo Avaaz, maior comunidade de campanhas online do mundo, que ajudou muito para que os projetos de lei SOPA e PIPA não fossem aprovados. Leia:

Queridos amigos,

Todos disseram que era um negócio já fechado. Algumas das empresas mais ricas do mundo queriam que os políticos dos EUA aprovassem uma lei que ameaçaria uma internet livre, e ninguém poderia detê-los. Entretanto, uma petição com 3 milhões de assinaturas, centenas de milhares de telefonemas e milhares de artigos de imprensa depois, fizeram com que os políticos se se afastassem dos projetos de lei SOPA e PIPA! Não acabaram com eles ainda, precisamos nos manter vigilantes, mas é certo que eles fracassaram nesse momento.

Esta é mais uma vitória da ascensão do poder do povo que está varrendo o mundo e a Avaaz é o epicentro online disso tudo. Somos a maior comunidade mundial de campanhas feitas por pessoas empoderadas, que tem 12 milhões de membros vindos de todos os países do mundo. Clique AQUI para ver vitórias que conquistamos nos últimos meses ou ler matérias sobre a Avaaz nos principais jornais do mundo, entre eles o Valor Econômico e a Gazeta do Povo, em português. Juntos nós podemos obter ainda mais vitórias!

3 milhões de pessoas aderiram à campanha para salvar a internet nas últimas semanas! Mas novas ameaças à liberdade na Internet estão surgindo de todos os cantos do globo. Em resposta, talvez esteja na hora de passarmos da defesa para o ataque, tentando bloquear o compromisso de nossos governos com a liberdade na internet, antes que as forças da censura cheguem até eles. Precisamos escolher os nossos próximos passos com sabedoria. Clique AQUI para participar de uma enquete e decidir para onde a campanha para salvar a internet deve ir em seguida. 

Eles realmente disseram que a luta por uma internet livre não podia ser ganha. No entanto, foi e será, porque cada vez que nos reunimos e trabalhamos juntos como pessoas além de limites e fronteiras, nada pode nos deter. Há muitos problemas no mundo, e com cada um deles, o que acontece depois depende de nós. Vamos permanecer unidos!

Com esperança,

Ricken, Emma, Jamie, Morgan, Benjamin, Veronique, Maria-Paz, Shivendra e o resto da equipe da Avaaz

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O YouTube, maior site de vídeos da web, anunciou na manhã de ontem que encerrou 2011 com seus usuários enviando em média 60 horas de vídeo por minuto (ou 1 hora de vídeo por segundo) para seus parrudos servidores. Esse número é 30% maior que as 48 horas de vídeo por minuto registradas em maio.

Já em visualizações desses vídeos, o YouTube disse que atingiu uma média de 4 bilhões de pageviews por dia. Eles aproveitaram o número especial para criar um comemorativo chamado One Hour Per Second, em que cita acontecimentos insólitos que podem acontecer no tempo em que os vídeos sobem para seu serviço. Confira seu vídeo de apresentação logo abaixo: 

Comprado por US$ 1,65 bilhões pelo Google em 2006, o site teve receita de US$ 5 bilhões no ano passado graças à veiculação de anúncios incorporados em seus vídeos, informou a gigante da web na semana passada. Ainda que a maioria esmagadora dos vídeos do YouTube não sejam monetizados, a cada semana 3 bilhões de novos vídeos são eleitos para receberem anúncios.

Fonte: Tecnoblog.

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A Academia de Hollywood divulgou, na manhã de hoje, os indicados ao Oscar de 2012. A música original do filme Rio, uma composição dos brasileiros Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, concorre como favorita. Veja aqui a relação completa (com links para sinopse e trailer).

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Como um fã de Matrix, eu sempre fui fascinado pelo mundo retratado no filme (tirando, é claro, a aniquilação iminente da humanidade). A tecnologia mostrada em Matrix sempre me deixou boquiaberto.

A boa (?) notícia é que, se depender de um grupo de cientistas da Universidade de Boston (EUA) e da Universidade de Kyoto (Japão), tal futuro está mais perto do que imaginávamos: eles conseguiram criar uma técnica que vai permitir aprender ao estilo Matrix! Felizmente a técnica criada pelo grupo não exige fincar um pedaço de metal na massa cinzenta.

Para os leitores que ainda não viram o filme, eis um spoiler que é demonstrado no vídeo abaixo: no mundo de Matrix, as pessoas aprendem coisas por meio de download de informações diretamente no cérebro! Veja:

O artigo que descreve essa técnica foi publicado recentemente na revista Science e basicamente usa uma máquina de ressonância magnética para estimular a criação de padrões já pré-conhecidos dentro do cérebro. Seria possível, por exemplo, gravar um padrão de alguém que é bom em natação e implantar esse padrão em outras pessoas que não saibam nadar, fazendo com que elas aprendessem essa útil habilidade.

Em tradução livre, a técnica se chama “Aprendizado Perceptual Induzido por Neurofeedback de um fMRI Decodificado Sem Apresentação de Estímulo”. Ou APINFDSAE, se você quiser usar a sigla traduzida que eu acabei de inventar (rsrs).

Com a criação da técnica, no entanto, surgiu um dilema: como ela permite implantar esse tipo de padrão sem a necessidade de um estímulo visual, poderíamos, em teoria, implantar padrões em cérebros de pessoas sem que elas soubessem. Por isso os cientistas estão cautelosos com o desenvolvimento dessa técnica, para impedir que elas caiam nas mãos erradas e sejam usados com fins menos do que legítimos.

Para ser sincero, acho que a questão da ética é um ponto interessante e que deve ser debatido. Mas quero saber mesmo é onde me voluntário para ser cobaia desse experimento!

Fonte: Tecnoblog.

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Os controversos projetos de lei SOPA e PIPA, que visam proteger a propriedade intelectual e os direitos autorais, geraram imensa repercussão nesta semana, tornando-se alvos de protestos e discussões acaloradas em todo o mundo.

Entenda os projetos de lei

SOPA é a sigla para “Stop Online Piracy Act” (em tradução livre, “Lei de Combate à Pirataria Online“), um projeto de lei da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de autoria do representante Lamar Smith e de um grupo bipartidário composto por 12 participantes. O projeto SOPA tem como objetivo ampliar os meios legais, dando aos donos de direitos autorais total controle sobre a distribuição de qualquer conteúdo online, tornando assim o acesso extremamente limitado.

PIPA é a sigla para “Protect Intellectual Property Act” (em tradução livre, “Lei para Proteger a Propriedade Intelectual”), um projeto de lei proposto pelos mesmos representantes do projeto SOPA, cujo objetivo é proteger as empresas detentoras de direitos de propriedade intelectual, tais como: gravadoras de música, estúdios de cinema, emissoras de TV, dentre outras. A lei visa punir sites, blogs, redes sociais e afins, que permitam a divulgação de conteúdos com propriedade intelectual protegida (copirigth), podendo serem retirados do ar ou ter seus autores presos, caso a lei não seja cumprida.

O vídeo abaixo explica tudo de maneira descomplicada:

As empresas por trás do SOPA/PIPA

As grandes responsáveis pela criação dos projetos SOPA e PIPA são as gigantes do entretenimento, especialmente as indústrias do cinema e da música. A lista de empresas que apoiam ambos os projetos de lei é extensa, dentre elas figuram: EMI, Marvel Entertainment, Nike, Time Warner, Universal Music, dentre outras. Do outro lado do ringue, existem diversas empresas que se opõe aos projetos de lei, especialmente os gigantes da internet, como: Wikipédia, Google, Facebook, Twitter, Yahoo!, dentre outras. Inclusive tendo o apoio do atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O grande protesto

Algumas das maiores empresas que se opõe aos projetos SOPA e PIPA promoveram um protesto organizado na última quarta-feira (18) retirando seus sites do ar ou exibindo mensagens de protesto em suas páginas iniciais. A Wikipédia ficou o dia todo fora do ar, estampando em sua homepage apenas a frase “Imagine o mundo sem conhecimento livre”.

A página do Google nos EUA inicialmente colocou uma tarja preta de luto sobre sua logo. Horas depois, exibiu a seguinte frase: “Diga ao Congresso: ‘Por favor, não censurem a web’!”. A frase tinha um link para uma petição online promovida pela empresa, que contou com mais de 4,5 milhões de assinaturas em menos de 24 horas. A petição foi encaminhada pelo Google ao Senado norte americano.

No dia seguinte, data em que seria realizada a votação, a mesma foi adiada para o próximo dia dia 24/01/12 (terça-feira). 18 senadores retiraram seu apoio aos projetos SOPA e PIPA, em virtude dos protestos realizados na internet.

A queda do MegaUpload

Após a vitória parcial contra o SOPA/PIPA, eis que surge uma nova revolta: o maior e mais popular site de compartilhamento de arquivos da internet, o MegaUpload, foi retirado do ar pelo FBI no dia 19/01/12, causando a indignação de todos os seus usuários. Seu fundador, Kim Dotcom, de 37 anos, foi preso em sua mansão na Nova Zelândia. A ação gerou revoltas entre a grande maioria dos internautas, servindo como prévia do rumo que as coisas tomariam caso os projetos SOPA e PIPA viessem a ser aprovados.

A ação do FBI em meio aos protestos dos projetos SOPA e PIPA foi vista como uma espécie de aviso ou ameaça por grande parte dos usuários. Entre as discussões, questiona-se a legitimidade das acusações do FBI e acredita-se que por trás da ação estejam envolvidas as grandes companhias do entretenimento.

A retaliação e o poder do Anonymous

Em meio às discussões acerca do MegaUpload, o conhecido grupo hacker Anonymous divulgou por meio de seus canais oficiais no Twitter que uma retaliação estava em andamento como resposta às ações do governo norte americano e do FBI. O grupo hacker anunciou que iria derrubar diversos sites de empresas envolvidas com os projetos SOPA/PIPA e que supostamente eram responsáveis pela retirada do MegaUpload.

Poucos instantes após o anúncio, os ataques começaram. Os alvos foram os seguintes sites: RIAA, MPAA, Universal Music, Warner Music Group, MGM, Warner Bros, US Copyright Office, Departamento de Justiça dos Estados Unidos e até o próprio site do FBI, além de outros alvos menores. O assunto rapidamente se tornou trending topic no Twitter, sendo também amplamente noticiado e discutido em diversas redes sociais, causando picos de acesso em toda a internet.

A vitória

No dia que sucedeu aos ataques, o idealizador dos projetos SOPA e PIPA, Lamar Smith, emitiu um comunicado oficial declarando que ambos os projetos foram arquivados indefinidamente. “Eu ouvi sobre as críticas e irei levar a sério suas preocupações relativas à legislação proposta para resolver o problema da pirataria online. Está claro que nós precisamos revisar a abordagem sobre a melhor forma de resolver o problema dos ladrões estrangeiros que roubam e vendem as invenções e produtos americanos.” [...] “O Comitê Judiciário da Câmara vai adiar a consideração da legislação até que haja amplo acordo sobre uma solução.”

Com o arquivamento indefinido do SOPA/PIPA e com a maioria dos senadores contrários à aprovação das leis (graças aos protestos e as ações do grupo Anonymous), é pouco provável que os projetos sejam retomados, devido à comoção que tal ação causaria. Embora o comunicado deixe clara as intenções do senado, de chegarem a um acordo sobre um projeto que agrade a todos, dificilmente SOPA e PIPA retornam, ao menos da forma em que foram propostos inicialmente.

Conclusão

Os dias 18 e 19 de janeiro de 2012 serão lembrados como os dias em que a internet calou o governo do país mais poderoso e influente do mundo. A internet é de todos. Não devemos permitir que um governo imponha regras sobre como ela deve ser utilizada. A liberdade e a troca de informações devem ser preservadas acima de tudo. As grandes indústrias do entretenimento devem se adaptar aos seu usuários e à modernidade que a tecnologia proporciona, e não o contrário. Empresas que se baseiam em modelos de negócio ultrapassados precisam se atualizar se não quiserem se tornar dinossauros em um mundo moderno.

Fonte: GeekVerse.

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