Nesta quinta-feira (24) o programa Comédia MTV (com os gênios de humor Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Tatá Werneck, Paulinho Serra e Bento Ribeiro) apresentou ”Indiretas Já”, uma sátira venenosa da música “Roda Viva”, de Chico Buarque. No vídeo original, Chico canta junto com o grupo MPB4 durante o 3º Festival de Música Brasileira, no ano de 1967, em pleno regime militar. Veja:

Em “Roda Viva”, fica clara a quantidade de críticas à Ditadura Militar embutidas de maneira indireta na letra – uma forma de se esquivar da censura. Em “Indiretas Já”, Marcelo Adnet e sua intrépida trupe, desfrutando da liberdade dos nossos dias, denunciam a ”Roda Viva” dos dias atuais. Tem tanta piada interna, tanto cutucão, tanta referência na entrelinha… Mais uma bola dentro do Comédia MTV!

Se você ficou boiando no meio de tantas críticas contidas na canção, acompanhe abaixo algumas explicações didáticas:

Plim Plim coloriu 89, editou pra não ver Lulalá = referêcncia ao apoio da Globo a Fernando Collor nas eleições presidenciais de 1989 (e o boicote a Lula na edição de um debate entre os então candidatos).

Olimpíada não se promove = referência às Olimpíadas de Londres (2012), cujos direitos de transmissão foram comprados pela Record e não podem sequer ser mencionados pelos apresentadores da Globo.

É “bueno” a boca calar = referência ao movimento Cala Boca Galvão, durante a Copa do Mundo FIFA de 2010.

Liberta a raposa do cabo = referência à briga para que a Fox Sports saia da TV a cabo e vá para a TV aberta nos EUA.

Chato que não deu pra acabar = referência ao filme “Chatô, o Rei do Brasil”, dirigido por Guilherme Fontes, que não foi terminado, embora tenha consumido muitos recursos do Governo Federal pela Lei de Incentivo à Cultura.

Tem cenoura no angu do Gomes = o Angu do Gomes era uma barraquinha muito famosa no Rio de Janeiro nas décadas de 50 a 80. Esse trecho se refere ao boato de 2008, onde o ator Mário Gomes teria ido para o hospital com uma cenoura entalada no rabo.

Veste a carapuça pra lá = na época que contou a história da cenoura, Daniel Filho não revelou o nome do ator.

Todo mundo já foi pra Band. Tem argentino, tem arregão = referência à ida do programa Pânico para a Band. O argentino é o Bolinha e o arregão é o Ceará.

Quem mexeu com os garis ontem, vai virar piada amanhã = referência ao âncora do Jornal da Band, Boris Casoy, que falou mal dos garis sem saber que estava no ar e virou piada na internet.

Nem tudo é possivel sem flores. Marido falou muito mais = referência à apresentadora Chris Flores, que saiu do programa Tudo é Possivel por causa de uma briga com o marido de Ana Hickman.

Papa raso quem não teve fama = referência aos Paparazzi e às fofocas e futilidades do programa TV Fama (da Rede TV).

Erra sete pra desinformar = referência ao R7.com, o portal de notícias da rede Record.

Tem gente que não é criativa, copia, faz mix por lá = Indireta para a TV Mix, que copiou os (conceitos dos) programas da MTV.

Mas quando a casseta vai fundo, nem adianta miar = referência ao novo programa do Casseta & Planeta e à contratação de Mia Mello.

Agora é tarde, saturday é sunday = referência ao programa Agora É Tarde, apresentado por Danilo Gentili e ao novo programa de Rafinha Bastos na Rede TV, Saturday Night Live, que, apesar do nome, vai ao ar no domingo.

Quanto é que custa o Maracanã = referência às falhas no projeto e no orçamento da reforma do estádio.

A tarde é suja de sangue = referência ao programa ”A Tarde É Sua” (Rede TV), da Sonia Abraão, que exagera na cobertura de crimes e mortes.

O Rei fazendo operação = referência ao Dr. Rey, cujo programa na Rede TV mostra cirurgias plásticas.

Pastor só sai de madrugada. Rebanho não pode enxergar = referência aos horários vendidos pelas emissoras aos programas religiosos, geralmente de madrugada.

Dizem-me (dízimo) que quem não paga, mais cedo (Macedo) ou mais tarde, cai cai = referência às idas e vindas de José Luiz Datena, que saiu sob multa da Record, do bispo Macedo, foi para a Band, depois voltou para Record, foi limado pela diretoria, que o colocou em horários estranhos, voltou para a Band, e hoje apresenta, além do Brasil Urgente, o Quem Fica Em Pé?, programa em que os perdedores caem em um alçapão.

ET massageou minhas costas. Desculpe, errei de TV (Rede TV) = referência ao depoimento de Daniela Albuquerque, apresentadora da Rede TV, sobre sua experiência física com ETs.

Está a maior zorra na praça, só pra agradar a classe C = referência aos programas de humor “A Praça é Nossa” (SBT) e “Zorra Total” (globo), que têm a classe C como público-alvo.

Anãozinho, bunda gigante, tem dançarina, competição. Vai já pro sofá figurante, reality vale um milhão = referência a vários programas da TV brasileira, como Legendários (Band), O Melhor do Brasil (Record), Big Brother Brasil (Globo), A Fazenda (Record), etc.

Um belo monte de artistas, pra gota d’água não cair = referência ao projeto Gota D’água, contra a construção da usina de Belo Monte, que conta com a presença de muitos artistas.

Mas no delta da cachoeira, tucano não pode sorrir = referência às recentes suspeitas de corrupção envolvendo a Construtora Delta, do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Tucano é o símbolo do PSDB.

Calou-se o prefeito na sombra, o André deu perda total = Sobre o escândalo de Celso Daniel, que morreu por supostamente não concordar com a corrupção petista em Santo André-SP e seu (suposto amante) assessor Sombra, que é réu nas investigações.

Ai que (Eike) bom ter o mapa da mina = referência às suspeitas de que o pai de Eike Batista, empresário do ramo da mineração (e o homem mais rico do Brasil), soltou alguns mapas de minas de ouro para ele, antes de serem públicos.

Paris quem descobriu foi Cabral = referência a Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro e dono da Delta Construções, que foi denunciado pelo blog do Garotinho enquanto tirava férias em Paris.

Um tem sobrancelha gigante. Uma é caipira, a outra é anã. Um careca e outro fumante = respectivamente: Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Tatá Werneck, Paulinho Serra e Bento Ribeiro.

MTV acaba amanhã = depois de tantas críticas, a MTV ganhou muitos inimigos, que vão tentar derrubá-la a todo custo.

E aí, ficou faltando indireta pra alguém?

Com informações de Trabalho Sujo e Não Salvo.

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Primeiro a notícia:

Neste sábado, 26 de maio, a partir das 16h, será realizada na praça Antenor Navarro, no Centro Histórico de João Pessoa-PB, uma marcha pela legalização da cannabis sativa, a famosa maconha. Mais informações na página oficial do evento no Facebook.

Agora minha opinião:

Entendo que o problema da marcha da maconha, entre outras manifestações desse tipo, é o seguinte: em vez de tirar, reforça o charme do uso da droga. No fim das contas, o que fica é o debate entre a repressão, simbolizada pela polícia, e os jovens que pregam a liberdade. De qual lado os jovens tendem a ficar?

Acho que a descriminalização da maconha seria um mal menor. Não é um assunto policial, mas de saúde pública. No caso do cigarro, visto como algo charmoso por muitas gerações, há um esforço de mostrar seus efeitos negativos no corpo. E aí não tem nada de charmoso. É gente ganhando dinheiro para produzir câncer.

Quando se coloca o debate entre polícia versus maconha, parece que a droga simboliza liberdade. E não é liberdade. A maconha pode ser muito menos nociva do que o cigarro, a bebida ou outras drogas, mas ainda assim é um problema de saúde. Há uma série de estudos mostrando como o abuso da maconha tende a afetar a memória, dificultando o desempenho escolar e profissional. Ter essas habilidades reduzidas significa perder autonomia e, portanto, liberdade.

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A declaração acima gerou muita polêmica na manhã desta segunda-feira (21). Ela foi feita via Twitter pelo líder da Igreja Universal e dono da rede Record, bispo Edir Macedo. No microblog, nenhuma mensagem anterior do bispo indica o motivo de tamanha “aloprada”, que foi “retuitada”por mais de 50 pessoas. Um dos internautas que retransmitiu a afirmação do bispo insinuou que ele sofre de “bipolaridade”, e outro disse que “se a religião é a porta do inferno, Edir Macedo é o pedágio”.

Essa não é a primeira vez que Macedo se manifesta contra a religião através das redes sociais. No início de março ele publicou na rede uma mensagem na qual escreveu: “Ateu sim, religioso não”, junto a um link de um texto em seu blog no qual afirma: “O mal trabalha forte com as religiões para manter suas vítimas resignadas com suas mazelas”, e completa dizendo que “neste caso, é melhor ser ateu”.

Críticas à religião é um assunto constante em textos escritos por Macedo. Em 2009 ele apoiou, em um de seus escritos, a famosa frase de Karl Marx: “A religião é o ópio do povo”, e afirmou que “a religião atrai as pessoas, sem que elas percebam, para infiltrar em suas mentes pensamentos totalmente contrários ao que Deus ensina, fazendo, assim, com que sejam cauterizadas em seus entendimentos”.

Agora eu fico me perguntando… O que ele acha que é a Igreja Universal, senão uma religião? Não vale dizer que é uma empresa, combinado?!

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Entenda a polêmica do Código Florestal

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Finalmente pude assistir “O livro de Eli”. O filme começa parado, sem ação, apenas com o personagem principal, Eli (Denzel Washington), vagando pelas ruas quase desertas e pelas ruínas de uma cidade totalmente destruída. A falta de ação, o clima tenso e pesado e a fotografia escura e sem cor me desmotivaram logo no começo do filme. “Que filme chato”, pensei. Bastou mais alguns minutos para que eu mudasse de opinião.

A história se passa em algum ponto do futuro, depois da 3ª guerra mundial, quando grande parte da população mundial havia morrido. Os que conseguiram escapar da destruição encontravam-se na mais absoluta miséria, com exceção daqueles que possuíam o monopólio da água, um dos bens mais preciosos da terra “pós-fim”.

Numa das cenas mais intrigantes do filme, Eli explica para a jovem Solara (Mila Kunis) – sua nova amiga – como era o mundo há 30 anos, antes da “explosão”. Ele diz:

“As pessoas tinham mais do que precisavam. Não tínhamos ideia do que era precioso e o que não era. Nós jogávamos fora coisas pelas quais se mataria hoje.”

Sob a alegação de que a guerra foi causada por motivos religiosos, todos os exemplares da Bíblia foram queimados pela população enfurecida. Anos depois, Eli encontra, sob os escombros de um prédio, um exemplar do Livro Sagrado – o último que restou. Depois de passar por uma experiência mística, ele acredita ter recebido a missão de proteger o Livro e levá-lo em segurança para o oeste, sem nenhuma informação mais precisa. Movido apenas por fé, ele vai andando na direção oeste, sem saber onde vai chegar, nem quando a peregrinação deve terminar.

Um grupo com interesses de dominar o mundo manipulando as massas tenta possuir o último exemplar do Livro Sagrado. Eli, por sua vez, como um exímio conhecedor de artes marciais e habilidoso atirador, mata todos aqueles que o tentam roubar. Para proteger o Livro de Deus, mata-se com espada, revolver, metralhadora e até arco e flecha!

Defesa da fé ou violência em nome de Deus?

Um dos episódios mais escuros da história do cristianismo tem seu início entre 1088 e 1099, sob a liderança do Papa Urbano II. As cruzadas, movimento expansionista religioso, eram a versão cristã da Jhijad islâmica. Durante as viagens dos soldados da cruz, morreram muçulmanos, judeus e místicos de diferentes vertentes contemplativas. A Santa Inquisição assassinou 9 milhões pessoas, perpetuando-se como o maior massacre de todos os tempos. Entre as vítimas estavam ciganos, esotéricos, judeus, muçulmanos e até estudiosos e cientistas. Morte em nome de Deus e do cristianismo.

Os episódios narrados servem para ilustrar o quanto o protagonista do filme, embora muito diferente de Cristo, se assemelha aos cristãos. Jesus foi pacífico e pacificador, e jamais insinuou uma revolução pela força. Seu plano de dominação do mundo se daria através do amor: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13:35). Ele jamais conclamou seus servos a matarem em seu nome. A fé cristã não deve produzir mortes, mas gerar vidas.

Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão, escreveu:

“O Livro de Eli” é um retrato do passado da nossa fé, e nos permite reavaliar o presente afim de não construir nossa defesa sobre o cimento do ódio e das vaidades pessoais. Penso que a análise do filme é válida para fazer-nos repensar nosso trabalho, nossa paixão e pregação, pois de outro modo corremos o risco de matar em nome da vida.

Assista o trailer AQUI.

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