Estados brasileiros comparados a países

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Os 193 países do mundo (reconhecidos pela ONU) possuem juntos uma área total de aproximadamente 136.620.898 km². Dividindo isso igualmente entre eles, temos que 707.880 km² é aproximadamente o tamanho médio de um país hoje. Considerando apenas o continente europeu, sua área total é de aproximadamente 10.180.000 km². Dividindo isso igualmente entre os 50 países que compõem a Europa, temos que 203.600 km² é aproximadamente o tamanho médio de um país europeu. A União Europeia, por sua vez, é formada por 28 países, quase como o Brasil, que tem 27 unidades federativas. No entanto, sua área total é de apenas 4.324.782 km², quase a metade do Brasil (8.515.767 km²). Fazendo com a UE os mesmos cálculos acima, temos que a área média de um país membro da UE é de 154.456 km². Resumindo, isso significa que boa parte da população mundial considera como sua pátria, sua nação, um território com área entre 200 e 700 mil km² (uma área do tamanho do estado de São Paulo, Minas Gerais ou Bahia).

Com dimensões continentais (8.515.767 km², quase o tamanho da Oceania), o Brasil está muito longe desse padrão; de modo que muitos Estados brasileiros possuem dimensões bem maiores que o tamanho médio de um país. Dizer que o Brasil é um país de proporções continentais já é um clichê. Em área, muitos de nossos Estados são maiores do que grandes potências europeias. Um professor universitário da Nova Zelândia, Roberto Rocco (que pelo nome desconfio que seja brasileiro), criou o mapa abaixo, que compara a área dos Estados brasileiros ao de vários países de todos os continentes. Talvez isso explique tantos sotaques e culturas diferentes em cada estado brasileiro.

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Criação de novos Estados brasileiros

Você sabia que, se todos os processos de fragmentação atualmente em trâmite na Câmara e no Senado fossem aprovados, o Brasil passaria a ter 40 unidades federativas? Só a título de curiosidade, olha como ficaria o nosso mapa político:

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No Peru, menina é mãe aos 5 anos

Veja também: O sultão do Marrocos que teve 888 filhos

Lina Medina é a mais jovem mãe confirmada na história da medicina. Ela nasceu em 27 de setembro de 1933 em Antacancha, no Peru, e teve um filho com apenas 5 anos de idade. Seu pai, Tiburcio Medina, notou que Lina estava com a barriga avolumada e, ante as crendices de seus vizinhos que diziam que a menina tinha uma cobra dentro e culpavam Apu, o espírito dos Andes, levou-a aos curandeiros da aldeia, que disseram tratar-se de um tumor e aconselharam que levasse-a até Pisco, a cidade mais próxima. O médico Gerardo Lozada atendeu a garota e levou-a para Lima, a capital, onde outros especialistas diagnosticaram que Lina estava realmente grávida.

Lina começou a menstruar antes dos 3 anos e engravidou antes dos 5 anos. Nove meses depois, em 14 de maio de 1939, Lina deu a luz a um menino mediante uma cesárea realizada pelo Dr. Lozada e o Dr. Busalleu (cirurgiões), e o Dr. Colretta (anestesista). Seu filho, Gerardo Medina, pesou 2700 gramas. Os avós recusaram uma oferta de viajar para ser exibidos na Feira Mundial de Nova York (com despesas pagas e 4 mil dólares por mês). Mas aceitaram outra oferta, de 5 mil dólares de um empresário americano para que mãe e filho viajassem para ser pesquisados por cientistas dos EUA (a proposta incluía um fundo que garantiria seu bem-estar pelo resto da vida). O governo peruano decidiu criar uma comissão especial para protegê-la, mas em poucos meses abandonaram o caso.

O recém-nascido foi criado acreditando que era filho de seus avós e somente aos 10 anos foi avisado de que Lina não era sua irmã, mas sua mãe. Em 1979 (aos 40 anos) morreu de uma rara doença na medula óssea. Não se sabe quem foi o pai do menino, pois Lina nunca contou sobre como havia sido violentada. O pai de Lina, Tibúrcio  esteve preso vários dias como suspeito da violação. Quando foi liberado, as suspeitas recaíram sobre um dos irmãos de Lina, que era deficiente mental. Aos 33 anos, Lina se casou com Raúl Jurado, e aos 39 anos (em 1972) teve outro filho, que emigrou para o México. Hoje ela vive em um bairro pobre de Lima. No Peru, espalhou-se uma crendice popular de que Lina era uma espécie de Virgem Maria, que tinha concebido por obra e graça do Espírito Santo, e, ainda hoje, o povo de Antacancha crê que Gerardo era filho do deus Sol.

Outras curiosidades envolvendo a maternidade: A avó mais nova de que se tem notícia tinha apenas 17 anos. A nigeriana Mum-Zi teve sua primeira filha aos 8 anos. Esta sua filha também se tornou mãe aos 8 anos, fazendo de Mun-Zi a avó mais jovem do mundo, antes mesmo de completar a maioridade. Além dessas, há também a história da iraquiana que engravidou de 13 gêmeos e da mulher que teve ao todo 69 filhos.

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O sultão do Marrocos que teve 888 filhos

Veja também: No Peru, menina é mãe aos cinco anos

O homem com o maior número de filhos de que se tem notícia na História é o sultão marroquino Moulay Ismail (1672-1727), que possuía um harém com 500 mulheres, entre esposas e concubinas, e gerou um total de 888 filhos (548 rapazes e 340 moças). Ele mandou construir uma cidade para lhe servir de capital, que é por vezes chamada “Versalhes de Marrocos”, por causa da sua extravagância. Inspirado pelo Rei Luís XIV da França, Ismail iniciou a construção de um palácio imperial e outros monumentos. No seu auge, o império de Ismail estendeu-se desde a atual Argélia até à Mauritânia.

Ismail é uma das figuras mais marcantes da história do Marrocos, bem conhecido pela sua crueldade. Para intimidar tribos rivais, ordenou que os muros da cidade fossem “adornados” com 10 mil cabeças de inimigos assassinados. A facilidade com que ele condenava à decapitação ou à tortura os criados que considerava preguiçosos tornou-se lendária. Nos 20 anos que duraram seu regime, estima-se que cerca de 30 mil súditos morreram em consequência de suas decisões. Ismail usou cerca de 25 mil prisioneiros cristãos e 30 mil criminosos comuns como trabalhadores escravos na construção da sua grande cidade. Foram capturados mais de 16 mil escravos da África subsaariana para servir a sua guarda de elite. Pela altura da morte de Ismail, a guarda aumentara 10 vezes de tamanho, tornando-se o maior exército da história marroquina. O grande e luxuoso mausoléu onde Ismail está sepultado permanece aberto para visitação até hoje.

Relatos de autocirurgias

Em 1959, Leonid Rogozov, recém-graduado em medicina, foi imediatamente aceito para fazer residência como cirurgião. No entanto, seus estudos foram adiados devido à viagem à Antártida em setembro de 1960 como médico da expedição soviética à estação Novolazarevskaya. Durante a expedição, aconteceu um evento que fez com que o médico de 27 anos se tornasse famoso no mundo todo. No quarto mês do inverno, Leonid apresentou sintomas inquietantes: fraqueza, náuseas, febre e dores. No dia seguinte, sua temperatura subiu ainda mais. Sendo o único médico na expedição composta por 13 pessoas, Leonid diagnosticou a si mesmo com apendicite aguda. Era, então, necessária uma operação de urgência e a única saída era operar a si mesmo.

Não havia aviões em qualquer das estações mais próximas, além das condições meteorológicas adversas, que não permitiriam de forma alguma sair dali. Na noite de 30 de abril de 1961, o cirurgião foi auxiliado por um engenheiro mecânico e um meteorologista. Um entregava a ele os instrumentos cirúrgicos e o outro segurava um pequeno espelho sobre sua barriga para que melhor enxergasse. O médico fez uma anestesia local com solução de novocaína seguida de uma incisão de 12 centímetros na região ilíaca direita com um bisturi. Usando a visão do espelho e o tato, ele removeu o apêndice inflamado e injetou antibiótico na cavidade abdominal. Mas não foi nada fácil: 40 minutos após o início da operação Leonid sentiu um incipiente desmaio com o formigamento e vertigem que percorreu todo seu corpo obrigando o cirurgião a fazer algumas pausas para descanso. No entanto, à meia-noite a operação com duração de 1h45 havia terminado. Cinco dias depois a temperatura normalizou, em 2 dias os pontos foram retirados. Expostos em um museu de São Petersburgo, na Rússia, há até hoje uma exposição dos instrumentos cirúrgicos usados por Rogozov naquela operação.


Um segundo caso no Brasil:

Tem gente que desmaia quando corta o dedo. E cortar a própria barriga de propósito, então? Com certeza muitos não conseguiriam mesmo que disso dependesse suas vidas. Não é o caso do cirurgião plástico brasileiro Luiz Américo de Freitas Sobrinho, que recentemente realizou uma autocirurgia plástica no abdome inferior. Mas por que ele fez isso? Segundo o próprio médico, pela curiosidade, pelo desafio, pelo aprimoramento técnico e profissional e, claro, como todo bom cirurgião plástico, pela estética, que é a finalidade principal desse tipo de cirurgia. “Pesquisei por cerca de uns 2 anos os prós e contras da autocirurgia. Alguns colegas me apoiaram, outros me aconselharam a iniciar uma terapia e, por sorte, o restante me desafiou. Estes últimos contribuíram para que eu tomasse tal decisão, tendo em vista que gosto muito de desafios”, conta o Dr. Freitas Sobrinho. Além disso, ele disse que, ao ler a história do médico soviético Leonid Rogozov (caso acima), recebeu o impulso que faltava para fazer o mesmo que o corajoso colega.

A cirurgia durou cerca de 2 horas. Na sala de operação estavam presentes, além do Dr. Freitas Sobrinho, outros dois médicos cirurgiões e uma clínica geral como equipe de apoio. Freitas Sobrinho utilizou anestesia local para realizar a autocirurgia, como costuma fazer com a maioria dos procedimentos de pequeno e médio porte executados por ele em sua clínica. A anestesia local e sedação muscular são preferíveis à anestesia geral e sedação venosa, já que o sangramento nesses procedimentos é quase inexistente e os riscos da segunda são maiores. O procedimento cirúrgico incluiu a extirpação da pele e do tecido gorduroso na forma de uma elipse, mas em pedaços, retirando diversos segmentos de cerca de 10 centímetros cada, cauterizando e dando os pontos. Assista:

Atenção: o vídeo a seguir contém cenas fortes. Se você é sensível a esse tipo de conteúdo, é aconselhável não assistir.

Agora fica a pergunta que não quer calar: como foi que o Dr. Luiz Américo Freitas Sobrinho teve o sangue frio de cortar a si mesmo? Ele disse que não ficou nervoso, nem sequer hesitou ou pensou em desistir, mas teve que lidar com a ansiedade. No fim, acabou se sentindo tão bem que por pouco não realizou pequenas lipoaspirações nas laterais do seu abdome. “Isso só não foi possível porque os colegas e demais funcionários tinham outros compromissos agendados, o que não invalida planos para próximas autocirurgias”, contou, rindo. Claro que autocirurgias não são possíveis em todos os casos, porque há locais em que as nossas próprias mãos não conseguem chegar. Mas o Dr. Freitas Sobrinho não teve muitas dificuldades. “Por alguns momentos, precisei de um espelho que me foi posicionado logo abaixo do meu abdome, apenas para que eu pudesse visualizar a área cirúrgica, mas não para as incisões, porque os movimentos são ao contrário do que a gente pensa em fazer”, explica.

Com informações de: HypeScience.

Experimentos científicos macabros realizados pela antiga União Soviética com cachorros

Um cachorro de duas cabeças e uma cabeça de cachorro mantida viva separada do corpo. Esses são apenas dois exemplos da crueldade que era frequentemente praticada contra animais indefesos em nome de um suposto progresso científico na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Os vídeos contém cenas bastante desagradáveis. Se você é sensível a esse tipo de conteúdo, recomendo não assisti-los.


O cachorro de duas cabeças

Em 1954, o cientista soviético Vladimir Demikhov chocou o mundo quando revelou uma monstruosidade cirurgicamente criada: um cachorro de duas cabeças. Trabalhando em um laboratório localizado nos arredores de Moscou, ele enxertou a cabeça, ombros e as patas dianteiras de um filhote no pescoço de um pastor alemão.

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Demikhov preparou uma apresentação diante de repórteres de todo o mundo. Jornalistas suspiravam enquanto as duas cabeças se debruçavam para beber simultaneamente em uma tigela de leite e estremeciam enquanto o leite da cabeça do filhote pingava do tubo desconectado de seu esôfago. A União Soviética ostentou o cachorro como prova da proeminência médica da nação. No decorrer dos 15 anos seguintes, Demikhov criou um total de 20 outros cachorros de duas cabeças. Nenhum deles viveu por muito tempo, sendo vítimas inevitáveis das consequências de rejeição de tecido. O recorde foi um mês.


A cabeça viva separada do corpo

Podemos sobreviver caso nossa cabeça seja completamente separada do corpo? Muitos diriam que não, mas o cientista Sergei Brukhonenko conseguiu manter a cabeça de um cachorro viva em 1928! Sergei apresentou um vídeo como prova no 3º Congresso de Psicólogos da URSS e graças às maravilhas e horrores da internet, ele está aqui. Neste vídeo perturbador, o cientista manteve a cabeça do cão viva através de uma máquina que ele chamou de “autojector”, que nada mais era do que coração e pulmões mecânicos que supriam as necessidades de sangue e oxigênio da cabeça. A cabeça do cachorro reage a diversos estímulos externos: abre os olhos, lambe a boca e se incomoda com barulhos.

Com informações de: Hypescience.


Sobre animais, ética e ciência

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Qualquer ser humano com os miolos no lugar é avesso à ideia de maltratar um animal – seja ele qual for. E cientistas, ao que tudo indica, são seres humanos. Logo, eles próprios devem repudiar atos causadores de sofrimento a seres inocentes e indefesos. Nos últimos dias, no entanto, o uso de animais em pesquisas científicas voltou a ser fortemente repudiado por grupos de defesa dos direitos dos animais. Acirrados debates pululam na esfera pública. Mas cuidado: um falso maniqueísmo tem sido propalado por contendores desavisados e desinformados.

Alega-se, de um lado, que existem cientistas perversos – que, em seus jalecos brancos impessoais ofuscados pela sedução do progresso científico, seriam insensíveis ao sofrimento da bicharada. E, no extremo oposto, estariam militantes inoportunos – estereótipos de bicho-grilo e defensores de causas perdidas, vegetarianos ou não, que prezam por uma ética universal sem se dar conta de que as próprias vacinas que tomaram quando bebês foram testadas em bichinhos fofos que hoje defendem e querem libertar. Não é raro toparmos com esse tipo de generalização falha. Mas tanto cientistas concordam que o sofrimento animal deve ser evitado ao máximo, quanto militantes e afins entendem o fato de que a ciência, além de prezar pela ética, muitas vezes depende desses experimentos para seguir em frente. A questão é: onde estará o ponto de equilíbrio que norteará os valores éticos e morais de nosso desenvolvimento científico?

“No Brasil, todo laboratório que trabalha com esse tipo de pesquisa deve ter uma comissão de ética para garantir o bem-estar dos animais”, explica o médico Hugo Faria Neto, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A instituição, aliás, divulgou uma nota externando sua posição. O mesmo fez a Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), que publicou uma carta aberta em seu site. A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência também se manifestaram. Fato é que laboratórios precisam seguir rigorosas normas para que, em todas as fases das pesquisas, seja garantido o bem-estar dos bichos. E, sempre que possível, pesquisadores buscam métodos alternativos para evitar o uso de animais. Por exemplo: eles podem utilizar culturas de células, tecidos e mesmo programas de computador para simular os processos biológicos que querem estudar. “Somente em último caso recorre-se ao uso de animais; e, quando isso acontece, eles devem ser muito bem tratados”, diz Faria Neto. Se as normas forem seguidas à risca, os animais de laboratório são criados sob condições rigorosas: alimento de qualidade, água fresca em abundância, locais bem higienizados, até mesmo detalhes como temperatura e iluminação são ajustados pensando no bem-estar deles. “Se algum procedimento mais delicado for necessário, eles deverão estar sob efeito de anestésicos ou analgésicos. É preciso evitar qualquer tipo de sofrimento desnecessário”, conta o médico da Fiocruz.

É desgastante lembrar que novos tratamentos, remédios e curas dependem em grande parte de trâmites que envolvem pesquisas com animais. Igualmente enfadonho é dizer que certos valores éticos e morais são inquebrantáveis e imprescindíveis para a dignidade da condição humana. Somados esses dois fatores, estão lançadas as bases de um infindável debate. Para muitos, a questão não é se devemos ou não parar de utilizar animais em pesquisas, e sim quando e como esse passo será dado. “Nos últimos 20 anos, temos avançado muito nessa questão; houve diminuição significativa do uso de animais em experimentos científicos”, conta o pesquisador da Fiocruz. A tendência, segundo ele, é usarmos cada vez menos animais nas pesquisas. Faria Neto destaca ainda a necessidade de diferenciar a pesquisa médica daquela que visa ao desenvolvimento de novos cosméticos. E pondera: “Antes de usarmos um animal, devemos sempre nos perguntar qual é a real relevância daquela pesquisa”.

Fonte: Revista Ciência Hoje.

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