Viver mais ou viver melhor?

O texto abaixo não é meu, mas bem que poderia ser. Ele expressa exatamente o que penso sobre essa questão. Infelizmente não consegui identificar o autor. Se alguém encontrar a fonte, por favor, me avise.

Não sei quem inventou a ideia de que a longevidade é a coisa mais importante do mundo. Com muita frequência nos veículos de comunicação, nos deparamos com estudos científicos comprovando os mais variados fatores que nos fazem viver mais. “Vegetarianos vivem mais, aponta estudo”. “Pessoas felizes vivem menos, revela pesquisa”. “Pessoas que criam gato cinza, tomam chá em bule de porcelana e dormem viradas para o leste são mais propensas a passar dos 100 anos, afirmam cientistas”. “Nossa! Então vamos parar de comer carne, ser mais tristes, criar gatos cinza (mesmo odiando gatos), tomar chá em bule de porcelana (mesmo odiando chá) e dormir virados para o leste!” – dizem os medíocres. Nossa geração tem mania de avaliar a vida – entendida como este curto intervalo de tempo entre o nascimento e a morte – por meios muito mais quantitativos do que qualitativos. Não importa em que estado, o importante é soprar muitas velinhas. Eu, particularmente, não trocaria 50 anos de boa vida, regrada a muito churrasco, um pouco de bebida alcoólica e algumas extravagâncias aqui e ali, por 100 anos vivendo como um monge budista das montanhas do tibete, comendo gafanhotos e mel silvestre, e privando-me de certas alegrias da vida. Do meu ponto de vista, aqueles 50 anos valem muito mais do que esses 100.

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