Uma analogia da encarnação

Narra-se a história de um homem sábio que, passeando tranquilamente, foi olhar de perto um formigueiro. Quando se abaixou, sua sombra assustou as formigas e elas correram em todas as direções. Tendo uma natureza simpática e amigável, o homem pensou consigo mesmo: “Gostaria de poder conversar com estas pequenas criaturas, para dizer-lhes que não quero lhes fazer nenhum mal”. Mais uma vez, aproximou-se delas, e elas, como da primeira vez, se amedrontaram. Quando ele recuou um pouco, recomeçaram as atividades do formigueiro. Sua mente brincava com o incidente: “Gostaria de poder falar àquelas criaturinhas”. Então ocorreu-lhe o pensamento: “Eu não poderia falar com elas nem mesmo se elas possuíssem inteligência. Ainda que tivessem uma língua e que eu pudesse aprender tal idioma, não conseguiria me comunicar com elas, porque os meus pensamentos não são como os pensamentos delas. Meus termos de expressão não seriam compreensíveis a elas”. Sua imaginação continuou trabalhando: “Se eu pudesse vir a ser uma formiga como elas, e ainda reter minha própria personalidade e consciência, então, vivendo entre elas, conseguiria comunicar-me, e elas entenderiam pelo menos alguma coisa dos meus pensamentos”. O seguinte pensamento raiou-lhe de súbito: “É exatamente isto que os cristãos querem nos dizer: que Deus fez-se homem a fim de revelar-se a nós!”.

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