Ranking do custo de vida nas capitais

De acordo com o ranking abaixo, elaborado pelo site Custo de Vida, São Paulo é a capital brasileira mais cara para se viver, junto com Brasília e Rio de Janeiro. A minha João Pessoa é a mais barata. Aqui, mesmo com a crise e a inflação, seu dinheiro vale mais.

ranking - custo de vida

Vida após o parto

No ventre de uma mulher grávida, dois gêmeos dialogam:

– Você acredita em vida após o parto?

– Claro! Deve haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

– Bobagem, não há vida após o nascimento! Afinal, como seria essa vida?

– Não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que há aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a nossa boca.

– Absurdo! Caminhar e comer com a boca é impossível. O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido, pois o cordão umbilical é muito curto.

– Sinto que há algo mais. Talvez seja só um pouco diferente do que estamos habituados.

– Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

– Bem, não sei exatamente como será depois do nascimento, mas, com certeza, veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

– Mamãe?! Você acredita em mamãe?! Se ela existe, onde está que não posso vê-la?

– Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

– Nunca vi nenhuma mamãe. Por esse motivo é evidente que ela não existe!

– Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Penso que, após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos apenas nos preparando para ela.

(Autor desconhecido)

Fonte: Criacionismo.

O mundo em que nasci

Veja também: Murilo Gun nos anos 80

Minha primogênita nasceu e eu fiquei refletindo sobre o quanto esse mundo em que ela chegou é diferente daquele que eu conheci na infância. Cheguei à conclusão que, em certo sentido, sou velho. Pra começo de conversa, eu e ela nascemos em milênios diferentes: eu no segundo e ela no terceiro milênio da era cristã. Além disso, nascemos em séculos diferentes: eu no século 20 e ela no 21. Quando eu cheguei aqui, em 1989, haviam menos de 5 bilhões de pessoas no mundo, enquanto ela deve ser a pessoa viva de número 7 bilhões e alguma coisa. Ela talvez nunca entenderá completamente as coisas que vou lembrar agora, mas quem, como eu, nasceu nos lendários “anos 80” e viveu a infância intensa dos “anos 90”, com certeza entenderá a nostalgia.

Nasci na época da Guerra Fria. O capitalismo representado pelos Estados Unidos e o socialismo representado pela União Soviética dividiam o mundo em dois, e essa divisão era simbolizada pelo Muro de Berlim, que só foi derrubado meses depois da minha chegada ao mundo. O Brasil tinha acabado de sair da ditadura militar e eu fui testemunha (sem entender nada, é claro) das primeiras eleições presidenciais após a redemocratização do país. Collor foi eleito presidente, mas sofreu o impeachment pelo envolvimento em casos de corrupção. O dinheiro que ele supostamente desviou dos cofres públicos era muito diferente desse que usamos hoje. Até a implantação do Plano Real em 1994 pelo governo FHC, ou seja, até os meus 5 anos de idade, usávamos uma moeda chamada “cruzeiro”, que valia muito pouco. Sou ou não sou velho?

Naquelas eleições de 1989, pouca gente sabe, mas até Silvio Santos se candidatou a presidente! Ele mesmo: o dono do SBT. E por falar em dono de emissora de TV, foi nesse mesmo ano que o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, comprou a rede Record. Já naquela época, porém, era a rede Globo que dominava a preferência nacional. Quando eu ainda era um bebê, meus pais assistiam um Jornal Nacional bem diferente: sem cenário, vinhetas e grafismos. Menos de um ano após o fim do Cassino do Chacrinha, a Globo estreava o Domingão do Faustão, no ar até hoje. Eram comuns comerciais de cigarro, bem como dos carros da moda: Fusca, Chevette, Kombi… Por falar em carros da moda, a modinha das manhãs de domingo era assistir as corridas de Ayrton Senna na Fórmula 1. E já que falamos de esporte, cheguei a ver Zico jogar e comemorei o tetra do Brasil na Copa de 1994. Ainda na primeira infância, convivi com grandes bandas e músicos, como Legião Urbana e Luiz Gonzaga. Além disso, vi surgir os Mamonas Assassinas; e chorei as suas mortes naquele trágico acidente aéreo.

Eu sou da época em que se vendiam discos de vinil. Lembro de colocá-los para tocar na radiola do meu pai e de gravar fitas cassete por cima de outras no rádio, sempre precisando girar para rebobinar com uma caneta Bic. Naquela época analógica, dificilmente ouvíamos música ou TV sem algum chiado. Eu assistia filmes e desenhos no vídeo cassete, sempre cuidando de rebobinar a fita VHS antes de devolvê-la à locadora para não pagar multa. Eu jogava Mario World num Nitendo, e precisava soprar a fita para ela pegar. Eu sou do tempo dos disquetes, dos minigames e dos celulares “tijolão” com toques monofônicos. Eu sou do tempo de “bater um retrato” com câmera analógica e depois levar o filme de “36 poses” para revelar as fotos, torcendo para nenhuma ter queimado. Eu sou do tempo de enviar pelos correios cartas redigidas em máquina de escrever. Sou da época em que curso de datilografia enriquecia o currículo.

Vivi toda a infância e adolescência em uma época analógica, na qual o uso de computadores e o acesso à internet eram atividades restritas a poucos especialistas. Muito pela condição econômica da minha família, até a vida adulta eu não sabia absolutamente nada de informática. Só quando comecei a trabalhar foi que pude fazer um curso básico e perder o medo de mexer em computador. Catarina, ao contrário, chega num mundo onde as crianças praticamente já nascem sabendo mexer em smartphones e tablets de última geração, mas que, no entanto, parecerão as mesmas velharias quando ela for contar a meus netos.

Anunciação de Catarina

Senhoras e senhores, é com grande emoção e com muito prazer que vos anuncio que, às 17 horas e 27 minutos do dia 22 de agosto de 2015, na cidade de João Pessoa, minha primogênita Catarina Teixeira Andrade nasceu saudável, pesando 3,480 quilos e medindo 50 centímetros de altura. Rebeka está bem e se recupera na materidade CLIM, localizada no comecinho da avenida Epitácio Pessoa, no centro da capital. Aos parentes e amigos, ela informa que visitas são bem vindas. Aproveito a ocasião para lembrar a quem estiver vindo do oriente que tragam ouro, porque incenso e mirra nós já temos o suficiente. No mais, obrigado pela vossa atenção. Tenham todos uma ótima semana.

Catarina 2

Para reflexão, quero compartilhar com vocês este texto do poeta e escritor libanês Khalil Gibran (1883–1931), claramente inspirado no Salmo 127:3-5. “Vossos filhos não são vossos filhos”, diz ele. “São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável”.

O renascimento do parto

O Renascimento do PartoA cesariana é uma cirurgia maravilhosa que salva vidas todos os dias, mas ela, pelo menos em tese, deveria ser um procedimento de urgência, uma alternativa caso a mulher ou o bebê corresse riscos graves com o parto normal. Infelizmente não é isso o que acontece hoje no mundo todo, especialmente no Brasil. Hoje, no Brasil, mais de 80% dos partos feitos com plano de saúde são cesarianas. Considerando todos os partos feitos no Brasil em 2014, mais da metade foram cesarianas. Por ser mais conveniente e lucrativo para os médicos, para os hospitais e para o sistema de saúde, este se tornou o novo paradigma obstétrico. A cesariana é o novo “normal”, e o chamado “parto normal” está se tornando cada vez mais raro.

O documentário “O Renascimento do Parto” denuncia essa prática abusiva e orienta, não só as gestantes, mas toda a sociedade, sobre um fato óbvio: a normalidade do parto normal. Ele critica o paradigma atual, faz uma apologia do parto natural, trás muitas informações valiosas, depoimentos de especialistas e mães, e é bastante útil para quem um dia pensa em trazer uma criança a este mundo. Se quiser saber mais a respeito antes de assistir o filme, assista o trailer abaixo, acesse o site oficial e a fanpage do projeto.

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