Nove cursos da USP estão entre os 50 melhores do mundo, segundo consultoria britânica

brasao-uspNove cursos da Universidade de São Paulo (USP) foram classificados entre os 50 melhores do mundo, segundo ranking elaborado pela consultoria britânica especializada em ensino superior, Quacquarelli Symonds. O levantamento avaliou mais de mil instituições de ensino superior em 74 países e levou em conta dois fatores: a avaliação das faculdades por integrantes do meio acadêmico e por empresas, e a relevância da produção científica.

Os cursos da USP que tiveram destaque foram odontologia (18ª), engenharia de minérios e minas (25ª), ciências da atividade física (31ª), arquitetura (35ª), agricultura (35ª), veterinária (38ª), arte e design (42ª), antropologia (42ª) e direito (50ª). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) tiveram dois cursos classificados entre os 50 melhores no ranking mundial. A faculdade de odontologia da Unicamp ficou na 27ª posição e a de agricultura e ciência florestal, em 43ª. O curso de odontologia da Unesp ficou em 33º lugar, e o de veterinária, em 47º. O curso de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficou na 49ª posição e o de educação física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 45ª.

Fonte: Portal Brasil.

Rubem Alves (in memoriam)

rubem-alvesMorreu na manhã deste sábado (19), num hospital de Campinas onde estava internado, o educador, filósofo e teólogo Rubem Alves, aos 80 anos (veja a notícia completa aqui).

Rubem Alves nasceu em Boa Esperança, uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, em 1933. Era mestre em teologia e doutor em filosofia pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Com uma formação bastante eclética, transita pelas áreas de educação, filosofia, teologia, sociologia e psicanálise. Além de escrever crônicas para diversos jornais, lecionou em seminários presbiterianos e na Unicamp, onde recebeu o título de Professor Emérito. Após ter lecionado em universidades, na aposentadoria teve um restaurante (a culinária foi uma de suas paixões e tema de alguns de seus textos). Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno. Viveu seus últimos anos em Campinas, no interior de São Paulo, onde mantinha um grupo chamado Canoeiros, que se encontra semanalmente para leitura de poesias. Veja a seguir a entrevista que o educador concedeu ao programa Provocações, da TV Cultura, exibido no dia 03 de maio de 2011:

Pesquisador cria animações em 3D para ajudar estudantes a entender conceitos de química

Aprender química pode ser bem complicado: alguns assuntos exigem muita imaginação para que possamos criar imagens mentais e, assim, entendê-los melhor. Sabendo disso, o engenheiro Manuel Moreira Baptista desenvolveu para o seu doutorado pelo Instituto de Química (IQ) da Unicamp uma série de animações em 3D que podem ajudar muito quem sofre para entender certos conceitos. O trabalho está sendo muito bem recebido no mundo todo: as 70 animações que ele produziu já tiveram mais de 1 milhão de visualizações no YouTube (veja todos os vídeos aqui), vindas de 148 países, e foram feitos mais de 360 mil downloads dessas animações através do site Química 3D. Os vídeos exploram, em sua maioria, temas mais avançados, voltados para estudantes universitários; mas eles podem ajudar a entender melhor certos conceitos que também caem no vestibular. Além disso, esse trabalho abre caminho para animações do tipo serem exploradas em outras disciplinas. Vale ficar de olho!

Fonte: Guia do Estudante.

Deus fora da Unicamp

unicamp (1)Marcado para a última quinta-feira, o 1° Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, que seria realizado no campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi cancelado na véspera, sob uma enxurrada de e-mails indignados de professores da própria instituição de ensino, uma das mais respeitadas do País. O motivo da revolta é que os cinco palestrantes convidados a participar do evento eram nomes ligados ao criacionismo científico, que nega a teoria da evolução do biólogo inglês Charles Darwin.

“Que façam isso numa igreja! É embaraçoso dar credibilidade a esse tipo de doutrina não científica”, disse o professor de física Leandro Tessler. Outro que reclamou à reitoria, o professor de matemática Samuel Oliveira, disse que “criacionistas não têm formação para falar de ciência”. A pró-reitoria, que havia dado aval ao evento, recuou. Em nota oficial, a Unicamp justificou o cancelamento dizendo que “faltavam integrantes que pudessem debater o tema sob todos os pontos de vista”. O físico americano Russell Humphreys já tinha passagem comprada para palestrar no evento, mas teve de cancelar a viagem. “Fomos boicotados por um grupo de professores ateus. Hoje, quem discorda de Darwin é queimado na fogueira”, afirma o professor de arqueologia Rodrigo Silva.

Esse tipo de intolerância a opiniões divergentes em uma instituição como a Unicamp, reconhecida pela qualidade da pesquisa científica, chama a atenção. Mas esse tipo de conflito não é novidade no meio acadêmico. Em 2008, depois de uma série de reclamações, a Universidade Federal de São Carlos (UFSC) cancelou uma palestra do físico Adauto Lourenço sobre criacionismo e teoria da evolução. Em 2007, o bioquímico americano Fazale Rana esteve na mesma Unicamp para falar da Teoria do Design Inteligente. Professores ateus conseguiram retirar o logo da universidade dos cartazes da palestra de Rana, mas não conseguiram impedir a conferência.

Com informações de: Isto É.

Brasil terá acelerador de partículas

As obras para construção do novo acelerador de partículas brasileiro devem começar nos próximos meses no LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), em Campinas-SP. O equipamento foi batizado de Sirius. O projeto está em fase de finalização e a estimativa é de que o valor total fique em torno de R$ 650 milhões – investimento que será bancado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. O governo de São Paulo contribuiu com a desapropriação de um terreno de 150 mil m². O Sirius é atualmente o principal projeto científico desenvolvido no país. A expectativa é de que, quando estiver pronto, em 2016, ele se transforme em atrativo para renomados cientistas internacionais, o que contribuiria para a troca de conhecimento com os jovens brasileiros. O diretor do LNLS, Antonio José Roque da Silva, destacou a importância do novo acelerador: “Ao construirmos um equipamento que terá uma das tecnologias mais modernas de todo o mundo, pesquisadores de outros países terão interesse em trazer seus estudos para o Brasil”.

Desde 1997, está em funcionamento um acelerador de elétrons de 2ª geração no LNLS. “O Sirius será uma 3ª geração e possibilitará estudos que no momento não podemos desenvolver. Será um ganho de benefícios para várias áreas”, explica Roque da Silva. O acelerador de partículas ampliará a capacidade de emissão de radiação com maior brilho proveniente da aceleração de elétrons (luz síncrotron). O equipamento também permitirá elevar a faixa de alcance de raios X duros, o que possibilitará penetrar em estruturas mais espessas. “O novo acelerador oferecerá condições melhores de estudo. Com a energia mais alta, conseguiremos penetrar em materiais que não conseguimos estudar hoje, como cimento e o aço. Esses resultados permitirão a construção de análises com imagens tridimensionais”, diz Roque da Silva. De acordo com Roque da Silva, as obras de limpeza e terraplanagem devem ser realizadas a partir de abril: “Estamos dentro do prazo. Primeiro teremos a limpeza do terreno. Em agosto ou setembro vamos iniciar a fundação do prédio. O método construtivo do piso ainda será definido”. O piso, aliás, é o ponto que falta para a conclusão do projeto. Roque da Silva contou que o acelerador terá 518 metros de perímetro e precisará de um piso sem vibrações. “Estamos entre dois protótipos: o inglês e o sueco. A previsão de conclusão é para 2016, na metade ou meio do ano. Mas o objetivo é abrir em 2017. Antes de abrir, porém, precisaremos fazer os condicionamentos necessários para permitir que o local fique apto para os cientistas”.

Ele ainda afirma haver grande desconhecimento dos benefícios que podem ser alcançados com a luz síncrotron: “Os estudos podem apresentar soluções para os problemas da indústria. Temos a missão de transmitir isso para as empresas. Temos uma conversa com a Petrobrás, que poderia se beneficiar com estudos para a exploração do pré-sal. A arqueologia ou a paleontologia podem se beneficiar para estudar fósseis sem a necessidade de danificá-los. Existe uma vasta gama de pesquisa que envolve aplicações ao petróleo, gás, parte biológica, plásticos, estrutura de proteínas ou imagens de tecidos da área médica”. Quando se fala em acelerador de partículas, geralmente lembram do LHC na Europa, construído no Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) e que descobriu o Bóson de Higgs. A finalidade do acelerador brasileiro, no entanto, é completamente diferente. Roque da Silva explica os objetivos: “O LHC tem como meta acelerar partículas para colisão com determinada intensidade para entender a estrutura fundamental da matéria, caminhando para o começo do entendimento do após o Big Bang. O síncrotron não vai gerar uma colisão como o LHC. Nossa função é acelerar elétrons para gerar radiação para ser aplicado em estudos, como fazer imagens tridimensionais de objetos”, explica.

Fonte: Band.

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