Marcelo Gleiser no Canal Livre sobre vida extraterrestre, ciência e religião

Entrevista concedida por Marcelo Gleiser, professor de física e astronomia na Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, ao programa Canal Livre, da Band.
Na ocasião, ele falou sobre a probabilidade e as consequências de existir vida fora da Terra, sobre a relação entre ciência e religião, e sobre os limites éticos da ciência.




Veja também: Extraterrestres existem ou não? (Marcelo Gleiser)
Cientistas já discutem os procedimentos padrão em caso de contato alienígena

BÔNUS: Programa Canal Livre (Band) exibido no dia 23 de março de 2014, com a presença de Douglas Galante, doutor em astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), e do professor emérito da USP, Sylvio Ferraz Mello, doutor em ciências matemáticas pela Academia de Paris e Doutor Honoris Causa do Observatório de Paris. Apresentação de Boris Casoy, com a presença dos jornalistas Fernando Mitre e Ulisses Capozzoli na bancada.

Ator Pedro Cardoso fala sobre pornografia e nudez na televisão, no cinema e no teatro

Trecho da entrevista concedida pelo ator Pedro Cardoso à jornalista Leda Nagle para o programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido em 2009.

Qual foi o primeiro atentado terrorista da história moderna?

Em tempos de terrorismo ocupando as manchetes com cada vez mais frequência pelo mundo, é natural questionarmos como e quando essa barbárie começou. A reportagem exibida no Fantástico deste domingo (03) saciou nossa curiosidade: O primeiro atentado terrorista de que se tem registro na era moderna aconteceu em Paris, no final do século XIX, deixando toda a sociedade da época em pânico. Ao contrário do que você deve estar pensando, ele não teve qualquer ligação com extremistas muçulmanos. Mas teve, isto sim, tudo a ver com o ódio ao Ocidente: foi motivado por ideais socialistas. Em 12 de fevereiro de 1984, o espanhol Émile Henry detonou uma bomba caseira de dinamite dentro de um café lotado. Saiba mais sobre esse triste episódio na reportagem de Marcos Uchôa, direto de Paris (clique no link para assistir no site do Fantástico).

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Interrogatório de Émile Henry na delegacia após sua prisão.

Dicionário Houaiss redefine “família”

O conceito de família sempre possuiu um significado suficientemente claro: “Grupo de pessoas vivendo sobre o mesmo teto (especialmente o pai, a mãe e os filhos)”. Durante décadas, foi essa a definição dada pelo Houaiss, o mais importante dicionário de língua portuguesa, para o verbete “família”. É claro que a palavra pode assumir sentidos secundários, mas esse é o sentido imediato e primário. O complemento entre parêntesis na definição é necessário porque um “grupo de pessoas vivendo sobre o mesmo teto” pode ser uma república de estudantes, por exemplo, ou qualquer outra configuração habitacional cujos inquilinos não tenham entre si qualquer ligação afetiva ou sanguínea. De igual modo, parentes de primeiro grau que não vivem mais juntos são família apenas em sentido lato, de modo que não preenchem o significado estrito e primeiro de família.

Os tempos mudaram e os organizadores do dicionário já não estavam mais satisfeitos com essa definição clássica. Resolveram reescrever o verbete; e essa decisão foi tema de uma reportagem do Fantástico, exibida no último domingo (08), dia das mães. Para dar o tom da reportagem, ela começa com uma pergunta aparentemente despretensiosa, mas que carrega consigo o pressuposto do relativismo: “O que é família pra você?”. Note que a pergunta não procura pela definição objetiva de “família”, mas pelas opiniões subjetivas de cada um. A preocupação implícita ali era compreensível: não excluir ou discriminar os tipos menos comuns de família. Depois de apresentar alguns exemplos de famílias, digamos, mais “heterodoxas”, a reportagem dá a entender que a atual definição limita muito o termo. Ora, mas o que é uma definição, se não uma delimitação dos termos?

Além do mais, note que “especialmente”, na definição acima, tem o mesmo sentido de “normalmente”, “geralmente”, “na maioria dos casos”, e não de “exclusivamente”. Sendo assim, a definição continua aplicável a modelos familiares menos ortodoxos. Mesmo assim, fato é que os organizadores do dicionário sentiram que estava na hora de ampliar a definição de “família”. Fizeram então uma parceria com uma agência de publicidade e criaram uma campanha. Após ouvir mais de 3 mil opiniões diferentes, chegaram a um consenso. A partir da próxima edição do Houaiss, “família” será definida assim: “Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária”. Leia novamente. Agora compare com a definição original. Percebe como o relativismo é avesso à clareza?

Em nome do politicamente correto, trocaram uma definição clara, sucinta e objetiva, que vai direto ao ponto em poucas palavras, por uma definição obscura, prolixa e vaga. Se me perguntassem o que é um “núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária”, eu certamente não saberia responder. Mas se me perguntassem o que é um “grupo de pessoas vivendo sobre o mesmo teto (especialmente o pai, a mãe e os filhos)”, eu teria a resposta na ponta da língua: é uma família!

Mais de 900 pessoas cometem o maior suicídio em massa de todos os tempos

Reportagem do Fantástico (Globo), exibida em 28 de novembro de 1978, sobre o maior suicídio em massa da História. Mais de 900 membros de uma seita morreram após tomar veneno, incentivadas pelo líder religioso americano Jim Jones. Entenda o caso:

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