Os 10 lugares mais visitados no mundo

A lista foi elaborada pela conceituada revista de turismo americana Travel and Leisure e conta com o nome do ponto turístico, sua posição no ranking, a cidade e o país onde está localizado, a média aproximada de turistas que recebe por ano (com dados de 2013) e um breve comentário sobre o lugar. Qual deles você mais gostaria de conhecer?


1. Grande Bazar, Istambul, Turquia – 91 milhões

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Cerâmicas pintadas à mão, lanternas, tapetes estampados, peças de cobre, jóias de ouro no estilo bizantino e muitos outros produtos que prendem a atenção do público podem ser encontrados nos corredores do Grande Bazar, cujo prédio é datado do século XV. O local foi expandido recentemente e se tornou um ponto obrigatório não só para turistas, mas também para turcos que planejam barganhar produtos típicos com os comerciantes. As opções gastronômicas também valem o investimento, sendo que o destaque vai para os tradicionais kebabs e cafés turcos.


2. El Zócalo, Cidade do México, México – 85 milhões

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Formalmente conhecida como Praça da Constituição, a enorme Zócalo é repleta de curiosidades e eventos para turistas. O local costuma sediar paradas militares, eventos políticos e culturais, shows, mostras de arte, feiras e instalações de arte públicas. A Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional dão o tom histórico da visitação à praça. Uma imponente bandeira mexicana hasteada diariamente no local reforça a identidade nacional do ponto turístico.


3. Times Square, Nova York, EUA – 50 milhões

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O coração de Nova York é o terceiro ponto turístico mais visitado do mundo. Além das luzes de neon que iluminam o local, há shows da Broadway, grandes lojas e algumas peculiaridades, como personagens fantasiados que posam para fotografias em troca de uma pequena compensação financeira. Áreas exclusivas para pedestres contam com mesas de café introduzidas há alguns anos para incentivar a interação entre as pessoas. A Times Square também conta com hotéis e acesso fácil ao transporte público, o que torna a intensa movimentação pelo local menos caótica.


4. Central Park, Nova York, EUA – 40 milhões

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Nova York possui grandes áreas verdes para a população fugir da constante agitação da megalópole. Mas nenhum parque é tão famoso quanto o Central Park, cuja extensão é de 3,41 km². Os programas turísticos envolvem passeios de carruagem, um pequeno zoológico e visitações ao Castelo de Belvedere, datado do século XIX. Aos que procuram um lugar para descansar, é possível arrumar um lugar para deitar nas áreas gramadas.


5. Union Station, Washington DC, EUA – 40 milhões

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Quase empatada com o Central Park está a Union Station, na capital americana Washington. Aberta em 1907, a estação comporta 12.500 passageiros que entram e saem da cidade diariamente. Além disso, milhões de turistas visitam o local para observar as estruturas arquitetônicas impecáveis da colossal construção. É possível encontrar traços que variam do estilo clássico ao barroco. Mais de 70 lojas nas imediações também tornam a Union Station um espaço de compras para os turistas.


6. Faixa de Las Vegas, Las Vegas, EUA – 30 milhões

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Em 2013, 77% dos turistas que visitaram Las Vegas decidiram se hospedar em hotéis localizados na extensa avenida de 6,4 quilômetros. É possível se deslumbrar no local com as fontes do hotel Bellagio e diversas lojas e cassinos que sempre estão de portas abertas para receber os turistas.


7. Santuário de Meiji Jingu, Tóquio, Japão – 30 milhões

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Construído há mais de 100 anos para homenagear o imperador Meiji e a imperatriz Shoken, o santuário é um ponto de paz em Tóquio cercado por uma floresta formada por mais de 100 mil árvores. Os turistas também ficam encantados com os jardins sazonais do local, repletos de vegetação típica que muda conforme as estações do ano.


8. Templo de Sensoji, Tóquio, Japão – 30 milhões

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Quase empatado com o Santuário de Meiji Jingu está o Templo de Sensoji, também localizado em Tóquio. O templo é o mais antigo da capital japonesa e foi dedicado ao ícone budista Bodhisattva Kannon. Seguindo as tradições locais, os estabelecimentos localizados nas imediações da construção vendem comida e outros bens aos peregrinos, cuja presença aumenta consideravelmente durante as festividades de réveillon.


9. Cataratas do Niágara, divisa entre EUA e Canadá – 22 milhões

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Localizada na divisa entre os EUA e o Canadá, as três gigantescas quedas d’água fazem circular 6 milhões de metros cúbicos de água por minuto em uma queda vertical de mais de 50 metros. Embora existam 500 quedas d’água maiores no mundo, as Cataratas do Niágara são um espetáculo à parte pelo impressionante visual que oferecem.


10. Grand Central Terminal, Nova York, EUA – 21 milhões

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Mesmo com a intensa agitação dos moradores de Nova York, os turistas costumam visitar o Grand Central Terminal para observar a arquitetura do local e a pintura no teto que ilustra as constelações. Lojas e restaurantes também atraem visitantes.

Fonte: Veja.

Línguas europeias surgiram na Turquia há 9.000 anos, sugere estudo

A saga do mais importante grupo de línguas do mundo, com quase 3 bilhões de falantes nativos, começou há 9 mil anos, na atual Turquia, e está ligada às origens da agricultura. Em última instância, portanto, seria graças à descoberta de como cultivar trigo e cevada que os brasileiros falam português e os americanos falam inglês. A conclusão está em uma pesquisa publicada hoje na revista especializada Science e que almeja colocar um ponto final no debate sobre a origem das chamadas línguas indo-europeias. A afirmação pode soar estranha à primeira vista, mas há boas razões para achar que esse grupo imenso de idiomas, que coloca no mesmo balaio o grego, o alemão, o russo e as principais línguas do Irã e da Índia, descende de um ancestral comum. A prova disso é o vocabulário básico de todas elas – como as palavras usadas para designar parentes próximos, partes do corpo, numerais e os pronomes pessoais. Apesar das diferenças, elas conservam um núcleo comum de som e significado, e as mudanças que ocorrem de um grupo de línguas para outro não são aleatórias: seguem “leis” estabelecidas. Um exemplo é a transformação do “p” em “f” nas línguas germânicas, como o inglês. É por isso que “peixe” e “pé” viram “fish” e “foot” no idioma de Shakespeare. O diabo era saber quando e como o ancestral dessas línguas todas começou sua carreira de sucesso.

A equipe de cientistas liderados por Quentin Atkinson, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveu responder à questão “emprestando” um método normalmente usado para estudar a evolução e propagação de vírus como o da gripe. Grosso modo, o método compara as “letras” químicas do DNA de vários tipos de vírus para saber qual está mais próximo do ancestral comum de todos eles e, a partir disso, monta uma árvore genealógica dos parasitas usando estratégias sofisticadas de estatística. A mesma coisa, raciocinaram Atkinson e companhia, pode valer para línguas -desde que, em vez de mutações no código genético, sejam avaliadas “mutações” no som das palavras. Também foram incorporados elementos geográficos – com base na distribuição histórica e atual das línguas, o método calculava qual o trajeto de expansão mais provável para elas. O resultado, em vários tipos de simulação, apontou a Turquia, há 9 mil anos, como o lugar e o tempo de origem do tronco indo-europeu. O método foi testado só para as línguas latinas, grupo do português, e deu indícios de ser confiável: mostrava o centro da Itália (onde está Roma, berço do latim) como fonte da nossa família de idiomas.

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Origem da língua já foi ligada a domínio do cavalo

Uma hipótese que esteve em voga por décadas dizia que os primeiros indo-europeus estariam associados à domesticação do cavalo e ao aparecimento de túmulos conhecidos como kurgans há 6 mil anos, na atual Ucrânia. O cavalo, espécie de tanque de guerra pré-histórico, teria permitido ao povo dos kurgans dominar vastas áreas, legando a língua a seus descendentes e às tribos conquistadas. Nos últimos tempos, vinha ganhando força a hipótese da origem mais antiga, na Turquia. As línguas indo-europeias mais primitivas, como o hitita, eram faladas por lá. Também se sabe que povos que dominam a agricultura têm vantagem sobre os demais porque “produzem” mais gente. Estudos em esqueletos pré-históricos mostram que o DNA dos primeiros europeus agricultores (nos Bálcãs) têm grande contribuição do Oriente Médio. Mas ninguém consegue provar que língua um esqueleto de 9 mil anos falava, já que não havia escrita. Jared Diamond, autor do livro “Armas, Germes e Aço”, no qual defende que o avanço da agricultura ajudou a forjar as línguas dominantes, diz que a hipótese dos kurgans ainda é a mais aceita pelos linguistas. “Mas, se eu fosse reescrever meus livros hoje, daria mais espaço para a hipótese dos agricultores no caso do indo-europeu”.

Fonte: Folha.

As capitais continentais

Eu já argumentei aqui por que Recife é a capital do Nordeste, ainda que informalmente. Em mais uma de minhas divagações ociosas, estive me perguntando qual seria a capital de cada continente do mundo. Por “capital”, leia-se cidade mais importante, levando em consideração os pontos de vista político, econômico, cultural, histórico e geográfico.

Eis as minhas sugestões:

capitais continentais


CAPITAL DA AMÉRICA DO SUL: SÃO PAULO

Correndo por fora: Buenos Aires

Na América do Sul, não há cidade à altura de São Paulo (Brasil) e Buenos Aires (Argentina) que ousem se candidatar ao título de capital do continente. Rio de Janeiro (Brasil) e Santiago (Chile) não têm a menor chance nessa disputa. Entre as duas gigantes sul-americanas, São Paulo ganha da rival argentina em quase todos os quesitos. Enquanto Buenos Aires tem melhor IDH e a língua mais falada no continente (espanhol), São Paulo está geograficamente mais ao centro do continente, pertence ao maior e mais importante país, tem uma população muito maior, um PIB muito maior, e é o maior centro financeiro da América Latina (e de todo o hemisfério sul). Por esses e outros motivos, São Paulo é a capital informal da América do Sul.


CAPITAL DA AMÉRICA DO NORTE: NOVA YORK

Correndo por fora: Chicago e Los Angeles

Considerando o continente americano como um todo, nem São Paulo, nem Buenos Aires, nem a Cidade do México, nem as canadenses Toronto, Montreal e Vancouver se colocam em par de igualdade com as grandes metrópoles dos Estados Unidos: Nova York, Chicago e Los Angeles. Dentre essas, Chicago, apesar do porte e importância, logo cai fora da disputa. Los Angeles se sobressai por pertencer ao mais rico e próspero estado americano, a Califórnia. Também por abrigar Hollywood. Mas não chega a igualar-se a Nova York nem em população, nem em PIB, nem em importância cultural e histórica. Nova York é para o mundo um símbolo da América e merece com folga esse título de capital das Américas.


CAPITAL DA EUROPA: LONDRES

Correndo por fora: Paris, Roma e Atenas

O velho continente poderia muito bem ser representado por Roma (Itália) ou Atenas (Grécia). Essas cidades históricas são o berço da nossa cultura e civilização ocidental e foram consideradas os centros do mundo na Antiguidade, mas nos dias de hoje não têm força suficiente para competir com Londres (Reino Unido) e Paris (França) pelo posto de capital da Europa. Entre essas duas, Paris leva vantagem por estar localizada mais no centro do continente, enquanto Londres fica numa ilha ao norte (Grã-Bretanha), mas as vantagens da capital francesa param por aí. Londres foi a capital do maior império de todos os tempos, tem mais gente, um PIB ligeiramente maior e um argumento que desbanca de vez a rival francesa: é o berço a língua universal, o inglês.


CAPITAL DA ÁFRICA: JOANESBURGO

Correndo por fora: Cairo

A cidade do Cairo (Egito) tem a seu favor o fato de estar localizada no norte do continente africano, portanto bem mais próxima da Europa e da Ásia, o que em tese facilita o comércio e a troca cultural com esses outros continentes. Além disso, ela é a capital e cidade mais importante do Egito, uma das nações mais antigas do mundo, e bebe das águas do maior e mais importante rio do continente, o Nilo (sem falar nas maravilhosas pirâmides). Mesmo assim, Joanesburgo (África do Sul) hoje supera Cairo em quase tudo, assim como a África do Sul supera o Egito. Joanesburgo é hoje a maior e mais rica metrópole do continente, responsável por 10% do PIB africano. Isso dá a ela o título de capital da África.


CAPITAL DA ÁSIA: TÓQUIO

Correndo por fora: Xangai, Pequim, Hong Kong, Singapura e Seul

Xangai (China), Pequim (China), Hong Kong (China), Singapura (independente) e Seul (Coreia do Sul) são enormes, populosas como formigueiros, riquíssimas, mas nenhuma se compara a Tóquio (Japão). A capital japonesa é de longe a cidade mais rica do mundo, e alguns rankings a colocam também como a mais populosa. Isso sem falar na importância econômica e cultural do Japão no cenário mundial. Assim fica fácil declarar Tóquio como a capital não só da Ásia, mas de todo o mundo oriental.


CAPITAL DO ORIENTE MÉDIO: JERUSALÉM

Correndo por fora: Istambul e Dubai

Aqui a briga é boa. Dubai (Emirados Árabes), apesar de ser hoje uma das cidades mais ricas do mundo e uma das que mais recebem turistas, não é historicamente importante como Istambul (Turquia) e Jerusalém (Israel). Sua grandeza não é espontânea e natural: ela foi feita importante. Nasceu e cresceu recentemente pela vontade (e fortuna) dos xeiques árabes, com a força econômica do petróleo. Considerá-la a cidade mais importante do Oriente Médio seria cometer o mesmo erro de considerar Brasília a cidade mais importante do Brasil. Ora, Brasília foi construída para esse fim, não surgiu e se tornou importante espontaneamente, naturalmente, como São Paulo ou Rio de Janeiro. (Outra semelhança entre Dubai e Brasília é que ambas foram construídas no deserto). Istambul, por sua vez, tem grande vantagem por estar localizada simultaneamente em dois continentes, Ásia e Europa, e também por ser a cidade mais populosa da região. Mas se Dubai é muito rica e Istambul é muito populosa, nenhuma delas tem a importância simbólica, histórica, cultural, religiosa e espiritual de Jerusalém. Primeiramente, a cidade é considerada sagrada por ser o berço das três principais religiões do mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Depois, nenhuma outra cidade foi e é tão disputada quanto esta. Ela também é uma das cidades mais antigas do mundo e uma das que mais recebe turistas do mundo todo. Merece assim o título de capital do Oriente Médio.


CAPITAL DA OCEANIA: SIDNEY

Correndo por fora: Melbourne e Auckland

Essa é fácil. Primeiro porque, por uma questão de bom senso, a capital da Oceania deve ser uma cidade australiana (foi mal, Nova Zelândia). Depois porque, dentre as principais cidades australianas, nenhuma tem a importância de Sidney. Tanto que, se você perguntar a qualquer brasileiro qual é a capital da Austrália, as chances de que ele responda Camberra são quase nenhuma: a grande maioria dirá equivocadamente que é Sidney, pois esta é a cidade mais populosa, mais rica e mais conhecida da Austrália.


CAPITAL DO OCIDENTE: NOVA YORK

Correndo por fora: Atenas, Roma e Londres

Agora que os continentes estão devidamente capitaneados (isso tá certo?), vamos pensar no mundo sob a ótica da divisão clássica entre Ocidente e Oriente. Como já dissemos no tópico sobre a Europa, Atenas (Grécia) e Roma (Itália) têm tudo para serem consideradas capitais do Ocidente, justamente porque foram o berço dessa civilização. Mesmo assim, já que estamos procurando uma capital para o Ocidente hoje, essas cidades históricas cedem lugar a Nova York ou Londres. E, claro, nessa disputa quem vence é Nova York. Primeiro pela importância dos Estados Unidos no cenário mundial, muito maior que a do Reino Unido. Depois por Nova York ser mais populosa e mais rica do que Londres. E finalmente, por Nova York ser um verdadeiro símbolo do Ocidente. Pode confirmar isso com qualquer terrorista muçulmano: o seu ódio ao Ocidente têm um alvo bastante específico: os Estados Unidos. E se você pedir que ele seja ainda mais específico, ele provavelmente revelará que o seu sonho é se explodir num importante cartão postal de Nova York no meio de uma multidão.


CAPITAL DO ORIENTE: TÓQUIO

Correndo por fora: Xangai e Mumbai

Já adiantamos, no tópico sobre a capital da Ásia, que Tóquio (Japão) seria a capital do Oriente. Levando em consideração o aspecto histórico, temos a China e a Índia como as grandes nações orientais da Antiguidade, o berço da civilização oriental (assim como Grécia e Roma antigas o são para o Ocidente). Além disso, China e Índia são, respectivamente, os países com as maiores populações do mundo. Mas hoje, nem Xangai (principal e maior metrópole chinesa) nem Mumbai (principal e maior metrópole indiana) têm condições de competir com Tóquio, a gigante japonesa.


CAPITAL DO MUNDO: VOCÊ DECIDE!

Por fim, qual seria a capital do mundo hoje? Essa última eu vou abrir mão de responder e jogar a bola (ou o globo) para vocês, caros leitores. Compartilhe nos comentários a sua opinião e justifique sua escolha.

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