Sobre o fim dos carros com motor a combustão

Acabou. Inglaterra, França e Alemanha vão proibir a fabricação de carros com motor a combustão – e, depois, tornar ilegal a posse de carros que não sejam elétricos. É a maior mudança na indústria do transporte desde a invenção do automóvel. Entenda no vídeo abaixo, produzido pelos editores da revista Superinteressante:

Há 200 anos foi criada a primeira bicicleta: confira fotos antigas dos primeiros modelos

Em 1817, o barão alemão Karl von Drais inventou a bicicleta. Ele chamou a sua invenção de “máquina corredora”. Era feita de madeira e não tinha pedais – funcionava com o impulso dos pés. Seu objetivo era oferecer um meio de transporte alternativo aos cavalos, que fosse mais barato e fácil de manter. A invenção da bicicleta com pedais, por sua vez, é atribuída ao ferreiro escocês Kirkpatrick MacMillan, em 1839, apesar de seu modelo só ter começado a ser fabricado noa anos 1860 pelo inglês Thomas McCall. Naquela época, esse modelo foi apelidado de bone shaker (agita ossos), por causa do que ocorria quando circulava por ruas de paralelepípedos. Os pedais ficavam na roda dianteira. Apesar de ser possível a existência de modelos anteriores, o fabricante de carrinhos de bebê Pierre Lallement foi o primeiro a patentear a bicicleta com pedais.

Em 1870, começa a ser produzida a bicicleta de roda alta, sendo um dos modelos mais conhecidos (e caros) a Ariel, de James Starley. Trata-se da primeira bicicleta totalmente fabricada em metal, graças aos avanços da metalurgia para produzir peças leves e pequenas. Alguns modelos atingiam incríveis 40 quilômetros por hora. Como a segurança era um problema, também foram fabricados modelos com três ou quatro rodas. A partir da década de 1880, surgem as chamadas “bicicletas de segurança”, exatamente porque diminuíam o risco de quedas em relação aos modelos anteriores. A primeira foi a Rover, obra do engenheiro J. K. Starkley. São bicicletas muito parecidas com as atuais, com duas rodas do mesmo tamanho e o quadro em forma de diamante. Em 1888, John Dunlop acrescentou as rodas com pneus, tornando os trajetos mais cômodos. A partir dos anos 1890, as bicicletas começam a ser produzidas em larga escala.


Corrida de bicicletas em 1928:


Primeiros modelos de bicicletas:

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Bicicleta fabricada por Karl Von Drais em 1817
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Gravura mostrando como funciona a invenção de Von Drais
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Bicicleta fabricada por Kirkpatrick MacMillan em 1839
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Uma “bone shaker” fabricada na década de 1860
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Bicicleta fabricada nos EUA na década de 1890
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Bicicleta modelo Roulette sociável, de 1899

Rússia quer construir rodovia e ferrovia intercontinental ligando Nova York a Londres

Em uma palestra, Vladimir Yakunin, presidente da Russian Railways, empresa estatal que administra a malha ferroviária da Rússia, revelou um plano megalomaníaco: a construção de uma super rodovia e ferrovia que ligasse Nova York, maior metrópole dos Estados Unidos, a Londres, capital e maior metrópole do Reino Unido. Em entrevista à emissora CNN, Yakunin afirmou que, caso fosse levado adiante, o Trans-Eurasian Belt Development (TEPR) precisaria construir cerca de 21 mil quilômetros de pistas.

russia-superhighway-trans-eurasian

Como é possível imaginar, a construção dessa rodovia e ferrovia encontraria algumas dificuldades gigantescas. Uma delas é a ligação entre o estado americano do Alasca e a Rússia, que precisaria de uma enorme ponte ou de um túnel para cobrir os quase 90 quilômetros que separam a América do Norte do leste da Ásia. Outra dificuldade seria a captação de recursos. O próprio Yakunin reconheceu que seriam necessários “alguns trilhões de dólares” para que o projeto saísse do papel. E não há garantias de que todos os países pelos quais a rodovia passaria contribuiriam financeiramente com o plano.

De acordo com o mapa divulgado por Yakunin, além de Estados Unidos e Rússia, a rodovia cruzaria a Bielorrússia, a Polônia, a Alemanha, a Holanda, a Bélgica e a França, antes de chegar à Inglaterra. Para se ter uma ideia da extensão da rodovia projetada, uma pessoa que saísse de Nova York com destino a Londres levaria cerca de 263 horas — pouco menos de 11 dias — ininterruptos para cruzar o país americano, a Rússia e parte da Europa. De acordo com Vladimir Fortov, chefe da Academia de Ciências da Rússia, a principal vantagem da super rodovia não seria, obviamente, a economia de tempo ou dinheiro de uma viagem transoceânica, mas a oportunidade de desenvolver setores industriais e pequenas cidades nos entornos das pistas. Confira a seguir um vídeo em inglês com maiores explicações sobre o projeto:

Fonte: Galileu.

As vantagens do home office

Com toda a tecnologia disponível, por que as pessoas ainda atravessam a cidade, encaram engarrafamentos e perdem horas no trânsito todos os dias para trabalhar? Conheça as vantagens do trabalho remoto para você, para o meio ambiente, para sua empresa e para a qualidade de vida da sua equipe. Essa é a proposta do portal Go Home, especializado em home office. Assista ao vídeo abaixo e entenda porque abrir um negócio próprio em casa ou trabalhar remoto para uma empresa é a melhor alternativa de trabalho. Você encontra por lá tudo que precisa saber para trabalhar no melhor lugar do mundo: sua própria casa! Afinal, trabalho é algo que se faz, não um lugar onde se vai.

Como medir a qualidade de uma cidade

Artigo publicado na revista Gangorra para comemorar o Dia Mundial Sem Carro.

Quer saber se uma cidade é boa ou ruim? É simples: olhe para fora da janela e tente calcular a proporção de crianças entre as pessoas que estão na rua. A cada 100 pessoas que passam, quantas são crianças caminhando para a escola, pedalando pela rua ou brincando na calçada? Se forem muitas, sua cidade está saudável. Se forem poucas, sua cidade está doente. Se não houver nenhuma, a doença é grave: sua cidade precisa de uma intervenção urgente, seu prefeito está trabalhando errado. A quantidade de crianças na rua é o melhor indicador para medir a qualidade de uma cidade porque ele é multidimensional: traz ao mesmo tempo informação sobre saúde, segurança e educação, três itens centrais para definir qualidade de vida. Pelo seguinte:

Saúde: Caminhar ou andar de bicicleta por meia hora diariamente é o suficiente para uma criança afastar muito o risco de sofrer no futuro diabetes, hipertensão, câncer e doenças do coração. Criar condições para que todas as crianças façam esse tipo de exercício na ida e na volta da escola é uma forma infalível de garantir uma população saudável e economizar uma fortuna de dinheiro público em hospitais.

Segurança: Está bem estabelecida a relação estatística entre o número de crianças pedalando e a segurança no trânsito. Crianças de bicicleta são um indicador preciso: se há muitas delas na rua, praticamente não ocorrem acidentes, em parte porque seres humanos são geneticamente programados para tomar cuidado quando há crianças por perto. Além disso, crianças aumentam muito a quantidade de “olhos da rua”, que são as pessoas que ficam na entrada de casa olhando para o movimento da calçada, e que fazem com que o índice de crimes naquele lugar caia imensamente. Ruas com muita vida comunitária tendem a ter muitos “olhos”, e portanto são bem mais seguras.

Educação: Uma pesquisa com 20 mil estudantes dinamarqueses revelou que crianças que vão para a escola a pé ou de bicicleta têm uma capacidade bem maior de se concentrar na aula, e aprendem mais do que as que vão de carro. A pesquisa revelou que, quatro horas depois do início das aulas, os alunos que pedalaram ou caminharam continuam mais atentos e aprendendo mais do que os outros. Outra pesquisa reveladora foi feita na Califórnia, em 1993. Cientistas pediram a crianças que vão para a escola a pé, de bicicleta ou de carro para que elas desenhassem o bairro, e depois as entrevistaram. A conclusão foi que crianças que caminham ou pedalam tem habilidades cognitivas muito maiores: elas têm mais noção de espaço e desenvolvem mais suas capacidades sociais.

Enfim, para resumir: cidades sem crianças nas ruas possuem índices maiores de obesidade infantil e gastam mais combatendo doenças, são mais violentas no trânsito, têm maior criminalidade, atrapalham o rendimento escolar das crianças, reduzem a eficácia da educação e prejudicam as capacidades cognitivas e sociais das crianças. Ainda assim, muitas cidades brasileiras medem a qualidade de suas vias simplesmente contando quantos veículos passam por determinada rua em uma hora. Quanto mais veículos, maior a eficácia da via. Ou seja: para os administradores urbanos das principais cidades brasileiras, cidade boa é aquela onde as filas de carro não param nunca de passar, espalhando fumaça tóxica e expulsando as crianças. É um critério ruim, e ajuda a entender por que nossas cidades estão tão ruins. Deveríamos exigir dos nossos prefeitos que monitorem a proporção de crianças no espaço público e que governem todos os dias com um objetivo central: aumentar essa proporção. Simples assim.

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