Diferenças entre o Ocidente e o Oriente

O Oriente e o Ocidente (East and West) é um documentário que revela as diferenças fundamentais entre as filosofias, mentalidades, cosmovisões e pressupostos culturais dessas duas grandes civilizações do mundo. Ele foi produzido pela emissora de TV coreana EBS em dois episódios de pouco mais de 40 minutos cada. O termo “oriente” é usado para referir-se especialmente ao Japão, China e Coreia do Sul, e o termo “ocidente” para referir-se especialmente aos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.


ocidente-orienteApesar das diferenças de que trata o documentário acima, dei-me conta de certa simetria entre esses dois lados do planeta, de modo que em cada um deles podemos encontrar o mesmo padrão. O papel geopolítico, sócio-econômico e cultural de um país no ocidente tem seu respectivo correspondente no oriente, como que refletido num espelho. Com essas ideias na cabeça, criei a tabela a seguir. Observem bem e me respondam se não faz sentido:

CARACTERÍSTICAOCIDENTEORIENTE
Principal potência econômica, com grande extensão territorialEstados UnidosChina
Grande potência econômica de pequena extensão territorial, formada basicamente de ilhasReino UnidoJapão
País muito frio e de grande extensão territorial situado no extremo norteCanadáRússia
Países emergentes com grande população e clima tropicalMéxico, BrasilÍndia, Indonésia
Pequeno país sob regime comunista, excluído e fechadoCubaCoreia do Norte
Arquipélagos de clima tropical constituindo vários países pequenosCaribeSudeste asiático

As grandes civilizações do mundo

Este mapa mostra o domínio territorial das principais civilizações do mundo atualmente, divididas por cores. Clique no mapa para vê-lo em tamanho maior e use a legenda abaixo para entender melhor qual civilização está representada por cada cor.


Clash_of_Civilizations


Azul escuro: Ocidente, conhecido como “primeiro mundo”, composto em sua maioria por países desenvolvidos, de economia fortemente capitalista e religião majoritariamente cristã protestante. Destaque para os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

Roxo: América Latina, composta por países da América central e do sul com línguas de origem latina (especialmente português e espanhol) e religião predominantemente católica. Destaque para o México, Colômbia, Brasil, Argentina e Chile.

Azul claro: Antiga União Soviética (URSS), composta em sua maioria por cristãos ortodoxos. Destaque para a Rússia, maior país do mundo em extensão territorial.

Verde: Mundo árabe, composto por países muçulmanos de língua árabe, geralmente concentrados no norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e sudeste asiático.

Marrom: África subsaariana (países ao sul do deserto do Saara), composta em sua maioria por países pobres e com população predominantemente negra.

Vermelho, VinhoLaranja: Japão, China e Índia, respectivamente. Civilizações orientais muito antigas, compostas por países muito populosos, de religião predominantemente budista e hindu, com identidades culturais muito próprias e peculiares. Amarelo: Demais países asiáticos, fortemente influenciados pelas culturas japonesa, chinesa e indiana.

O planeta Terra visto à noite

As áreas iluminadas no mapa mundi abaixo representam os centros urbanos ao redor do mundo. Para criar esta projeção, toda a superfície terrestre foi fotografada via satélite durante a noite do dia 27 de novembro de 2000. É uma imagem incrível! Ela foi criada com dados do Defense Meteorological Satellite Program e traz consigo uma importante constatação científica: a civilização humana é detectável do espaço. Isso significa que, depois da descoberta e popularização da eletricidade, são maiores as chances de sermos encontrados por civilizações alienígenas. Além disso, ela é um ótimo instrumento para se estudar o fenômeno da urbanização em todo o mundo, já que dá para identificar facilmente onde estão os grandes centros urbanos. Clique na imagem para ver maior.

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terra-noite


Enxergando o Antropoceno:
o impacto planetário da atividade humana

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Oficialmente, o Antropoceno ainda não existe. Mas é cada vez maior o reconhecimento de que a atividade humana alcançou tal ponto que entramos em nova era geológica, na qual nossas ações coletivas afetam o sistema planetário em uma escala sem precedentes. Minúsculos seres humanos, que colocados lado a lado caberiam todos em um estado brasileiro, espalhados por todo o globo, com suas muitas máquinas, dominam hoje os rumos do clima, da biodiversidade e dos recursos limitados da terceira grande rocha do sistema solar. No vídeo abaixo, vemos as luzes das cidades, bem como a infra-estrutura de energia e transportes desses pequenos humanos avançando por todos os cantos da Terra. E esta não é apenas uma representação virtual, a centenas de quilômetros no espaço: as luzes podem ser vistas muito bem a olho nu. O termo Antropoceno foi cunhado por Paul Crutzen, um dos descobridores do buraco na camada de ozônio.


Um time-lapse da Terra vista do espaço

Milhares de fotos tiradas pela equipe da Estação Espacial Internacional, de agosto a outubro de 2011, foram transformadas nesse belíssimo vídeo em time-lapse. Nele, você pode ver claramente as luzes dos grandes centros urbanos à noite e os raios dentro das nuvens carregadas em tempestades. As imagens foram capturadas a uma altitude de 350 quilômetros, com uma camera HD de alto ISO desenvolvida pela NHK do Japão.

Quanta água há na Terra? E como seria o formato da Terra sem a água dos oceanos?

A imagem ao lado foi criada para fins didáticos pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e fornece uma boa ideia de como há pouca água no planeta Terra, comparado aos materiais sólidos que formam seu volume. Repare que estamos falando de volume, não de superfície. Cerca de 70% da superfície terrestre está coberta por água, mas o volume de água em relação ao volume da Terra é irrisório. Na ilustração, a esfera esverdeada representa o nosso planeta; e a esfera azul em cima dos EUA representa com precisão o volume de toda a água que existe nele – oceanos, mares, lagos, rios, lençóis freáticos, geleiras, nuvens, umidade do ar e até mesmo a água dentro de você, do seu animal de estimação e dos tomates na sua geladeira. De acordo com os cálculos do USGS, se representada em tamanho real, a esfera de água teria um diâmetro de aproximadamente 1385 km, com um volume de quase 1,4 bilhão de km³ (um quilômetro cúbico equivale a cerca de um trilhão de litros).

Formato da Terra sem a água dos oceanos:

Qual a origem e o significado dos nomes dados aos continentes e oceanos de nosso planeta?

Na Antiguidade e durante toda a Idade Média, o mundo conhecido era formado pelos continentes europeu, asiático e africano. O nome “Ásia” vem do acádio asu (equivalente ao verbo “subir”, em português), em referência à terra onde o Sol se levanta. O nome “Europa” também teria vindo do acádio – língua falada na atual Turquia por volta de 1000 a.C. No caso, de erebu, que denota a terra onde o Sol se põe. “África” se refere à tribo Afri, que vivia em Cartago (atual Tunísia). Os romanos venceram os cartagineses em 146 a.C. e chamaram o território conquistado de África (“terra dos Afri”).

“América” é uma homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio, que desbravou parte do continente na virada do século 15 para o 16. O cartógrafo alemão Martin Waldseemüller usou mapas de Vespúcio e nomeou o continente. Já “Oceania” vem das filhas de Oceano, um dos 12 titãs da mitologia grega, e foi batizada pelo dinamarquês Conrad Malte-Brun no século 19. “Antártida” é uma simples oposição ao Polo Norte, com o prefixo “ant” significando oposição ao termo grego arktikos (“perto do urso”). Arktikos faz referência à constelação Ursa Maior, marcante no Hemisfério Norte.

E quanto aos nomes dos oceanos? O oceano Índico recebeu esse nome graças à costa da Índia, o que parece bastante óbvio. Já o Pacífico foi batizado em 1520 pelo navegador português Fernão de Magalhães, que realmente achou as águas desse oceano muito tranquilas. Atlântico vem de Atlas, personagem mitológico grego encarregado de suportar eternamente o peso dos céus nas costas por castigo de Zeus. Ártico também tem origem grega: a palavra arktikos, cujo significado já foi explicado acima. Por simples oposição ao Ártico, o oceano do Polo Sul foi nomeado como Antártico.

Fonte: Superinteressante.

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