O papel tem futuro

Para o escritor americano Nicholas Basbanes, que pesquisou a história dos meios de conservar a escrita, o papel continuará a ser importante para a humanidade, porque jamais será substituído. É o que mostra a matéria a seguir, publicada na revista Época.

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Montagem com diferentes tipos de papel: o Alcorão no século VII, o códice de Gutenberg, ascensão dos jornais e o sulfite. Ele mudou, mas ainda é essencial.

“A sociedade sem papel está se aproximando, queiramos ou não. Não podemos enterrar a cabeça na areia. Podemos escolher ignorar o mundo eletrônico, mas isso não fará diferença”, escreveu o cientista da informação Frederick Wilfrid Lancaster em… 1978! Ao lado de outros entusiastas do futuro digital, ele previa um mundo maravilhoso com grande variedade de obras à disposição dos estudantes, menos impressões e redução de custos. Bibliotecas inteiras caberiam numa mesa. Quem não se adaptasse a tempo e abandonasse o papel viveria uma transição caótica. 35 anos depois, muito do futuro imaginado por ele se concretizou. Mas o papel ainda persiste. As bibliotecas continuam abarrotadas. Os livros impressos convivem com a popularização dos e-readers e tablets. “Usar um não significa descartar o outro”, afirma o escritor Nicholas Basbanes, autor do livro recém-lançado On paper (No papel), sem edição no Brasil.

Num momento em que se discute o futuro do papel e até sua eventual extinção, o livro de Basbanes tenta explicar sua importância e a maneira como ele influenciou o curso da história. Bibliófilo, ele investigou a origem do papel e seus diferentes usos. Conversou com pesquisadores, donos de indústrias, bibliotecários e até pessoas que ainda fazem papel à mão, como há 2 mil anos. A longa jornada pela história do papel convenceu Basbanes de que a supremacia do papel tem raízes profundas – e será impossível substituí-lo. Basbanes diz que os livros impressos não se tornarão obsoletos tão cedo, porque são os mais simples e confiáveis meios de preservação da escrita. Dispositivos eletrônicos e softwares estão em constante mudança. Aquilo que foi registrado num formato específico hoje pode não ser lido amanhã. “Já segurei nas mãos um livro com mais de 500 anos. Você pode dizer, com segurança, que o mesmo acontecerá com uma obra criada digitalmente?”, diz Basbanes.

Grandes acervos históricos não abrem mão do papel. Nos Estados Unidos, o Arquivo Nacional encomendou folhas super-resistentes para ajudar a preservar documentos originais, como a Declaração da Independência, a Constituição e a Carta dos Direitos. O responsável pelo trabalho foi Timothy Barrett, do Centro do Livro da Universidade de Iowa, que registra e resgata técnicas milenares de fabricação de papel à mão. “Estamos nos movendo em direção a um mundo digital holográfico maravilhosamente fascinante, mas, ironicamente, nesse ambiente, os documentos em papel em certos casos se tornarão mais importantes, e não menos importantes”, diz. É inegável que a tecnologia altera hábitos, mas as características únicas do livro tradicional dão a ele muitos anos a mais de vida. A tecnologia não conseguiu substituir algumas das vantagens do papel. Nos livros, há o contato com textura mais macia. É possível manipular as páginas. As palavras não competem com alertas de aplicativos, mensagens que sempre pulam nas telas ou com o link para o filme sobre a obra no YouTube, como acontece nos tablets e smartphones.

A demanda por papel tem caído em regiões como a América do Norte e a Europa. As grandes indústrias atribuem isso à estagnação econômica e ao avanço da tecnologia. As preocupações com o meio ambiente também resultam no menor uso de papel. Mas não é possível dizer que o setor viva um retrocesso. Foram produzidos 400 milhões de toneladas de papel em 2012, em comparação com os 399 milhões no ano anterior. Esses milhões de toneladas têm os mais variados destinos. A Associação Britânica de Historiadores do Papel registra mais de 20 mil usos atualmente. Há empresas que investem em papéis especiais, selos, cartões-postais, jogos de cartas e outros nichos de mercado. Há usos tradicionais que perduram. Em qualquer parte do mundo, ninguém consegue se identificar oficialmente sem usá-lo. É uma tradição que começou nos tempos medievais. As pesquisas de Basbanes revelam que o papel, tão barato, abundante e portátil, tornou a burocracia possível e contribuiu para a expansão dos árabes pelo Oriente Médio, pelo Norte da África e parte da Europa. A papelada cresceu ainda mais com a Revolução Francesa, em 1789, quando o poder deixou de ficar concentrado no rei e foi distribuído aos funcionários públicos, que deviam dar provas escritas dos serviços.

Ainda hoje, os governos exercem seu poder de controle por meio de uma série de regras, cumpridas apenas com a apresentação de documentos, protocolos e termos impressos. A burocracia criou duas classes de pessoas: as que têm papéis e as que não têm. Na França, os imigrantes ilegais são justamente conhecidos como sans papiers (sem papéis). Os Estados também não conseguiram reduzir o uso do papel em suas atividades diárias. Em mais de 2 séculos de atividade, o Arquivo Nacional americano acumula 80 bilhões de papéis oficiais – e apenas 5% de todo o volume produzido no último ano foi para as prateleiras. Nas empresas, o inconfundível barulho das impressoras não deixa dúvidas de que o amplo uso de computadores e e-mails não livrou os profissionais das folhas. No início dos anos 2000, os pesquisadores Abigail J. Sellen e Richard H.R. Harper publicaram o livro The myth of the paperless office (O mito do escritório sem papel). Diziam que a internet aumentou as impressões em 40%. Para quem previa que a tecnologia acabaria com o papel, é um dado embaraçoso.

Previsões sobre o mundo digital também já mostraram que nossas carteiras ficariam sem notas. É verdade que o papel-moeda perdeu importância. Dá para notar no dia a dia que é possível comprar praticamente tudo com transferências bancárias e cartões de débito e crédito. Num futuro próximo, os celulares cumprirão boa parte dessa função. No entanto, números de Bancos Centrais mostram que a fabricação de notas e moedas não começou a cair. Na Zona do Euro, elas representam 9% das transações, mas o total em circulação sobe ano após ano. Em 2012, havia E 876,8 bilhões fora dos bancos, cerca de 2% a mais que em 2011, segundo o Banco Internacional de Compensações. Em alguns países,  como a Suécia, há esforços para acabar com as notas. Alguns estabelecimentos não aceitam notas, como pubs e pequenos negócios.

O mesmo vale para os Estados Unidos. Segundo o empresário Douglas Crane, que fornece papel para as notas de dólares, 20% dos americanos não têm conta bancária. O papel-moeda também é fundamental para imigrantes. Mesmo com grandes inovações relacionadas à carteira eletrônica, é difícil imaginar algo tão simples e anônimo quanto um pedaço de papel, que permite operações fora do sistema bancário. As altas taxas cobradas pelos bancos também desestimulam o uso do crédito e débito para compras pequenas. O avanço das moedas eletrônicas esbarra ainda na segurança. A quebra de um código poderia significar a reprodução de dinheiro indefinidamente. Até agora, não foi inventado nenhum sistema infalível. Mesmo que um novo sistema surja e convença todos (inclusive os excluídos) a trocar as carteiras por celulares, isso acabaria com apenas uma utilidade do papel. Restariam ainda 19.999.

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Cientistas criam músculo robótico mil vezes mais forte que o humano

RobocopSe você temia um apocalipse trazido por robôs ao estilo Cylon ou Skynet, prepare-se para desistir de lutar contra os homens de ferro neste instante. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, informaram que conseguiram criar músculos robóticos mil vezes mais fortes que a média dos humanos. Essa façanha foi alcançada graças à contração e expansão do dióxido de vanádio, que começa a fazer esse movimento a 67 °C. Usando esse material, os pesquisadores conseguiram números incríveis. Um músculo robótico movido a dióxido de vanádio poderia levantar objetos 50 vezes mais pesados que ele próprio e em uma distância de 5 vezes o próprio comprimento. Tudo isso pode acontecer em apenas 6 centésimos de segundo, o que é mais rápido que um piscar de olhos. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de músculo robótico poderia não apenas significar a criação de robôs extremamente fortes como também poderia resultar em vários eletrônicos energeticamente muito eficientes no futuro. Ainda assim, como se trata de uma pesquisa bastante inicial, não há como dar um prazo para que isso seja incorporado na indústria.

Fonte: Tecmundo.

Pesquisador cria animações em 3D para ajudar estudantes a entender conceitos de química

Aprender química pode ser bem complicado: alguns assuntos exigem muita imaginação para que possamos criar imagens mentais e, assim, entendê-los melhor. Sabendo disso, o engenheiro Manuel Moreira Baptista desenvolveu para o seu doutorado pelo Instituto de Química (IQ) da Unicamp uma série de animações em 3D que podem ajudar muito quem sofre para entender certos conceitos. O trabalho está sendo muito bem recebido no mundo todo: as 70 animações que ele produziu já tiveram mais de 1 milhão de visualizações no YouTube (veja todos os vídeos aqui), vindas de 148 países, e foram feitos mais de 360 mil downloads dessas animações através do site Química 3D. Os vídeos exploram, em sua maioria, temas mais avançados, voltados para estudantes universitários; mas eles podem ajudar a entender melhor certos conceitos que também caem no vestibular. Além disso, esse trabalho abre caminho para animações do tipo serem exploradas em outras disciplinas. Vale ficar de olho!

Fonte: Guia do Estudante.

NASA lança vídeo com imagens do Sol

719590main_Grid-Sun-orig_fullEste vídeo do Sol, baseado em dados do SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA, mostra a ampla gama de comprimentos de onda – invisíveis a olho nu – que o telescópio pode ver. No vídeo, o SDO converteu os comprimentos de onda em imagens que podem ser vistas pelo olho humano. Conforme as cores varrem a superfície do sol no filme, os espectadores podem notar o quão diferente uma mesma área do sol é vista. Isso acontece porque cada comprimento de onda da luz revela o material solar em temperaturas específicas. Diferentes comprimentos de onda transmitem informações sobre diferentes componentes da superfície do sol e da atmosfera. Os cientistas usaram isso para pintar um quadro completo da nossa estrela, que está em constante mutação. O filme, que dura pouco mais de 2 minutos, foi produzido pelo Scientific Visualization Studio (SVS) da NASA, no Goddard Space Flight Center, na cidade de Greenbelt, Maryland (EUA), e está disponível no site da SVS.

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Fotógrafo faz incríveis imagens do Sol

Da cidade de Buffalo, no estado americano de Nova York, o fotógrafo Alan Friedman conseguiu fazer algo realmente incrível. Utilizando seu próprio telescópio, que segundo ele é um “dos pequenos”, foi capaz de obter belas imagens do sol, tudo em alta definição. As fotos originais, que mostram em detalhes os fenômenos da superfície solar, são em preto e branco. Para obter um efeito ainda mais espetacular, Alan coloriu algumas das imagens no computador. Veja o resultado na galeria abaixo:

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Fonte: Maravilhoso Mundo.

Como Isaac Asimov previu 2014

Em 1964, durante a Feira Mundial de Ciência e Tecnologia de Nova York, o jornal americano The New York Times convidou o futurólogo e escritor de ficção científica Isaac Asimov (1920-1992) a fazer previsões de como seria o mundo 50 anos depois, ou seja, agora em 2014. As previsões são surpreendentes.


Cozinha: Asimov prevê que os equipamentos de culinária pouparão a humanidade de fazer trabalhos tediosos. “As cozinhas estão equipadas para fazer auto-refeições. Almoços e jantares serão feitos com comidas semi-preparadas, que poderão ser conservadas em freezer. As cozinhas terão equipamentos capazes de preparar uma refeição individual em poucos segundos”. Só faltou usar a palavra “microondas”.

Computadores: O escritor previu um mundo repleto de computadores capazes de fazer as mais complexas tarefas. “Em 2014, haverá minicomputadores instalados em robôs”, escreve ele, no que parece ser uma alusão aos chips. E garantiu que eles serão capazes de traduzir, como se previsse a existência do Google Translator.

Comunicação: As ligações telefônicas terão imagem e voz, garantiu Asimov. “As telas serão usadas não apenas para ver pessoas, mas também para estudar documentos e fotos e ler livros”. E prevê que satélites em órbita tornarão possível fazer conexões telefônicas para qualquer lugar da Terra e até mesmo “saber o clima na Antártica”. Mas em Terra haverá outras soluções. “A conexão terá que ser feita em tubos de plástico, para evitar a interferência atmosférica”, escreve ele, como se já conhecesse a fibra ótica.

Cinema: Asimov previu que o cinema seria apresentando em 3D, mas garantiu que certas coisas nunca mudariam: “Continuarão a existir filas de três horas para ver o filme”.

Energia: Ele previu que já existiriam algumas usinas experimentais produzindo energia com a fusão nuclear. Errou. Mas acertou quando vaticinou a existência de baterias recarregáveis para alimentar muitos aparelhos elétricos de nossa vida cotidiana. Mais ainda: “Uma vez usadas, as baterias só poderão ser recolhidas por agentes autorizados pelos fabricantes” — o que deveria acontecer, mas nem sempre acontece.

Veículos: Asimov erra feio nas suas previsões relacionadas ao transporte. Ele acreditou que carros e caminhões pudessem circular sem encostar no chão ou água, deslizando a uma altura de “um ou dois metros”. E que não haveria mais necessidade de construir pontes, “já que os carros seriam capazes de circular sobre as águas, mas serão desencorajados a fazer isso pelas autoridades”.

Marte: Para o escritor, em 2014 o homem já terá chegado a Marte com espaçonaves não tripuladas, embora “já estivesse sendo planejada uma expedição com pessoas e até a formação de uma colônia marciana”. O que nos faz lembrar da proposta pública de uma viagem a Marte só de ida, feita recentemente, para formar a primeira colônia no planeta.

Televisão: Asimov cita a provável existência de “televisões de parede”, como se pudesse prever as telas planas, mas acredita que os aparelhos serão substituídos por cubos capazes de fazer transmissões em 3-D, visíveis de qualquer ângulo.

População: O escritor previu que a população mundial seria de 6,5 bilhões em 2014 (já passou dos 7 bilhões) e que áreas desérticas e geladas seriam ocupadas por cidades — o que não é exatamente errado. Mas preconizou, também, a má divisão de renda: “Uma grande parte da humanidade não terá acesso à tecnologia existente e, embora melhor do que hoje, estará muito defasada em relação às populações mais privilegiados do mundo. Nesse sentido, andaremos para trás”, escreve ele.

Comida: “Em 2014 será comum a ‘carne falsa’, feita com vegetais, e que não será exatamente ruim, mas haverá muita resistência a essa inovação”, escreve Asimov, referindo-se provavelmente aos hambúrgueres de soja.

Expectativa de vida: O escritor preconizou problemas devido à super população do planeta, atribuindo-a aos avanços da medicina: “O uso de aparelhos capazes de substituir o coração e outros órgãos vai elevar a expectativa de vida, em algumas partes do planeta, a 85 anos de idade”. A média mundial subiu de 52 anos em 1964 para 70 anos em 2012. Em alguns países, como Japão, Suíça e Austrália, já está em 82 anos.

Escola: “As escolas do futuro apresentarão aulas em circuitos fechados de TV e todos os alunos aprenderão os fundamentos da tecnologia dos computadores”, escreve Asimov.

Trabalho: Asimov previu uma população entediada, como sinal de uma doença que “se alastra a cada ano, aumentando de intensidade, o que terá consequência mentais, emocionais e sociais”. Depressão? “Ouso dizer”, prossegue ele, “que a psiquiatria será a especialidade médica mais importante em 2014. Aqueles poucos que puderem se envolver em trabalhos mais criativos formarão a elite da humanidade”.

É interessante observar que Asimov acerta bastante. E qual é o mistério nisso? Ele é algum tipo de profeta? Muito longe disso! É ciência pura. É futurologia. Ele simplesmente se apoiou em dados disponíveis em 1964 que possibilitaram a construção de cenários possíveis a partir da projeção dos avanços tecnológicos já desenhados naquela época. Porém, tanto Asimov quanto a maioria dos futurólogos de sua época não foram capazes de prever a internet. A meu ver, a rede mundial de computadores é tão importante para a difusão da informação e a democratização do conhecimento que pode ser comparada com o advento da imprensa de Gutemberg no século 15.

Com informações de: Hype Science.

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