Suposto local do Jardim do Éden é declarado patrimônio cultural da UNESCO

A região dos Pântanos da Mesopotâmia é cercada por grandes rios e fica localizada no atual território do Iraque, no sudeste do país. Essa região é considerada por muitos estudiosos como o local descrito na narrativa do Gênesis, onde supostamente a humanidade teria surgido. Recentemente, o provável local do Jardim do Éden tornou-se um patrimônio mundial da UNESCO, segundo anúncio feito pelas autoridades iraquianas.

O ecossistema úmido é alimentado pelos rios Tigre e Eufrates, tornando o local pleno de água e vida natural. No entanto, a região nem sempre foi mantida assim. Na década de 1990, os rios que abasteciam a área foram drenados pelo então ditador Saddam Hussein. Sua ação foi feita para punir as tribos árabes nativas da região pantanosa e outros opositores que se refugiavam no local — que haviam se revoltado contra o seu governo após a primeira Guerra do Golfo. Hussein construiu uma rede de canais para desviar a água dos rios Eufrates e Tigre, direcionando-a para o mar.

O quadro foi revertido apenas depois da queda do ex-ditador pelos Estados Unidos, em 2003. Desde então, moradores e agências ambientais trabalharam para destruir as barragens e restaurar a região. Os pântanos, que tinham mais de 9 mil quilômetros quadrados de extensão na década de 1970, foram reduzidos para apenas 760 quilômetros quadrados em 2002, antes do início de sua recuperação. O governo do Iraque anunciou que pretende recuperar um total de 6 mil quilômetros quadrados.

Na fronteira com o Irã, os pântanos têm sido utilizados nos últimos anos para o contrabando de drogas, armas e cativeiros de reféns. As tribos árabes nativas viveram nos Pântanos da Mesopotâmia por milênios, mas ultimamente têm vivido à margem da sociedade iraquiana. No domingo, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, elogiou a decisão da UNESCO que, segundo ele, “coincide com as vitórias militares consecutivas na guerra contra o Estado Islâmico”. O grupo terrorista, que já perdeu metade do território que foi dominado por eles em 2014, ainda controla alguns dos mais ricos sítios arqueológicos do mundo no norte do Iraque.

Fonte: Guia-me.

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Por que dividimos o tempo de 60 em 60?

Foi a civilização suméria, cerca de dois mil anos antes de Cristo, que criou o sistema numérico sexagesimal. A escolha é bastante particular, já que a maioria das sociedades humanas escolheu 5, 10 ou 20 como seu número-base. Os sumérios achavam o 60 bastante flexível já que ele é o menor número simultaneamente divisível por 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Se isso já é uma vantagem hoje, imagine naquela época, quando as continhas eram feitas usando os dedos das mãos. Foi essa facilidade que fez com que o 60 ganhasse aura de número “mágico” e se tornasse tão importante para aquele povo.

Essa base sexagesimal deu origem a diversas unidades antigas, como a dúzia (12), submúltiplo de 60 (60 dividido por 5), que foi usada para dividir a parte clara e a parte escura do dia em 12 horas cada. “Só não dividiram as partes do dia em 60 porque ainda não havia instrumentos que pudessem chegar a essa fração tão pequena de tempo”, diz Roberto Boczko, do Instituto de Astronomia da USP. Quando os instrumentos tornaram-se mais precisos, notou-se a possibilidade – e a necessidade – de subdividir-se a hora. Assim, em 1670, surgiu o “minutum” que, em latim, significa “pequeno”. Foi o cientista holandês Christian Huygens, responsável pela divisão, quem decidiu manter a tradição suméria. Por volta de 1800, a necessidade de medir intervalos ainda menores levou ao aparecimento de um “pequeno de segunda ordem”, o que hoje chamamos só de segundo.

Fonte: Superinteressante.

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