10 fatos curiosos sobre os sonhos

Os sonhos são uma das experiências mais misteriosas e interessantes das nossas vidas. As histórias que vivemos durante o sono – que muitas vezes parecem ser reais – intrigam especialistas e curiosos. Na busca de explicações para esse fenômeno, descobriu-se uma série de curiosidades que vale a pena compartilhar. Veja abaixo uma lista com 10 fatos curiosos sobre os sonhos, compilados pelo blog Mega Curioso:

1. Todo mundo sonha, inclusive cegos: Se você acha que não sonha, é porque não consegue se lembrar dos seus sonhos. Com exceção de pessoas com distúrbios psicológicos extremos, todo mundo sonha, inclusive cegos. Pessoas que ficaram cegas podem ver imagens durante os sonhos. Já as que nascem cegas não enxergam nada, mas possuem sonhos igualmente vívidos envolvendo os outros sentidos.

2. Animais também sonham: Estudos realizados com diversos animais mostraram que eles apresentam a mesma frequência de ondas cerebrais que os humanos durante o sono. Se você quiser ver isso acontecendo de perto, assista a um cão ou gato dormir por alguns minutos. É comum flagrar esses animais movendo as patas como se estivessem correndo e fazendo sons como se estivessem caçando algo em seus sonhos.

3. Sonhamos em média 4 a 7 vezes por noite: O sonho acontece na fase REM, período que corresponde de 20% a 25% do período que estamos dormindo. Portanto, se descansarmos aproximadamente 8 horas por dia, permanecemos nessa fase entre um hora e meia e duas horas diariamente. Esse momento é caracterizado pelo movimento rápido dos olhos e pela atividade cerebral semelhante à quando estamos acordados. Em média, é possível ter de 4 a 7 sonhos em uma única noite, cada um com duração de 5 a 20 minutos. Uma pessoa normal passa, em média, 6 anos da sua vida sonhando.

4. Esquecemos 95% dos sonhos: Já percebeu como é difícil se lembrar de um sonho? Isso acontece porque costumamos esquecer a metade do sonho apenas 5 minutos depois de acordarmos. E após 10 minutos, você já esqueceu cerca de 90% do que sonhou. Se você for acordado durante o sono REM, no entanto, tem mais chances de lembrar do sonho mais vividamente do que quando acorda naturalmente pela manhã.

5. Todos os rostos são conhecidos: Nosso cérebro não é capaz de inventar rostos. Se algum estranho aparecer nos seus sonhos, saiba que você já viu esse rosto antes. Todas as feições com as quais sonhamos são de pessoas reais, quer você se recorde delas ou não. Como temos contato com milhares de pessoas ao longo da vida, nosso cérebro tem um repertório enorme de personagens para incrementar suas histórias.

6. Nem todo mundo sonha em cores: Sabe-se que 12% das pessoas com visão normal sonham exclusivamente em preto e branco. Para o restante, as imagens são sempre coloridas. Curiosamente, estudos realizados entre 1915 e 1950 apontavam que a maior parte das pessoas sonhava em preto e branco, mas isso começou a mudar a partir da década de 1960. Atualmente, apenas 4,4% dos sonhos de pessoas com menos de 25 anos são em preto e branco. Pesquisas recente acreditam que isso seja um reflexo da modernização do cinema e da televisão que passaram a ser exibidos em cores.

7. Estímulos externos invadem os sonhos: É comum que nosso cérebro interprete os estímulos externos que recebemos durante o sono e faça com que eles participem dos sonhos. Isso explica porque o som do seu despertador pode ser interpretado como uma sirene que toca no meio de um sonho, mas nada mais é do que a incorporação desse estímulo sonoro. Esse fenômeno é tecnicamente chamado de “incorporação”. Um exemplo similar ocorre quando você sente sede ou vontade de urinar no mundo real enquanto dorme e isto é transportado para o sonho. A maioria das crianças urinam na cama por causa de incorporação: estão com a bexiga cheia, sonham que estão apertados e urinam no sonho ao mesmo tempo em que molham a cama. Pessoas com sede durante o sono relatam tomar copos de água dentro do sonho para, minutos depois, ficar com sede e tomar outro copo. O ciclo se repete até que a pessoa acorda.

8. Homens, mulheres e crianças sonham diferente: É estranho, mas cerca de 70% dos personagens dos sonhos dos homens são outros homens. As mulheres, por outro lado, costumam apresentar um equilíbrio entre personagens homens e mulheres em seus sonhos. Além disso, homens têm comprovadamente mais sonhos eróticos do que as mulheres. Já as crianças não sonham sobre si mesmas até aproximadamente os 3 anos. À partir desta idade, elas têm muito mais pesadelos do que os adultos até completar 7 ou 8 anos. Muitas sofrem de terrores noturnos e acordam gritando.

9. Sonhos recorrentes e sonhos lúcidos: Algumas pessoas têm sonhos recorrentes. Trata-se do mesmo sonho que se repete durante longos períodos de tempo. Geralmente possui aspectos de pesadelo e pode ser causado por estresse pós-traumático. Um sonho lúcido, por sua vez, é aquele em que você está consciente de que está sonhando, mesmo estando realmente dormindo. Durante essa experiência, você pode direcionar ou controlar o conteúdo do sonho. Aproximadamente metade de nós pode lembrar da experiência de um sonho lúcido. Alguns indivíduos podem ter sonhos lúcidos com bastante frequência.

10. Alguns sonhos são universais: Os sonhos normalmente são influenciados por experiências pessoais, mas certos temas são muito comuns em todas as culturas. Por exemplo, pessoas de todo o mundo frequentemente relatam a desconfortável sensação estar sendo perseguidas, fugindo, sendo atacadas ou despencando em queda livre. É muito comum também a sensação de tentar correr e não conseguir sair do lugar, sentir-se congelado e incapacitado de se mexer. Outras experiências comuns incluem eventos escolares, como estar sempre atrasado ou despreparado para um prova importante, sair de casa sem roupa e estar nu em público.

Dicas de estudo #2 – O ciclo diário

No primeiro post da série, eu disse qual acredito ser a atitude correta diante dos estudos. Em suma, sugeri que o encarássemos como uma preparação para a vida e não apenas para as provas. Hoje, vou revelar como é o meu dia-a-dia de estudante. Basicamente, minha rotina de estudos é baseada num método que o professor Pierluigi Piazzi ensina em suas palestras sobre estimular a inteligência. Esse método consiste em obedecer um ciclo diário composto de três etapas: (1) assistir aula para entender; (2) estudar para aprender; e (3) dormir bem para fixar. Nessa ordem. Calma que eu explico:


1. ASSISTIR AULA PARA ENTENDER

Antes de tudo, é preciso entender a função das aulas. O estudante brasileiro médio tem o péssimo hábito de achar que aula serve para aprender, e por isso não estuda depois da aula. Um erro comum é fazer dois cursinhos para ter um maior número de aulas, achando que isso vai melhorar o seu rendimento. Isso não vai ajudar, e o motivo é bem simples: Assistir aula não serve para aprender, mas para entender a matéria e tirar dúvidas. É o estudo pós-aula que serve para aprender. A diferença entre entender e aprender pode parecer muito sutil, mas não é. Quando o professor explica uma matéria, seu objetivo é que o aluno consiga acompanhar o raciocínio e então possa dizer consigo mesmo: “Ah, entendi!”. Se o aluno prestou atenção na aula e entendeu o que ele disse, a função da aula foi cumprida. Ao fim da aula, porém, o aluno ainda não aprendeu o assunto, ele apenas o entendeu. Ele pode até lembrar de tudo na prova que será aplicada uma semana depois, tirar uma boa nota e passar com facilidade. Mas ele ainda não aprendeu de verdade.


2. ESTUDAR PARA APRENDER

O que faz o estudante absorver a matéria e realmente aprender não é a aula. Como eu disse, aula serve pra te fazer entender o assunto. É o estudo pós-aula que serve para aprender. Assistindo aula com atenção, o aluno entende o que o professor disse, mas aquela informação fica guardada na memória de curto prazo (uma espécie de memória RAM do cérebro) e, se nada for feito, será perdida em poucos dias. Para que isso não aconteça, o aluno precisa revisar e reforçar o mesmo conteúdo sozinho depois da aula. Só depois que ele faz essa espécie de backup é que aquelas informações vão para a memória de longo prazo (algo como o HD do cérebro) e pode-se dizer que houve de fato aprendizado. Portanto, o que realmente vai fazer a diferença é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que assistiu. Mas isso não significa que vale “gazear” ou dormir nas aulas: como já foi dito, elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. Ou seja, as aulas servem para nortear o estudo individual. Se o sujeito tem aula o dia inteiro, quando é que vai poder estudar? Ele vai só entender momentaneamente a matéria, mas não vai aprender; a sua cabeça vai virar uma bagunça e ele vai esquecer logo, porque o conhecimento não foi sedimentado.

Sobre aumentar a quantidade de aulas, especialmente em cursinhos, penso o seguinte: Nada contra fazer cursinho, mas esteja sempre ciente de que nenhum cursinho, por mais caro que seja e por mais professores famosos que tenha, pode te fazer passar em nada. A função do cursinho é te orientar, te ajudar a estudar. O seu estudo individual é que te fará passar. Ademais, a própria existência de cursinhos é a evidência de que o sistema educacional brasileiro não funciona; porque se funcionasse não existiria o cursinho. Qual é o perfil do aluno de cursinho? É o cara que descobriu tarde demais que fez tudo errado na escola e agora está correndo atrás do prejuízo. Eu mesmo, como sempre estudei em escola pública, uma vez resolvi fazer cursinho para complementar algo que supostamente teria faltado na minha formação básica. Isso foi logo após eu ter concluído o ensino médio. Comecei a trabalhar, me matriculei na turma da noite, paguei as mensalidades, comecei a ir, mas devo confessar que não aguentei passar mais de dois meses naquele ambiente. Eu ficava me perguntando o que estava fazendo ali. No segundo mês deixei de ir para ter mais tempo de estudar sozinho em casa. Foi uma ótima decisão.

O professor Pierluigi Piazzi costuma dizer que o maior problema da educação brasileira é que ela tem milhões de alunos, mas pouquíssimos estudantes. Mas não são a mesma coisa? Qual é a diferença? Segundo ele, aluno é quem assiste às aulas. A coisa mais fácil do mundo é ser um aluno. Basta estar matriculado e frequentar as aulas que você já é um aluno. Mas ainda não é um estudante. Estudante é quem estuda. E estudar não significa assistir aula, mas revisar o conteúdo da aula em casa. Portanto, quando você assiste aula, você é um aluno; quando chega em casa, faz os exercícios e revisa o conteúdo da aula, você é um estudante.


3. DORMIR BEM PARA FIXAR

As neurociências já mostraram que é muito importante, após um dia de aula e estudo, que você tenha uma boa noite de sono. Você entende o assunto na aula, estuda para reforçar, mas é durante o sono que o seu cérebro organiza aquelas informações e consolida o conhecimento. Somente após essa consolidação é que o aprendizado é definitivo, para o resto da vida. Por isso é importante que você revise o conteúdo das aulas no mesmo dia, antes que se passe uma noite de sono, enquanto as informações ainda estão frescas na memória. Além de evitar acúmulo, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e memorize com mais facilidade. Se você assiste aula hoje e deixa para estudar aquele assunto no outro dia, não é a mesma coisa, porque você certamente já perdeu muita informação. Recapitulando: Na aula você entende, no estudo você aprende e numa boa noite de sono você fixa. Esse é o ciclo. Vale mais estudar pouco e todo dia do que estudar muito mas sem regularidade.


Outros posts da série dicas de estudo:

1 – A atitude correta
2 – O ciclo do aprendizado
3 – Individual e ativo
4 – Educação egoísta
5 – Concentração e foco
6 – As quatro etapas
7 – Pierluigi Piazzi
8 – Lúcia Helena Galvão
9 – Como estudar sozinho em casa
10 – Como estudar para uma prova

Por que rir e bocejar é contagioso?

Alguém consegue explicar por que gestos tão simples do cotidiano, como rir e bocejar, podem ser tão contagiosos? Os vídeos abaixo são apenas exemplos de como o bom humor e o sono são estados psico-fisiológicos que se espalham muito rapidamente. O primeiro vídeo foi gravado num metrô de Berlim, na Alemanha. Uma mulher recebe algo engraçado no smartphone e começa a rir sozinha. A senhora à sua frente acha a cena engraçada e começa a rir também. Em poucos minutos, o vagão inteiro está rindo junto. Alguém filma a cena e posta no YouTube. 4,5 milhões de visualizações depois, todo mundo ainda se pergunta o que era tão engraçado. O segundo vídeo é uma compilação de animais bocejando. Aviso: este vídeo pode fazer você ficar sonolento.

A ousadia dos sabiás

Em São Paulo, passarinho canta e gente reclama. Como melhorar esse humor? Cristiane Segatto responde em sua coluna no site da Época.


passaro-sabiaOs sabiás de São Paulo ousam cantar. Não estão nem aí para as reclamações que circulam nas redes sociais. Paulistanos piam contra tudo. E agora também contra os passarinhos. Segundo os incomodados, a cantoria durante a madrugada atrapalha o sono. Nesta semana, a discussão esquentou. Os bichos seguem cantando. Não sabem que a cidade se tornou uma fábrica de implicantes compulsivos. Talvez saibam, mas não perdem tempo com eles. Se gastarem energia com bate-bico morrem de fome ou na bocarra do gato vira-lata. No território dos passarinhos, aquele que usurpamos descaradamente, vale um ditado bem conhecido entre nós: “os incomodados que se mudem”. Sábios sabiás. Devíamos aprender com eles. Devíamos ouvi-los mais.

Ouço um agora mesmo, enquanto escrevo este texto. Mais de um. Não só sabiás. Volta e meia um beija-flor me surpreende na sacada do meu apartamento, atraído pelas plantas. Moram nos míseros e últimos nacos de verde que nos cercam. Aqueles raros quintais que ainda não cederam espaço a monstruosidades de 20 andares com 5 vagas de garagem por apartamento. A presença dos passarinhos é um privilégio. Eles cantam e eu caio no sono. Incomodam tanto quanto uma chuvinha fina batendo na janela. Desconfio que a maioria das pessoas considera que o som das aves seja relaxante – e não perturbador.

Uma experiência interessante aconteceu recentemente no Forth Valley Royal Hospital, na Escócia. Para ajudar pacientes com extrema dificuldade de dormir, o artista Mark Vernon criou uma trilha sonora especial para a estação de rádio interna. O objetivo era fazer adormecer o mais desperto dos insones. Para isso, Vernon pesquisou uma série de sons suaves e fez uma mistura poderosa. Ouvi um trecho e, quando percebi, estava bocejando em frente ao computador. Precisei levantar, dar uma volta, pegar uma xícara de café. Quase adormeci com a mistura de piano, água corrente e… pássaros. Muitos pássaros.

Parece ser o caso do sabiá-laranjeira que, a partir do final de inverno, se reproduz. Os machos andam cantando à beça em São Paulo. Cantam para mostrar às fêmeas que são um bom partido. O canto vigoroso é entendido como uma demonstração da capacidade de alimentar os filhotes e de defender o território nas disputas com outros machos. Segundo um especialista consultado pela Folha de S.Paulo, é de madrugada que o macho ensina a melodia aos filhotes. Ele fica a até 5 metros de distância do ninho. Se fizesse isso durante o dia, os filhotes ficariam na mira dos predadores.

São boas as razões do sabiá. O levante contra ele pode ser fruto de rabugice crônica. Sabe aquele tipo de pessoa que num dia reclama da chuva, no outro do sol, durante a semana pragueja contra o barulho da capital e, num feriadão prolongado, diz que não suporta o tédio da cidade vazia? Quando o mau humor é constante e vem acompanhado de outros sintomas (falta ou excesso de apetite, insônia ou sono excessivo, fadiga, baixa autoestima, dificuldade de concentração), a pessoa pode estar sofrendo de distimia – um tipo de depressão com sintomas menos graves. O mau humor (crônico ou circunstancial) é agravado pelas noites mal dormidas. Ou provocado por elas. Dormir bem é fundamental para a manutenção do equilíbrio geral do organismo, para a consolidação da memória e do aprendizado, entre outras funções. Algumas dicas para melhorar a qualidade do sono:

• Evitar dormir de dia
• Praticar atividade física
• Ter horários regulares para dormir e despertar
• Dormir num ambiente limpo, escuro, confortável, sem ruído de TV
• Não consumir álcool, café e refrigerantes perto do horário de dormir
• Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono
• Não usar medicamentos para dormir sem orientação médica
• Jantar com moderação e em horário regular
• Não levar problemas para a cama

Quem sabe assim o sabiá deixe de ser um problema.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 1 de 11
%d blogueiros gostam disto: