Ator Pedro Cardoso fala sobre pornografia e nudez na televisão, no cinema e no teatro

Trecho da entrevista concedida pelo ator Pedro Cardoso à jornalista Leda Nagle para o programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido em 2009.

Mão ao alto: pornografia e masturbação

Pornografia online vicia, altera seu jeito de fazer sexo e pode causar impotência. Antes de apertar aquele play, é melhor ler essa matéria da revista Superinteressante.

porn

Um cara jovem, bonito, conquistador, que namora a Scarlett Johansson, mas prefere ver pornografia online. Parece filme, e é: Como Não Perder Essa Mulher estreou em dezembro passado. Mas, Scarlett à parte, o enredo não está tão longe da realidade. Com a banda larga e bundas variadas a alguns cliques de distância, todo mundo já deu uma espiadinha. O problema é que muitos não querem fazer outra coisa. Cada vez mais gente abre mão de uma pessoa real para passar horas se masturbando na frente de uma tela.

O sexo solitário sempre teve sua graça – um estudo recente da Universidade de Cambridge concluiu que pornografia é tão viciante quanto drogas. Mas por que só agora aparecem os viciados? A resposta está na melhor ferramenta já criada na história da humanidade para estoque, distribuição e consumo de pornografia: a internet. Até o advento da rede mundial de computadores, você precisava ir a uma banca de jornal para comprar uma revista de mulher pelada. Se havia certo constrangimento em tirar um filme pornô na locadora, imagine alugar vários. Hoje você assiste de graça e a qualquer momento no celular tudo que tinha na locadora – e muito, mas muito mais. Tara por animais, anões, amputações, fezes, vômito, palhaços… Na internet, desejos bizarros encontram uma via de expressão. E ninguém precisa ficar sabendo.

A biologia evolutiva explica por que alguns não conseguem trocar sites pornô por nada neste mundo. A masturbação surgiu para que o estoque de sêmen fosse renovado, e assim uma semente mais jovem e competitiva pudesse brigar com a de outros machos. A pornografia simula e acelera esse processo: seu cérebro acredita que, a cada novo vídeo, uma fêmea diferente está sendo fecundada. Essa é a razão pela qual os homens são maioria nesse mundo. É difícil ter uma estatística exata, mas estima-se que 70% do público dos sites adultos é masculino. As mulheres ficariam com os 30% restantes.

O curioso é que a masturbação não vem de um instinto animal, mas da imaginação humana. Sabemos disso graças a pessoas como a antropóloga Starin, que passou cinco anos na Gâmbia observando macacos e registrou apenas cinco casos de masturbação com ejaculação. Detalhe: os machos estavam em contato visual com outras fêmeas, algumas delas copulando com outros machos. Ou seja, por mais que chimpanzés cocem a virilha no zoológico e constranjam visitas escolares, o homem ainda é o único animal que se masturba de forma consciente, para atingir o orgasmo.

Para Jesse Bering, doutor em psicologia e autor do recém-lançado Devassos por natureza: provocações sobre sexo e a condição humana, contexto é fundamental. “Da próxima vez que você se sentir no clima, deite na cama, apague a luz, não pense em nada e não veja nada. Em seguida, tente só com o toque atingir o clímax”. Acredite, não é fácil. É a cognição que faz com que um adulto se masturbe a cada 72 horas (em média), com ampla e folclórica variação. O problema é quando a cognição vira compulsão.

O estudo de Cambridge, citado no começo do texto, mostrou que o pornô vicia da mesma maneira que algumas drogas, desregulando o cérebro. Quando um vídeo proporciona prazer, esse prazer leva você a buscar outro vídeo. Cada novo clique é um estímulo para o centro de recompensa, que se torna dependente dessa anestesia constante. “Como o álcool e as drogas, a pornografia enfraquece nossa capacidade de enfrentar certos tipos de sofrimento. (…) Ela reduz a nossa capacidade de tolerar nossos dois humores ambíguos e oscilantes: a preocupação e o tédio”, diz o filósofo Alain de Botton.

Longas maratonas de pornografia podem ser uma fuga de problemas. Outra coisa: chega uma hora em que os vídeos corriqueiros não são mais suficientes. Você não se excita mais vendo o papai-e-mamãe de sempre, nem o mamãe-e-mamãe ou papai-e-papai. Como nas drogas, você vai desenvolvendo uma tolerância e precisa de mais para se satisfazer. Logo, logo, o sujeito está indo atrás de coisas pesadas e ilegais, como cenas reais de estupro e pedofilia. E é aí que muitos decidem procurar ajuda.

Há algum tempo, já existem grupos de apoio para usuários compulsivos de pornografia, mas agora surgem na internet grandes fóruns para discutir o tema e buscar soluções – nem que seja encontrar disposição para ir ao supermercado ou ao banco. O maior portal sobre o tema se chama yourbrainonporn.com e lá você encontra de estudos científicos a depoimentos informais. Gary Wilson, o psiquiatra por trás da ideia, chegou a dar uma palestra no TED sobre os efeitos da pornografia no cérebro – cujo vídeo alcançou uma audiência digna de hit pornô: 2 milhões de acessos. “As pessoas estão começando a questionar se é isso que elas querem para as suas vidas. Muitas chegam à conclusão de que pornografia demais é um atraso”, diz Wilson. Ele também atribui à pornografia mudanças de etiqueta (“nossas avós não faziam sexo oral e anal como se faz hoje”) e estética: “Depilações radicais, cirurgias íntimas e clareamento dos genitais, antes restritos a atrizes pornô, passaram a fazer parte do cotidiano”.

Mas o vício em pornografia pode estar trazendo problemas mais graves: disfunção erétil e dificuldade para ejacular têm complicado a vida de homens cada vez mais jovens. E há casos de quem não consegue ou nem faz mais questão de conhecer uma pessoa real ou sair de casa. Para a filósofa Márcia Tiburi, isso acontece porque é mais fácil se relacionar com um avatar: “Uma pessoa concreta me obriga a tomar posição, a reagir, a interagir. Uma imagem é só um objeto que se submete à manipulação”.

Quer dizer que fizemos a Revolução Sexual para ir para casa fazer sexo com nós mesmos? O futuro é um quarto escuro iluminado pela tela de um tablet trepidante? Calma. Muitos jovens têm chegado à conclusão que, assim como o uso exagerado do Facebook e Twitter, a pornografia está tirando um tempo precioso de suas vidas. Passar a noite de vídeo em vídeo pode ser prazeroso no curto prazo, mas vale a exaustão do dia seguinte? “Do modo como é hoje, a pornografia pede que deixemos para trás nossa ética, nosso senso estético e nossa inteligência”, constata Alain de Botton. Vem daí aquela sensação de repugnância e derrota quando a euforia chega ao fim.

50 tons de sexo

sexo-facebookAntigamente isso era muito mais fácil. Só havia homens e mulheres. Agora, quem resolve criar uma conta no Facebook precisa escolher entre 52 opções. É o que mostra a matéria a seguir, publicada na revista Época.


Para quem escreveu o Gênesis era fácil. Deus fez Adão e Eva – e pronto. A humanidade toda se restringia a dois sexos. Desde então o mundo mudou, mudou, mudou, veio a revolução sexual, o feminismo, o movimento LGBT – até que surgiu o Facebook. E nem as mentes mais abertas para a diversidade da sexualidade humana estavam preparadas para isso. Ao criar uma conta na rede social, o usuário informa dados como data de nascimento, idioma, cidade natal e um que para muitos passa despercebido: gênero. No começo de 2014, o Facebook anunciou mais 50 novas opções de gêneros, além das duas tradicionais (masculino e feminino). Somando tudo, o usuário agora tem de escolher quem ele é entre 52 tons de sexo.

“Estamos orgulhosos de oferecer uma nova opção de customização de gênero para ajudar você a expressar melhor sua própria identidade”, escreveram os representantes do Facebook no comunicado oficial. Na longa lista de 50 novas opções de gênero, há algumas conhecidas, como “transgênero” (alguém que não se identifica com seu gênero biológico) e termos totalmente misteriosos, como “dois espíritos” (definição usada por tribos indígenas da América Norte para quem se sente, ao mesmo tempo, homem e mulher). A seleção dos termos durou um ano e foi feita em parceria com líderes de organizações LGBT dos Estados Unidos. O Facebook Brasil diz que não há previsão para que as 50 novas opções de gênero estejam disponíveis na versão em português do site – assumindo que, no Brasil, também seríamos igualmente criativos nessa área.

Os psicólogos e psiquiatras ouvidos por ÉPOCA dizem que é importante que as pessoas possam se definir sexual­mente de acordo com sua própria percepção. O psicólogo mineiro Klecius Borges diz que os termos são “diferentes tentativas” de definição da própria identidade. “A escolha de um desses termos ajuda a quebrar a forma binária como nossa cultura e sociedade tratam a questão do sexo”, afirma. Mesmo ele, porém, acha 52 opções um pouco demais. “Quando se especifica demais, perde-se o foco e passa-se a concentrar em detalhes que não importam”, diz Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Identidade de Gênero do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Ao mesmo tempo, Saadeh afirma que a decisão do Facebook gera discussão e pode servir para expor os preconceitos. Mas será que alguém se tornará mais tolerante ao ser informado das 50 novas opções de sexo do Facebook?

Apresentadora de TV muçulmana defende o uso de escravas sexuais no Kuwait

 

A apresentadora Salwa AL-Mutairi defendeu, em seu programa de TV no Kuwait, o uso de mulheres não muçulmanas como escravas sexuais para os homens muçulmanos. Dessa forma, cada homem mulçumano teria, além da sua esposa, várias escravas sexuais. Assim, segundo ela, os maridos se manteriam viris, decentes, devotados a sua mulher e não cometeriam adultério (oi?). Para “abastecer” os homens e suprir essa demanda, Salwa sugere que o país importe prisioneiras: “A Rússia, por exemplo, deve ter muitas prisioneiras por causa da guerra com a Chechênia”, disse. Ela afirma não haver “vergonha alguma nisso” e acredita que as escravas até agradeceriam, porque passariam a ter onde comer e dormir. Salwa já foi representante parlamentar no Kuwait e atualmente faz campanha para obter novo mandato. Pela proposta dela, as estrangeiras poderiam ser contratadas em escritórios mantidos pelo governo, semelhantes aos que existem para contratação de empregadas domésticas.


A pedofilia legalizada

“O Profeta Maomé é o modelo que seguimos”, informa o saudita Ahmad Al Mu’bi. “Ele tomou Aisha como sua esposa quando ela tinha seis anos, mas só fez sexo com ela quando ela tinha nove”. O maridão já passara dos 50, dispensou-se de lembrar. Também lhe pareceu irrelevante lembrar que, enquanto esperava que Aisha chegasse ao ponto, Maomé não teve de estrangular a libido. O harém que abrigava o time de reservas de Aisha estava ali para que jamais lhe faltasse companhia noturna. O modelo saudita, adotado em grande parte do mundo islâmico, permite que qualquer adulto de qualquer faixa etária transforme em esposa e inicie sexualmente meninas em idade de brincar com bonecas. Em lugares menos primitivos, esse tipo de assassinato da inocência dá cadeia. Naquelas paragens, o casamento pedófilo é uma homenagem ao Profeta que amava criancinhas.

Fonte: Veja.

O feminino de sexo

Crônica de Luis Fernando Verissimo, extraída do livro Comédias para se ler na escola
(Rio de Janeiro: Objetiva, 2008).


sexualidade– Pai…
– Hmmm?
– Como é o feminino de sexo?
– O quê?
– O feminino de sexo.
– Não tem.
– Sexo não tem feminino?
– Não.
– Só tem sexo masculino?
– É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
– E como é o feminino de sexo?
– Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
– Mas o senhor mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
– O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
– Não devia ser “a sexa”?
– Não.
– Por que não?
– Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
– O sexo da mulher é masculino?
– É. Não! O sexo da mulher é feminino.
– E como é o feminino?
– Sexo mesmo. Igual ao do homem.
– O sexo da mulher é igual ao do homem?
– É. Quer dizer… Olha aqui. Tem o sexo masculino e o sexo feminino, certo?
– Certo.
– São duas coisas diferentes.
– Então como é o feminino de sexo?
– É igual ao masculino.
– Mas não são diferentes?
– Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
– Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
– A palavra é masculina.
– Não. “A palavra” é feminino. Se fosse masculina seria “O palavro”.
– Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
– Temos que ficar de olho nesse guri…
– Por quê?
– Ele só pensa em gramática.

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