Tag Archives: Senso-percepção

Curiosidades

A comida que é um castigo

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Fácil de preparar, barato e com todos os nutrientes de que você precisa. Parece tentador? Conheça o nutraloaf (“pão nutritivo”, em inglês), alimento que é servido em prisões dos EUA e está causando polêmica por lá – porque não tem absolutamente gosto nenhum. A receita exata varia conforme o fornecedor, mas geralmente leva carne e/ou frango moídos, pão de trigo integral, queijo cheddar, cenoura, espinafre, feijão, batata, tomate, leite em pó e uva passa. Parece uma combinação aleatória, mas não é. Cada ingrediente foi cuidadosamente escolhido para anular o sabor dos demais. Segundo a empresa Aramark Correctional Services, uma das produtoras do pão, a meta é que o resultado final seja completamente “neutro”. Ou seja, sem gosto.

Isso porque ele é usado como castigo para detentos que tiveram mau comportamento – e aí passam um tempo comendo apenas o nutraloaf (dois por dia, cada um com 1.100 calorias). Mas os presos de 7 Estados americanos decidiram processar o governo, alegando que isso é tortura. No Estado de Oregon, chegaram a vencer em primeira instância, mas o governo recorreu e ganhou. Em Illinois, onde um preso fez greve de fome, os detentos recorreram e conseguiram que o julgamento fosse reaberto. Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto. “Eu queria sentir qualquer sabor, até se fosse ruim”, opinou o americano Jeff Ruby, da revista Chicago. Ele não conseguiu terminar – e ficou indisposto o resto do dia.

Fonte: Superinteressante.

Cinema

Como uma garota cega vê o mundo

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“Out of Sight” (fora de vista) é um curta metragem de animação produzido por 3 estudantes chineses como trabalho de conclusão de curso na Universidade Nacional de Artes de Taiwan. No filme, que dura pouco mais de 5 minutos e já foi visto mais de 4 milhões de vezes no YouTube, uma adorável garotinha cega passeia pelas ruas com o seu cão-guia até que, por causa de um assalto, se perde do cachorro e se desvia do seu caminho familiar, que estava acostumada a fazer todos os dias. Depois de passar por uma cerca, a garota descobre um mundo desconhecido e que só existe no seu mundo fértil e apurado de imaginação, do que ela pensa que é o mundo em sua volta. Com cores suaves e bonitas, o curta conta de forma ímpar a historia mágica da garotinha que experimenta sem medo todos os sentidos, menos o da visão. Assista:

Cinema

O Cego Estrangeiro

“O Cego Estrangeiro” é um curta metragem brasileiro lançado em 2000. O filme foi idealizado pelo cineasta Marcius Barbieri, do Distrito Federal, participou de mais de 20 festivais nacionais e internacionais e conquistou, pelo menos, 6 prêmios. A ideia de Barbieri foi unir cinema e literatura. No filme não há imagens: apenas legendas sobre uma tela preta e uma história encantadora, contada em um idioma que, embora pareça muito familiar, não existe. Sim, isso mesmo: o idioma falado pelo narrador foi inventado exclusivamente para o filme e mistura radicais de várias línguas (francês, italiano, inglês, português, espanhol, entre outros). Portanto, o único elo de entendimento entre o espectador e o personagem são as legendas.

O Cego Estrangeiro

A narrativa estimula nossa imaginação e nos faz criar ambientes aos quais só nós temos acesso. As imagens são construídas na mente de cada espectador, como se estivesse lendo um livro. Quem assistir ao filme estará experienciando um estudo de linguagem cinematográfica que, além de nos segurar prazeirosamente durante os 6 minutos da exibição, nos faz participar ativamente através da imaginação. Revelar mais alguma coisa seria inútil. Ao final do filme você entende que cada espectador tem uma história diferente para contar. Todas corretas, todas criadas pela mente do leitor/espectador. Este é só um dos muitos exemplos de gente que faz cinema muito bem aqui no Brasil, mesmo sem grana, mas com muita criatividade, talento e dedicação.

Ciência

Senso-percepção virtual

senso-percepção virtualO desafio de desenvolver próteses motoras mais eficientes, capazes não apenas de obedecer aos comandos do cérebro, como também captar informações sensoriais externas, está mais próximo de ser vencido. Um sistema criado por um pesquisador brasileiro permitiu que macacos movimentassem um braço virtual apenas com o pensamento e, após tocarem objetos mostrados na tela de um computador, distinguissem as diferentes texturas associadas a eles. O feito foi descrito em um artigo publicado no site da revista Nature pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Nicolelis trabalha há anos em um projeto – chamado “Walk Again” (“Andar novamente”, em tradução livre) – para o desenvolvimento de uma espécie de veste robótica que permitiria a pacientes tetraplégicos recuperar seus movimentos e já obteve outros resultados relevantes.

Até então, os sistemas que fazem a comunicação direta da atividade cerebral com dispositivos externos (chamados de interfaces cérebro-máquina) eram uma via de mão única. Ainda não era possível devolver ao cérebro informações como as obtidas pelo tato. Essas interfaces dependiam quase exclusivamente de um feedback visual. O novo sistema (agora denominado interface cérebro-máquina-cérebro) extrai movimentos de comando das áreas motoras do cérebro ao mesmo tempo em que leva para áreas envolvidas na percepção do toque informações que permitem distinguir sensações. Para obter essa comunicação bidirecional, os pesquisadores implantaram microfios em duas áreas do cérebro de dois macacos: o córtex motor primário e o córtex somatossensorial primário.

Em uma primeira etapa, os macacos foram treinados a manipular, por meio de um joystick, um cursor de computador ou um braço virtual de forma a alcançar até 3 objetos dispostos na tela para identificar um deles previamente definido, o que lhes garantiria uma recompensa. Em seguida, o joystick foi desconectado e a manipulação passou a ser feita diretamente pela atividade dos neurônios do córtex motor. Os objetos, visualmente idênticos, eram diferenciados apenas pelo que os pesquisadores chamaram de texturas artificiais. A percepção de cada textura era gerada por um padrão específico de pulsos elétricos transmitido ao córtex somatossensorial sempre que os macacos passavam o braço virtual sobre um dos objetos. Veja o vídeo que mostra testes com o braço virtual controlado pelo cérebro:

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A equipe observou ainda que a atividade dos neurônios do córtex motor representava os movimentos do cursor ou do braço virtual mesmo quando esses dispositivos estavam apenas sendo observados pelos macacos. Esses resultados, segundo os cientistas, apoiam sua ideia de que uma prótese de um membro pode ser incorporada ao circuito cerebral. Os pesquisadores acreditam que, no futuro, o uso dessas interfaces de comunicação bidirecional pode não se limitar a próteses de membros e incluir uma série de outros dispositivos. “As interfaces cérebro-máquina-cérebro podem efetivamente liberar o cérebro das restrições físicas do corpo”, avaliam no artigo. “Os macacos exploram objetos com a mão virtual e adquirem um sexto sentido”, resume Nicolelis em sua página no Twitter.

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Com informações de: Ciência Hoje e G1.

Curiosidades

O lugar mais silencioso do mundo

placa-proibido-buzinarNão, não é a sala da diretoria, nem o elevador, nem a igreja, nem o salão principal do mosteiro no alto das montanhas tibetanas. O lugar mais silencioso do mundo, segundo o Guinness Book (Livro dos Recordes), fica em Mineápolis, nos Estados Unidos. Uma câmara anecóica (sem ecos), com painéis acústicos de fibra de vidro com 1 metro de espessura, uma parede dupla de aço e mais 30 cm de concreto, capaz de absorver 99.99% dos sons, usada para testar volumes sutis de peças de produtos como cliques em botões, toques em telas de celulares, etc. Além do isolamento sonoro, o ambiente também possui um isolamento eletromagnético, permitindo o teste de antenas, radares e outros equipamentos sem nenhum tipo de interferência externa.

homem-clip-art-orelha_421267É quieta. Insuportavelmente quieta. Ninguém jamais conseguiu ficar mais do que 45 minutos lá dentro. Só para você ter uma ideia, a NASA usa a câmara para treinar astronautas, que ficam ali boiando em um tanque cheio de água enquanto fazem algumas atividades, para avaliar o quanto o silêncio absoluto do espaço pode atrapalhar a concentração.

Steven Orfield, presidente da Orfield Laboratories, costuma desafiar os visitantes a ficar dentro da câmara, no escuro: “A primeira coisa que você vai fazer é se sentar. Nossa orientação espacial é feita através do som do nosso andar, da nossa movimentação. Dentro da câmera esses sons não existem e você começa a ficar desorientado. Depois, seus ouvidos vão se adaptar rapidamente. Quanto mais silencioso o lugar, mais coisas você irá ouvir dentro de você. Você vai ouvir seu coração batendo e seus pulmões respirando. Um ronco no estômago fica incrivelmente alto. Na câmera, você vira o som!”. Outros relatos afirmam que a sensação de entrar em uma câmara anecóica é um tanto perturbadora. A exposição excessiva ao pode gerar tonturas, falta de equilíbrio, alucinações sonoras e até perda da consciência – tudo por causa da falta de referências sonoras!

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