Na Somália, crianças declamam o Alcorão em competição para ganhar fuzis e granadas

Uma emissora de rádio FM na Somália premiou com fuzis e granadas crianças que participaram de um concurso de declamação do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. A competição da rádio Andulus também avaliou conhecimentos gerais. Quatro crianças, de idades entre 10 e 17 anos, foram escolhidas para representar cada distrito na competição realizada durante o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que terminou em agosto. O grupo que venceu a competição recebeu um fuzil AK-47 e US$ 700. O segundo colocado recebeu um AK-47 e US$ 500. E o terceiro, duas granadas de mão e US$ 400. “Os jovens devem usar uma mão para educação e com a outra segurar uma arma para defender o Islã”, disse um dos organizadores aos vencedores da competição em Elasha, cerca de 20 km da capital Mogadíscio. Os vencedores também receberam livros religiosos. A rádio é controlada pelo grupo extremista islâmico Al Shabab, que tem ligações com a Al Qaeda e controla grande parte do sul e do centro da Somália. O país atravessa uma severa seca e muitas áreas controladas pelo grupo sofrem com fome.

Com informações de: BBC

Matrix e a verdadeira vida

Crônica de Rubem Amorese publicada na revista Ultimato em 2004.

“Cristo salva de quê? Não estou morrendo afogado!” — disse o colega, ao ver o adesivo colado no vidro do meu carro. Na hora, dei uma resposta padrão, evangelística. No entanto, senti que eu mesmo não conseguia verbalizar convincentemente um “Cristo salva” para gente como aquele colega. O que poderia ser dito ao jovem saudável, de família abastada e vida profissional promissora que o fizesse ver a necessidade de salvação? Dizer-lhe que nasceu em pecado, que o salário do pecado é a morte, mas que em Cristo pode ter vida abundante, se o receber em arrependimento e fé, como senhor e salvador de sua vida? Sim, certamente. Mas não sentiria estar comunicando. Precisava de uma parábola.

Quem poderia supor que ela adviria da trilogia Matrix? Pois veio. Assisti aos três filmes, aficionado que sou por tecnologia de ponta, ficção científica e efeitos especiais. Mas fiz uma leitura teológica. Não sei se intencionalmente, Matrix versa sobre trevas e luz; perdição e resgate; escravidão e redenção. Ao reagir à invasão alienígena de seres tanto mecânicos quanto orgânicos e espirituais, os humanos do futuro pensam que podem cortar-lhes a fonte de energia, cobrindo o sol do planeta com uma nuvem atômica de proporções apocalípticas. Mas os invasores descobrem uma nova fonte de energia: os próprios seres humanos, agora cultivados em imensas plantações.

Cada pessoa que nasce é colocada num casulo gosmento e ligada a tubos que lhe fornecerão alimento e lhes extrairão calor do corpo. E os humanos passam a vida, de nenê a adulto, como baterias humanas, a energizar essa rede formidável. O detalhe é o tubo que entra na cabeça de cada um, pela nuca. Por esse terminal, o sistema fornece a cada vítima um sonho, uma “vida”. O computador que tudo gerencia, chamado Matrix, lhe “fornece” estudos, trabalho, família, vida profissional e tudo o mais, instilado, como um filme, diretamente no cérebro. E as pessoas não têm consciência de que estão vegetando no casulo gosmento, em posição fetal. Quando morrem, ou perdem a “energia”, com a idade, são transformadas em compostos alimentícios para aqueles que vão nascendo. Reciclagem. A cena da grande “plantação”, com sua malha de tubos e adutores, é tétrica.

A história começa com um resgate. Morfeu, o líder de um pequeno grupo de pessoas “desplugadas”, que vivem na realidade lutando contra os invasores, passou a vida à procura daquele que teria o dom de “ver” a Matrix, com seus mecanismos, programas e fraquezas. Teria, portanto, o poder de conduzi-los à vitória. Então, resgata da Matrix um rapaz que, mesmo vivendo a vida fictícia fornecida pelo sistema, em seus sonhos tem visões da “realidade real” e desconfia da “realidade artificial” em que está. “Deve haver algo mais”, pensa ele. E, mesmo na vida alienada, torna-se um hábil hacker de computador que invade o sistema, rouba e vende informações sigilosas — informações sobre a verdadeira realidade, eu concluo — e foge da polícia dos invasores.

Interessante: essa “vida” criada pela Matrix é tão “real” e satisfatória que muitos, ao serem “desplugados”, pedem para retornar. Não suportam a realidade. Nesta, eles são renegados, vivendo nos escombros da civilização pós-cataclisma nuclear; naquela, ordeiros cidadãos, vivendo uma vida normal, organizada e prazerosa. E, então, eu me dou conta da “parábola” de que somos “escolhidos”, isto é, “desplugados” por Cristo de um sistema diabólico, onde já nascemos “mortos” (Efésios 2:1) em uma “realidade falsa”. Imediatamente ouço outra vez meu colega dizer: “Cristo salva de quê?”. Coitado de Moisés! Imagino-o tendo de suportar de seus irmãos, no Egito:

— Libertação de quê?

E a resposta “pouco convincente”:

— Desta vida falsa, desta vida de escravidão.

— E para onde vamos, Moisés?

— No momento, para o deserto…

Sobre “O Nome da Rosa”

nome da rosaAssisti três vezes antes de começar a escrever. E escrever não foi uma opção: foi, antes, algo que eu não podia deixar de fazê-lo. Uma necessidade que surgiu enquanto eu me encontrava numa fascinante aventura ao lado de William de Baskerville e seu jovem discípulo Adso de Melk na grande biblioteca-labirinto de um mosteiro sombrio situado nas montanhas do norte da Itália, no final do outono de 1327. Esse é o cenário para onde o cineasta francês Jean Jacques Annaud nos leva com admirável competência por pouco mais de 2 horas.

E por “nos leva” entenda que estou falando sério: realmente me senti dentro da história, como que vivendo as experiências dos personagens. Experiências que, de tão marcantes e prazerosas, eu, como amante da literatura que sou, já cogito a compra do livro homônimo do qual o filme derivou. E não digo “prazerosa” só por causa da cena de sexo e nudez lá pela metade do filme, mas porque há prazer na busca pelo conhecimento livre e sem censura – este sim, tema acerca do qual o enredo se desenvolve. Outras discussões importantes sobre como a comédia (o riso), as riquezas ou a ciência afetam a cristandade – e até uma paixão reprimida – completam o conjunto de argumentos que o filme traz à tona, abrindo espaço para o debate de ideias.

O enredo começa a ganhar forma quando monges franciscanos de várias partes da Europa reúnem-se com representantes do papa no tal mosteiro para uma conferência. Mas a missão deles é ofuscada por um grande “desconforto espiritual” devido a uma série de assassinatos misteriosos dentro do mosteiro, os quais os religiosos passaram a atribuir aos “ardis do demônio”. Entra em cena, então, as habilidades do monge franciscano William de Baskerville (Sean Connery), que, auxiliado pelo seu noviço Adso de Melk (Christian Slater), começa a investigar as causas das mortes. “A única prova que vejo do demônio é o desejo de todos de vê-lo atuar”, diz William. “Não vamos nos deixar influenciar por boatos irracionais. Em vez disso, vamos exercitar os nossos cérebros e tentar solucionar este torturante enigma”, completa.

Com uma brilhante capacidade de dedução que chega a lembrar o famoso detetive Sherlock Holmes, William passa por grandes apuros, que vão desde a acusação de heresia pela Inquisição à acusação de ser o autor dos assassinatos – passando por um incêndio –, até conseguir desvendar este intrigante mistério de uma forma que eu, preocupado em não contar o desfecho do filme e lhe estragar a emoção, prefiro omitir. Em vez disso, considero muito útil fazer uma análise crítica de uma ideologia predominante e de um costume comum na Idade Média, e em torno da qual o filme se constrói. Por “ideologia”, refiro-me à ideia de que a sabedoria está ligada diretamente à tristeza, beirando o mau humor. Diversas vezes é apregoado que “um monge não deve rir”, pois “para isso existe o bobo, que levanta a voz em risos”. O problema do riso para a Igreja, na Idade Média, baseava-se em uma lógica muito simples, representada no filme pelas palavras de um monge, o venerável Jorge: “O riso mata o temor. E sem temor não pode haver fé. Se não há temor no demônio, não é necessário haver Deus”.

Finalmente, por “costume”, me refiro à prática da Igreja de censurar livros que eles mesmos consideravam “espiritualmente perigosos”, ou seja, livros que apresentavam ideias capazes de pôr em dúvida os dogmas das escrituras. Ou, nas palavras do próprio William: “É porque contêm uma sabedoria diferente da nossa”. Sentindo por admitir que tamanha intolerância ainda vigora, disfarçadamente, nos nossos dias, concordo totalmente com William quando ele, eufórico por ter descoberto uma das maiores bibliotecas de sua época, composta apenas por livros proibidos pela Igreja, diz: “Ninguém deveria ser proibido de consultar estes livros!”.

Links de teologia reformada

500 anos da Reforma – Site comemorativo da IPB.

WRF – Fraternidade Reformada Mundial.

Ministério Fiel – Portal de teologia reformada.

Monergism – Portal de teologia reformada (em inglês).

Monergismo (site novo) – Portal de teologia reformada.

Monergismo (site antigo) – Portal de teologia reformada.

O Tempora, O Mores Blog de conteúdo cristão reformado.

Bereianos Blog de apologética e teologia reformada.

Os Puritanos – Blog de conteúdo cristão reformado.

Voltemos ao Evangelho Blog de conteúdo cristão reformado.

Cosmovisão Calvinista – Grupo de estudos de teologia reformada.

Academia Reformada – Cursos online de teologia reformada.

Escola Spurgeon – Cursos online de teologia reformada.

ARPAV – Associação Reformada Palavra da Verdade.

ANAJURE – Associação Nacional de Juristas Evangélicos.

Projeto Castelo Forte – Textos reformados traduzidos.

Projeto Charles Spurgeon – Textos do teólogo traduzidos.

Projeto Charles Ryle – Textos do teólogo traduzidos.

Got Questions – Perguntas e respostas sobre a Bíblia.

Perguntar Não Ofende – Perguntas e respostas sobre a Bíblia.

Em Poucas Palavras – Programa de rádio com Augustus Nicodemus.

Soundcloud PIPGO – Sermões em áudio de Augustus Nicodemus.

Mensageiro Luterano – Revista da Igreja Luterana.

Revista Ultimato – Voltada ao público evangélico em geral.

Teologia Brasileira – Revista voltada a estudantes de teologia.

Curso de Hebraico Bíblico – Videoaulas de Wilson Porte Jr.

Curso de Grego Bíblico – Videoaulas de Wilson Porte Jr.


EDITORAS CRISTÃS 

Cultura Cristã | Fiel | Monergismo

Vida Nova | Mundo CristãoHagnos


IGREJAS HISTÓRICAS

Igreja Presbiteriana do Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Igreja de Confissão Luterana no Brasil

Igreja Anglicana Reformada do Brasil

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Igreja Evangélica Congregacional do Brasil

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

Catedral Presbiteriana de São Paulo


SEMINÁRIOS TEOLÓGICOS

Seminário Presbiteriano do Sul (Campinas-SP)

Seminário Presbiteriano do Norte (Recife-PE)

Seminário Presbiteriano Brasil Central (Goiânia-GO)

Seminário Presbiteriano de Brasília (Brasília-DF)

Seminário Presbiteriano do Nordeste (Teresina-PI)

Seminário Presbiteriano Simonton (Rio de Janeiro-RJ)

Seminário Presbiteriano Rev. DNE (Belo Horizonte-MG)

Seminário Presbiteriano Rev. JMC (São Paulo-SP)

Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo-SP)

Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (São Paulo-SP)

Instituto Reformado de São Paulo (São Paulo-SP)

Westminster Theological Seminary (Pennsylvania, USA)


CREDOS E CONFISSÕES DE FÉ

Credos, confissões, declarações, símbolos, catecismos
e outros documentos históricos da fé cristã reformada.

Credo Apostólico (século I d.C.)

Confissão de Fé Valdense (1120)

Confissão de Fé Valdense (1544)

Confissão de Fé da Guanabara (1558)

Confissão de Fé Francesa (1559)

Confissão de Fé Escocesa (1560)

Segunda Confissão Helvética (1562)

39 Artigos da Religião (1563)

Catecismo de Heidelberg (1563)

Confissão de Fé Belga (1566)

Os Cânones de Dort (1619)

Confissão de Fé de Westminster (1646)

Breve Catecismo de Westminster (1649)

Catecismo Maior de Westminster (1649)

Confissão de Fé Batista de Londres (1689)

Confissão Batista de New Hampshire (1833)

Mensagem e Fé Batista (1925)

Pacto de Lausanne (1974)

Declaração de Chicago (1978)

A Razão da Nossa Fé (1981)

Declaração de Cambridge (1996)

Declaração de Fé da WRF (2000)


Veja também:

Links de utilidade pública

Links de utilidade acadêmica

Links sobre cultura clássica

Links de filosofia

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 11 de 11Pág. 1 de 11...91011
%d blogueiros gostam disto: