Oymyakon, a cidade mais fria do mundo

Se vídeos e fotografias viessem acompanhados de sensação térmica, os leitores já estariam correndo em busca de um grosso casaco ou edredom. Afinal, este post é sobre Oymyakon, a cidade mais fria do mundo. Localizada na República de Sakha, no nordeste da Rússia, esse município remoto – o centro urbano mais próximo, Yakutsk, está a 800 quilômetros de distancia – foi fundado para amparar pastores de renas que utilizavam as águas termais da região para aquecer os rebanhos. Oymyakon fez história de uma maneira bastante peculiar em 1924, quando atingiu a temperatura recorde de 71,2 graus abaixo de zero. Nenhum outro lugar permanentemente habitado pelo ser humano jamais registrou frio tão espantoso. A marca realmente é muito difícil de ser superada. Mesmo assim, pouco serve de consolo aos cerca de 500 moradores o fato de que, no inverno, seja algo corriqueiro os termômetros baixarem dos 50 graus negativos. Assistam no vídeo abaixo, produzido pela Euronews de Portugal, uma ideia de como é a vida por lá:

Um frio tão extremo obriga os habitantes a deixarem seus carros em permanente funcionamento (pois os motores não ligariam novamente caso fossem desligados), produz o congelamento até das tintas das canetas e surpreende os desavisados que saem às ruas com a formação de uma espécie de “gelo facial”. Ah, e esqueçam os celulares, porque as cargas das baterias não resistem a tanto frio. Curiosamente, nos meses de verão – junho a agosto – a temperatura na cidade pode chegar a 30 graus Celsius positivos, e os dias chegam a durar 21 horas (oposto de dezembro, quando duram apenas 3 horas). Oymyakon, que está a 750 metros acima do nível do mar, tem também, portanto, uma das mais elásticas variações térmicas da face da Terra. Assistam a outro vídeo, em que o autor mostra a temperatura atingindo assustadores -52,1ºC.

Veja a seguir uma sequência de fotos da cidade:

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Monumento em Oymyakon erguido durante o período de dominação soviética relembra o recorde mundial de frio atingido pela cidade em 1924: 71,2 graus abaixo de zero.

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Em Oymyakon, o posto de gasolina parece um iglu, e abastece carros que “nunca desligam”.

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Renas e gado bovino, como o que aparece na foto, costumam levar banhos de seus pastores nas águas termais da região.
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Moradora de Oymyakon caminha sobre uma ponte da cidade: o lugar mais frio do mundo, onde o gelo “ataca” o rosto das pessoas. (Fotos: Amos Chapple – Rex Fetures)

Fonte: Veja.

Advogado compila legislação tributária do Brasil e publica livro de 6 toneladas

20130520074456526089aDe tão ousada e inusitada, a ideia chegou a ser tachada como uma insanidade pelos colegas, mas o advogado mineiro Vinícios Leôncio ignorou os descrentes e iniciou há quase duas décadas o projeto de reunir em um livro toda a legislação tributária do país. Movido pela inconformidade com o que considera um excesso de normas, o tributarista queria, a princípio, apenas mostrar de forma simbólica o peso dessa legislação no orçamento das empresas brasileiras. Porém, ao agrupar numa publicação toda a legislação nacional, Leôncio acabou por credenciar sua obra ao Guinness Book como a obra mais volumosa e com o maior número de páginas do mundo.

A obra pesa 6,2 toneladas e tem um total de 43.216 páginas (cada uma delas com 2,2 metros de altura por 1,4 metro de largura) que, se enfileiradas, alcançariam uma distância de 95 quilômetros! “A legislação brasileira é muito extensa, mas ela nunca teve visibilidade concreta. Essa foi a ideia, mostrar para a sociedade o tamanho dessa legislação, de um país que edita em média 35 normas tributárias por dia útil. A questão era justificar o peso que tem a burocracia tributária na economia das empresas e procurar saber por que o Brasil é o único país do mundo no qual as empresas consomem 2,6 mil horas anuais para liquidar seus impostos, só de burocracia”, destaca Leôncio. O espírito crítico do advogado em relação ao assunto fica evidente no título que ele escolheu para a obra: Pátria Amada. “Tem de amar muito essa pátria para tolerar isso. Até nós, advogados tributaristas, temos dificuldade de acompanhar esse volume”.

Leôncio iniciou seu projeto em 1992. Desde então, empreendeu uma verdadeira cruzada para viabilizar tecnicamente a empreitada e desembolsou cerca de um milhão de reais, dos quais aproximadamente 350 mil foi gasto só com impostos. A primeira dificuldade foi encontrar uma gráfica que aceitasse a encomenda. Todas que foram procuradas recusaram. O Brasil não tem nenhuma impressora com esse padrão. Com o auxílio de um gráfico amigo, que topou o desafio, a solução encontrada foi adaptar uma impressora de outdoors. Para isso, no entanto, Leôncio precisou enviar emissários à China, que adquiriram equipamentos e importaram tecnologia para a manutenção da impressora. Ele praticamente montou uma gráfica em Contagem-MG, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após muitos empecilhos, em 2010 os técnicos conseguiram que a máquina imprimisse os dois lados da folha imensa, em fonte Times New Roman tamanho 18, impressas com tinta de vida útil de 500 anos. O advogado pretende também que a obra possa ser consultada, e pediu que um engenheiro aeronáutico desenvolvesse amortecedores para regular a virada das páginas.

Mas Leôncio considera que a maior dificuldade enfrentada foi agrupar as diferentes legislações dos 26 Estados e do Distrito Federal e os mais de 5 mil códigos tributários dos municípios brasileiros. “Em vários municípios, o código ainda está escrito a mão!”. Parte do levantamento precisou ser feito in loco. “No auge dessa pesquisa cheguei a ter 45 pessoas trabalhando para mim. Nem todos os municípios têm sites com a legislação disponibilizada eletronicamente. Mesmo assim, muitas prefeituras não se dispõem a colaborar e fornecer a legislação, embora seja pública”. O advogado garante que sua aspiração nunca foi o Guinness Book, mas sim chamar a atenção para a necessidade de uma reforma tributária. “Não me passava pela cabeça essa coisa de recorde, mas com o passar dos anos eu fui percebendo que o livro seria o maior do mundo”, diz, salientando que o atual título pertence a um livro sueco de 2,7 toneladas.

Leôncio assegura também que não espera nenhum retorno financeiro com o projeto. Enquanto apresenta à reportagem gráficos comparativos que mostram que o tempo anual gasto para o pagamento de impostos no Brasil é muito superior ao de outros países, ele observa que espera mesmo é que sua obra leve o próprio Estado a fazer uma reflexão. “Acho que a sociedade vai levar um susto com isso. A própria classe política, o Fisco, eles não tem noção, em todas as esferas estatais, do tamanho da legislação tributária brasileira”.

Fonte: Estadão.


Corruptissima republica plurimae leges

“Corruptissima republica plurimae leges”. Esta é uma máxima latina atribuída a Tácito (55–120 d.C.), historiador e político romano. Significa “As leis são muitas quando o Estado é corrupto”, ou, mais comumente, “Quanto mais corrupto o Estado, maior o número de leis”. O raciocínio em questão é que, quando há muita corrupção no Estado, as leis se multiplicam, porque há muitas transgressões – muitos são os cidadãos que transgridem a lei, porém pequena é a capacidade do Estado em fazê-la cumprir. Dessa forma, aumenta-se a quantidade de leis e de penas para tentar antever um enorme número de delitos, circunstâncias, brechas legais, agravantes, atenuantes, etc., sem contudo conseguir pôr fim à situação. (Wikipedia)

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