Quais são os sobrenomes mais comuns?

Os sobrenomes surgiram para diferenciar nomes repetidos – fato comum desde as culturas mais antigas. Os primeiros sobrenomes de que se tem notícia são os patronímicos, isto é, os que fazem referência ao pai. Esse gênero difundiu-se bastante na língua inglesa, em que há uma grande quantidade de sobrenomes que terminam em son (filho) – como Jackson, “filho de Jack”. Como esse método era limitado, alguns sobrenomes começaram a identificar também o local de nascimento: Tales de Mileto, Paulo de Tarso, Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Francisco de Assis…

Os sobrenomes se tornaram hereditários à medida que a posse das terras passou a ser transmitida de geração em geração. Por isso mesmo, nobreza e clero foram os primeiros segmentos da sociedade a ter sobrenome, enquanto as classes baixas eram chamadas apenas pelo primeiro nome. O último nome, identificando a família, era inclusive usado como “documento” na hora da compra e venda da terra, um luxo reservado apenas aos mais favorecidos. “Existem documentos de 1161 em que as pessoas citadas já tinham sobrenomes”, diz a historiadora Rosemeire Monteiro, da Universidade Federal do Ceará.

O costume se ampliou com a inclusão de características físicas e geográficas ou de nomes de profissões. Assim, o sobrenome Rocha significa que o patriarca dessa família provavelmente vivia numa região rochosa. Silva vem do latim e indica que o patriarca dessa família vivia na selva, na floresta. Ferreira era ferreiro. Leite provavelmente possuía gado e produzia leite. Oliveira e Pereira eram famílias que originalmente plantavam olivas e peras. E assim sucessivamente (Fonte: Mundo Estranho). Agora vamos ao que interessa: Quais são os sobrenomes mais comuns no Brasil e no mundo?


Sobrenomes mais comuns do Brasil

1. Silva (5 milhões)

2. Santos (3,9 milhões)

3. Oliveira (3,7 milhões)

4. Souza (2,6 milhões)

5. Rodrigues (2,3 milhões)

6. Ferreira (2.3 milhões)

7. Alves (2,2 milhões)

8. Pereira (2,2 milhões)

9. Lima (2 milhões)

10. Gomes (1,6 milhão)

Fonte: Lista10.

Veja também: A origem dos 50 sobrenomes mais comuns do Brasil


Sobrenomes mais comuns do mundo

1. Lee (China)

2. Zhang (China)

3. Wang (China, Japão e Coreias)

4. García (Espanha e América Latina)

5. González (Espanha e América Latina)

6. Hernández (Espanha e América Latina)

7. Smith (Inglaterra e Estados Unidos)

8. Smirnov (Rússia)

9. Müller (Alemanha)

10. Silva (Brasil e Portugal)

Fonte: Top10Mais.


Sobrenomes mais comuns da Europa

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Brasões das famílias portuguesas

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A ilusão política das grandes manifestações

Crônica de Fernando Pessoa (1888-1935), consagrado poeta português, extraída de sua obra Ideias Políticas. Embora fosse aplicada diretamente a Portugal no início do século 20, sua opinião continua espantosamente atual.

Veja também: Histórico de protestos no Brasil desde 2015


Nisto de manifestações populares, o mais difícil é interpretá-las. Em geral, quem a elas assiste ou sabe delas ingenuamente as interpreta pelos fatos como se deram. Ora, nada se pode interpretar pelos fatos como se deram. Nada é como se dá. Temos que alterar os fatos, tais como se deram, para poder perceber o que realmente se deu. É costume dizer-se que contra fatos não há argumentos. Ora, só contra fatos é que há argumentos. Quase sempre os argumentos são mais verdadeiros que os fatos. A lógica é o nosso critério de verdade, de modo que é nos argumentos, e não nos fatos, que pode haver lógica.

Nisto de manifestações — ia eu dizendo —, o difícil é interpretá-las. Porque, por exemplo, uma manifestação conservadora é sempre feita por mais gente do que quem toma parte nela. Com as manifestações de esquerda sucede o contrário. A razão é simples. O temperamento conservador é naturalmente avesso a manifestar-se; por isso, a uma manifestação conservadora vai só um reduzido número da gente que poderia, ou mesmo quereria, ir. O feitio psíquico dos esquerdistas é, ao contrário, expansivo e associador; suas manifestações englobam, por isso, os próprios indiferentes.

O único sentido duma manifestação importante é demonstrar que a corrente da opinião contrária é muito forte. Ninguém arranja manifestações em favor de princípios indiscutíveis. Tampouco se aglomeram vivas em torno a um homem a quem é feita uma oposição sem relevo ou importância. Não há manifestações a favor de alguém; todas elas são contra os que estão contra esse alguém. Quanto maior a manifestação, mais fraco está o visado; maior se sente a força que se lhe opõe. É este o ensinamento que toda criatura lúcida tira das manifestações populares.

Quando a uma criatura, que está em evidência ou regência, se faz uma manifestação que resulta pequeníssima, conte tal criatura com o apoio dum país inteiro. Se a manifestação fosse grande, tremesse então. É que os seus partidários teriam sentido, por uma intuição irritada, a grandeza da oposição a ele, e isso os chamaria em peso para a rua, para, com suas muitas palmas e vivas, aumentar a ele e a si próprio a ilusão duma confiança que enfraquece.

Tertúlias Pré-socráticas

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Tertúlias Pré-socráticas é um ciclo de palestras sobre as origens da filosofia na Grécia Antiga promovido pela associação Origem da Comédia, de Portugal. As palestras foram ministradas no Teatro Acadêmico Gil Vicente, em Coimbra. Clique nos links abaixo para assistir às palestras. Infelizmente não consegui encontrar a palestra de número 4, que obviamente deve tratar de Parmênides, talvez o maior dos filósofos pré-socráticos.

Pré-Socráticos #1 – A Grécia arcaica

Pré-Socráticos #2 – Tales, Anaximandro e Anaxímenes

Pré-Socráticos #3 – Heráclito de Éfeso

Pré-Socráticos #4 – Parmênides de Eleia

Pré-Socráticos #5 – Empédocles, Anaxágoras e os atomistas

Pré-Socráticos #6 – Pitágoras e os pitagóricos

Pré-Socráticos #7 – Os sofistas

A filosofia nas obras de Machado de Assis, Fernando Pessoa e Cecília Meireles

Palestras ministradas pela professora Lúcia Helena Galvão, diretora da Nova Acrópole de Brasília, sobre a filosofia presente na obra literária de Machado de Assis (1839-1908), Fernando Pessoa (1888-1935) e Cecília Meireles (1901-1964).

Filosofia da mente

Palestra ministrada pelo professor Dr. João Teixeira, da Universidade Federal de São Carlos-SP (UFSCAR), na universidade do Minho, em Portugal, sobre filosofia da mente.

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