7 bilhões (e outros números)

Veja também: 
Explosão demográfica
Quantas pessoas o planeta aguenta?
Quantas pessoas já viveram no mundo?

O alerta chegou ao vermelho: somos 7 bilhões de humanos sobre o planeta! A Organização das Nações Unidas (ONU) convencionou que esta segunda-feira (31) marca o dia em que a população mundial chegará a este incrível número. Segundo um relatório divulgado pela ONU na semana passada, é preciso planejar mais e investir mais em novas políticas públicas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências, como a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição. O numero motivou a National Geographic a produzir uma série de documentários com ênfase no principal desequilíbrio do planeta. O problema não é falta de espaço, mas a má distribuição dos recursos.


Alguns números do vídeo:

Em 1800, a população do mundo era de 1 bilhão.
130 anos depois: 2 bilhões.
Em 1960: 3 bilhões.
Em 1974: 4 bilhões.
Em 1987: 5 bilhões.
Em 1999: 6 bilhões.
Em 2011: 7 bilhões.
Em 2045, o número poderia chegar a 9 bilhões.

A cada segundo, cerca de cinco pessoas nascem e duas morrem.

No tempo que levará para você assistir a este vídeo, nossa população cresceu…

E em quase todos os lugares, nós estamos vivendo mais:

Em 2010, uma pessoa vivia em média 69 anos.
Em 1960, uma pessoa vivia em média 53 anos.
Em 2008, pela primeira vez, a maioria de nós vivia em cidades e não em áreas rurais.

Megacidades têm população de mais de 10 milhões de pessoas.
Em 1975, havia três megacidades: Cidade do México, Tóquio e Nova York.
Hoje existem 21 megacidades!
Em 2050, 70% de nós viveremos em uma megacidade!

Mas não ocupamos tanto espaço quanto você imagina.
Não falta espaço, mas sim equilíbrio.

5% de nós consomem 23% da energia mundial.
13% de nós não têm água potável.
38% não têm saneamento básico.

7 bilhões de pessoas, falando mais de 7 mil idiomas, vivendo em 194 países.
7 bilhões de motivos para pensar sobre os 7 bilhões.

Tradução: Blog do Tas.

Movimento de Extinção Humana Voluntária

A marca de 7 bilhões de pessoas vivendo neste planeta chega trazendo muita preocupação. O planeta está perigosamente sobrecarregado de pessoas! Não apenas isso, mas nós, como espécie, estamos mijando na cheirosa fonte da vida há muito tempo. Esse foi basicamente o tema da Rio+20. Entretanto, para um movimento fundado nos Estados Unidos, não há caminho real para que tantos os seres humanos vivam de forma equilibrada com o planeta, e a única forma de alcançar uma vida feliz para todos é o da extinção. Les Knight, líder do Movimento da Extinção Humana Voluntária, em entrevista ao G1, explica: “Somos uma ameaça à vida na Terra. Já passamos da capacidade de manter uma vida sustentável no mundo há muito tempo. Cada pessoa nova é um fardo para o planeta. Não há motivo para celebrar a chegada a 7 bilhões de pessoas. […] Estamos destruindo a cadeia alimentar e destruindo a nós mesmos. Não é possível saber quando, mas acreditamos que sem um movimento voluntário de extinção, chegaremos a uma situação em que seremos extintos de forma involuntária pela falta de condições do planeta em suportar a população mundial”.

A proposta é menos apocalíptica do que pode parecer. O movimento não defende suicídios coletivos ou um apocalipse voluntário. O Les quer que você morra, mas não agora. A proposta é apenas que você morra de velhice feliz no seu cantinho – mas por favor, não deixe nenhuma cria por aí. É só pararmos de fazer nenéns e deixar que os outros seres humanos vivam suas longas e gananciosas vidas antes de virar pó e finalmente deixar o planeta se recuperar. A extinção ocorreria em menos de um século, quando todos os humanos vivos hoje morressem naturalmente após uma longa vida. O movimento ressalta que evitar a reprodução não é o mesmo que parar de ter relações sexuais, mas apenas incentivar o uso de métodos contraceptivos. Lembra ainda que mesmo quem já tem filhos pode se apegar à ideia do movimento e fazer sua parte. “Não somos contra sexo e não somos contra crianças. Pelo contrário, achamos que precisamos cuidar muito bem das que já existem, e um dos passos para isso é evitar que surjam novas crianças”, explica Knight. Segundo Knight, milhares de pessoas apoiam o VHEMT na internet, mas deve haver milhões de outras pessoas espalhadas pelo mundo que seguem o que é defendido pelo grupo. Mesmo assim, ele sabe que o objetivo central do movimento é mais levantar a discussão, provocar, do que de fato alcançar a extinção. “O movimento não tem chance de ser bem-sucedido”, completa.

Com informações de: G1.

Homo (não) Sapiens

Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em 4,5 bilhões de anos, com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas últimas 4 horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e foram nesses últimos 60 segundos que se produziu todo o lixo do planeta! Veja nos dois casos a seguir, a gravidade desse problema ecológico.

predador

.

A ilha de Midway

A ilha de Midway, como o nome sugere, fica no meio do caminho entre a Ásia e a América no Norte, no Oceano Pacífico. Trata-se, na verdade, de um atol de apenas 6,2 km², que recebe um trágico conjunto de correntes marinhas que fazem o lixo despejado pelos humanos nas praias e no mar, composto 90% por plástico, navegar pelo oceano até o estômago dos pássaros que lá habitam, cujo morador mais ilustre é o albatroz. Pesquisas mostram que praticamente todos os pássaros que vivem no atol têm plástico em seus aparelhos digestivos. Dos cerca de 1,5 milhão de albatrozes que habitam a ilha, pelo menos 1/3 morre em consequência disso. Desde 2009, Chris Jordan – um artista de Seattle (EUA), cidade da costa oeste americana que deve ser responsável por grande parte desse lixo – se dedica ao projeto Midway: Message from the Gyre, uma série de fotografias de filhotes de albatroz mortos pelos objetos de plástico ingeridos na costa da Midway Island. O trailer abaixo é uma pequena amostra do passo seguinte, um documentário previsto para o final de 2013, que está sendo financiado por doações de pessoas do mundo todo via internet.

.

NOTA: Na Segunda Guerra Mundial, ironicamente, o atol de Midway foi palco de uma das mais sangrentas batalhas navais da história. Seis meses após o ataque japonês a Pearl Habor, a marinha norte-americana destruiu a japonesa na que foi considerada a mais importante da campanha no Pacífico durante a Segunda Guerra. Por sua localização estratégica, assim como Pearl Habor, Midway também hospedava um base militar para proteger a costa norte-americana. Hoje é um sintoma do estado doentio da civilização.

Fonte: Blog do Tas.

.

O lixão do Pacífico

A reportagem fala por si: não tenho muito a comentar. O primeiro impulso que tive foi procurar por culpados. Chineses? Japoneses? Americanos? Não adianta. Aquela montanha de plástico e culpa no meio do Pacífico é como coração de mãe: sempre cabe mais um. Talvez no meio de todo o lixo, uma tartaruga marinha desavisada encontre aquele canudo que deixei cair semana passada no chão da lachonete. Apenas fica aquele sentimento de culpa e vergonha pela minha espécie.

.

O planeta Terra é você!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 7 de 7Pág. 1 de 7...567
%d blogueiros gostam disto: