O planeta Terra visto à noite

As áreas iluminadas no mapa mundi abaixo representam os centros urbanos ao redor do mundo. Para criar esta projeção, toda a superfície terrestre foi fotografada via satélite durante a noite do dia 27 de novembro de 2000. É uma imagem incrível! Ela foi criada com dados do Defense Meteorological Satellite Program e traz consigo uma importante constatação científica: a civilização humana é detectável do espaço. Isso significa que, depois da descoberta e popularização da eletricidade, são maiores as chances de sermos encontrados por civilizações alienígenas. Além disso, ela é um ótimo instrumento para se estudar o fenômeno da urbanização em todo o mundo, já que dá para identificar facilmente onde estão os grandes centros urbanos. Clique na imagem para ver maior.

earthlights-2000

terra-noite


Enxergando o Antropoceno:
o impacto planetário da atividade humana

carto_anthro800px-4

Oficialmente, o Antropoceno ainda não existe. Mas é cada vez maior o reconhecimento de que a atividade humana alcançou tal ponto que entramos em nova era geológica, na qual nossas ações coletivas afetam o sistema planetário em uma escala sem precedentes. Minúsculos seres humanos, que colocados lado a lado caberiam todos em um estado brasileiro, espalhados por todo o globo, com suas muitas máquinas, dominam hoje os rumos do clima, da biodiversidade e dos recursos limitados da terceira grande rocha do sistema solar. No vídeo abaixo, vemos as luzes das cidades, bem como a infra-estrutura de energia e transportes desses pequenos humanos avançando por todos os cantos da Terra. E esta não é apenas uma representação virtual, a centenas de quilômetros no espaço: as luzes podem ser vistas muito bem a olho nu. O termo Antropoceno foi cunhado por Paul Crutzen, um dos descobridores do buraco na camada de ozônio e vencedor do prêmio Nobel. Saiba mais direto na fonte: Globaia.


Um time-lapse da Terra vista do espaço

Milhares de fotos tiradas pela equipe da Estação Espacial Internacional, de agosto a outubro de 2011, foram transformadas nesse belíssimo vídeo em time-lapse. Nele, você pode ver claramente as luzes dos grandes centros urbanos à noite e os raios dentro das nuvens carregadas em tempestades. As imagens foram capturadas a uma altitude de 350 quilômetros, com uma camera HD de alto ISO desenvolvida pela NHK do Japão.

Quanta água há na Terra? E como seria o formato da Terra sem a água dos oceanos?

A imagem ao lado foi criada para fins didáticos pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e fornece uma boa ideia de como há pouca água no planeta Terra, comparado aos materiais sólidos que formam seu volume. Repare que estamos falando de volume, não de superfície. Cerca de 70% da superfície terrestre está coberta por água, mas o volume de água em relação ao volume da Terra é irrisório. Na ilustração, a esfera esverdeada representa o nosso planeta; e a esfera azul em cima dos EUA representa com precisão o volume de toda a água que existe nele – oceanos, mares, lagos, rios, lençóis freáticos, geleiras, nuvens, umidade do ar e até mesmo a água dentro de você, do seu animal de estimação e dos tomates na sua geladeira. De acordo com os cálculos do USGS, se representada em tamanho real, a esfera de água teria um diâmetro de aproximadamente 1385 km, com um volume de quase 1,4 bilhão de km³ (um quilômetro cúbico equivale a cerca de um trilhão de litros).

Formato da Terra sem a água dos oceanos:

Rio de 1.500 km é descoberto em Marte

Astrônomos da ESA, a Agência Espacial Europeia, liberaram imagens 3D incríveis da parte superior da região Reull Vallis, no planeta Marte, que revelam o leito seco de um rio de 1.500 quilômetros de extensão. Originalmente, o rio, que em partes tinha 7 km de largura e 300 metros de profundidade, corria das serras de Promethei Terra para a enorme bacia Hellas. Para comparar, o rio Amazonas tem a largura máxima de 11 km (estação da seca) a 50 km (estação das chuvas), com 100 metros de profundidade. As câmeras estereoscópicas a bordo do Mars Express também revelaram numerosos afluentes que alimentavam o rio gigantesco. À direita da imagem, podem ser vistas as montanhas de Promethei Terra, elevando-se a 2.500 metros acima das regiões planas ao redor, uma paisagem não muito diferente de outras do nosso planeta.

rio em marte

A equipe de cientistas da Mars Express informou que o rio tinha água em abundância entre 3,5 e 1,8 bilhões de anos atrás, durante o período Hesperiano. Depois, começou o período Amazoniano, que invadiu o Reull Vallis com uma geleira. Esta geleira escavou o vale em que o rio estava, empurrando detritos e gelo, e causando as bordas vivas que podem ser vistas nas imagens. Reunindo os dados dos robôs e sondas da Nasa e ESA, percebe-se que Marte sofreu os mesmos processos geológicos que aconteceram na Terra. Geólogos planetários acreditam que o Reull Vallis é idêntico a outros vales glaciais da Terra, como o que pode ser visto no Yosemite, nos Estados Unidos. A certo ponto, Marte pode ter se parecido com isto:

marte parecido

Muito mais tarde, o vale sofreu o impacto de meteoros, originando as crateras que podem ser vistas na imagem. Acredita-se que elas e outros aspectos da paisagem podem conter bastante gelo.

Com informações de: ESA Gizmodo.

Qual a origem e o significado dos nomes dados aos continentes e oceanos de nosso planeta?

Veja também: Qual a origem e o significado dos nomes dos países da América do Sul?

Na Antiguidade e durante toda a Idade Média, o mundo conhecido era formado pelos continentes europeu, asiático e africano. O nome “Ásia” vem do acádio asu (equivalente ao verbo “subir”, em português), em referência à terra onde o Sol se levanta. O nome “Europa” também teria vindo do acádio – língua falada na atual Turquia por volta de 1000 a.C. No caso, de erebu, que denota a terra onde o Sol se põe. “África” se refere à tribo Afri, que vivia em Cartago (atual Tunísia). Os romanos venceram os cartagineses em 146 a.C. e chamaram o território conquistado de África (“terra dos Afri”).

“América” é uma homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio, que desbravou parte do continente na virada do século 15 para o 16. O cartógrafo alemão Martin Waldseemüller usou mapas de Vespúcio e nomeou o continente. Já “Oceania” vem das filhas de Oceano, um dos 12 titãs da mitologia grega, e foi batizada pelo dinamarquês Conrad Malte-Brun no século 19. “Antártida” é uma simples oposição ao Polo Norte, com o prefixo “ant” significando oposição ao termo grego arktikos (“perto do urso”). Arktikos faz referência à constelação Ursa Maior, marcante no Hemisfério Norte.

E quanto aos nomes dos oceanos? O oceano Índico recebeu esse nome graças à costa da Índia, o que parece bastante óbvio. Já o Pacífico foi batizado em 1520 pelo navegador português Fernão de Magalhães, que realmente achou as águas desse oceano muito tranquilas. Atlântico vem de Atlas, personagem mitológico grego encarregado de suportar eternamente o peso dos céus nas costas por castigo de Zeus. Ártico também tem origem grega: a palavra arktikos, cujo significado já foi explicado acima. Por simples oposição ao Ártico, o oceano do Polo Sul foi nomeado como Antártico.

Fonte: Superinteressante.

Teoria da gravidade: o fundo de verdade na história da maçã de Isaac Newton

Artigo de Steve Connor para o jornal The Independent do dia 18 de janeiro de 2010. Traduzido por Eli Vieira para o blog Xibolete.

newton_maca

É uma das anedotas mais famosas da história da ciência. O jovem Isaac Newton está sentado em seu jardim, quando uma maçã cai em sua cabeça e, num lampejo de genialidade, ele de repente inventa sua teoria da gravidade. A história é certamente enfeitada, tanto por Newton quanto por gerações de contadores de histórias que vieram depois dele. Mas hoje qualquer um com acesso à internet pode ver por si mesmo a história em primeira mão de como uma macieira inspirou o entendimento da força gravitacional. A Royal Society em Londres está tornando disponível em forma digitalizada o manuscrito original que descreve como Newton imaginou sua teoria da gravidade depois de observar uma maçã caindo de uma árvore no jardim de sua mãe no condado de Lincolnshire, embora não haja evidência para sugerir que a maçã o atingiu na cabeça.

Era 1666 e, por causa da peste negra, muitos eventos e prédios públicos estavam fechados. Newton teve de abandonar Cambridge e ir para o Solar de Woolsthorpe, perto da cidade de Grantham, em Lincolnshire, a casa modesta em que ele nasceu, para contemplar os problemas estelares que ele havia perseguido na universidade. Ele tinha obsessão em particular pela órbita da Lua em torno da Terra, e veio a raciocinar que a influência da gravidade deve se estender por distâncias vastas. Depois de ver como maçãs sempre caem em linha reta ao chão, passou vários anos trabalhando na matemática mostrando que a força da gravidade diminuía na razão inversa do quadrado da distância. Mas que evidência há de que Newton foi mesmo inspirado por uma maçã em queda? Ele não deixou nenhum registro escrito disso, embora haja outros documentos sugerindo que ele falou a respeito para outros quando já velho.

solar-de-woolsthorpe-casa-da-infancia-de-kant
Solar de Woolsthorpe, casa da infância de Isaac Newton

Historiadores apontam para um relato escrito em particular de um dos contemporâneos jovens de Newton, um antiquário e proto-arqueólogo chamado William Stukeley, que também escreveu a primeira biografia do maior cientista da Grã-Bretanha, com o título “Memórias da Vida de Sir Isaac Newton”. Stukeley também nasceu em Lincolnshire, e usou seus contatos para fazer amizade com o notoriamente briguento Newton. Stukeley passou um tempo conversando com o idoso Newton, a dupla se encontrava regularmente como membros da Royal Society, e se falavam. Em uma ocasião em particular em 1726, Stukeley e Newton passaram a noite jantando juntos em Londres. “Depois do jantar, como o tempo estava bom, fomos ao jardim e bebemos chá sob a sombra de uma macieira; só ele e eu”, escreveu Stukeley no manuscrito meticuloso liberado pela Royal Society.

“Entre outros discursos, ele me disse que estava na mesma situação quando, no passado, a noção da gravidade lhe veio à mente. Por que deveria a maçã sempre descer perpendicularmente ao chão, pensou ele consigo; por ocasião da queda de uma maçã, enquanto sentado em humor contemplativo. Por que ela não cai para o lado, ou para cima, mas constantemente em direção ao centro da Terra? Certamente a razão é que a Terra a puxa. Deve haver um poder de atração na matéria. E a soma do poder de atração na matéria da Terra deve estar no centro da Terra, não em qualquer lado da Terra. Portanto, a maçã cai perpendicularmente ou em direção ao centro? Se matéria dessa forma puxa matéria; deve ser em proporção à sua quantidade. Portanto, a maçã puxa a Terra, tão bem quanto a Terra puxa a maçã”.

memoirs-of-sir-isaac-newtons-life
Memórias da Vida de Sir Isaac Newton, 1752

Essa é a versão mais detalhada da anedota da maçã, mas não é a única dos tempos de Newton. Ele também a tinha usado para entreter John Conduitt, o marido da sobrinha de Newton e seu assistente na Casa Real da Moeda, que Newton chefiou em idade mais avançada. Conduitt escreveu: “No ano de 1666 ele se afastou novamente de Cambridge para a casa da mãe em Lincolnshire. Enquanto andava pensativamente num jardim, veio ao seu pensamento que o poder da gravidade (que trouxe uma maçã de uma árvore ao chão) não era limitado a uma certa distância da Terra, mas que esse poder deve se estender para muito mais além do que se pensava. Por que não tão alto quanto à Lua, disse ele a si mesmo, e se é assim, que deve influenciar seu movimento e talvez reter sua órbita, e assim ele se pôs a calcular qual seria o efeito dessa suposição”.

Ambas as versões do incidente da maçã foram relembradas por Newton cerca de 50 anos depois. Isso aconteceu mesmo, ou foi uma história que Newton enfeitou ou até inventou? “Newton foi aperfeiçoando astutamente essa anedota ao longo do tempo”, disse Keith Moore, chefe dos arquivos da Royal Society. “A história foi certamente verdadeira, mas digamos que foi ficando melhor ao ser contada. A história da maçã se encaixava com a ideia de um objeto em forma de planeta sendo atraído pela Terra. Também tinha uma ressonância com a história bíblica da árvore do conhecimento, e sabe-se que Newton tinha opiniões religiosas extremas”, disse o sr. Moore.

No Solar de Woolsthorpe, agora propriedade da Fundação Nacional para Lugares de Interesse Histórico ou Beleza Natural do Reino Unido, a governanta da casa, Margaret Winn, disse que a mesma macieira, de uma variedade usada em cozinha, ainda cresce na frente da casa, com vista para a janela do quarto de Newton. “Ele contou a história quando idoso, mas você se pergunta se realmente aconteceu”, disse a srta. Winn, que já cozinhou com as maçãs. Mas mesmo se a história foi invencionice fantástica de um velho homem, o conto da maçã em queda foi registrado na história como o segundo maior “momento eureka” na ciência, depois de Arquimedes, que descobriu como calcular o volume de objetos enquanto estava tomando banho.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 1 de 4123...Pág. 4 de 4
%d blogueiros gostam disto: