Relatório do Vaticano conclui que judeus não precisam de Cristo para serem salvos

Veja também: Papa Francisco declara sua crença na doutrina da salvação universal

Como resultado de uma longa investigação realizada por teólogos do Vaticano, a Igreja Católica Romana publicou um relatório no qual conclui oficialmente que os judeus não precisam se converter a Cristo para garantir a salvação eterna. O material, elaborado pela “Comissão para as relações religiosas com os judeus”, também afirma que a Igreja não deve procurar ativamente converter judeus ao cristianismo, postura que já era defendida pelo Papa emérito Bento XVI. Essa era uma questão que prejudicava, segundo eles, as relações diplomáticas e ecumênicas entre as duas religiões. “Embora os judeus não creiam em Jesus Cristo como o redentor universal, eles têm direito à salvação porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, conclui o relatório.

Essa posição está sendo interpretada diplomaticamente, como uma tentativa do Vaticano de minimizar o efeito de séculos de ensino antissemita, que na Idade Média justificou a perseguição e até a morte de judeus. Desde o Concílio Vaticano II, em 1965, a Igreja Católica não atribui mais a responsabilidade pela crucificação de Cristo à “comunidade judaica”, destacando ainda o que chama de herança compartilhada das duas religiões. As relações ecumênicas entre as duas religiões já foram tratadas em outro relatório, de 1998, no qual essa mesma comissão conclamou os católicos a se arrependerem por não terem feito mais para impedir o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial e recriminou o silêncio da Igreja como instituição na época do horror nazista.

A crença de que o único caminho para a salvação é através da fé em Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Desde o surgimento da igreja primitiva, liderada pelos apóstolos, os cristãos ensinam que é somente graças à morte e ressurreição de Cristo que as pessoas têm oportunidade de salvação. Quando teólogos católicos afirmam que determinada classe de pessoas – os judeus – são tratados de maneira diferente, é natural que isso gere muita polêmica em todo o mundo, como de fato está acontecendo.

Com informações de Jews News e Gospel Prime.

Diferenças entre o cristianismo bíblico e o catolicismo romano – Augustus Nicodemus

Neste dia da Reforma Protestante, compartilho esta aula do Rev. Augustus Nicodemus sobre a diferença entre o cristianismo bíblico e o catolicismo romano.

Sobre os nomes dos meses

calendar_icon1Desde criança, uma pergunta me inquieta, mas nenhum dos adultos que eu conhecia jamais foi capaz de respondê-la. Eu mesmo me tornei adulto, mas até pouco tempo atrás não conseguia ainda saciar a curiosidade da criança dentro de mim. A pergunta continuava insolúvel, e consistia nisso: Por que o mês de setembro não é o mês de número sete, outubro não é o oito, novembro não é o nove, e dezembro não é o dez? Ora, não precisa ser um gênio para notar que os radicais das palavras setembro, outubro, novembro e dezembro vêm de sete, oito, nove e dez, respectivamente. Mas por que, ainda assim, isso não condiz com a realidade? Por que insistimos que setembro é o mês nove, outubro é o dez, novembro é o onze e dezembro é o doze? Do ponto de vista linguístico, isso não tem sentido! Vejamos o que diz a História.

Apenas abrindo um parêntesis, o mesmo pode ser dito dos calendários que colocam a semana começando na segunda-feira, fazendo do sábado e domingo literalmente “fim de semana”. Isso pode até ser útil, porque na prática, é assim mesmo que funciona. Mas do ponto de vista linguístico não faz sentido, já que segunda, terça, quarta, quinta e sexta significam literalmente segundo dia, terceiro dia, quarto dia, quinto dia e sexto dia, respectivamente. Isso sem falar que o sábado recebeu esse nome da tradição judaica por ser o último dia da semana, o dia do descanso; e que o domingo foi instituído pelos romanos como o “dia do Senhor” (do latim “dies Dominicus”), justamente por ser o primeiro e mais importante da semana.

Veja também: Por que os dias úteis da semana têm “feira”?

Mas, voltando aos nomes dos meses, por que há essa confusão? Não sou nenhum especialista no assunto, mas, depois de uma pesquisada na internet, eis o que encontrei: setembro, outubro, novembro e dezembro são assim chamados porque eles de fato eram (pasmem!) o sétimo, oitavo, nono e décimo mês do ano. Essa ordem só mudou no ano 46 a.C., por decreto do imperador romano Júlio César. Mas acho melhor contar essa história do começo. Os nomes dos meses, tais como os herdamos na língua portuguesa, são de origem latina e foram instituídos na criação do calendário romano, que começa na própria fundação da cidade de Roma pelo lendário Rômulo, considerado seu fundador e primeiro rei, na data tradicionalmente estabelecida como o dia 21 de abril de 753 a.C. Neste primeiro calendário romano, o ano tinha apenas 10 meses, que totalizavam 304 dias (os demais 61 dias, que coincidiam com o inverno, não entravam no calendário, havendo pouco interesse de acompanhamento temporal neste período do ano).

A primeira reforma do calendário ocorreu com Numa Pompílio, o segundo dos sete reis de Roma, por volta de 713 a.C., que adicionou os meses de Januarius e Februarius no final do calendário, aumentando o seu tamanho para 355 dias. Este calendário fora baseado no calendário grego praticado em Atenas, que já era um calendário luni-solar e bem mais preciso que aquele primeiro calendário praticado em Roma e que, então, também passou a ser de 12 meses. É por isso que até hoje fevereiro tem menos dias, porque era o último mês do ano.

Mas qual a origem desses nomes? Alguns foram dados em homenagem a deuses, imperadores ou festas, enquanto os outros simplesmente simbolizam uma ordem numérica. Março é em homenagem a Marte, o deus da guerra. Para abril há duas versões: A primeira baseia-se em uma comemoração sagrada: aprilis, feita em homenagem a Vênus, deusa do amor. A segunda versão viria de aperire (abrir, em latim), referência à abertura das flores, já que, nesse período, é primavera no hemisfério norte. Maio é em homenagem à deusa romana Maia. Junho homenageia Juno, deusa que protegia a maternidade e as mulheres casadas. Quintil, sextil, setembro, outubro, novembro e dezembro refletem apenas a ordem numérica. Janeiro é em homenagem a Janus, deus que protegia as portas de Roma. E, por fim, fevereiro faz referência a um festival que era celebrado nessa época do ano, em Roma, chamado Februália, ou “Purificação”. Nessas festas, os romanos se preparavam para a chegada do ano novo, que começava em março, e ofereciam sacrifícios para expiar as faltas cometidas durante todo o ano.

Como o ano solar tem na verdade aproximadamente 365 dias e 6 horas, o calendário romano (de 304 dias), mesmo após a reforma de Pompílio (quando mudou para 355 dias) acabou ficando, depois de alguns séculos, com muita defasagem. Numa tentativa de corrigir essa falha no calendário, o então imperador de Roma Júlio César instituiu em 46 a.C. o calendário juliano, com 365 dias distribuídos em 12 meses, baseado em um modelo utilizado pelos egípcios. Além de aumentar os dias do ano para 365, Júlio César fez ainda outras três alterações significativas:

Primeiro, instituiu os chamados anos bissextos, usados até hoje, para corrigir defasagens no calendário de 365 dias. Depois, mudou o nome do mês “quintil” para “julho”, em sua homenagem. Seu sucessor, César Augusto, gostou da ideia e também mudou, no ano 8 d.C., o nome do mês “sextil” para “agosto”, também em homenagem própria. Por fim, a mudança mais importante: Mudou os meses de janeiro e fevereiro do final do ano para o começo. Dessa forma, o deus Janus, protetor das portas de Roma, deus das entradas e saídas, términos e recomeços, passaria a ser homenageado na passagem para o ano novo. E é por isso, amiguinhos, que os nomes dos quatro últimos meses do ano ficaram sem sentido.

O problema do calendário juliano é que, para ser bem preciso, um ano solar tem 365 dias, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos; ou seja, cerca de 11 minutos a menos do que os astrônomos estimavam naquela época (eles calcularam 365 dias e 6 horas). Ao longo dos séculos, essa defasagem se acumulou novamente e, para corrigir isso, o papa Gregório XIII instituiu, em 1582, o calendário gregoriano, que substituiu em todo o ocidente o calendário juliano. Não houveram grandes mudanças nessa transição, mas um fato curioso merece ser relatado: É que, por decreto do papa, foram omitidos dez dias do calendário juliano. A bula papal determinava que o dia imediato à quinta-feira, 4 de outubro, fosse sexta-feira, 15 de outubro. Desse modo, os dias 5 a 14 de outubro de 1582 jamais existiram!

ATUALIZAÇÃO EM 16/08/2017: Nerdologia sobre calendários

Soltas pelo Papa, pombas “da paz” são violentamente atacadas por outras aves

Neste domingo (26), durante a tradicional celebração do Ângelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco, junto com duas crianças, soltou duas pombas brancas da janela do Palácio Apostólico, num gesto simbólico pela paz mundial. Segundos após alçar voo, porém, as pombas foram violentamente atacadas em pleno ar por um corvo e uma gaivota. Dezenas de milhares de pessoas viram a gaivota agarrar-se à cauda de uma das pombas, enquanto o corvo bicava repetidamente outra. A pomba atacada pela gaivota só perdeu algumas penas; mas a outra, perseguida pelo corvo, levou muitas bicadas e não se sabe o seu destino. Muitas pessoas presentes no local interpretaram este insólito acontecimento como sendo um mau prenúncio de que tempos de guerra virão. O ataque foi flagrado por um fotógrafo da agência de notícias britânica Reuters. Veja a sequência dessa “batalha aérea” nas fotos abaixo e depois tente responder: Sinal dos tempos ou apenas uma coincidência muito cômica?

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Durante homilia, Papa Francisco declara sua crença na doutrina da salvação universal

Durante sua homilia na missa da última quarta-feira (22) no Vaticano, papa Francisco sacudiu o mundo ao declarar sua crença na salvação universal, que defende que toda a humanidade será salva no Juízo Final, inclusive os ateus. Ele enfatizou a importância de “fazer o bem” como um princípio que une toda a humanidade, e uma “cultura de encontro” para “apoiar a paz”. Em seu sermão, ele disse: “O Senhor nos criou à sua imagem e semelhança, e todos somos imagem do Senhor. Ele faz o bem e deu a todos esse mandamento em nossos corações: façam o bem e não o mal. (…) O Senhor redimiu a todos pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! – ‘Mas, padre, os ateus também?’ – Todos! (…) Devemos fazer o bem uns aos outros. – ‘Mas eu sou ateu, padre. Eu não acredito…’ – Faça o bem: nos encontraremos lá!”.

Respondendo à homilia do líder da Igreja Católica Romana, o padre James Martin escreveu em um e-mail ao The Huffington Post: “O papa Francisco diz, mais claro que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias”.

Fonte: Huffington Post.

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