8 sugestões para conquistar respeito acadêmico sem esforço

Artigo de Adonai Santanna, professor de matemática da UFPR.

Veja também: Pseudoprofundidade

Digamos que você seja intelectualmente vaidoso, ou seja, uma pessoa que moralmente se alimenta de elogios sobre a sua inteligência. Mas, digamos também que você seja intelectualmente preguiçoso, isto é, uma pessoa sem muita disposição para trabalhar duro e realizar conquistas intelectuais reais e significativas. Diante deste quadro, como conquistar respeito e admiração de seus pares profissionais, caso você decida seguir uma carreira acadêmica no Brasil? Para responder esta questão, deixo a seguir 8 sugestões básicas para resolver este aparente paradoxo. É claro que essas recomendações jamais funcionarão para a conquista de respeito e admiração por parte dos genuínos pensadores, aqueles que efetivamente produzem conhecimento relevante e dominam uma visão crítica sobre a ciência. Mas a lista abaixo funciona para a conquista de respeito e admiração entre os seus semelhantes, principalmente se você souber escolher com bastante cuidado a sua área de atuação profissional.

Sugestão 1: Publique o máximo que puder em anais de congressos. Na maioria dos casos, o processo de seleção de artigos ou resumos para fins de publicação em anais de congressos científicos é pouco rigoroso. Isso porque resumos pouco dizem. E mesmo aqueles textos um pouco mais extensos que, do ponto de vista editorial, se qualificam como artigos, podem ser recheados de ideias jamais testadas, mas que parecem sensatas à primeira vista. Neste último caso temos textos usualmente qualificados como artigos completos, sem de fato o serem. Como ninguém mesmo terá qualquer interesse em ler esses artigos e resumos, simplesmente por não serem informativos, você estará intelectualmente seguro. A plataforma Lattes está repleta de casos assim.

Sugestão 2: Organize ou edite livros. Convide colegas ou amigos para contribuírem com artigos a serem publicados em seu livro. Mas nem pense em publicar através de alguma editora de alcance internacional, a não ser que seja uma daquelas que cobram elevadas taxas dos autores e veiculam absolutamente qualquer coisa por dinheiro. Se não quer ou não pode investir com subornos, procure organizar ou editar seus livros através de editoras de universidades federais, estaduais ou privadas de nosso país. Como ninguém lerá estes livros, novamente você estará seguro contra críticas sérias ao seu trabalho. A plataforma Lattes está repleta de casos assim.

Sugestão 3: Faça muitos amigos, participando de congressos nacionais e regionais. Se participar de algum congresso internacional realizado no Brasil, jamais fale em outro idioma que não seja o português. Se assistir a alguma palestra proferida por um renomado cientista, jamais elogie sem fazer ressalvas. E jamais discuta o mérito do tema da conferência. Faça afirmações vagas, mas impactantes. Sempre dê preferência a comentários de ordem pessoal. E não esqueça de falar com uma postura altiva. Muitos perceberão o quão antenado você está com a vida acadêmica. A plataforma Lattes está repleta de casos assim.

Sugestão 4: Oriente a maior quantia possível de monografias de especialização, dissertações de mestrado e teses de doutorado, convidando para membros de suas bancas somente aqueles que o respeitam e/ou admiram. Aqueles que o admiram são pessoas que certamente não gostam de criar polêmica. Eles aprovarão qualquer coisa que você aprove. Para mostrar aos seus orientados como você é brilhante, mas tolerante, sempre aprove as defesas de especialização, mestrado ou doutorado com a seguinte ressalva: “O candidato está aprovado com a condição de que faça as alterações sugeridas pela banca”. Como ninguém lê monografias, dissertações ou teses e como ninguém confere se o candidato fez de fato quaisquer alterações após a defesa, você estará intelectualmente seguro. Ah, sim: não se esqueça de obrigar seus orientados a aceitarem a inserção de seu nome em todos os artigos que escreverem e publicarem. A plataforma Lattes está repleta de casos assim.

Sugestão 5: Se você deseja publicar em algum periódico especializado, para fazer volume em seu Currículo Lattes, basta submeter artigos para publicação em revistas editadas e distribuídas por universidades brasileiras. Na maioria dos casos, essas revistas aceitam artigos escritos em português. Além disso, não são procuradas por pesquisadores de ponta dos grandes centros de pesquisa do mundo. Eles sequer sabem da existência dessas revistas! Portanto, não há muita competitividade e você não precisa se empenhar de fato no artigo. Não se preocupe com conteúdo ou relevância. O que você escrever ficará apenas entre você e o editor. Talvez um ou dois “especialistas” leiam alguns trechos do que escrever. Nada além disso. A plataforma Lattes está repleta de casos assim.

Sugestão 6: Assuma cargos de chefia. Chefes, diretores, reitores e pró-reitores podem facilmente vender a imagem de tomadores de decisões, aqueles que definem quem recebe verbas e benefícios e quem fica de fora. Reclame da mentalidade política nas universidades, mas seja sempre político. Reclame de governos, mas sempre aceite quaisquer benefícios que possam vir deles. Reclame dos pesquisadores que não se envolvem com questões políticas, alegando que eles têm visão estreita de mundo. Reclame dos professores que se envolvem com questões políticas, alegando que eles se distanciam do ensino e da pesquisa. Mais importante: convoque reuniões, muitas reuniões. Reuniões conferem visibilidade. Todos estarão olhando para você. E não se incomode com aqueles que não gostam de você. Invista apenas naqueles que são beneficiados por suas decisões. Esses darão o apoio moral necessário para inflar o seu ego, mesmo diante das críticas.

Sugestão 7: Somente participe de eventos acadêmicos que emitam certificados, não importando quais sejam. Quanto maior a quantia de certificados, maior o volume de seu Curriculum Vitae. Apresente palestras em sua instituição e exija certificado assinado pelo seu chefe imediato. Obrigue seus alunos a participarem de atividades extra-curriculares e exija de seu chefe imediato um certificado de coordenador de evento de extensão universitária. Se algum colega seu estiver organizando um colóquio ou congresso, peça para trabalhar como mestre de cerimônias e exija um certificado. E cada certificado deve ser declarado em seu Currículo Lattes.

Sugestão 8: Sempre fale sobre as suas conquistas. Mas faça isso de maneira sutil, comentando casualmente em algum contexto que nada tem a ver com as suas atividades profissionais. Se souber falar, pode facilmente passar a sensação de que a vida acadêmica é parte fundamental de seu ser. Por exemplo, se alguém está falando sobre viagens, diga o seguinte: “Pois é. Anos atrás, participei de um congresso de engenharia de produção em Itatiaia, no Rio de Janeiro. E, cara, como aquele parque nacional é lindo. A janela de meu quarto dava direto para aquela mata atlântica maravilhosa. Você sabia que tem esquilos em Itatiaia?”.

Apresentadora de TV muçulmana defende o uso de escravas sexuais no Kuwait

 

A apresentadora Salwa AL-Mutairi defendeu, em seu programa de TV no Kuwait, o uso de mulheres não muçulmanas como escravas sexuais para os homens muçulmanos. Dessa forma, cada homem mulçumano teria, além da sua esposa, várias escravas sexuais. Assim, segundo ela, os maridos se manteriam viris, decentes, devotados a sua mulher e não cometeriam adultério (oi?). Para “abastecer” os homens e suprir essa demanda, Salwa sugere que o país importe prisioneiras: “A Rússia, por exemplo, deve ter muitas prisioneiras por causa da guerra com a Chechênia”, disse. Ela afirma não haver “vergonha alguma nisso” e acredita que as escravas até agradeceriam, porque passariam a ter onde comer e dormir. Salwa já foi representante parlamentar no Kuwait e atualmente faz campanha para obter novo mandato. Pela proposta dela, as estrangeiras poderiam ser contratadas em escritórios mantidos pelo governo, semelhantes aos que existem para contratação de empregadas domésticas.


A pedofilia legalizada

“O Profeta Maomé é o modelo que seguimos”, informa o saudita Ahmad Al Mu’bi. “Ele tomou Aisha como sua esposa quando ela tinha seis anos, mas só fez sexo com ela quando ela tinha nove”. O maridão já passara dos 50, dispensou-se de lembrar. Também lhe pareceu irrelevante lembrar que, enquanto esperava que Aisha chegasse ao ponto, Maomé não teve de estrangular a libido. O harém que abrigava o time de reservas de Aisha estava ali para que jamais lhe faltasse companhia noturna. O modelo saudita, adotado em grande parte do mundo islâmico, permite que qualquer adulto de qualquer faixa etária transforme em esposa e inicie sexualmente meninas em idade de brincar com bonecas. Em lugares menos primitivos, esse tipo de assassinato da inocência dá cadeia. Naquelas paragens, o casamento pedófilo é uma homenagem ao Profeta que amava criancinhas.

Fonte: Veja.

Direitos e deveres

Texto de Aires Almeida no blog Crítica na Rede.

justice-balanceMuitas pessoas defendem que quem não tem deveres, também não tem direitos. Isto significa que, em sua opinião, ter deveres é uma condição necessária para ter direitos. Mas será necessário ter deveres para ter direitos? Se pensarmos melhor, rapidamente concluímos que não é necessário ter deveres para ter direitos. Se, como muitas pessoas defendem, for verdade que alguns animais têm direitos, então torna-se claro que não é preciso ter deveres para ter direitos, dado que os animais obviamente não têm deveres. Mas poder-se-ia dizer que isso é ver as coisas ao contrário, pois é precisamente por ser necessário ter deveres – e os animais não os terem – que aqueles que defendem que os animais têm direitos estão enganados. Esta resposta é, contudo, insatisfatória. Ainda que muitos acreditem que os animais não têm direitos, há outros casos relativamente pacíficos de quem tenha direitos sem ter deveres: os bebés recém-nascidos têm direitos mas claramente não têm deveres. O mesmo acontece com os deficientes mentais profundos ou até com os nossos familiares mortos, a quem reconhecemos direitos sem exigirmos deveres.

A ideia de que quem não tem deveres também não tem direitos é, pois, uma ideia errada. Mas por que razão ela é tão frequentemente invocada neste tipo de discussão? Por que razão tantas pessoas a acham persuasiva? A minha resposta é que a confundem com outra ideia que não só é correta como é até trivial: a ideia de que não há direitos sem deveres. Ao passo que a afirmação “Quem não tem deveres não tem direitos” é claramente falsa, a afirmação “Não há direitos sem deveres” é trivialmente verdadeira. A diferença entre ambas as afirmações é a seguinte: na primeira afirmação, o sujeito que se diz ter deveres é o mesmo que se diz ter direitos; na segunda, os sujeitos com deveres e os sujeitos com direitos são ou podem ser diferentes. Isto compreende-se melhor quando se pensa que o direito de um indivíduo é o dever de outros. Por exemplo, se uma pessoa tem o direito de não ser torturada, outras pessoas terão o dever de não a torturar. Se um bebê tem o direito de ser alimentado, então alguém terá o dever de o alimentar. Assim, é verdade que não há direitos sem deveres. Mas não é verdade que só quem tem deveres tem direitos. É bom não confundir.

Chico Xavier e a “materialização de espíritos”

chico xavierNo início de sua carreira, Chico Xavier usava truques primários amadores. Vejam a foto ao lado e atentem para um detalhe: ela foi divulgada à época como sendo a materialização de um espírito com quem o médium se comunicava. Ou seja, ele afirmava – a sério – que essa pessoa ridiculamente vestida com um lençol era um espírito “materializado”. Em tempo, observem o pano branco enrolado que parece sair da boca do homem sentado. Chico dizia ser “ectoplasma”, fruto do exorcismo.

Mais tarde o “fantasma” foi identificado como sendo uma mulher com diversas passagens na polícia por charlatanismo; seu nome era Otília Diogo, e ela foi presa poucos dias depois da foto em um quarto de hotel. Em sua bagagem a polícia encontrou a fantasia de fantasminha. O truque era tão primário que Chico Xavier logo parou com as “materializações”, alegando que seus textos bastavam e que, afinal, era preciso ter fé. Isso depois de ser seguidamente desmascarado. Chico Xavier psicografou mensagens de pessoas vivas ou inventadas, caindo em armadilhas infantis preparadas por jornalistas. E “psicografou” um livro onde o espírito sei lá de quem descrevia em detalhes a vida em Marte. Datações erradas, erros históricos tolos, nomes impossíveis, textos plagiados, tudo isso foi exaustivamente mostrado em revistas e emissoras de TV na época.

Fonte: Lineu, o ateu.

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