Entenda de uma vez por todas a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha

Veja também: Americano, norte-americano ou estadunidense?

Está aí uma dúvida que me acometia desde a infância. Nenhum adulto generoso se deu ao trabalho de explicar isso ao pequeno Charles – nem mesmo as professoras de geografia! Somente depois de adulto – com uma ajudinha do Google – é que essa dúvida me foi esclarecida. Compartilho a descoberta por entender que muita gente sente a mesma dificuldade quando ouve falar em Brasil x Grã-Bretanha numa modalidade qualquer dos Jogos Olímpicos; ou em Brasil x Inglaterra numa partida de futebol. Às vezes parece ser tudo uma coisa só e, às vezes, coisas diferentes. Vamos aos “tira-teimas”:


INGLATERRA

É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja abaixo). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou, em extensão territorial, o maior império de todos os tempos.


GRÃ-BRETANHA

É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, Escócia e País de Gales. O termo muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha: a Irlanda do Norte.


REINO UNIDO

O Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (nome oficial), é um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, e o chefe do governo é um primeiro-ministro eleito por um Parlamento central em Londres. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também possuem assembleias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões locais.


ILHAS BRITÂNICAS

É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda. Nesta última ficam dois países: a Irlanda do Norte (que faz parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).

Com informações de: Mundo Estranho.


Resumindo:

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Entenda a história da bandeira britânica:


Mapa político do Reino Unido:

Clique na imagem para ver em tamanho grande.

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Nerdologia sobre o Brexit

Duque, marquês, conde, visconde, barão… Entenda o significado dos títulos da nobreza

A relação de hierarquia dos títulos da nobreza é muito diversa em diferentes culturas medievais. Na maioria das monarquias ocidentais (praticamente toda a Europa), segue-se esta relação de hierarquia: Imperador, Rei, Regente, Príncipe imperial, Príncipe real, Grão-príncipe, Príncipe, Infante, Arquiduque, Grão-duque, Duque, Conde-duque, Marquês, Conde, Conde-barão, Visconde, Barão, Baronete, Cavaleiro e Escudeiro. Veja a seguir o significado e o grau de importância dos títulos mais comuns:

DUQUE – Depois da família real, é o mais elevado título de nobreza nas principais monarquias ocidentais. Tem origem no Império Romano, cujos comandantes militares recebiam o nome de dux, palavra latina que significa “aquele que conduz, o que vai à frente, o pastor”. O primeiro duque de que se tem notícia foi o de Castellanos, no século 12. Na Idade Média, o duque era merecedor de honrarias como se fosse parente do rei. Na Rússia havia o título de grão-duque, entre o duque e o czar, e na Áustria a mesma distinção foi instituída com o título de arquiduque. Em 28 de junho 1914, o assassinato de um deles, Francisco Ferdinando, fez eclodir a Primeira Guerra Mundial.

MARQUÊS – Na hierarquia da nobreza, é inferior somente ao duque. Seu nome vem do provençal, dialeto medieval falado no sul da França. Ali se chamava originalmente de marquês o intendente de fronteira – também chamado de “governador de marca”. Marcas eram distritos localizados em zonas de proteção nas regiões fronteiriças ou não pacificadas. Nessas áreas, o marquês tinha amplos poderes e respondia pela administração civil e defesa militar. Ou seja, era o senhor de terras fronteiriças.

CONDE – Na Roma Antiga, o vocábulo latino comes, comitis, aquele que acompanha – que deu origem à palavra “comitiva” – se referia à aqueles que viviam na órbita direta do imperador, seus assessores e oficiais palacianos. Compunham o conselho particular do monarca e o acompanhavam em viagens e negócios, quando exerciam função adjunta e poderes delegados pelo soberano. O valete, conhecido personagem das cartas do baralho, é o mesmo que conde. Visconde era o mesmo que vice-conde, do latim vice comitis, ou seja, o substituto do conde, designado para desempenhar suas funções quando ele estivesse impedido ou ausente – na realidade, o funcionário que substituía o conde na administração do condado. A partir do século 10, o título passou a ser outorgado também aos filhos dos condes.

BARÃO – Título imediatamente inferior ao de visconde, o berço dessa palavra se encontra no germânico baro, que, originalmente significava “homem livre”, embora os oficiais assim chamados fossem dependentes diretos do rei. O título era concedido a pessoas de destaque na comunidade pelo seu bem-sucedido desempenho profissional. No Império Romano, era um cargo administrativo cujo ocupante se incumbia da fiscalização dos prefeitos que atuavam nas redondezas da capital romana. O título foi criado pelo imperador Adriano para premiar soldados e administradores que se destacavam em suas atribuições, mas que não tinham direito a assento na alta nobreza de Roma. No Brasil, ficaram famosos os barões do café, elite rural que comandou a vida do país por décadas. O barão era popularmente conhecido no Brasil por identificar a cédula de mil cruzeiros, que exibia a efígie do barão do Rio Branco, patrono da diplomacia nacional.

O sultão do Marrocos que teve 888 filhos

Veja também: No Peru, menina é mãe aos cinco anos

O homem com o maior número de filhos de que se tem notícia na História é o sultão marroquino Moulay Ismail (1672-1727), que possuía um harém com 500 mulheres, entre esposas e concubinas, e gerou um total de 888 filhos (548 rapazes e 340 moças). Ele mandou construir uma cidade para lhe servir de capital, que é por vezes chamada “Versalhes de Marrocos”, por causa da sua extravagância. Inspirado pelo Rei Luís XIV da França, Ismail iniciou a construção de um palácio imperial e outros monumentos. No seu auge, o império de Ismail estendeu-se desde a atual Argélia até à Mauritânia.

Ismail é uma das figuras mais marcantes da história do Marrocos, bem conhecido pela sua crueldade. Para intimidar tribos rivais, ordenou que os muros da cidade fossem “adornados” com 10 mil cabeças de inimigos assassinados. A facilidade com que ele condenava à decapitação ou à tortura os criados que considerava preguiçosos tornou-se lendária. Nos 20 anos que duraram seu regime, estima-se que cerca de 30 mil súditos morreram em consequência de suas decisões. Ismail usou cerca de 25 mil prisioneiros cristãos e 30 mil criminosos comuns como trabalhadores escravos na construção da sua grande cidade. Foram capturados mais de 16 mil escravos da África subsaariana para servir a sua guarda de elite. Pela altura da morte de Ismail, a guarda aumentara 10 vezes de tamanho, tornando-se o maior exército da história marroquina. O grande e luxuoso mausoléu onde Ismail está sepultado permanece aberto para visitação até hoje.

Os filósofos mais importantes do ocidente

Quais são os filósofos mais influentes e importantes para a cultura e civilização ocidental? A metodologia que usei para responder a essa pergunta foi muito simples e a pesquisa levou menos de uma hora para ser concluída. Primeiro eu pesquisei por “filosofia” na página em língua portuguesa e por “philosophy” na página em língua inglesa da Wikipedia. Uma vez abertas as respectivas páginas sobre “filosofia” na Wikipedia (em português e inglês), usei o bom e velho “Ctrl+F” para localizar, em cada uma das páginas, referências aos nomes dos maiores filósofos que a humanidade produziu e a tradição consagrou. Em seguida fiz uma lista com os 18 filósofos cujos nomes aparecem mais vezes, tanto na página em português como em inglês. Depois disso, somei os dois resultados e obtive uma lista geral. Todo esse trabalho está resumido na tabela a seguir. Merece destaque o distanciamento com que os filósofos gregos clássicos (Platão e Aristóteles) lideram o ranking. Depois deles, os modernos Kant e Descartes aparecem também com certa folga em relação aos demais.

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Qual filósofo você é?

Se você tem alguma noção de filosofia e consegue ler razoavelmente em inglês, vai se divertir respondendo este pequeno teste. São 12 questões simples de múltipla escolha sobre variados temas e problemas filosóficos. Não há respostas certas ou erradas: o que se espera é a sua opinião honesta sobre cada tema. A partir de suas respostas, um algoritmo irá dizer com qual filósofo (ou escola) suas ideias mais se assemelham. Sem nenhuma surpresa, meu resultado deu majoritariamente Platão (82%) e Aristóteles (78%). Os filósofos aos quais eu menos me assemelho são Nietzsche e Sartre. Mas então, qual filósofo você é? CLIQUE AQUI PARA FAZER O TESTE.


O gráfico das ideias

O britânico Simon Raper usou um algoritmo para processar dados extraídos da Wikipedia e montar o infográfico abaixo, no qual cada filósofo é representado por um nó na rede e as linhas entre eles representa as respectivas influências. O algoritmo que produziu o gráfico foi programado para colocar os nós mais conectados no centro do diagrama, assim vemos os nomes dos filósofos mais influentes em tamanho maior e agrupados no centro. As cores representam as diferentes escolas e tradições filosóficas.

Clique na imagem para ver no tamanho original:

Inspirado pela criação de Raper, o blog Griffs Graphs resolveu ir mais longe nessa empreitada. Usando o mesmo algoritmo, eles montaram um gráfico ainda mais completo, incluindo, além dos filósofos, políticos, cientistas, artistas, escritores e todos os demais pensadores mais importantes de todos os tempos e de todas as áreas do saber. O resultado foi esse abaixo. Clique na imagem para ver no tamanho original:


Infográfico relaciona épocas, escolas e influências
dos filósofos pré-socráticos na Grécia antiga

O infográfico em formato de fluxograma abaixo é uma excelente ferramenta para quem estuda Filosofia Antiga, especialmente os filósofos pré-socráticos. Os nomes são posicionados de cima para baixo conforme a linha do tempo (lado esquerdo), as cores representam as diferentes escolas (legenda do lado direito) e as setas representam as influências (as vermelhas por oposição). Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

filosofos-pre-socraticos


Os 25 personagens mais influentes da História

Wikipedia foi a base de uma pesquisa realizada por Steven Skiena, professor de ciência computacional da Stony Brook University, nos Estados Unidos, e Charles Ward, engenheiro do Google. Os pesquisadores criaram um ranking para classificar os personagens históricos que mais impactaram e influenciaram a opinião das pessoas em todos os tempos. Como a Wikipedia é uma enciclopédia dinâmica, feita por internautas e validada por outros usuários a partir dos registros históricos, seu conteúdo tende a refletir a percepção das pessoas em geral sobre cada assunto. No entanto, como a história é escrita diariamente e a percepção das pessoas muda ao longo do tempo, a lista poderá sofrer modificações: “Nossa classificação continuará a evoluir e as figuras históricas podem se mover para cima ou para baixo ao longo do tempo”, afirmaram os professores. Mas vamos ao que interessa. A seguir, o ranking dos 25 primeiros colocados:

1. Jesus Cristo

2. Napoleão Bonaparte

3. Maomé

4. William Shakespeare

5. Abraham Lincoln

6. George Washington

7. Adolf Hitler

8. Aristóteles

9. Alexandre, o Grande

10. Thomas Jefferson

11. Rei Henrique VIII

12. Charles Darwin

13. Rainha Elizabeth I

14. Karl Marx

15. Júlio Cesar

16. Rainha Vitória

17. Martinho Lutero

18. Joseph Stalin

19. Albert Einstein

20. Cristovão Colombo

21. Isaac Newton

22. Carlos Magno

23. Theodore Roosevelt

24. Wolfgang Mozart

25. Platão

Arqueólogos israelenses afirmam ter encontrado o antigo palácio do rei Davi

Autoridade Israelense de Antiguidades anunciou na última quinta-feira (18) que escavações na região das planícies do país desenterraram duas grandes construções que seriam datadas do século 10 a.C., período do reinado de Davi. Arqueólogos da Universidade Hebraica trabalharam por 7 anos no local denominado como Khirbet Qeiyafa, que corresponde a uma cidade fortificada dos primórdios de Israel, referida na Bíblia como Saraim (Josué 15:36, 1 Samuel 17:52, 1 Crônicas 4:31).

Os pesquisadores Yossi Garfinkel, da Universidade Hebraica, e Saar Ganor, da Autoridade Israelense de Antiguidades, garantem que um dos edifícios encontrados seria um dos palácios do rei Davi, e o outro seria uma espécie de celeiro real. O que os levou a essa conclusão são as enormes dimensões das estruturas, que incluem seções específicas para postos administrativos, ferreiros e ceramistas, além de restos de alabastro que teria sido importado do Egito. O local tem proeminência na gigantesca planície que o circunda, o que lhe dá uma privilegiada visão à distância, desde o Mar Mediterrâneo no oeste até as colinas de Jerusalém ao leste. Infelizmente, além dos danos causados por todas as batalhas históricas entre os reinos e impérios que dominaram a região ao longo dos séculos, quase todo o suposto palácio foi destruído 1500 anos depois de Davi e Salomão.

Apesar da notícia aparentemente espetacular, é preciso ter muito cuidado antes de confirmá-la, como acontece com toda descoberta que envolve a arqueologia bíblica. Aguardemos, portanto, estudos mais aprofundados e investigações independentes que confirmem se Khirbet Qeiyafa é realmente tudo isso o que os arqueólogos israelenses estão afirmando que é. Abaixo você pode ver fotos do local:

Khirbet Qeiyafa

Khirbet Qeiyafa aerial

Khirbet Qeiyafa finds

Fonte: O Contorno da Sombra.

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