Universitários ingleses querem remover filósofos brancos dos seus programas

O politicamente correto continua atuando. A implicância agora é com a cor da pele dos filósofos que são estudados na universidade. De acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, estudantes da Universidade de Londres “estão exigindo que figuras como Platão, Descartes e Kant sejam removidos do currículo porque eles são brancos”. Exigir que os pensadores brancos sejam removidos do currículo, dizem os estudantes, é parte de uma campanha mais ampla que visa “descolonizar” a universidade. Eles argumentam que os filósofos brancos deveriam ser estudados somente se requisitados, e que suas ideias deveriam ser ensinadas somente a partir de um “ponto de vista crítico”.

Essa exigência surgiu após autoridades da educação terem advertido que as universidades deverão se ajustar às demandas dos estudantes. Em resposta, o vice-chanceler da Buckingham University, Sir Anthony Seldon, disse que “há um perigo real de que o politicamente correto esteja saindo do controle”. Fato é que esses estudantes estão levando mais em conta a cor da pele dos filósofos do que seus pensamentos. Isso é racismo. Como se sabe, a filosofia não tem cor. A filosofia tem perguntas universais que, na grande maioria das vezes, independem de contextos políticos e sociais.

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