Origem de expressões populares brasileiras

Extraído dos livros De onde vêm as palavras: origens e curiosidades da língua portuguesa, de Deonísio Silva (1997); e O Dialeto Caipira, de Amadeu Amaral (1982).


Uai: Há controvérsias quanto à origem desse típico dialeto caipira, muito falado nos estados de Minas Gerais e Goiás. Para o filólogo Amadeu Amaral (1875-1929), essa expressão, que indica surpresa ou dúvida, teria surgido da mudança da palavra “olhai” (com o sentido de “preste atenção”). Outra teoria remonta à construção de estradas de ferro com a ajuda dos ingleses, quando os caipiras teriam aportuguesado a palavra “why”, questionando o “porquê” de todo aquele esquema.

Tchê: São duas as teorias que explicam o nascimento dessa expressão tão usada no Rio Grande do Sul. A primeira é de que ela veio de “che” (algo como o nosso “ei”), termo comum entre os argentinos, uruguaios e paraguaios que vivem próximos à fronteira com o Brasil. Outra possibilidade é de que a expressão tenha vindo do idioma guarani, na qual pode significar algo como “eu”, “meu” ou “amigo”.

Diacho: De acordo com o professor e escritor Deonísio da Silva, esse termo é um eufemismo para diabo. Como na cultura popular brasileira citar essa palavra invocaria o próprio capeta, com o tempo, as pessoas foram criando versões “alternativas”, para não correrem esse risco. Essa é a mesma explicação para a popularização de “demo”, em vez de “demônio”. Outro eufemismo com essa origem seria “coisa-ruim”.

Vixe: Não há registros oficiais, mas são várias as referências de que o termo é uma forma reduzida da exclamação católica “Virgem Maria!”, dita em momentos de surpresa ou sustos. Uma forma ainda mais reduzida é o “ixe”, também muita usada em terras tupiniquins. Por aqui ainda temos o “nó”, uma espécie de “abreviação” de Nossa Senhora, e o “afe” ou “aff”, que abrevia a exclamação “Ave, Maria!”.

Eita: Registrada no dicionário Houaiss como uma interjeição que exprime satisfação ou espanto diante de alguma coisa, essa é uma dita “palavra expressiva”, sem origem definida e caracterizada por sons curtos e sem significado. Também grafada como “eta”, sua utilização é muito comum no Nordeste brasileiro.

Oxente: Interjeição utilizada com o significado de admiração ou surpresa. O termo, bastante popular na região nordeste do Brasil, é formado pela aglutinação da expressão “ó, gente!”. É comum, no entanto, ouvir a interjeição “oxe!”, que é uma forma ainda mais abreviada da expressão original que evoluiu da seguinte forma: Ó, gente! – Oxente! – Oxe!

Ranking elege as 40 melhores pequenas cidades do Brasil para se viver na velhice

Símbolo de tranquilidade e qualidade de vida para alguns, as pequenas cidades se consagraram nos imaginário popular como o ambiente mais propício para se aproveitar a velhice. Com o aumento da expectativa de vida da população, a tendência é que elas entrem no radar dos brasileiros que buscam uma vida mais plena na terceira idade.

Das 348 cidades brasileiras que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, 40 se destacam por oferecer boas condições de vida para a pessoas com mais de 60 anos. É o que revela o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, elaborado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon em parceria com a FGV. Os municípios foram classificados segundo sete variáveis: Indicadores Gerais; Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Educação e Trabalho e Cultura e Engajamento, que receberam pesos com base nas principais necessidades da população com mais de 60 anos.

O clima também foi levado em conta para a finalização do ranking, que tirou pontos dos municípios de acordo com a frequência com que eles apresentam dias com altas temperaturas, chuvas intensas ou baixa umidade. Essas cidades também foram avaliadas segundo classificações específicas – com diferentes pesos para cada variável – com foco na parcela com idade entre 60 e 75 anos e para população acima dessa faixa.

De acordo com o ranking abaixo, das 40 melhores cidades brasileiras para se viver na velhice, mais da metade (25 delas) ficam no estado de São Paulo. As outras 15 ficam nos estados de Minas Gerais (3), Paraná (4), Santa Catarina (3) e Rio Grande do Sul (5). Nenhuma cidade das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aparecem no ranking.


CidadePosiçãoNota
São João da Boa Vista, SP199.82
Vinhedo, SP299.49
Lins, SP396.61
Fernandópolis, SP495.70
Tupã, SP594.78
Votuporanga, SP693.92
Lajeado, RS792.69
Itapira, SP892.21
Rio do Sul, SC992.15
Bebedouro, SP1091.11
Pato Branco, PR1189.87
Jaboticabal, SP1289.13
São José do Rio Pardo, SP1389.05
Paulínia, SP1489.01
Olímpia, SP1588.82
Videira, SC1688.49
Jaguariúna, SP1788.08
Mogi Mirim, SP1887.96
Batatais, SP1987.37
Avaré, SP2087.01
Matão, SP2186.96
Capivari, SP2286.61
Lavras, MG2385.22
Pirassununga, SP2484.47
Mirassol, SP2584.28
Taquaritinga, SP2683.95
Marechal Cândido Rondon, PR2783.75
Concórdia, SC2883.50
Alfenas, MG2983.47
São Roque, SP3083.25
Cruzeiro, SP3183.24
Ijuí, RS3282.90
Esteio, RS3382.67
Ibitinga, SP3482.48
Montenegro, RS3582.02
Itajubá, MG3681.09
Francisco Beltrão, PR3780.83
Cianorte, PR3880.80
Andradina, SP3980.74
Farroupilha, RS4080.72

Fonte: Exame.

As 30 cidades mais altas do Brasil

Estas são as 30 cidades brasileiras com mais de 1200 metros de altitude. Note que 18 delas ficam no estado de Minas Gerais, a maioria na região da Serra da Mantiqueira, ao sul do estado, próximo às fronteiras com São Paulo e Rio de Janeiro. Dentre as 11 restantes, 5 ficam em Santa Catarina, uma em São Paulo, uma no Paraná, uma no Rio Grande do Sul, uma no Distrito Federal, uma em Goiás e uma na Bahia.

Campos do Jordão, cidade mais alta do Brasil
Campos do Jordão, cidade mais alta do Brasil

1. Campos do Jordão (SP) – 1.620m
2. Monte Verde (MG) – 1.554m
3. Senador Amaral (MG) – 1.505m
4. Bom Repouso (MG) – 1.360m
5. Gonçalves (MG) – 1.350m
5. São Joaquim (SC) – 1.350m
7. Urupema (SC) – 1.335m
8. Caldas (MG) – 1.300m
9. São Thomé das Letras (MG) – 1.291m
10. Diamantina (MG) – 1.280m
11. Marmelópolis (MG) – 1.277m
12. Alto Paraíso de Goiás (GO) – 1.272m
13. Santana do Garambéu (MG) 1.270m
13. Ceilândia (DF) – 1.270m
15. Piatã (BA) – 1.268m
16. Campos Gerais (MG) 1.266m
17. Maria da Fé (MG) 1.258m
18. Nova Resende (MG) – 1.250m
18. Bom Jardim de Minas (MG) – 1.250m
20. Bom Jardim da Serra (SC) – 1.245m
21. Munhoz (MG) – 1.235m
22. Datas (MG) – 1.231m
23. Matos Costa (SC) – 1.220m
23. Serra do Salitre (MG) 1.220m
23. Bocaina de Minas (MG) 1.210m
26. Inácio Martins (PR) – 1.209m
27. Bueno Brandão (MG) – 1.204m
28. Delfim Moreira (MG) – 1.200m
28. São José dos Ausentes (RS) – 1.200m
28. Calmon (SC) – 1.200m

Entrevistas com Newton da Costa

O professor Newton da Costa, um dos mais iminentes cientistas do nosso tempo e um dos lógicos e matemáticos brasileiros de maior projeção internacional, foi entrevistado pelo canal Itajubá em Foco, de Minas Gerais. Na ocasião, ele fala sobre vários assuntos, que vão desde a lógica paraconsistente até Deus e a religião.

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BÔNUS 1: Newton da Costa sobre Lógica e Direito

O professor Newton da Costa também foi entrevistado pelo canal do Tribunal Regional do Trabalho do Estado de Santa Catarina (TRT-SC). Na ocasião, ele fala sobre a relação entre a lógica e o Direito. Especialmente para os estudantes de ciências jurídicas, eis os vídeos:

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BÔNUS 2: Newton da Costa sobre a leitura

Uma campanha de incentivo à leitura criada pelo Colégio Medianeira, do Rio Grande do Sul, conseguiu entrevistar o professor Newton da Costa, um dos mais iminentes cientistas do nosso tempo e um dos lógicos e matemáticos brasileiros de maior projeção internacional. Ouça o que ele tem a dizer sobre o hábito da leitura.

Minha nação nordestina

Os 193 países do mundo possuem juntos uma área total de aproximadamente 136.620.898 km². Dividindo isso igualmente entre eles, temos que 707.880 km² é aproximadamente o tamanho médio de um país do mundo hoje. Considerando apenas o continente europeu, sua área total é de aproximadamente 10.180.000 km². Dividindo isso igualmente entre os 50 países que compõem a Europa, temos que 203.600 km² é aproximadamente o tamanho médio de um país europeu. Resumindo, um país europeu médio teria cerca de 200 mil km² de área, enquanto que, em escala mundial, um país médio teria pouco mais de 700 mil km². Isso significa que boa parte da população mundial considera como sua pátria, sua nação, um território com área entre 200 e 700 mil km² (uma área do tamanho do Estado de São Paulo, Minas Gerais ou Bahia).

Com dimensões continentais (8.515.767 km², quase o tamanho da Oceania), o Brasil está muito longe desse padrão; de modo que muitos Estados brasileiros possuem dimensões bem maiores que o tamanho médio de um país. Talvez isso explique o porquê de haver tantos sotaques e culturas diferentes, tanto “bairrismo” e uma certa “rivalidade” (que em alguns casos culmina em preconceito e discriminação) entre regiões do Brasil, como o Nordeste e o Sudeste, por exemplo. É que, conscientemente ou não, percebemos mais facilmente como nossa pátria (ou nação) apenas a região geográfica em que vivemos (em alguns casos apenas o nosso Estado e/ou Estados vizinhos). Muitas vezes sem nos darmos conta disso, pensamos no Brasil da mesma maneira que muitas populações do mundo pensam o seu continente. Por isso, acabamos considerando como nossa nacionalidade e sentimos maior patriotismo apenas pela nossa região ou Estado.

Tomemos como exemplo o meu caso. Sempre vivi na Paraíba e, até hoje, só viajei por terra (moto, carro, ônibus, trem) para o interior paraibano e para os Estados vizinhos de Pernambuco e Rio Grande do Norte. Fora desse território limitado, só fiz viagens aéreas, dada a inviabilidade de percorrer o Brasil por terra. Por esse motivo, considero como minha terra natal, meu lugar de origem, apenas aquele raio que posso facilmente percorrer por terra em apenas um dia. De certa forma, meu “país” (considerando-se a média global) é apenas aquela área para a qual posso ir de moto ou carro quando me der na telha e voltar no mesmo dia. Sendo mais preciso, posso dizer que essa área tem cerca de 406.322 km² e corresponde aos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (em vermelho no mapa). Isso é quase o dobro do tamanho de um país europeu médio e mais de três vezes o tamanho da Inglaterra!

Nordeste

Não quero com isso sugerir ou propagandear uma segregação do Brasil. Meu discurso não é nem um pouco separatista. Pelo contrário, eu até penso que unir estes seis Estados em um só talvez seria uma boa ideia, visto que estamos falando de unidades federativas relativamente pequenas em área se comparadas com os outros Estados, e geograficamente agrupadas, juntinhas. Se isso acontecesse no futuro, seríamos um Estado mais forte, mais representativo e com um tamanho parecido com o da Bahia ou Minas Gerais. Já comentei aqui em outro post que a capital seria Recife. Mas não é bem isso que quero defender aqui. O objetivo deste post é apenas expor uma constatação curiosa: a de que, se os países do mundo tivessem todos mais ou menos o mesmo tamanho, a área em vermelho do mapa acima seria a minha Nação Nordestina.

ATUALIZAÇÃO em 05/05/2015:

A União Europeia é formada por 28 países europeus, quase como o Brasil, que tem 27 unidades federativas (os 26 Estados e o Distrito Federal). No entanto (pasmem), sua área total é de apenas 4.324.782 km², quase a metade da área do Brasil, que é de 8.515.767 km². Fazendo com a UE os mesmos cálculos acima, temos que a área média de um país membro da UE é de 154.456 km²; enquanto que a área média de um Estado brasileiro é mais que o dobro disso: 315.399 km².

ATUALIZAÇÃO em 07/04/2017:

A área em vermelho no mapa acima corresponde quase exatamente ao território conquistado pelos holandeses no século 17, que na época era conhecido como Nova Holanda (mapa abaixo).

Nova Holanda

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