Os camponeses mexicanos que ganham ultramaratonas correndo de sandálias

Os rarámuris (ou tarahumaras) são conhecidos por vencerem ultramaratonas tanto dentro como fora do México. No entanto, não são esportistas de elite; são camponeses. Não realizam treinamentos como fazem os demais atletas: é seu próprio dia a dia que os prepara para enfrentar provas de dezenas de quilômetros em montanha. É o que conta o jornalista americano Christopher McDougall em seu livro Nascido para Correr: “Os tarahumaras não treinam nem reduzem distâncias como parte de seu preparo. Não se alongam nem se aquecem. Apenas se aproximam da linha de saída rindo e fazendo piadas… e depois correm rápido como um ladrão durante as quarenta e oito horas seguintes”. Saiba mais sobre a intrigante façanha desse povo na reportagem do El País. Abaixo o trailer de um documentário sobre a rotina dos rarámuris.

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Os 10 lugares mais visitados no mundo

A lista foi elaborada pela conceituada revista de turismo americana Travel and Leisure e conta com o nome do ponto turístico, sua posição no ranking, a cidade e o país onde está localizado, a média aproximada de turistas que recebe por ano (com dados de 2013) e um breve comentário sobre o lugar. Qual deles você mais gostaria de conhecer?


1. Grande Bazar, Istambul, Turquia – 91 milhões

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Cerâmicas pintadas à mão, lanternas, tapetes estampados, peças de cobre, jóias de ouro no estilo bizantino e muitos outros produtos que prendem a atenção do público podem ser encontrados nos corredores do Grande Bazar, cujo prédio é datado do século XV. O local foi expandido recentemente e se tornou um ponto obrigatório não só para turistas, mas também para turcos que planejam barganhar produtos típicos com os comerciantes. As opções gastronômicas também valem o investimento, sendo que o destaque vai para os tradicionais kebabs e cafés turcos.


2. El Zócalo, Cidade do México, México – 85 milhões

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Formalmente conhecida como Praça da Constituição, a enorme Zócalo é repleta de curiosidades e eventos para turistas. O local costuma sediar paradas militares, eventos políticos e culturais, shows, mostras de arte, feiras e instalações de arte públicas. A Catedral Metropolitana e o Palácio Nacional dão o tom histórico da visitação à praça. Uma imponente bandeira mexicana hasteada diariamente no local reforça a identidade nacional do ponto turístico.


3. Times Square, Nova York, EUA – 50 milhões

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O coração de Nova York é o terceiro ponto turístico mais visitado do mundo. Além das luzes de neon que iluminam o local, há shows da Broadway, grandes lojas e algumas peculiaridades, como personagens fantasiados que posam para fotografias em troca de uma pequena compensação financeira. Áreas exclusivas para pedestres contam com mesas de café introduzidas há alguns anos para incentivar a interação entre as pessoas. A Times Square também conta com hotéis e acesso fácil ao transporte público, o que torna a intensa movimentação pelo local menos caótica.


4. Central Park, Nova York, EUA – 40 milhões

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Nova York possui grandes áreas verdes para a população fugir da constante agitação da megalópole. Mas nenhum parque é tão famoso quanto o Central Park, cuja extensão é de 3,41 km². Os programas turísticos envolvem passeios de carruagem, um pequeno zoológico e visitações ao Castelo de Belvedere, datado do século XIX. Aos que procuram um lugar para descansar, é possível arrumar um lugar para deitar nas áreas gramadas.


5. Union Station, Washington DC, EUA – 40 milhões

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Quase empatada com o Central Park está a Union Station, na capital americana Washington. Aberta em 1907, a estação comporta 12.500 passageiros que entram e saem da cidade diariamente. Além disso, milhões de turistas visitam o local para observar as estruturas arquitetônicas impecáveis da colossal construção. É possível encontrar traços que variam do estilo clássico ao barroco. Mais de 70 lojas nas imediações também tornam a Union Station um espaço de compras para os turistas.


6. Faixa de Las Vegas, Las Vegas, EUA – 30 milhões

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Em 2013, 77% dos turistas que visitaram Las Vegas decidiram se hospedar em hotéis localizados na extensa avenida de 6,4 quilômetros. É possível se deslumbrar no local com as fontes do hotel Bellagio e diversas lojas e cassinos que sempre estão de portas abertas para receber os turistas.


7. Santuário de Meiji Jingu, Tóquio, Japão – 30 milhões

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Construído há mais de 100 anos para homenagear o imperador Meiji e a imperatriz Shoken, o santuário é um ponto de paz em Tóquio cercado por uma floresta formada por mais de 100 mil árvores. Os turistas também ficam encantados com os jardins sazonais do local, repletos de vegetação típica que muda conforme as estações do ano.


8. Templo de Sensoji, Tóquio, Japão – 30 milhões

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Quase empatado com o Santuário de Meiji Jingu está o Templo de Sensoji, também localizado em Tóquio. O templo é o mais antigo da capital japonesa e foi dedicado ao ícone budista Bodhisattva Kannon. Seguindo as tradições locais, os estabelecimentos localizados nas imediações da construção vendem comida e outros bens aos peregrinos, cuja presença aumenta consideravelmente durante as festividades de réveillon.


9. Cataratas do Niágara, divisa entre EUA e Canadá – 22 milhões

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Localizada na divisa entre os EUA e o Canadá, as três gigantescas quedas d’água fazem circular 6 milhões de metros cúbicos de água por minuto em uma queda vertical de mais de 50 metros. Embora existam 500 quedas d’água maiores no mundo, as Cataratas do Niágara são um espetáculo à parte pelo impressionante visual que oferecem.


10. Grand Central Terminal, Nova York, EUA – 21 milhões

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Mesmo com a intensa agitação dos moradores de Nova York, os turistas costumam visitar o Grand Central Terminal para observar a arquitetura do local e a pintura no teto que ilustra as constelações. Lojas e restaurantes também atraem visitantes.

Fonte: Veja.

Simetrias entre o Ocidente e o Oriente

Depois de já ter postado aqui um excelente documentário enfatizando as diferenças culturais entre as civilizações ocidental e oriental, dei-me conta de quanta semelhança há entre esses dois lados do mundo. Por exemplo, em cada um podemos encontrar o mesmo padrão, de modo que o papel econômico, cultural e geográfico de um país no ocidente tem seu respectivo correspondente no oriente, como que refletido num espelho. Com essas ideias na cabeça, decidi fazer a tabela a seguir. Vejam se não faz sentido:

CARACTERÍSTICAOCIDENTEORIENTE
Principal potência econômica, com grande extensão territorialEstados UnidosChina
Grande potência econômica de pequena extensão territorial, formada basicamente de ilhasReino UnidoJapão
País muito frio e de grande extensão territorial situado no extremo norteCanadáRússia
Países emergentes com grande população e clima tropicalMéxico, BrasilÍndia, Indonésia
Pequeno país sob regime comunista, excluído e fechadoCubaCoreia do Norte
Arquipélagos de clima tropical constituindo vários países pequenosCaribeSudeste asiático

O remédio e o veneno

Crônica de Pablo Capistrano, professor de filosofia de Natal-RN.

“O antibiótico salva o homem, mas só o vinho o faz feliz”. Essa frase (atribuída a Alexander Fleming, inventor da penicilina) eu ouvi pela primeira vez da boca do meu amigo Edílson Pinto, escritor, cirurgião e professor da disciplina de oncologia na UFRN. Certamente há nela um traço fino de humor inglês, e, a despeito de ser verdadeira ou não (a depender do tipo de vinho que você bebe ou do antibiótico que te prescrevem), ela ensina algo interessante acerca da natureza do mundo. Algo que os gregos já sabiam. Em um livro bem conhecido no circuito acadêmico, A Farmácia de Platão, o pensador franco-judeu Jacques Derrida faz um mergulho no significado profundo das palavras do antigo idioma grego para mostrar que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem.

Pharmakon é um termo grego que servia para designar tanto uma droga que alucina (como o vinho), um remédio que cura (penicilina), um perfume que seduz um parceiro (Chanel Número 5) ou um veneno que mata (cianureto). A sabedoria dos antigos nos faz lembrar que, em uma farmácia, aquilo que cura pode matar e aquilo que encanta também, de certo modo, enlouquece e escraviza. A natureza dispõe de uma quantidade fantástica de substâncias que alteram a consciência, produzindo as delícias do encantamento e o desespero sem fim da loucura. Essas forças quádruplas (cura, prazer, loucura e morte) andam juntas e nos circundam, contaminando o ambiente e produzindo um casulo químico que interfere em nosso corpo e em nosso entendimento.

O mundo moderno não inventou as drogas. Elas estão dadas no meio natural, apenas esperando que alguém venha, colha-as e descubra o modo certo de refiná-las, fermentá-las, cozinhá-las em efusão, sintetizá-las, embalar em saquinhos e vender na farmácia, no bar ou na porta do clube descolado. Na aurora do homem, a farmácia era logo ali, no meio da floresta, da savana ou da estepe. Terence McKenna, um dos antropólogos mais freaks de que eu já ouvi falar, chegou a defender a curiosa ideia de que a consciência humana havia se desenvolvido a partir do momento em que nossos ancestrais, perseguindo as manadas de búfalos, no esforço de domesticação que deu origem à nossa moderna agropecuária, começou a consumir psilocybe, uma substância que aparece junto com cogumelos nas fezes dos bois brancos.

McKenna chegou a essa conclusão bicho-grilo após alguns anos de estudos das práticas xamânicas espalhadas por diversas culturas e grupos étnicos mundo afora. Na Sibéria, a ingestão da Amanita muscaria, um cogumelo colorido rico em psilocybina (a mesma substância que isolada e sintetizada em laboratório ajudou o doutor Albert Hoffman a criar o LSD), é parte do contexto ritual da religião xamânica. O transe obtido através da ingestão dessas substâncias, em um contexto ritual e através da direção de um xamã, faz com que uma realidade “verdadeira”, oculta à consciência ordinária dos homens, mostre-se em todo seu vigor. A ideia básica das práticas religiosas que utilizam substâncias como a psilocybe é de que as plantas são espíritos professores e que a natureza é uma imensa “farmácia”, na qual os praticantes do transe xamânico podem adquirir para si algo do ensinamento contido em cada cacto, cipó, fungo ou folha de árvore desta terra estranha e cheia de variações bioquímicas exóticas.

Entre os Ianomâmis na fronteira do Brasil com a Venezuela, por exemplo, é comum o consumo de um rapé de ebene por quase todos os homens que ultrapassam a puberdade. Nesses contextos, o xamã preside o ritual no qual os participantes se iniciam e constroem um acesso privilegiado a outros estados de consciência. Nos Andes, há o cacto de San Pedro (peyote), também famoso no México; na selva peruana, o aiuasca (uma planta cujo nome significa “vinho dos mortos” no dialeto quíchua e que teria poderes de abrir os portais do mundo dos defuntos, estreitando o contato entre os vivos e os espíritos dos que já se foram); no Gabão, a ibogaina (que, segundo alguns, além de produzir alucinações, regressões e ataraxia serve para curar viciados em heroína) é largamente utilizada há milênios pelos membros da religião Fang como planta mágica que serviria para estreitar contatos com os espíritos desencarnados.

Mas não é preciso ir longe para perceber como o uso da “farmácia de Deus” por parte das culturas tradicionais pode ser amplo. Entre nós, quando os portugueses adentraram os sertões brasileiros, travaram contato com inúmeras seitas e conjuntos de rituais que usavam largamente plantas como a nossa Jurema, símbolo maior do xamanismo potiguar, tão esquecida entre os que buscam religiões exóticas, e plantas mágicas em outras selvas. Pois é, veja só que coisa. A mesma porta que pode levar o homem ao contato com o sagrado e o divino nas sociedades tradicionais, hoje, sintetizado, refinado, processado industrialmente, torna-se esse lixo químico que arrasta milhares de pessoas em todo o mundo para um estágio de prostração mental e degradação biológica.

A diferença entre o remédio e o veneno é muito tênue. Assim como o espaço do divino e o do mundano muitas vezes se cruzam em um mundo cheios de portas e janelas da percepção, que às vezes se expandem e às vezes se estreitam, levando o homem do céu ao inferno na mesma viagem. Esquecemos certamente os ensinamentos das plantas e, ao transformá-las industrialmente em produtos de mercado, acabamos por desmontar a ordem sagrada que envolvia suas práticas de consumo. Sem os rituais da antiga religião, essas flores, fungos e folhas acabam por ser transformadas em uma porcaria bioquímica, que leva para nossa mente aquilo que o nosso mundo industrializado mais sabe construir: poluição.

Jogos históricos da Seleção Brasileira

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Seleção Brasileira de Futebol foi formada pela primeira vez há exatos 100 anos, em 1914. Em um século de histórias marcantes, a Seleção adquiriu um prestígio quase inabalável devido às suas grandes conquistas, como os 5 títulos mundiais (É Penta!). Mas essa bela história também já foi maculada por trágicas derrotas e fracassos (como o de ontem, maior de todos). Além dos jogos que aparecem neste post, poderiam ser incluídos aqui o lendário “Maracanaço”, quando o Brasil perdeu sua primeira final de Copa do Mundo em casa para o Uruguai por 2 x 1 em pleno Maracanã; e, claro, os dois primeiros títulos mundiais, conquistados em 1958 na Suécia (numa vitória por 5 x 2 sobre os donos da casa) e em 1962 no Chile (vencendo a extinta Tchecoslováquia na final por 3 x 1). Mas infelizmente não temos vídeos desses jogos na íntegra, apenas fragmentos de lances em preto e branco. Por esse motivo, você vai poder assistir aqui apenas os jogos mais importantes da Seleção Brasileira desde a Copa de 1970.

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Final da Copa do Mundo de 1970

Assista abaixo o duelo travado entre o majestoso Brasil de Pelé e Rivellino contra a fortíssima seleção italiana de Gianni Rivera e Mazzola na grande final da Copa do Mundo FIFA de 1970, realizada no México. Na ocasião, o Brasil vence a Itália por 4 x 1 e conquista o tricampeonato mundial.

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Final da Copa do Mundo de 1994

Assista abaixo a partida disputada entre Brasil e Itália na grande final da Copa do Mundo FIFA de 1994, realizada nos Estados Unidos. Na ocasião, o Brasil vence a Itália nos pênaltis (depois de um empate dramático em 0 x 0 no tempo normal + prorrogação) e conquista o tetracampeonato mundial depois da cobrança para fora do craque italiano Baggio (transmissão: Rede Globo; narração: Galvão Bueno).

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Final da Copa do Mundo de 2002

Assista abaixo o jogão entre Brasil e Alemanha na grande final da Copa do Mundo FIFA de 2002, realizada no Japão e na Coreia do Sul. Na ocasião, o Brasil vence a Alemanha por 2 x o (dois gols de Ronaldo) e conquista o pentacampeonato mundial (transmissão: Globo; narração: Galvão Bueno).

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Se preferir, assista apenas os melhores momentos deste jogão logo abaixo:

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Final da Copa das Confederações de 2013

Final da Copa das Confederações da FIFA de 2013 realizada no Brasil. Na ocasião, o Brasil vence em casa a favorita Espanha por 3 x 0.

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Mineiraço (Copa do Mundo de 2014)

Como já foi dito, a Seleção Brasileira de Futebol foi formada pela primeira vez há exatos 100 anos, em 1914. Estou atualizando este post porque ontem, dia 08/07/2014 (guarde bem esta data), em pleno centenário da Seleção, numa Copa do Mundo disputada aqui no Brasil, sendo apontada como a principal favorita ao título mundial, com um elenco badalado de jogadores milionários, esta mesma Seleção sofreu a maior derrota de sua história, ao tomar uma goleada avassaladora da Alemanha nas semifinais (7 x 1). O jogo repercutiu como nenhum outro na história do futebol e fez a tão prestigiada Seleção Brasileira virar motivo de piada nos principais veículos de comunicação do mundo todo. Na imprensa internacional, algumas palavras foram repetidas à exaustão estampando as manchetes nas capas dos jornais e revistas: vergonha, humilhação, vexame, desonra, mico, apagão, desastre, catástrofe, tragédia, massacre, atropelamento…

Dilma - Copa - Alemanha

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