Previsões para os próximos 100 anos

A BBC compilou uma interessante lista de possíveis acontecimentos notáveis para os próximos 100 anos baseando-se na contribuição de seus leitores e na curadoria editorial dos futurólogos ingleses Ian Pearson e Patrick Tucker.

Veja também: A futurologia de Murilo Gun | Previsões futurísticas para o ano 2000

Crescimento da aquicultura: Extensas áreas de oceano serão forçadas a se converter em fazendas. Se a população mundial estiver realmente batendo na casa dos 10 bilhões de habitantes, conforme indicam as projeções, teremos que avançar nas produções alternativas de alimentos. Não apenas na criação de frutos do mar e vegetais marinhos, como também de diversas algas geneticamente modificadas. Elas podem absorver mais nitrogênio do ar e eliminar a necessidade do uso de água doce no cultivo. Ian Pearson considera que esta tendência é inevitável, já que teremos que alimentar 10 bilhões de pessoas e a terra firme não terá mais pasto. O cultivo de algas para produzir energia renovável, para matérias primas e a extração de recursos é uma das alternativas mais plausíveis para a sobrevivência. Algas geneticamente modificadas para absorver mais nitrogênio poderiam liberar até 68% da água que é usada atualmente na agricultura convencional. Por outro lado recentemente descobriu-se que o fundo do oceano é similar a um bosque tropical quanto à enorme quantidade de biodiversidade e se revela como uma fonte de grande riqueza para o futuro.

Comunicação por pensamento: Será que a telepatia deixará de ser ficção científica? Os futurologistas acreditam que sim. A tecnologia de interação entre o cérebro e equipamentos eletrônicos tem caminhado a largos passos. Acredita-se que uma realidade em que chips transmitem impulsos entre dois cérebros, proporcionando a comunicação entre eles, não está tão distante assim. Os editores da BBC pensam que isto é totalmente provável: “Recolher pensamentos e reproduzir em outro cérebro não será mais difícil que armazenar na internet. A telepatia sintética soa como algo de Hollywood, mas é completamente possível, desde que a comunicação se entenda como sinais elétricos e não palavras”. Atualmente já existem numerosos aparelhos – alguns deles sem fio – que traduzem as ondas cerebrais de uma pessoa e o transmitem a uma máquina, de forma a controlar uma cadeira de rodas com a mente, por exemplo. A complexidade das mensagens que podem ser traduzidas sem dúvida aumentará. O limite é difícil de marcar, mas alguns cientistas já pesquisam a possibilidade inclusive de gravar os sonhos. Simultaneamente a neurociência avança de tal forma que identifica neurônios individuais para certos processos mentais: talvez em 100 anos poderemos conhecer literalmente o pensamento de outra pessoa a distância, sem a necessidade de que o exteriorize.

Homens biônicos e imortais: O filme O homem bicentenário (1999) plantou no imaginário da população a ideia de um humano ciborgue que poderia viver eternamente. Os especialistas também vêem boas chances de isso ser uma realidade em 2112, graças ao casamento entre a tecnologia e a genética. Alterações no DNA, combinadas a conceitos de robótica avançada, deverão ser capazes de criar inteligência artificial. Ian Pearson acha provável que o ser humano consiga a imortalidade digital, isto é, que consiga descarregar uma consciência numa máquina por tempo ilimitado. Isto será assistido pela modificação genética que permitirá incrementar a longevidade “fazendo com que as pessoas se mantenham vivas até que a tecnologia de imortalidade eletrônica esteja disponível a um custo relativamente accessível”. O futurista Ray Kurzweil, conhecido por seu otimismo, acha que isto ocorrerá no ano 2045, com a chegada da suposta singularidade tecnológica, o ponto crítico de expansão exponencial do conhecimento.

Controle da meteorologia: A previsão do tempo, que às vezes ainda falha e estraga nossos planos para o final de semana, poderá deixar de ser suposição para se tornar apenas um anúncio. A geoengenharia, na verdade, já tem feito vastas experiências no controle da direção e intensidade de tornados e na criação de chuva artificial. Parece plausível, para os pesquisadores, que daqui a cem anos o homem já saiba definir exatamente se amanhã vai fazer tempo bom lá fora ou não. Algo que os editores da BBC consideram muito provável, já que existe na atualidade tecnologia capaz de mediar tornados, gerar chuva e inclusive desviar meteoros (por não falar das versões conspiracionistas de que existe tecnologia para criar terremotos, como supostamente é o caso do HAARP). Assim mesmo, devido à mudança climática, está-se empilhando um grande conhecimento sobre como funciona o clima e os sistemas meteorológicos.

Abertura econômica da Antártida: Hoje em dia, há pouco mais do que pinguins e bases científicas de alguns países habitando o solo do continente gelado, mas os futurologistas afirmam que essa realidade está com os dias contados. Conforme o ritmo ditado pela nossa necessidade de expansão, a humanidade terá que ocupar e desenvolver algumas áreas da Antártida. A dúvida é se isso poderá ser feito sem danos ao meio ambiente. Um dos pesquisadores, aliás, acredita que o Ártico será “colonizado” ainda antes da Antártida. Ainda que exista um movimento conservacionista para preservar a Antártida como uma espécie de reserva natural, também há crescente pressão para explorar os recursos (minerais, petróleo e gás) que podem existir nesta zona polar. Terá que ver se esta exploração acontecerá de maneira harmônica, respeitando leis internacionais ou acabará sendo, como costuma acontecer, um novo e descontrolado colonialismo.

Adoção de moeda única: A União Europeia foi a primeira a caminhar nessa direção com a implantação do Euro para todos os países afiliados. A internet tem acelerado essa tendência, já que facilita as formas de pagamento e transações financeiras internacionais, mesmo que o dinheiro dos países em questão seja diferente. Alguns especialistas, no entanto, acham que a internet está levando as coisas justamente para a direção contrária: haverá cada vez mais moedas, e não menos. Os editores da BBC dividem-se neste caso. Por um lado consideram que é plausível, já que uma divisa eletrônica única poderia unificar e facilitar transações (e tem sido algo que diferentes organismos, desde a ONU e inclusive Rússia e China têm pedido). Por outro lado, ante a crise econômica mundial, existe também uma tendência em sentido oposto (o fracasso do Euro poderia inclinar a balança). A internet permite novas formas de intercâmbio de valor, como as bitcoins ou o dinheiro do Second Life. Analistas como Douglas Rushkoff anunciam o regresso do dinheiro local, programado por pequenos grupos para permitir o intercâmbio fora dos asfixiantes paradigmas marcados pelos grandes bancos. Há quem assinale também que um dos supostos propósitos da chamada Nova Ordem Mundial seria justamente instaurar uma moeda global virtual que possa ser controlada por um banco central.

Saúde mantida por nanorrobôs dentro do corpo: É possível que o nosso organismo no futuro seja habitado por dezenas de minúsculas máquinas responsáveis por curar células e fazer o papel da maioria dos remédios atuais. A nanotecnologia tem avançado em um bom ritmo, mas não se sabe ao certo se mais cem anos serão suficientes para atingirmos esse patamar. Aparelhos microscópicos poderão interagir com nossas células individuais e consertá-las em tempo real antes de que estas se degenerem.

Controle da fusão nuclear: A maior parte dos problemas energéticos do mundo poderia ser resolvida se a ciência aprendesse a controlar a fusão nuclear, que é o modo como se gera energia em uma estrela. Com ela, poderíamos potencializar e baratear imensamente a produção de eletricidade. Os especialistas afirmam que a descoberta desse mecanismo físico são favas contadas, e deve acontecer ainda antes de 2050. Outras formas alternativas de energia também devem ganhar impulso nas próximas décadas; e então poderemos fazer como os núcleos das estrelas, gerando a energia cósmica fundamental que põe em movimento os astros no universo. No entanto, os editores da BBC acham que a energia eólica não será das prediletas e se tornará impraticável e obsoleta.

O mundo só falará inglês, espanhol ou mandarim: Especialistas afirmam que as línguas menos faladas tendem a restringir sua circulação e eventualmente serem esquecidas ao longo do tempo. Nessa projeção, um dos participantes da enquete postulou que em cem anos só sobreviverão os idiomas inglês, mandarim e espanhol, e os demais cairão pouco a pouco em esquecimento. Em quase todas as escolas do planeta, segundo os pesquisadores, haverá o ensino de pelo menos um destes idiomas nas próximas décadas. Outra tendência forte com a globalização. Os idiomas “menores” estão desaparecendo a um ritmo acelerado e os outros idiomas maiores, excetuando se o português, como o alemão, o russo, o francês, são falados geralmente em áreas nas quais a maioria das pessoas falam também alguns destes três idiomas.

Fragmentação dos EUA: Daqui a cem anos, é possível que os Estados Unidos não sejam mais tão unidos assim. Alguns indicadores no estado da Califórnia, o mais rico e populoso da nação norte americana, apontam para a possibilidade da Costa Oeste se emancipar do resto do país. Parte destas pressões está relacionada à economia: em outras palavras, a Califórnia sustenta vários estados americanos e pode acabar se cansando disso. Já existem certos indícios de que Califórnia quer se separar dos EUA e isto poderia se intensificar. A enorme diferença entre a capacidade de geração de riqueza em um país tão grande pode ser uma bomba relógio.

Elevadores espaciais: A ficção científica já se deleitou com a ideia de um elevador que leve as pessoas diretamente da Terra até uma estação espacial sem a necessidade de foguetes. Embora ainda não se saiba quão populares e baratas essas viagens serão, os elevadores espaciais constituem aparentemente um passo lógico no desenvolvimento do turismo espacial e, ao multiplicar-se, tornarão menos custoso o transporte ao espaço.

Guerras por controle remoto: Não se sabe se no futuro a figura de soldados, combatendo entre si, realmente dará lugar somente às maquinas e armas de destruição em massa. Essa é uma tendência relativamente forte com o desenvolvimento dos drones (aviões não tripulados). No entanto, a atração dramática de levar soldados à guerra para alimentar a máquina de sacrifício e criar entretenimento mediático é uma arma cujo desuso custará ainda um grande trabalho aos governos ocidentais.

História secreta da obsolescência programada

Baterias que “morrem” após alguns meses de uso, impressoras que param de funcionar ao chegar a um número determinado de impressões, lâmpadas que queimam depois de uma determinada quantidade de horas ligadas. Apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos. Por que será que isso acontece?

O documentário abaixo revela o segredo: obsolescência programada, o motor da economia moderna. O filme percorre a história dessa prática gananciosa, que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto para incrementar as vendas e aquecer a economia, pois, como já publicava em 1928 uma influente revista de publicidade americana, “um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”.

O documentário é resultado de três anos de investigação. Dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pelo canal 2 da TV espanhola, ele expõe provas documentais e denuncia as desastrosas consequências para o meio ambiente que derivam dessa prática. Também apresenta diversos exemplos do espírito de resistência que está a crescer entre os consumidores e recolhe a análise e a opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem vias alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.


Inventor espanhol é ameaçado de morte
por desenvolver lâmpada que não queima

Uma lâmpada fluorescente dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias (mais de um ano) de uso ininterrupto. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada que durasse 100 anos. Quer dizer, imagine não: essa lâmpada existe! Pelo menos é o que diz Benito Muros, um inventor espanhol que diz estar sendo ameaçado de morte por causa de sua criação. Muros é o presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais. Na verdade, existe uma teoria de que muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real. Segundo ele, algumas peças essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida. Soma-se a isso o uso de materiais de menor qualidade.

Muros quer desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no desenvolvimento de produtos mais duráveis. Quem não lembra daquela máquina de lavar da casa da avó que durou a vida inteira ou da geladeira que está na família há anos e nunca deu problema? “Deixaram de fabricar, porque duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore, na Califórnia. Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida”, disse ele ao jornal espanhol El Economista. Além de terem mais tempo de vida, as lâmpadas, desenvolvidas em parceria com a empresa OEP Electrics, gastam 70% menos energia que as fluorescentes. Além disso, não queimam ao serem acesas e apagadas várias vezes seguidas. No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a prestar queixa na polícia e apresentar, na delegacia, um recado anônimo que recebeu. Apesar disso, ele conta que não irá recuar e que vai continuar defendendo a SOP e lutando contra a obsolescência programada.

Fonte: Época Negócios.

Veja também:
Programado para morrer
Estamos criando montanhas de lixo
O perigo de um mundo descartável

Assista abaixo uma entrevista com Benito Muros:

Uma utopia arquitetônica

O crescimento vertical e a fuga das cidades para cima sempre foi um tema recorrente da ficção científica que explora o futuro. Nesse sentido, o projeto “city in the sky”, criado pelo arquiteto búlgaro Tsvetan Toshkov, consiste em um verdadeiro paraíso, um oásis que se projeta acima das metrópoles poluídas e barulhentas. Trata-se de parques ecológicos situados acima de grandes arranha-céus. Dessa forma, as pessoas teriam um tranquilo refúgio do estresse da vida cotidiana sem ter que sair dos grandes centros.

Sky_City_Dragon

“A vida nas grandes cidades é cada vez mais rápida e estressante. No mundo moderno, o homem está correndo no curso do progresso, mas em algum lugar no fundo de seu coração existe o desejo por uma realidade mais silenciosa e verde, que parece cada vez mais longe”, destaca o arquiteto.

Sky_City_London

Embora seja apresentado de forma realista, o conceito de Toshkov não tem essa pretensão em termos de estrutura de engenharia. É apenas uma imaginação artística. O projeto foi pensado para Londres, na Inglaterra, mas não chegou a sua fase final e o conceito se transformou em uma utopia arquitetônica que virou animação.

Toshkov usa formas geométricas e orgânicas inspiradas na sequência de Fibonacci e na flor de Lótus, que, na cultura oriental, simboliza muitas vezes a capacidade de se elevar acima das preocupações e problemas da vida cotidiana. Por isso, tem sido um tema de inspiração para muitos artistas.

Papel gasto na propaganda eleitoral impressa daria para fazer 20 milhões de livros

Um juiz do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez as contas de quanto se gasta com a propaganda eleitoral impressa a cada eleição no Brasil e chegou a uma conclusão: a propaganda eleitoral é cara e agride seriamente o meio ambiente. Só com combustível, até o primeiro turno das eleições, foram gastos 54 milhões de litros, o que significa quase 40 toneladas de gás carbônico a mais na atmosfera. Nos quase 3 meses de propaganda eleitoral nas cidades, partidos e candidatos investiram alto em propaganda eleitoral impressa. Até a segunda parcial de contas apresentada ao TSE, mais de R$ 300 milhões haviam sido gastos só com papel e publicidade em jornais e revistas. O juiz eleitoral Paulo de Tarso Tamburini, explica que isso equivale a mais de 20 milhões de livros ou cadernos que poderiam ser feitos, ou a mais de 20 bilhões de folhas tamanho A4. Ou, ainda, a menos 417 mil árvores cortadas. Após a campanha, a propaganda eleitoral impressa é jogada no lixo ou nas ruas. Esse é um dos principais problemas que se vê no período eleitoral: a sujeira. Só no dia de votação do primeiro turno das eleições de 2012, foram coletadas, apenas na cidade do Rio de Janeiro, mais de 324 toneladas de lixo eleitoral, pelo menos 30 toneladas a mais em relação ao mesmo período de 2008! Tamburini espera que o estudo sobre o impacto ambiental da propaganda eleitoral impressa ajude os partidos e os candidatos a mudarem a forma de fazer propaganda eleitoral no Brasil.


Vê se tem coisa mais incoerente do que isso: O camarada escolhe um bairro e faz uma passeata deixando para trás um rastro de santinhos espalhados nas ruas – toneladas de papel desperdiçado e muito trabalho para os garis. Faz uma carreata e passa na minha rua bem na hora do telejornal com um trio elétrico potente e um babão com um microfone gritando freneticamente lá de cima. Passa em frente à minha casa com dezenas de carros buzinando, poluindo o ar, fazendo um barulho desgraçado e tirando o sossego do meu lar. E com tanta poluição, com tanta perturbação, ele acredita estar conquistando meu voto! É por essa razão que eu, enquanto eleitor, faço e peço que façam: não vote em candidato seboso que suja sua cidade. Eles têm que aprender que uma eleição pode ser ganha com campanhas na internet, televisão, rádio e afins, sem sujar a cidade.

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Como fazer uma propaganda eleitoral

Extinção da tartaruga gigante de Galápagos

Em 1859, o naturista britânico Charles Darwin teve a ousadia de publicar a primeira edição do livro A Origem das Espécies, onde argumenta em favor de sua famosa teoria da evolução das espécies. Em seus estudos, Darwin mostrava que a diversidade biológica é o resultado de um processo de descendência com modificação, onde os organismos vivos se adaptam gradualmente através da seleção natural e as espécies se ramificam sucessivamente a partir de formas ancestrais, como os galhos de uma grande árvore.

Em uma de suas viagens pelo mundo, Darwin ficou maravilhado com o arquipélago de Galápagos, no Equador, onde notou que as diferenças na aparência das tartarugas das diferentes ilhas de Galápagos forneciam uma boa base científica para a sua teoria. Uma das espécies mais importantes estudadas por ele é até hoje conhecida pelos biólogos pelo nome de Chelonoidis nigra abingdoni, a tartaruga gigante de Galápagos. Essas tartarugas eram abundantes nas Ilhas Galápagos até o final do século 19, quando começaram a ser caçadas por pescadores e marinheiros, atraídos pela carne do animal.

Foi aí que começou seu processo de extinção. Em meados do século passado, quando a espécie já era praticamente dada como extinta, um macho enorme foi identificado na ilha de Pinta em 1972, por um cientista húngaro. O animal foi carinhosamente chamado de Solitário George, já que era o único conhecido de sua espécie. Desde então, o animal se tornou um símbolo das Ilhas Galápagos, que atraem atualmente cerca de 180 mil visitantes por ano. Depois de inúmeras e infrutíferas tentativas para que se reproduzisse com fêmeas de outras espécies, o animal foi encontrado sem vida no último domingo (24), no Centro de Criação de Tartarugas Terrestres (CCTT) da ilha Santa Cruz, informou o Parque Nacional Galápagos em um comunicado. George morreu com idade estimada de mais de 100 anos; muito novo, já que sua espécie vive cerca de 200 anos.

Fausto Llerena, funcionário do Parque Nacional de Galápagos que cuidou de George durante 40 anos, diz que foi pego de surpresa pela morte da tartaruga, já que ela parecia estar bem de saúde. O corpo do animal será submetido a uma autópsia para determinar a causa da morte e depois será embalsamado, para ser lembrado por gerações futuras. Segundo Edwin Naula, diretor do parque, o objetivo é preservar o corpo de George para as próximas gerações e, assim, manter viva a mensagem de preservação do meio ambiente.

Com informações de: BBC Brasil.

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Extinção do rinoceronte negro

Mais uma notícia muito triste. Mais uma espécie animal extinta para sempre da face da Terra. Dessa vez foi o rinoceronte negro, espécie nativa das savanas da África Central. Devido à caça ilegal e à falta de fiscalização, a população de rinocerontes diminuiu gradualmente até que, recentemente, o último representante da espécie morreu sem reproduzir. O rinoceronte negro foi declarado oficialmente extinto pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza). A humanidade nunca mais verá esses gigantes da savana a não ser em fotos, como esta:

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