As vantagens do home office

Com toda a tecnologia disponível, por que as pessoas ainda atravessam a cidade, encaram engarrafamentos e perdem horas no trânsito todos os dias para trabalhar? Conheça as vantagens do trabalho remoto para você, para o meio ambiente, para sua empresa e para a qualidade de vida da sua equipe. Essa é a proposta do portal Go Home, especializado em home office. Assista ao vídeo abaixo e entenda porque abrir um negócio próprio em casa ou trabalhar remoto para uma empresa é a melhor alternativa de trabalho. Você encontra por lá tudo que precisa saber para trabalhar no melhor lugar do mundo: sua própria casa! Afinal, trabalho é algo que se faz, não um lugar onde se vai.

O preço do churrasco

Calcula-se que, para produzir apenas um quilo de carne bovina, gasta-se 15 mil litros de água potável. Acresça-se a isso a quantidade de ração que o animal ingere durante toda a vida e a quantidade de gases poluentes que expele na atmosfera. Se você, como eu, não está familiarizado com os números da pecuária, saiba ao menos que há muito trabalho, tempo e recurso natural envolvido no processo. Não quero, com isso, incentivar o vegetarianismo. Até porque amo carne e acho que não conseguiria retirá-la da minha dieta. Quero apenas dizer que, desprezando por um momento o gasto econômico e considerando apenas o gasto ecológico da produção da carne bovina, ela deveria, no mínimo, ser consumida com mais responsabilidade e menos desperdício.

É um absurdo a quantidade de carnes nobres que vão para o lixo todos os dias após o expediente de uma churrascaria que serve rodízio. Carnes de excelente qualidade são rejeitadas no prato por clientes mimados apenas por terem esfriado durante a conversa e o chope. E o pior nem é isso: é que essas carnes rejeitadas não podem sequer ser doadas aos mendigos, famintos e miseráveis. Por norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), elas devem ir para o lixo, sob pena de o estabelecimento ser multado e até interditado se isso não acontecer. Eu até entendo, em parte, a preocupação da Anvisa; até entendo que consumir carnes rejeitadas de um rodízio pode ser prejudicial à saúde das pessoas. Mas não estou convencido de que passar fome é menos prejudicial.

Para evitar esse pecado, o ideal seria mudarmos nossa relação com a carne. Como nos velhos tempos, aquele que, com água na boca, desejasse devorar uma suculenta picanha na brasa, deveria ele próprio empunhar uma faca e abater um boi, em vez de apenas ir ao açougue do supermercado e pedir os cortes já prontos, apenas esperando pelo sal grosso. Isso certamente mudaria muito a nossa relação com a carne, tornando-nos muito mais responsáveis no seu consumo, pois teríamos plena consciência de que, por aquele sabor, por aquele cheiro gostoso de gordura assada, pelo deleite daquele banquete, muitos recursos naturais foram gastos e pelo menos uma vida animal foi sacrificada.

Gosto muito da cena de Avatar em que Neytiri está ensinando Jake a ser um verdadeiro Na’vi. Entre outras coisas, ela o ensina a usar com destreza o arco e flecha. Quando este finalmente consegue, para fins de alimentação, caçar e abater um animal de forma rápida, sem sofrimento desnecessário, dando-lhe uma “morte limpa”, ele se ajoelha ao lado do bicho morto e, com as mãos impostas sobre ele, diz algo como “vá em paz, irmão, una-se novamente a Eiwa (divindade da Natureza)”. Após isso, Neytiri, que o tempo todo estava observando de perto a caçada, diz a Jake: “Você está pronto”.

Eu sei que não há a mínima chance disso acontecer, isto é, de todos nós passarmos a abater nossa própria comida. Mas espero que, após refletir sobre este assunto, você pelo menos mude de atitude. Não espero que você deixe de comer carne, mas apenas que passe a comê-la com responsabilidade e consciência ecológica, em uma atitude mínima de reverência à vida animal que foi sacrificada para o seu deleite. Você está pronto?

Incrível imagem aérea do Central Park

3,4 km² de área verde, com lindos bosques, lagos e campos de golf no meio de uma das maiores metrópoles do planeta. Um oásis entre arranha-céus. Este é o Central Park, no coração de Manhattan, em Nova York (EUA). Olha que fotografia aérea incrível:

central park, nova york

Previsões para os próximos 100 anos

A BBC compilou uma interessante lista de possíveis acontecimentos notáveis para os próximos 100 anos baseando-se na contribuição de seus leitores e na curadoria editorial dos futurólogos ingleses Ian Pearson e Patrick Tucker.

Veja também: A futurologia de Murilo Gun | Previsões futurísticas para o ano 2000

Crescimento da aquicultura: Extensas áreas de oceano serão forçadas a se converter em fazendas. Se a população mundial estiver realmente batendo na casa dos 10 bilhões de habitantes, conforme indicam as projeções, teremos que avançar nas produções alternativas de alimentos. Não apenas na criação de frutos do mar e vegetais marinhos, como também de diversas algas geneticamente modificadas. Elas podem absorver mais nitrogênio do ar e eliminar a necessidade do uso de água doce no cultivo. Ian Pearson considera que esta tendência é inevitável, já que teremos que alimentar 10 bilhões de pessoas e a terra firme não terá mais pasto. O cultivo de algas para produzir energia renovável, para matérias primas e a extração de recursos é uma das alternativas mais plausíveis para a sobrevivência. Algas geneticamente modificadas para absorver mais nitrogênio poderiam liberar até 68% da água que é usada atualmente na agricultura convencional. Por outro lado recentemente descobriu-se que o fundo do oceano é similar a um bosque tropical quanto à enorme quantidade de biodiversidade e se revela como uma fonte de grande riqueza para o futuro.

Comunicação por pensamento: Será que a telepatia deixará de ser ficção científica? Os futurologistas acreditam que sim. A tecnologia de interação entre o cérebro e equipamentos eletrônicos tem caminhado a largos passos. Acredita-se que uma realidade em que chips transmitem impulsos entre dois cérebros, proporcionando a comunicação entre eles, não está tão distante assim. Os editores da BBC pensam que isto é totalmente provável: “Recolher pensamentos e reproduzir em outro cérebro não será mais difícil que armazenar na internet. A telepatia sintética soa como algo de Hollywood, mas é completamente possível, desde que a comunicação se entenda como sinais elétricos e não palavras”. Atualmente já existem numerosos aparelhos – alguns deles sem fio – que traduzem as ondas cerebrais de uma pessoa e o transmitem a uma máquina, de forma a controlar uma cadeira de rodas com a mente, por exemplo. A complexidade das mensagens que podem ser traduzidas sem dúvida aumentará. O limite é difícil de marcar, mas alguns cientistas já pesquisam a possibilidade inclusive de gravar os sonhos. Simultaneamente a neurociência avança de tal forma que identifica neurônios individuais para certos processos mentais: talvez em 100 anos poderemos conhecer literalmente o pensamento de outra pessoa a distância, sem a necessidade de que o exteriorize.

Homens biônicos e imortais: O filme O homem bicentenário (1999) plantou no imaginário da população a ideia de um humano ciborgue que poderia viver eternamente. Os especialistas também vêem boas chances de isso ser uma realidade em 2112, graças ao casamento entre a tecnologia e a genética. Alterações no DNA, combinadas a conceitos de robótica avançada, deverão ser capazes de criar inteligência artificial. Ian Pearson acha provável que o ser humano consiga a imortalidade digital, isto é, que consiga descarregar uma consciência numa máquina por tempo ilimitado. Isto será assistido pela modificação genética que permitirá incrementar a longevidade “fazendo com que as pessoas se mantenham vivas até que a tecnologia de imortalidade eletrônica esteja disponível a um custo relativamente accessível”. O futurista Ray Kurzweil, conhecido por seu otimismo, acha que isto ocorrerá no ano 2045, com a chegada da suposta singularidade tecnológica, o ponto crítico de expansão exponencial do conhecimento.

Controle da meteorologia: A previsão do tempo, que às vezes ainda falha e estraga nossos planos para o final de semana, poderá deixar de ser suposição para se tornar apenas um anúncio. A geoengenharia, na verdade, já tem feito vastas experiências no controle da direção e intensidade de tornados e na criação de chuva artificial. Parece plausível, para os pesquisadores, que daqui a cem anos o homem já saiba definir exatamente se amanhã vai fazer tempo bom lá fora ou não. Algo que os editores da BBC consideram muito provável, já que existe na atualidade tecnologia capaz de mediar tornados, gerar chuva e inclusive desviar meteoros (por não falar das versões conspiracionistas de que existe tecnologia para criar terremotos, como supostamente é o caso do HAARP). Assim mesmo, devido à mudança climática, está-se empilhando um grande conhecimento sobre como funciona o clima e os sistemas meteorológicos.

Abertura econômica da Antártida: Hoje em dia, há pouco mais do que pinguins e bases científicas de alguns países habitando o solo do continente gelado, mas os futurologistas afirmam que essa realidade está com os dias contados. Conforme o ritmo ditado pela nossa necessidade de expansão, a humanidade terá que ocupar e desenvolver algumas áreas da Antártida. A dúvida é se isso poderá ser feito sem danos ao meio ambiente. Um dos pesquisadores, aliás, acredita que o Ártico será “colonizado” ainda antes da Antártida. Ainda que exista um movimento conservacionista para preservar a Antártida como uma espécie de reserva natural, também há crescente pressão para explorar os recursos (minerais, petróleo e gás) que podem existir nesta zona polar. Terá que ver se esta exploração acontecerá de maneira harmônica, respeitando leis internacionais ou acabará sendo, como costuma acontecer, um novo e descontrolado colonialismo.

Adoção de moeda única: A União Europeia foi a primeira a caminhar nessa direção com a implantação do Euro para todos os países afiliados. A internet tem acelerado essa tendência, já que facilita as formas de pagamento e transações financeiras internacionais, mesmo que o dinheiro dos países em questão seja diferente. Alguns especialistas, no entanto, acham que a internet está levando as coisas justamente para a direção contrária: haverá cada vez mais moedas, e não menos. Os editores da BBC dividem-se neste caso. Por um lado consideram que é plausível, já que uma divisa eletrônica única poderia unificar e facilitar transações (e tem sido algo que diferentes organismos, desde a ONU e inclusive Rússia e China têm pedido). Por outro lado, ante a crise econômica mundial, existe também uma tendência em sentido oposto (o fracasso do Euro poderia inclinar a balança). A internet permite novas formas de intercâmbio de valor, como as bitcoins ou o dinheiro do Second Life. Analistas como Douglas Rushkoff anunciam o regresso do dinheiro local, programado por pequenos grupos para permitir o intercâmbio fora dos asfixiantes paradigmas marcados pelos grandes bancos. Há quem assinale também que um dos supostos propósitos da chamada Nova Ordem Mundial seria justamente instaurar uma moeda global virtual que possa ser controlada por um banco central.

Saúde mantida por nanorrobôs dentro do corpo: É possível que o nosso organismo no futuro seja habitado por dezenas de minúsculas máquinas responsáveis por curar células e fazer o papel da maioria dos remédios atuais. A nanotecnologia tem avançado em um bom ritmo, mas não se sabe ao certo se mais cem anos serão suficientes para atingirmos esse patamar. Aparelhos microscópicos poderão interagir com nossas células individuais e consertá-las em tempo real antes de que estas se degenerem.

Controle da fusão nuclear: A maior parte dos problemas energéticos do mundo poderia ser resolvida se a ciência aprendesse a controlar a fusão nuclear, que é o modo como se gera energia em uma estrela. Com ela, poderíamos potencializar e baratear imensamente a produção de eletricidade. Os especialistas afirmam que a descoberta desse mecanismo físico são favas contadas, e deve acontecer ainda antes de 2050. Outras formas alternativas de energia também devem ganhar impulso nas próximas décadas; e então poderemos fazer como os núcleos das estrelas, gerando a energia cósmica fundamental que põe em movimento os astros no universo. No entanto, os editores da BBC acham que a energia eólica não será das prediletas e se tornará impraticável e obsoleta.

O mundo só falará inglês, espanhol ou mandarim: Especialistas afirmam que as línguas menos faladas tendem a restringir sua circulação e eventualmente serem esquecidas ao longo do tempo. Nessa projeção, um dos participantes da enquete postulou que em cem anos só sobreviverão os idiomas inglês, mandarim e espanhol, e os demais cairão pouco a pouco em esquecimento. Em quase todas as escolas do planeta, segundo os pesquisadores, haverá o ensino de pelo menos um destes idiomas nas próximas décadas. Outra tendência forte com a globalização. Os idiomas “menores” estão desaparecendo a um ritmo acelerado e os outros idiomas maiores, excetuando se o português, como o alemão, o russo, o francês, são falados geralmente em áreas nas quais a maioria das pessoas falam também alguns destes três idiomas.

Fragmentação dos EUA: Daqui a cem anos, é possível que os Estados Unidos não sejam mais tão unidos assim. Alguns indicadores no estado da Califórnia, o mais rico e populoso da nação norte americana, apontam para a possibilidade da Costa Oeste se emancipar do resto do país. Parte destas pressões está relacionada à economia: em outras palavras, a Califórnia sustenta vários estados americanos e pode acabar se cansando disso. Já existem certos indícios de que Califórnia quer se separar dos EUA e isto poderia se intensificar. A enorme diferença entre a capacidade de geração de riqueza em um país tão grande pode ser uma bomba relógio.

Elevadores espaciais: A ficção científica já se deleitou com a ideia de um elevador que leve as pessoas diretamente da Terra até uma estação espacial sem a necessidade de foguetes. Embora ainda não se saiba quão populares e baratas essas viagens serão, os elevadores espaciais constituem aparentemente um passo lógico no desenvolvimento do turismo espacial e, ao multiplicar-se, tornarão menos custoso o transporte ao espaço.

Guerras por controle remoto: Não se sabe se no futuro a figura de soldados, combatendo entre si, realmente dará lugar somente às maquinas e armas de destruição em massa. Essa é uma tendência relativamente forte com o desenvolvimento dos drones (aviões não tripulados). No entanto, a atração dramática de levar soldados à guerra para alimentar a máquina de sacrifício e criar entretenimento mediático é uma arma cujo desuso custará ainda um grande trabalho aos governos ocidentais.

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