A futurologia de Murilo Gun

Série de vídeos produzida pelo humorista, palestrante e metido a futurólogo Murilo Gun sobre o futuro dos jornais, dos livros, dos idiomas, do Facebook, do celular, do videogame, da televisão, do carro, da indústria e dos crimes. Por fim, compartilho uma palestra dele no TEDx Fortaleza sobre o futuro da propriedade e do consumo e uma palestra na qual ele conta o que viu na Singularity, a escola de futurismo da Nasa e do Google.

Veja também: Murilo Gun nos anos 80 | Previsões para os próximos 100 anos













Pesquisadores brasileiros tentam decifrar o enigmático Manuscrito Voynich

Físicos brasileiros utilizaram uma técnica de análise de textos desenvolvida por eles para estudar o manuscrito Voynich, um livro misterioso supostamente escrito no início do século 15 em um alfabeto desconhecido. A esperança é que a descoberta ajude a decifrar o texto, considerado um dos mais enigmáticos que se conhece. Por meio de ferramentas estatísticas avançadas, o físico Diego Amâncio, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, se esforça para descobrir se o manuscrito é um texto coerente ou apenas um amontoado aleatório de símbolos sem sentido.

Leia mais na reportagem O código Voynich. Leia o artigo científico citado no vídeo.
Veja o Manuscrito Voynich, disponibilizado pela Universidade Yale (EUA).


Codex Seraphinianus: o misterioso livro
escrito em uma língua que não existe

Em 1981, o artista e arquiteto italiano Luigi Serafini publicou uma enciclopédia com mais de mil ilustrações e extensos textos sobre animais, plantas, roupas e pessoas. Nada de mais até aí. O que intrigou na época e continua um mistério até hoje é que o livro é escrito em uma língua que, até onde se sabe, não existe, e as ilustrações parecem interpretar zoologia, mineralogia, botânica, antropologia, física e arquitetura de uma maneira que simplesmente não existem no mundo que conhecemos. O artista italiano passou 30 meses dedicado a escrever o Codex, que tem quase 400 páginas.

Serafini nega que o texto do livro tenha qualquer significado – alega que são caracteres inventados e é tudo uma obra de ficção. Eu não acredito nele (e muita gente também não), mas ninguém teve sucesso, até hoje, em desvendar a escrita de Serafini ou encontrar ao menos uma sintaxe entre as “letras”. O texto inclui também palavras em inglês e francês usadas aleatoriamente e de maneira incompreensível no contexto. Alguns dizem que o Codex é diretamente inspirado no Manuscrito Voynich – as ilustrações, no entanto, retratam coisas que conhecemos.

A editora italiana Rizzoli está lançando uma nova edição do Codex Seraphinianus. O Dangerouns Minds entrevistou o editor responsável pelo lançamento, Charler Miers. Curiosamente evasivo, em um tom quase humorístico, ele disse ao site que Serafini existe e não é um pseudônimo, que o autor tem casas em Roma e em Milão e uma oficina de cerâmica na Umbria, e que a nova edição traz, além de novas ilustrações, 22 páginas inéditas em que o autor explica a origem do livro: um gato vira-lata branco teria se juntado ao autor enquanto ele escrevia a obra e a teria transmitido telepaticamente para ele (isso é sério). O vídeo abaixo tem uma porção de páginas do Codex:

Etimologia dos nomes e formação geopolítica dos países da América do Sul

Origem dos nomes dos países sul-americanos:

BRASIL – Produto de grande importância comercial no século XVI, a árvore pau-brasil batizou nosso país, onde os colonizadores portugueses encontraram florestas fartas dessa madeira. “Brasil” quer dizer algo como “em brasa”, referência à forte coloração avermelhada do tronco, utilizado para fazer corante.

ARGENTINA – A Argentina impressionou seus descobridores pela grande quantidade de riquezas minerais encontradas em seu solo, principalmente a prata. Tanto que o seu nome foi inspirado em argentum: prata, em latim.

URUGUAI – O Uruguai acabou ganhando o mesmo nome que os índios tupis e guaranis haviam dado ao grande rio que atravessa seu território. No idioma deles, a palavra significa “rio dos caracóis”.

PARAGUAI – Quando o Paraguai foi descoberto pelos espanhóis, a região era habitada por índios chamados payaguaes. Excelentes nadadores e hábeis navegadores, eles viviam às margens do rio que dava nome à tribo. O termo pode ser traduzido como “rabo de mar”, “rio ornado” ou “rio que dá origem ao mar”.

CHILE – Antes mesmo da colonização, o Chile já era chamado assim pelos índios aimarás, que habitavam o norte do país. Na língua deles, chilli quer dizer “onde acaba a terra”, referência à posição geográfica do território: o extremo oeste do continente.

COLÔMBIA – Colômbia significa algo como “Terra de Colombo”, numa homenagem óbvia ao navegador italiano Cristóvão Colombo (1451-1506), que, como todo mundo sabe, descobriu o continente americano em 1492.

BOLÍVIA – O general e estadista Simon Bolívar (1783-1830) tornou-se um dos principais heróis sul-americanos ao lutar pela independência de vários países da região, inclusive da própria Bolívia, batizada em homenagem a seu libertador.

VENEZUELA – A Venezuela deve seu nome a Américo Vespúcio (1454-1512), explorador italiano naturalizado espanhol. Ao visitar a região, ele encontrou indígenas que construíam suas casas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, no noroeste do país. Isso o fez chamar o lugar de “Pequena Veneza”: Venezuela.

PERU – A origem do nome Peru é controversa, com duas interpretações conflitantes. A primeira afirma que se trata de derivação do nome Birú, um importante chefe inca. Para a segunda, a mesma palavra significa também “terra de riqueza e esperança”.

EQUADOR – O Equador foi batizado com o mesmo nome da linha imaginária que corta seu território e divide o planeta ao meio. A palavra deriva do latim aequus, ou “igual”, numa referência à divisão da Terra em duas partes iguais, os hemisférios Norte e Sul.

Fonte: Mundo Estranho.


Acompanhe no mapa a formação geopolítica dos países sul-americanos de 1700 até hoje:

Non-Native_American_Nations_Control_over_South_America_1700_and_on

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