Pesquisadores brasileiros tentam decifrar o enigmático Manuscrito Voynich

Físicos brasileiros utilizaram uma técnica de análise de textos desenvolvida por eles para estudar o manuscrito Voynich, um livro misterioso supostamente escrito no início do século 15 em um alfabeto desconhecido. A esperança é que a descoberta ajude a decifrar o texto, considerado um dos mais enigmáticos que se conhece. Por meio de ferramentas estatísticas avançadas, o físico Diego Amâncio, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, se esforça para descobrir se o manuscrito é um texto coerente ou apenas um amontoado aleatório de símbolos sem sentido.

Leia mais na reportagem O código Voynich. Leia o artigo científico citado no vídeo.
Veja o Manuscrito Voynich, disponibilizado pela Universidade Yale (EUA).


Codex Seraphinianus: o misterioso livro
escrito em uma língua que não existe

Em 1981, o artista e arquiteto italiano Luigi Serafini publicou uma enciclopédia com mais de mil ilustrações e extensos textos sobre animais, plantas, roupas e pessoas. Nada de mais até aí. O que intrigou na época e continua um mistério até hoje é que o livro é escrito em uma língua que, até onde se sabe, não existe, e as ilustrações parecem interpretar zoologia, mineralogia, botânica, antropologia, física e arquitetura de uma maneira que simplesmente não existem no mundo que conhecemos. O artista italiano passou 30 meses dedicado a escrever o Codex, que tem quase 400 páginas.

Serafini nega que o texto do livro tenha qualquer significado – alega que são caracteres inventados e é tudo uma obra de ficção. Eu não acredito nele (e muita gente também não), mas ninguém teve sucesso, até hoje, em desvendar a escrita de Serafini ou encontrar ao menos uma sintaxe entre as “letras”. O texto inclui também palavras em inglês e francês usadas aleatoriamente e de maneira incompreensível no contexto. Alguns dizem que o Codex é diretamente inspirado no Manuscrito Voynich – as ilustrações, no entanto, retratam coisas que conhecemos.

A editora italiana Rizzoli está lançando uma nova edição do Codex Seraphinianus. O Dangerouns Minds entrevistou o editor responsável pelo lançamento, Charler Miers. Curiosamente evasivo, em um tom quase humorístico, ele disse ao site que Serafini existe e não é um pseudônimo, que o autor tem casas em Roma e em Milão e uma oficina de cerâmica na Umbria, e que a nova edição traz, além de novas ilustrações, 22 páginas inéditas em que o autor explica a origem do livro: um gato vira-lata branco teria se juntado ao autor enquanto ele escrevia a obra e a teria transmitido telepaticamente para ele (isso é sério). O vídeo abaixo tem uma porção de páginas do Codex:

Qual a origem dos nomes das notas musicais?

Quem batizou as notas musicais foi o monge beneditino italiano Guido d’Arezzo. Ainda no século 11, ele nomeou a escala ao se inspirar num hino a São João Batista, composto por outro monge, Paolo Diacono, três séculos antes. Veja os versos abaixo:

Ut queant laxis…

Resonare fibris…

Mira gestorum…

Famuli tuorum…

Solve polluti…

Labii reatum…

Sancte Iohannes.

Para entender a lógica, basta pular o primeiro verso e depois pegar a primeira sílaba de cada frase para reconhecer as notas – (Ut), Re, Mi, Fa, Sol, La… O “Si” ele adaptou, juntando as primeiras duas letras de “Sancte Iohannes” (São João). Cinco séculos depois, incomodado com o som da primeira sílaba, o músico Giovanni Maria Bononcini incrementou uma mudança: trocou o “Ut”pelo “Do”, de Dominus (Senhor). E, com essa benção celestial, sacramentou a nomenclatura das notas musicais.

NOTA: Desde a Antiguidade, o padrão era usar letras para representar as notas (a única exceção, aliás, é o nosso sistema latino, que usa sílabas). Em países anglófonos, as notas são representadas por letras: C, D, E, F, G, A e B, respectivamente. Essa é uma das designações mais antigas, que nós usamos também em cifras. Mas o alfabeto grego arcaico, por exemplo, também já foi usado.

Fontes: Curso Completo de Teoria Musical e Solfejo, de Belmira Cardoso e Mário Mascarenhas; Enciclopédia Britânica; Enciclopédia Barsa. Via revista Superinteressante.

Templos da leitura: conheça bibliotecas espetaculares ao redor do mundo

Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca do Monastério Real de San Lorenzo de El Escorial (Espanha) – Localizado nas proximidades de Madri, o monastério existe desde 1584. Fundada pelo rei Filipe 2°, a biblioteca foi idealizada para guardar o acervo real. Hoje tem mais de 40 mil volumes impressos, além de cerca de 1.300 manuscritos latinos. Na foto, o salão principal, com 54 metros de profundidade, 9 metros de largura e 10 metros de altura, tem o teto coberto por afrescos. Fotografia: Jose Maria Cuellar/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes Lauren Manning/Flickr
Biblioteca de livros raros e manuscritos Beinecke da Universidade de Yale (EUA) – Um dos maiores edifícios do mundo inteiramente dedicado aos livros e manuscritos raros, a biblioteca tem espaço na torre central para 180 mil volumes e nas estantes de livro subterrâneos para mais de 600 mil volumes. Hoje o edifício contém cerca de 500 mil volumes. Fotografia: Lauren Manning/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500) Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca do Mosteiro de Admont (Áustria) – Esse é um mosteiro beneditino localizado na cidade de Admont. Contém a maior biblioteca monástica no mundo. A abadia é conhecida por sua arquitetura barroca, arte e manuscritos. O teto é adornado por afrescos feitos por Bartolomeo Altomonte entre 1775 e 1776. Eles mostram imagens do juízo final, céu e inferno. O acervo da biblioteca é composto por cerca de 200 mil volumes. Os tesouros mais valiosos são os mais de 1.400 manuscritos (o mais antigo do século 8) e os 530 incunábulos (livros impressos antes de 1500). Fotografia: Ognipensierovo/Flickr
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Geral Histórica, da Universidade de Salamanca (Espanha) – A origem da biblioteca data do século 13, quando nasceu o centro de estudo Salmantino. Já como biblioteca universitária, o prédio recebeu no século 18 a maior parte do acervo do Colégio Real da Companhia de Jesus de Salamanca. Fotografia: Divulgação/Universidade de Salamanca
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro Wikimedia Commons
Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra (Portugal) – Criada em 1513, a biblioteca tem cerca de 1,5 milhão de obras. Dentre elas, há volumes raros como a primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, de Camões, e a Bíblia Hebraica Ilustrada. O edifício de estilo barroco foi construído com madeiras exóticas e ouro. Fotografia: Wikimedia Commons
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca do Monastério de Strahov (República Tcheca) – A biblioteca histórica conserva mais de 200 mil volumes entre os quais 3.000 manuscritos. A biblioteca de Strahov é composta por duas salas e uma grande galeria. O destaque é para a ornamentação do teto na sala teológica. Fotografia: Rafael Ferreira/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Mitchell ou Biblioteca Pública de New South Wales (Austrália) – Construída em 1910, a maior parte do acervo da biblioteca pública é sobre história da Austrália, cultura e literatura. O acervo contém cerca de 5 milhões de itens, entre livros, imagens, músicas, jornais e microfilmes. Fotografia: Christopher Chan/Flickr
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas Wikimedia Commons
Biblioteca Nacional (China) – Esta enorme biblioteca tem espaço para 12 milhões de livros. A coleção de livros pode ser vista de todos os andares da biblioteca. A capacidade da sala de leitura do edifício é de cerca de 2 mil pessoas. Fotografia: Wikimedia Commons
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet” Ruy Barbosa Pinto/Flickr
Real Gabinete Português de Leitura (Rio de Janeiro) – Criado em 1837 por um grupo de portugueses, o Real Gabinete Português reúne cerca de 350 mil volumes no acervo. O local recebe de Portugal um exemplar de cada obra publicada naquele país, e tem também obras impressas em outros países.Com ar sóbrio e estilo manuelino, o gabinete serviu de cenário para inúmeras gravações, como a do filme “O Xangô de BakerStreet”. Fotografia: Ruy Barbosa Pinto/Flickr

Fonte: UOL.


Conheça a Biblioteca Nacional

O vídeo a seguir foi divulgado há exatos 5 anos, em 29 de outubro de 2010, por ocasião do bicentenário da Fundação Biblioteca Nacional, no centro histórico do Rio de Janeiro. Pelo mesmo motivo, nesta data se comemora também o Dia Nacional do Livro aqui no Brasil. A Biblioteca Nacional é a maior biblioteca do país e recebe, por lei, um exemplar de cada livro publicado no Brasil. Todo o seu acervo fica disponível à consulta pública. Parada obrigatória pra quem for dar uma passadinha na cidade maravilhosa.

Em apenas 3 minutos, este vídeo resume mais de 6 mil anos de História da Europa

O vídeo abaixo recupera mais de 6 mil anos da dinâmica geopolítica da Europa e retrata a trajetória de territórios, impérios e nações, do nascimento à fragmentação e vice-versa, em igual frequência, num xadrez de permanente impermanência – uma ebulição que as crises, primaveras e conflitos atuais mostram continuar presente. Como estarão dispostas as peças desse tabuleiro daqui a 100 anos?


6 mil anos de urbanização em 3 minutos de vídeo:


História territorial do mundo em 16 minutos de vídeo:

Seis sociedades secretas famosas

Ordem dos Templários

Fundada em 1118, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão foi a sociedade secreta mais popular e poderosa da Idade Média. Seu objetivo era proteger peregrinos que faziam viagem até a Terra Santa, garantindo a segurança no trajeto entre Jerusalém e a Europa. A tropa de elite, subordinada à Igreja Católica, era formada por homens bastante religiosos: além de votos de pobreza, castidade e obediência, os frades que integravam a ordem juraram também defender os lugares sagrados da cristandade e, se necessário, liquidar os infiéis. A causa aparentemente “nobre” não demorou a desandar: em 1139 uma bula papal isentou os templários da obediência às leis locais e o poder logo subiu à cabeça. A série de abusos foi relevada até o grupo cometer uma mancada imperdoável: a perda da Terra Santa, reconquistada pelos muçulmanos. Com a expulsão dos cristãos do solo sagrado em 1303, os templários entraram na mira do papa Clemente V que, junto do rei da França, Filipe, o Belo, conspirou para a destruição da ordem. Em 13 de outubro de 1307, a maioria dos templários foi presa. Em 1312 eles foram extintos definitivamente – ou, pelo menos, supõe-se que assim tenha sido: há quem defenda que alguns frades teriam reconstruído secretamente a ordem. Será?


Maçonaria

Quando o assunto é a mais famosa das sociedades secretas, não faltam teorias da conspiração que situem seus membros entre guerreiros das cruzadas, arquitetos do templo de Salomão e até egípcios responsáveis pelas pirâmides – sim, Dan Brown, estamos falando de você! A versão oficial diz que os maçons surgiram, na realidade, no fim da Idade Média, em canteiros de obras. Conhecimentos sobre o então prestigiado ofício passaram a ser compartilhados com um grupo seleto e confiável de aprendizes dentro das chamadas “lojas”. Foi em 1717 que a unificação de quatro destas unidades deu origem à Grande Loja de Londres, marco oficial da criação da maçonaria. Entre o final do século 18 e começo do século 19, não havia nada mais popular do que pertencer a este seleto clube do bolinha (só homens acima de 21 anos indicados por outro maçom podem participar), famoso por reunir mentes inquietas, brilhantes e influentes.

Para além de mirabolantes teorias da conspiração, os maçons estiveram por muito tempo envolvidos em grandes marcos mundiais. Acredita-se que os maiores acontecimentos da independência dos EUA, país onde a instituição exerceu maior influência, foram decididos em lojas maçônicas. Entre os mais ilustres membros da turminha das antigas americana estão ninguém menos que Benjamin Franklin e George Washington. No Brasil, o time de notáveis não fica atrás: José Bonifácio, Patriarca da Independência, foi o primeiro grão-mestre da instituição no país; Dom Pedro I, Rui Barbosa, marechal Deodoro da Fonseca e Joaquim Nabuco também compartilharam o título. Mesmo sem exercer hoje a força e influência que marcou a instituição no passado, por trás das quatro paredes sem janelas (característica das lojas maçônicas) continuam se reunindo empresários e formadores de opinião que seguem os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade; e que buscam a dominação mundial e o aperfeiçoamento intelectual.


Rosacruz

Na Idade Média, a Santa Inquisição não perdia a chance de jogar na fogueira quem ousasse questionar os dogmas católicos. Para evitar esse destino, os integrantes da Rosacruz preferiram não arriscar e fizeram valer o titulo de “sociedade secreta”. Interessados em descobrir mais sobre os profundos mistérios religiosos, os membros da Rosacruz recorriam às mais diversas fontes, como o gnosticismo, o misticismo judaico (cabala), o esoterismo islâmico, a mitologia egípcia, a astrologia e a alquimia. Envolta por mistérios, as origens da organização permanecem incertas até os dias de hoje. Enquanto alguns afirmam que sua criação data do ano 46 d.C., na cidade de Alexandria, no Egito, a teoria mais famosa liga o surgimento da sociedade ao monge Christian Rosenkreuz, nascido em 1378, na Alemanha. Ao que tudo indica, aos 16 anos, ele viajou ao Oriente Médio e estudou diferentes artes ocultas. Para celebrar seus rituais secretos, ao voltar para a Alemanha, Rosenkreuz construiu a Spiritus Sanctum, a “casa” do Espírito Santo. Quando a sua tumba foi encontrada, 120 anos após sua morte, o pastor luterano Johann Andrae retomou as atividades da Rosacruz. Apesar de muitos acreditarem que tudo não passa de uma lenda, muitas sociedades atuais se baseiam no valor simbólico da história: as andanças pelo mundo e a incorporação de elementos de várias tradições aludem à chamada Religião Universal da Sabedoria, que prega tolerância religiosa, harmonia e paz.


Illuminati

Contra a Igreja Católica e a monarquia, a Ordem dos Iluminados, ou simplesmente Illuminati, foi fundada em 1776 pelo alemão Adam Weishaupt, com a missão de libertar o mundo do que ele chamava de “dominação da Igreja em Roma”. Weishaupt formou um grupo de conspiradores que deveria trazer de volta a pura fé dos mártires cristãos. Os cinco iniciados passaram a espalhar a doutrina pela Alemanha, o que não agradou o governo. Os Illuminati passaram a sofrer repressão e Weinshaupt acabou fugindo do país em 1784, colocando um ponto final na trajetória da polêmica organização. Ou não. Há quem acredite que os Illuminati estão por aí, ainda atuantes, e trabalhando por debaixo dos panos para instituir um governo global chamado de Nova Ordem Mundial.


Opus Dei

Sua diminuta área de 0,44 km2 contribui para isso, é verdade, mas o Vaticano tem tudo para ser o país com mais segredos por metro quadrado do planeta. Um dos grandes mistérios é o Opus Dei, organização espiritual católica vinculada ao Vaticano criada em 1928 na Espanha. Os boatos que cercam a sociedade – da qual só pode fazer parte quem manifestar vocação antes do pedido de filiação – alimentam a mística em torno de suas atividades. As ações totalitárias da organização e o incentivo à autoflagelação ganham a mídia e geram polêmicas, mas é sua influência política que levanta mais suspeita: há quem acredite que o Opus Dei é tão poderoso que pode decidir grandes questões da Igreja. Como se não bastasse, além de ter como missão santificar o mundo, uma das funções secretas dos membros do Opus Dei seria ocupar posições de liderança na sociedade – e daí viria todo o poder (inclusive econômico) da instituição. A legião de 85 mil adeptos anônimos se espalha por todas as partes do mundo. A organização chegou ao Brasil na década de 1950 e estima-se que conte com cerca de 1.700 membros no país.


Skull and Bones

Esqueça tudo o que você aprendeu assistindo aquele besteirol americano: apesar de ter surgido dentro dos dormitórios de uma faculdade, esta sociedade secreta é bem diferente das fraternidades comuns. A Skull and Bones (“Caveira e Ossos”), foi fundada na Universidade de Yale em 1832. Reza a lenda que tudo começou por causa de uma dor de cotovelo: depois de ser rejeitado pela Phi Beta Kappa, uma das mais antigas e prestigiadas irmandades universitárias dos Estados Unidos, William Huntington Russell teria fundado a sociedade. A cada ano, apenas 15 pessoas são escolhidas para fazer parte do grupo, que atualmente conta com cerca de 800 membros. Poderia ser só mais um clubinho, não fossem as polêmicas que envolvem a organização que, acredita-se, tem ligação com os Illuminati. Para além das teorias da conspiração, fato é que, entre os membros da sociedade, estão alguns dos mais importantes políticos e homens de negócios do Estados Unidos – a teoria é que eles trabalham juntos para ocupar as mais importantes posições de destaque no cenário americano. Entre os membros da organização misteriosa estão George Bush pai e George Bush filho, ambos ex-presidentes dos Estados Unidos. Até Henry Luce, fundador da corporação Time-Life, um dos mais importantes conglomerados de comunicação dos Estados Unidos e responsável pela influente revista Time, fez parte da Skull and Bones.

Com informações de: Superinteressante.

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