Qual a origem e o significado dos nomes dados aos continentes e oceanos de nosso planeta?

Veja também: Qual a origem e o significado dos nomes dos países da América do Sul?

Na Antiguidade e durante toda a Idade Média, o mundo conhecido era formado pelos continentes europeu, asiático e africano. O nome “Ásia” vem do acádio asu (equivalente ao verbo “subir”, em português), em referência à terra onde o Sol se levanta. O nome “Europa” também teria vindo do acádio – língua falada na atual Turquia por volta de 1000 a.C. No caso, de erebu, que denota a terra onde o Sol se põe. “África” se refere à tribo Afri, que vivia em Cartago (atual Tunísia). Os romanos venceram os cartagineses em 146 a.C. e chamaram o território conquistado de África (“terra dos Afri”).

“América” é uma homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio, que desbravou parte do continente na virada do século 15 para o 16. O cartógrafo alemão Martin Waldseemüller usou mapas de Vespúcio e nomeou o continente. Já “Oceania” vem das filhas de Oceano, um dos 12 titãs da mitologia grega, e foi batizada pelo dinamarquês Conrad Malte-Brun no século 19. “Antártida” é uma simples oposição ao Polo Norte, com o prefixo “ant” significando oposição ao termo grego arktikos (“perto do urso”). Arktikos faz referência à constelação Ursa Maior, marcante no Hemisfério Norte.

E quanto aos nomes dos oceanos? O oceano Índico recebeu esse nome graças à costa da Índia, o que parece bastante óbvio. Já o Pacífico foi batizado em 1520 pelo navegador português Fernão de Magalhães, que realmente achou as águas desse oceano muito tranquilas. Atlântico vem de Atlas, personagem mitológico grego encarregado de suportar eternamente o peso dos céus nas costas por castigo de Zeus. Ártico também tem origem grega: a palavra arktikos, cujo significado já foi explicado acima. Por simples oposição ao Ártico, o oceano do Polo Sul foi nomeado como Antártico.

Fonte: Superinteressante.

O notívago é o novo canhoto

Canhotos sempre sofreram para se encaixar em um mundo feito por e para destros. Na idade média, por exemplo, não era fácil ser canhoto. Naquela época, escrever com a mão esquerda era sinal de insubordinação ou dificuldade de aprendizado, um erro que devia ser consertado o mais rápido possível. Eles sofriam represálias psicológicas e até castigos físicos – levavam chicotadas, cintadas e tapas nessa mão –, e tinham que aprender a se virar com a mão direita. Hoje a tolerância com os canhotos pode ter aumentado, mas eles ainda têm que aprender a lidar com um mundo onde as tesouras e os abridores de latas ainda funcionam para o lado “errado”. Ser canhoto é fazer um esforço a mais para coisas tão banais do cotidiano que, na verdade, não deveriam exigir esforço algum. Saca-rolhas, torneiras, maçanetas – tudo o que gira, gira para a direita na ditadura dos destros. Para os canhotos, de duas, uma: ou vivem um eterno jogo de desmunhecar ou aprendem a lidar com as coisas usando a mão direita.

Situação semelhante vivem os notívagos. Hoje, em nossa sociedade, podemos dizer que eles sofrem até mais do que os canhotos. Essas pessoas geralmente são injustiçadas e incompreendidas, rotuladas como preguiçosas e irresponsáveis, simplesmente porque não se enquadram naquele esquema, que não sei quem inventou, de que pessoas trabalhadoras e responsáveis são aquelas que acordam cedo. Estabeleceram que o melhor horário para o funcionamento do comércio, dos bancos, das pessoas, enfim, do mundo, seria a partir de 7 ou 8 horas da manhã. Horário caótico e completamente ilógico e difícil de ser seguido para os notívagos, ou seja, aquele grupo de pessoas que não consegue, como a maioria dos “normais”, ter sono antes da meia noite e acordar pela manhã esbanjando vitalidade, ânimo e disposição.

Na biologia, notívagos são aqueles animais que dormem durante o dia e ficam mais ativos durante a noite – isso vale também para os humanos. Diferentemente dos matutinos, os notívagos conseguem ser mais produtivos a noite e pela madrugada a dentro, e também conseguem ter mais atenção, energia, disposição e ânimo, justamente naquele horário em que a maioria sente sono. Ao contrário do que pensam os matutinos, que erroneamente costumam classificar os notívagos de preguiçosos, eles conseguem, durante a noite e pela madrugada, ser bastante dinâmicos e produtivos. Inclusive já foi cientificamente comprovado que esta diferença é realmente orgânica e determinada por fatores genéticos. Se você quer saber como é ser um notívago numa sociedade diurna, apenas inverta o horário “normal”: trabalhe à noite por um tempo, dormindo durante o dia. Se você não perder a saúde, a família e a sanidade mental, parabéns. Agora imagine um notívago ligando para alguém, quando está acordado, animado e cheio de ideias, às 2 horas da manhã. Certamente essa atitude seria considerada inconveniente: uma grande falta de etiqueta e respeito. Pois é: o matutino liga para qualquer pessoa às 8 horas da manhã, com a maior naturalidade.

Para finalizar, quero compartilhar com vocês o depoimento da psicóloga e notívaga Maria Aparecida Francisquini, com o qual muito me identifiquei: “Antes, quando me forçava a entrar nesse esquema matinal, e acordar cedinho com o barulho do despertador, me enquadrava como insone, e a única coisa que conseguia era ficar rolando na cama quase a noite toda, e passar a manhã inteira sonolenta e pouco produtiva. Agora, que me permito respeitar meu horário biológico e me assumir como autêntica notívaga que sou, consigo ser altamente produtiva e criativa. E muito mais feliz! Como geralmente não consigo dormir antes das 2 da manhã, aproveito este meu tempo para ler, escrever e pensar em coisas que antes não tinha tempo, pois me obrigava a deitar cedo para inutilmente tentar dormir e conseguir levantar da cama ao amanhecer. Ser notívaga me propicia a capacidade de, por exemplo, estar aqui agora, tranquila e feliz, às duas e quinze da manhã, escrevendo isto, ao invés de estar rolando na cama, impaciente e ansiosa por não conseguir dormir”.

BÔNUS: Timelapse “Night Vision” (Visão Noturna) retrata em menos de 4 minutos a beleza da noite nos cartões postais mais fascinantes da Europa.

O Ocidente e o Islã

Artigo de opinião do historiador, teólogo e pastor presbiteriano Alderi Souza de Matos, publicado originalmente no portal da Mackenzie.

Veja também: O Oriente e o Ocidente

mesquitaNos últimos anos, uma série de acontecimentos dramáticos tem chamado a atenção de todos para as enormes tensões existentes entre o mundo muçulmano e o Ocidente cristão. A ressurgência do fundamentalismo islâmico, a intensificação do terrorismo, os conflitos entre Israel e Palestina e a invasão americana no Iraque transformaram a interação desses dois mundos em um dos temas mais candentes do nosso tempo. Ao que parece, essa interação terá vastas consequências para a humanidade ao longo do século 21. Para se entender melhor a complexidade dos eventos atuais é preciso conhecer um pouco de história.

Quando o islamismo surgiu na primeira metade do século VII da era cristã (ano 622), o cristianismo já era uma religião consolidada e estava a caminho de criar a grande civilização européia conhecida como “cristandade”. O antigo Império Romano Ocidental havia desaparecido e dentro de um século e meio haveria de surgir o Sacro Império Romano Germânico, sob a liderança do imperador dos francos, Carlos Magno (que reinou de 771 a 814). O islamismo foi fruto da genialidade de um notável líder religioso, Maomé (ou Muhammad, 570-632), que transformou os povos árabes, até então inexpressivos e desunidos, em uma poderosa força no contexto internacional. Inspirados pela nova fé, em poucas décadas os muçulmanos conquistaram todo o Oriente Médio, a Mesopotâmia e o norte da África, bem como passaram a ameaçar a Europa cristã tanto no Oriente (Ásia Menor) quanto no Ocidente (Península Ibérica).

É importante lembrar que o islamismo foi, desde o início, uma religião conscientemente rival do cristianismo e do judaísmo, ainda que se considerasse herdeira dessas duas tradições religiosas. Além disso, enquanto os cristãos por vários séculos expandiram a sua fé por meios pacíficos, os muçulmanos o fizeram, desde o início, também pela força, isto é, mediante a conquista militar. É verdade que eles geralmente se mostravam tolerantes com as populações cristãs conquistadas, mas estas eram relegadas a um status inferior e sofriam toda uma série de limitações religiosas, sociais e econômicas.

A cristandade sofreu por cerca de quatro ou cinco séculos contínuas incursões islâmicas em seus territórios. Foi somente depois do ano 1000 que surgiu uma reação ampla e organizada – na Península Ibérica, a chamada Reconquista, e no Oriente Médio, as Cruzadas (1095-1291). Estas últimas, que visavam libertar os locais sagrados do cristianismo, na Palestina, foram especialmente significativas por causa de seus objetivos, motivações e amplas consequências.

Do ponto de vista político e militar, as Cruzadas foram um fracasso, mas intensificaram o intercâmbio cultural e econômico entre o Oriente e o Ocidente. Ao longo da Idade Média, os muçulmanos criaram florescentes civilizações em regiões como Iraque, Síria, Egito e Espanha, dando notáveis contribuições ao Ocidente nas áreas da filosofia, literatura e ciência. Ao mesmo tempo, as violências perpetradas pelos cruzados produziram marcas profundas na consciência islâmica e se tornaram um fator perene de ressentimento e amargura em relação ao cristianismo e ao Ocidente.

Outra consequência adversa foi o maior distanciamento entre a cristandade ocidental (católica romana) e a cristandade oriental (ortodoxa grega). Após as cruzadas, surgiu uma poderosa força muçulmana na Ásia Menor – o Império Otomano (1300-1924), que por vários séculos atacou continuamente a Europa cristã, conquistando boa parte dos Bálcãs. Em 1683, os turcos foram derrotados durante o segundo cerco de Viena, em sua última tentativa de invadir a Europa central. O mundo islâmico estava entrando em um longo período de declínio, tornando-se uma sombra do que havia sido em séculos anteriores, e cessaram por longo tempo os seus conflitos com o Ocidente.

No início do século 20, o fim do império turco, a partilha dos territórios árabes entre vários países europeus (colonialismo), a criação do Estado de Israel e a descoberta de petróleo no Oriente Médio deram nova visibilidade à região e produziram renovados conflitos com o Ocidente. O descumprimento de promessas no que diz respeito à independência dos países árabes, à criação de Israel e à preservação dos direitos dos palestinos gerou forte sentimento anti-europeu e anti-americano naquela região.

O sentimento de trauma e frustração do mundo muçulmano, em virtude de se considerar injustiçado pelo Ocidente, aliado à ameaça de secularização, ocidentalização e dissolução dos valores tradicionais, alimentou uma corrente intolerante e agressiva dentro do islamismo, que resultou no fundamentalismo militante das últimas décadas. A partir dos anos 1950, essa reação conservadora produziu resistência política, revolução e finalmente o horrendo flagelo do terrorismo.

Para a restauração da confiança entre as duas comunidades, o mundo ocidental precisa reconhecer e sanar os seus erros: sua arrogância e prepotência, suas ações imperialistas (políticas e culturais), sua falta de simpatia e sensibilidade acerca de questões essenciais como a causa palestina. Por outro lado, as nações islâmicas não estão isentas de falhas, entre elas a ausência de instituições democráticas e o desrespeito aos direitos humanos e a intolerância contra minorias religiosas (em contraste com a plena liberdade que os muçulmanos usufruem no Ocidente). Os muçulmanos devem reconsiderar alguns aspectos do conceito de jihad (guerra santa), a incitação à violência nas mesquitas, e o radicalismo em nome de Alá, “clemente e misericordioso”. Enfim, é necessária a ação dos governos, dos organismos internacionais, dos grupos religiosos e de todas as pessoas de boa-vontade para que sejam curadas as feridas antigas e recentes e se renove a harmonia nas relações entre os muçulmanos e o Ocidente, o que trará benefícios extraordinários para todo o mundo.

Veja quais são as 10 universidades mais antigas do mundo

Considera-se que a universidade mais antiga do Brasil é a Universidade Federal do Paraná, que iniciou suas atividades em 1912, há mais de 100 anos. Mas enquanto a UFPR era criada, já existiam universidades com mais de mil anos de funcionamento. As pioneiras surgiram como instituições religiosas do mundo islâmico medieval. E, dois séculos depois da fundação da primeira universidade do mundo, no Marrocos, a “moda” se espalhou pela Europa. Veja a lista das 10 universidades mais antigas do mundo:

GAF Merton Sunrise Steve Langton GPC oxford

Universidade de Al-Karaouine (Marrocos) – Fundada em 859 por Fatima al-Fihri (sim, uma mulher!). Foi reconhecida mundialmente por seus estudos em ciências naturais.

Universidade Al-Azhar (Egito) – A segunda universidade mais antiga ainda em atividade fica no Cairo. Fundada em 972, é referência em estudos de literatura árabe.

Universidade Nizamyya (Irã) – Dentre as suas faculdades, a mais famosa é a Al-Nizamiyya of Baghdad, estabelecida em 1065. Acredita-se que as Nizamiyya serviram de modelo para universidades fundadas posteriormente na região.

Universidade de Bolonha (Itália) – É a primeira universidade ocidental, fundada em 1088. O termo “universidade”, aliás, vem de sua criação.

Universidade de Paris (França) – Não se sabe ao certo a data exata de sua fundação, mas estima-se que suas atividades tenham se iniciado em 1096. Em 1970, foi dividida em 13 universidades autônomas, dentre as quais a mais famosa é Sorbonne (fundada em 1257). A Universidade de Paris fechou três vezes em sua história: em 1229, durante uma revolta de seus alunos, em 1940, durante a invasão do exército alemão e em 1968, durante o chamado “Maio Francês”, conhecido como uma revolução cultural.

Universidade de Oxford (Inglaterra)– Assim como na Universidade de Paris, não se sabe a data exata do início de suas atividades. A data mais provável é 1096, apesar de saber-se que já ministravam aulas no local bem antes disso. A instituição se desenvolveu mais rapidamente depois de 1167, quando o rei Henrique II proibiu que ingleses estudassem na Universidade de Paris. Oxford fechou temporariamente duas vezes: a primeira vez em 1209, como protesto pela execução de dois de seus professores, e depois em 1355, na Revolta de Santa Escolástica.

Universidade de Montpellier (França) – Como em Oxford, também acredita-se que já ministravam aulas bem antes de sua data oficial de fundação, em 1150. A Universidade foi fechada durante a revolução francesa em 1793, mas as faculdades de ciência e letras foram restabelecidas em 1810, enquanto as de direito voltaram apenas em 1880.

Universidade de Cambridge (Inglaterra) – A segunda universidade mais antiga de língua inglesa foi criada por dois acadêmicos que deixaram Oxford após uma disputa em 1209. Desde então, as duas instituições cultivam um clima de rivalidade. Atualmente, Cambridge figura na lista das cinco melhores universidades do mundo e é considerada a melhor universidade europeia. Em uma contagem feita em 2009, descobriu-se que ex-alunos de Cambridge possuíam 85 prêmios Nobel.

Universidade de Salamanca (Espanha) – Localizada na cidade homônima, na Espanha, foi criada em 1218 e recebeu o título de Universidade pelas mãos do Papa Alexandre IV em 1225. Hoje, Salamanca é considerada especialista em estudos no campo das ciências humanas, principalmente no estudo de linguagens.

Universidade de Pádua (Itália) – É a segunda Universidade mais antiga da Itália, fundada em 1222 por um grupo de estudantes e professores que deixaram a Universidade de Bolonha em busca de uma maior liberdade acadêmica. Ficou famosa a partir de 1595, com aulas de anatomia no qual artistas e cientistas dissecavam corpos humanos em público.

Fonte: Galileu.

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