A comovente saga de uma refugiada síria

O documentário abaixo foi produzido e dirigido pelo norueguês Anders Sømme Hammer. Em apenas 22 minutos de vídeo, você acompanha a comovente jornada de uma garota síria chamada Rania Mustafa Ali, de 20 anos, das ruínas de Kobane, na Síria, para a Áustria. Rania fala árabe, mas as legendas estão em inglês. As filmagens mostram o que muitos refugiados enfrentam em sua perigosa fuga para a Europa.


Carta de Princípios Mackenzie 2016:
uma posição sobre a questão dos refugiados

Leia a seguir trechos da Carta de Princípios 2016 divulgada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, destinada aos seus alunos, professores e funcionários. Nela, a Universidade esclarece o seu posicionamento em relação à crise humanitária envolvendo os refugiados. A carta na íntegra pode ser lida diretamente no portal da Chancelaria.


A palavra de ordem atual é “superar a crise”. No entanto, o que perturba nossa sociedade não é apenas o colapso político e econômico da nação. Há uma crise humanitária mundial. A preservação da vida é o tema central do drama dos refugiados. Há crescentes ondas de refugiados que se espalham por países da Europa e que alarmam o mundo, sobretudo por envolver a morte de famílias inteiras. Diante disso, nosso país tem se mostrado muito solícito para conceder asilo e facilitar a entrada legalizada de refugiados.

Desde as grandes imigrações do século 19, nosso país mantém uma convivência harmoniosa com outras culturas, religiões e etnias. Todavia, o dilema atual é diferente de um processo imigratório. Refugiados não são essencialmente imigrantes. Eles não deixaram seu país, suas casas, seus parentes e amigos para tentar a sorte em outro lugar. Eles saíram de sua terra e deixaram tudo para trás por motivo de força maior, para a preservação da própria vida. Ademais, é provável que um imigrante tenha um caminho de volta, quando as expectativas se frustram. Um refugiado dificilmente tem essa esperança.

Um refugiado é alguém perseguido, oprimido e ferido, seja por questões políticas, étnicas ou religiosas. São pessoas que tiveram direitos básicos usurpados. Ao chegarem a outro país, trazem na bagagem muito mais do que saudade: eles vêm acompanhados do medo, da dor, da frustração, da injustiça, da fome. Por isso, o refugiado é alguém que precisa de alimentação, moradia, emprego, e também de paz, segurança, justiça e direitos humanos. Sobretudo, ele carece de verdadeira solidariedade.

A tradição judaico-cristã dispõe de muitos séculos de registros históricos. A história que tem acompanhado essa tradição narra momentos de crise e, mais importante, revela verdades perenes para que a sociedade civil saiba lidar com as vicissitudes, no caso, como conviver harmoniosamente com pessoas de outras etnias, culturas e religiões. Ainda que muitos séculos separem a história da nação hebraica dos dias atuais, nota-se que foram dadas instruções para gerir relacionamentos, bem como acolher aos que eram “de fora” dessa nação. Os estrangeiros, como eram chamados os que vinham abrigar-se e refugiar-se entre os hebreus, não podiam ser desprezados, oprimidos ou alienados.

Anteriormente, o patriarca Abraão recebera a ordem de estender a destra de amizade e amor aos estrangeiros, fazendo-os participantes da aliança de Deus, o pacto de vida e amor (Gn 17:12). Desse modo, eles se tornavam parte da nação e, mais ainda, acessíveis às promessas divinas. Por semelhante modo, quando os israelitas se preparavam para entrar e possuir a terra prometida, e, concomitantemente, ratificar sua condição como uma nação estabelecida, receberam a seguinte ordem: “Quando um estrangeiro viver na terra de vocês, não o maltratem” (Lv 19:33). E a razão apresentada por Deus é bastante simples e ao mesmo tempo convincente: “O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (Lv 19:34).

Em outras palavras, o Deus revelado nas Escrituras assevera a unidade entre todos os povos, raças, línguas e nações por meio do vínculo da solidariedade, a qual consiste justamente na capacidade humana de se identificar com o sofrimento do outro. Isso implica ação; não é apenas sentir-se consternado com o sofrimento alheio, mas assumir a dor de seu próximo para si mesmo. Assim, a tradição judaico-cristã de fé e prática determina que ações deveriam ser empreendidas para efetivamente socorrer os estrangeiros. Por exemplo, uma parte da colheita de trigo, cevada e azeitonas deveria ser disponibilizada para eles (Lv 23:22). Finalmente, as mesmas leis, com deveres e direitos, eram oferecidas igualmente aos refugiados: “Vocês terão a mesma lei para o estrangeiro e para o natural. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (Lv 24:22).

A assistência solidária aos refugiados, que teve início nos dias dos patriarcas e está presente na sedimentação da nação israelita, segue uma série de desdobramentos históricos até encontrar o ápice de seu ensino na pessoa e obra de Jesus Cristo, em quem todas essas coisas encontram seu cumprimento e plenitude. Jesus realizou ações deliberadas de misericórdia para com os estrangeiros (ver Mc 5:1-20 e Mt 15:21-28). Em sua infância, ele mesmo e sua família tornaram-se refugiados: foram perseguidos e oprimidos por um implacável líder político, e, por isso, tiveram de fugir para o Egito e achar asilo naquela nação (Mt 2:13-14). Portanto, existe uma tradição histórica de orientação cristã, alinhavada com verdades absolutas e eternas, sobre o imperativo de ser solícito para com o refugiado em sua dor e sofrimento.

Essa tradição de pensamento e de prática ocupou lugar determinante nas cidades que foram erguidas em torno da confissão de fé reformada. A Reforma Protestante do século 16 foi um movimento de ordem eminentemente religiosa, mas com aplicações sociais, políticas e econômicas. A cosmovisão reformada abarca todos os aspectos da realidade humana. Assim, foi um movimento de retorno à tradição de pensamento e de ação da tradição judaico-cristã. Com efeito, retomou o ímpeto de solidariedade percebido no Antigo Testamento e ratificado plenamente na pessoa e obra de Jesus Cristo. Por isso, as cidades que foram erigidas sob os auspícios do cristianismo reformado demonstraram, com ações, o cuidado para com os estrangeiros.

Tal zelo esteve presente na vida de seus principais líderes. Dentre eles temos a figura de Calvino (1509-1564), que foi um modelo de cidadão cristão e que procedeu em favor do próximo. Ele agiu deliberadamente para que a cidade de Genebra fosse receptiva ao estrangeiro. Interveio constantemente junto às autoridades, tanto para eliminar a ociosidade quanto para combater o desemprego, que se tornava ameaçador quando os refugiados estrangeiros afluíam para a cidade de Genebra. Embora não tenha ocupado nenhum cargo governamental, Calvino exerceu enorme influência sobre a comunidade, não somente no aspecto moral e eclesiástico, mas em outras áreas. Ele ajudou a tornar mais humanas as leis da cidade, contribuiu para a criação de um sistema educacional acessível a todos e incentivou a formação de importantes entidades assistenciais como um hospital para carentes e um fundo de assistência aos estrangeiros pobres.

Calvino também tinha uma preocupação no âmbito educacional, sobretudo em seus esforços como fundador da Universidade de Genebra. No ano da morte de Calvino, a escola tinha 1.500 alunos matriculados, dentre os quais a maioria era de estrangeiros. A história do reformador de Genebra tem o seu ato derradeiro com seu testamento, no qual deixa o pouco que tinha para a Universidade e para os estrangeiros pobres.

A fé cristã reformada é a identidade da Universidade Presbiteriana Mackenzie e, por conseguinte, deve estar entranhada em sua educação confessional. Nosso país multicultural e multirracial não tem o histórico de “fechar as portas” para outros povos. À semelhança do que podemos aprender com a tradição judaico-cristã, muitos de nós aqui no Brasil somos filhos, netos ou bisnetos de imigrantes. Por conseguinte, nossos pais e avós foram peregrinos e estrangeiros nas “terras dos brasis”. O momento atual é de crise humanitária. Não é apenas uma questão abstrata sobre economia ou política, mas um assunto concreto acerca de seres humanos que carecem de direitos, proteção, cuidados e refúgio. Muitos desses refugiados têm escolhido o Brasil como um lugar para recobrar a esperança, ter a oportunidade de um recomeço e, sobretudo, alcançar a justiça e a paz. Como uma Universidade confessional cristã, temos de ser solidários e acolhê-los.

Diferenças entre o Ocidente e o Oriente

O Oriente e o Ocidente (East and West) é um documentário que revela as diferenças fundamentais entre as filosofias, mentalidades, cosmovisões e pressupostos culturais dessas duas grandes civilizações do mundo. Ele foi produzido pela emissora de TV coreana EBS em dois episódios de pouco mais de 40 minutos cada. O termo “oriente” é usado para referir-se especialmente ao Japão, China e Coreia do Sul, e o termo “ocidente” para referir-se especialmente aos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.


ocidente-orienteApesar das diferenças de que trata o documentário acima, dei-me conta de certa simetria entre esses dois lados do planeta, de modo que em cada um deles podemos encontrar o mesmo padrão. O papel geopolítico, sócio-econômico e cultural de um país no ocidente tem seu respectivo correspondente no oriente, como que refletido num espelho. Com essas ideias na cabeça, criei a tabela a seguir. Observem bem e me respondam se não faz sentido:

CARACTERÍSTICAOCIDENTEORIENTE
Principal potência econômica, com grande extensão territorialEstados UnidosChina
Grande potência econômica de pequena extensão territorial, formada basicamente de ilhasReino UnidoJapão
País muito frio e de grande extensão territorial situado no extremo norteCanadáRússia
Países emergentes com grande população e clima tropicalMéxico, BrasilÍndia, Indonésia
Pequeno país sob regime comunista, excluído e fechadoCubaCoreia do Norte
Arquipélagos de clima tropical constituindo vários países pequenosCaribeSudeste asiático

Os 10 idiomas mais falados no mundo

Segundo a última edição do livro Ethnologue: languages of the world, o número de línguas faladas no mundo hoje é 6912. Confira na lista abaixo as dez línguas mais faladas no mundo, com seu respectivo número de falantes e alguns países e regiões onde ela é o idioma oficial. Note que o Inglês, considerada hoje a língua franca, o idioma universal, é apenas o terceiro do mundo em número de falantes, atrás do Mandarim e do Hindi, que o superam devido à enorme população da China e da Índia, respectivamente. O nosso querido Português aparece em sexto colocado, com cerca de 218 milhões de falantes.

LÍNGUA

FALANTES

   PAÍSES E REGIÕES

Mandarim

1051 milhões

   China, Malásia e Taiwan

Hindi

565 milhões

   Índia (regiões norte e central)

Inglês

545 milhões

   EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália

Espanhol

450 milhões

   Espanha e América Latina

Árabe

246 milhões

   Oriente Médio e norte da África

Português

218 milhões

   Brasil, Portugal, Angola e Moçambique

Bengalês

171 milhões

   Bangladesh e nordeste da Índia

Russo

145 milhões

   Rússia e Ásia Central

Francês

130 milhões

   França, Canadá e alguns países africanos

10º

Japonês

127 milhões

   Japão


As capitais linguísticas do mundo

Substituindo, na lista acima, os idiomas Hindi e Bengali pelo Alemão e o Italiano, acredito obter a lista das 10 línguas mais importantes do mundo (primeira coluna a esquerda na tabela abaixo). Essa escolha não foi arbitrária: embora possuam um maior número de falantes, especialmente na Índia e em Bangladesh, os idiomas Hindi e Bengali não têm a mesma importância cultural que o Alemão e o Italiano têm para o resto do mundo. Tendo obtido essa lista, escolhi, para cada um desses 10 idiomas, por ordem de importância política, econômica, histórica, cultural e demográfica, as três cidades mais influentes nas quais esse idioma é a língua oficial. Chamei-as de “capitais linguísticas do mundo”.

INGLÊS

Nova York (EUA)

Londres (ING)

Los Angeles (EUA)

ESPANHOL

Madri (ESP)

Cid. do México (MEX)

Buenos Aires (ARG)

FRANCÊS

Paris (FRA)

Montreal (CAN)

Bruxelas (BEL)

ALEMÃO

Berlim (ALE)

Frankfurt (ALE)

Munique (ALE)

PORTUGUÊS

São Paulo (BRA)

Rio de Janeiro (BRA)

Lisboa (POR)

ITALIANO

Roma (ITA)

Milão (ITA)

Nápoles (ITA)

RUSSO

Moscou (RUS)

São Petersburgo (RUS)

Kiev (UCR)

ÁRABE

Cairo (EGI)

Teerã (IRÃ)

Dubai (EAU)

MANDARIM

Shangai (CHI)

Pequim (CHI)

Hong Kong (CHI)

JAPONÊS

Tóquio (JAP)

Osaka (JAP)

Nagoia (JAP)

As grandes civilizações do mundo

Este mapa mostra o domínio territorial das principais civilizações do mundo atualmente, divididas por cores. Clique no mapa para vê-lo em tamanho maior e use a legenda abaixo para entender melhor qual civilização está representada por cada cor.


Clash_of_Civilizations


Azul escuro: Ocidente, conhecido como “primeiro mundo”, composto em sua maioria por países desenvolvidos, de economia fortemente capitalista e religião majoritariamente cristã protestante. Destaque para os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa.

Roxo: América Latina, composta por países da América central e do sul com línguas de origem latina (especialmente português e espanhol) e religião predominantemente católica. Destaque para o México, Colômbia, Brasil, Argentina e Chile.

Azul claro: Antiga União Soviética (URSS), composta em sua maioria por cristãos ortodoxos. Destaque para a Rússia, maior país do mundo em extensão territorial.

Verde: Mundo árabe, composto por países muçulmanos de língua árabe, geralmente concentrados no norte da África, Oriente Médio, Ásia Central e sudeste asiático.

Marrom: África subsaariana (países ao sul do deserto do Saara), composta em sua maioria por países pobres e com população predominantemente negra.

Vermelho, VinhoLaranja: Japão, China e Índia, respectivamente. Civilizações orientais muito antigas, compostas por países muito populosos, de religião predominantemente budista e hindu, com identidades culturais muito próprias e peculiares. Amarelo: Demais países asiáticos, fortemente influenciados pelas culturas japonesa, chinesa e indiana.

Os três maiores impérios de todos os tempos

Para definir quais foram os maiores impérios, não basta levar em conta apenas a extensão territorial. “Existiram os muito grandes, mas que foram também muito efêmeros”, diz o Pedro Paulo Funari, doutor em História e professor da Unicamp. Segundo ele, a duração e o legado de cada um deles também são fatores importantes. É a partir desses critérios que são apontados o romano, o russo e o britânico como os três maiores impérios da história. “O mongol teve extensão maior que o romano, por exemplo, mas sua duração foi muito curta. Já o de Alexandre, o Grande, durou somente dez anos e chegou ao fim com sua morte. O império romano, por sua vez, além de ser muito extenso, existiu por quase oito séculos e deixou consequências muito duradouras, como as estradas construídas na época e que são usadas até hoje, e as leis, que foram transmitidas para diversas civilizações. Já os britânicos expandiram a língua inglesa e difundiram aquilo que caracteriza o mundo de hoje, que é a industrialização e a globalização.”

Embora tenham ocorrido em épocas diferentes, os três impérios carregam algumas características em comum. “Eles conviviam com um poder central e a diversidade cultural dos povos dominados – porém, de maneiras diferentes em cada um deles. Além disso, nos três casos fazia-se uso de uma língua de comunicação entre as elites: o latim, no romano; o inglês, no britânico; e o russo. Não é à toa que esses idiomas se tornaram tão importantes mundialmente”, explica Funari. Mas as semelhanças não vão muito além dessas. Individualmente, cada um possuía características muito peculiares, desde a forma de conquista e administração até na sua relação com os povos dominados.


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Império Romano

É o mais antigo entre os três. Teve suas origens no século 4 a.C. O poder centralizado não era tão forte, mas utilizavam-se mecanismos que garantiam a dominação dos povos conquistados. “O exército romano era poderosíssimo, baseado na tecnologia do ferro. Havia uma organização militar bem consolidada. Além disso, os colonizados eram aceitos como cidadãos romanos. Isso foi muito importante”, afirma o professor Funari. Sua administração também era bastante organizada. “Era um tipo de império fundado em cidades, onde a vida girava em torno delas. Havia um excelente sistema viário – o melhor até a invenção dos trens – que fazia a comunicação entre elas, permitindo o transporte das tropas”. O império teve seu fim entre os anos de 410 e 480, quando diversas áreas começaram a se desmembrar no ocidente e deixou de existir um governo centralizado, dando origem à formação de reinos bárbaros.


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Império Russo

Teve início no século 16 e terminou com a Revolução Russa em 1917. “Formalmente, ele acabou, mas de certa forma continuou existindo como União Soviética até 1989”, diz Pedro Funari. “Hoje em dia, a Rússia ainda mantém características de império. Sua extensão não é mais tão ampla como foi no passado, porém, ela chega até a China e ainda possui várias regiões que falam línguas diferentes”. Essa foi, aliás, uma marca importante do poder russo: ao conquistar povos tanto do oriente quanto do ocidente, permitia-se que eles mantivessem suas línguas e culturas. Isso porque o poder político era fortemente centralizado na figura do czar. “Era um governo teocrático, e o principal elemento de aglutinação foi a igreja ortodoxa. Os chefes locais eram mantidos prestando tributos ao czar”, explica o historiador. O império foi o maior em continuidade geográfica, diferentemente do romano, que se organizava em torno do Mar Mediterrâneo, e do britânico, que teve colônias espalhadas por todos os continentes.


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Império Britânico

Foi o maior império da história. Já no século 16, conquista a Irlanda, formando seus primeiros embriões. Mas foi só nos séculos 18 e 19 que os britânicos se consolidaram como grande império, ao dominar parte do continente africano e países como Índia, Austrália e Canadá. “Havia uma frase que dizia: ‘O sol nunca se põe no império britânico’, porque ele se espalhou por todo o mundo”, comenta Funari. Suas principais características foram a fortíssima marinha e o domínio econômico sobre as colônias, que forneciam matéria-prima para a Inglaterra e consumiam seus produtos industrializados. “Era um império capitalista, enquanto o romano era escravista, e o russo era feudal”, destaca. O desenvolvimento da indústria no país foi o fator chave que permitiu um acúmulo de capital para investir em frotas marinhas e, com isso, conquistar suas colônias. Suas formas de controle também eram eficazes. “Eles fizeram alianças com elites locais, beneficiando-as, como, por exemplo, os marajás indianos”, explica Pedro. O fim pode ser datado a partir da independência da Índia, em 1947. “Foi o primeiro grande golpe contra a coroa, em que sua maior joia foi perdida. As colônias na África também foram conquistando sua independência nos anos 1950, e, já em 1970, a Inglaterra já não formava mais um império – embora ainda hoje englobe as comunidades britânicas de suas ex-colônias”, diz o professor.

Veja também: Qual é a diferença entre Inglaterra, Reino Unido e Grã-Bretanha?


Mais uma curiosidade: segundo matéria da revista Mundo Estranho, a nação que mais invadiu outros países na história foi a Inglaterra. Talvez isso explique a força que o inglês tem como idioma universal. Dos 193 países reconhecidos hoje pelas Nações Unidas, 171 (ou seja, 88,6% do total) foram invadidos pelos britânicos em algum momento de sua história. Vale ressaltar que nem todos os países invadidos chegaram a fazer parte do império britânico. Os dados incluem até invasões feitas por exploradores privados e piratas, desde que as aventuras tivessem o consentimento do governo. O Brasil está na lista: em 1591, sob o comando do corsário inglês Thomas Cavendish, os britânicos invadiram, saquearam e ocuparam, por quase três meses, as cidades de São Vicente e Santos. Veja no mapa mundi a seguir quais foram os países que a Inglaterra já invadiu (em vermelho) e os que nunca foram invadidos (em branco):

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