Um povo, muitos nomes: Qual a diferença entre os termos hebreu, judeu, israelita e semita?

Todos esses termos referem-se ao mesmo povo, ainda que em momentos distintos de sua história. São nomes dados ao povo que, na Bíblia, é descrito como o “povo escolhido de Deus”, ou simplesmente “povo de Deus”. Alguns homens que conhecemos bastante fizeram parte desse povo: Abraão, Moisés, Davi e até Jesus Cristo. Ainda assim, tantos nomes para designar o mesmo grupo populacional acaba causando alguma confusão. Vejamos com um pouco mais de detalhes o que cada um desses termos significa:

Semita: Descendentes de Sem, um dos três filhos de Noé que repovoaram a terra após o dilúvio. É um termo pouco usado para designar este povo, tanto historicamente quanto na atualidade. Todavia, é comumente empregado na sua forma negativa, quando dizemos, por exemplo, que o nazismo era uma ideologia antissemita, isto é, uma ideologia que pregava o ódio contra o povo de origem hebraica, judaica ou israelita. É importante lembrar que os semitas não se restringem ao povo hebreu, mas também a todos os povos que se originaram no crescente fértil e na península arábica (região do antigo Oriente Médio), incluindo os árabes, egípcios, mesopotâmios, assírios, etc.

Hebreu: Refere-se aos falantes nativos da língua hebraica. O termo deriva do nome próprio Héber. Segundo a tradição judaica, Héber, que era descendente (bisneto ou trineto) de Sem, recusou-se a participar da construção da torre de Babel, preservando assim a língua que no futuro viria a pertencer unicamente ao povo hebreu – e na qual seriam escritos todos os livros que compõem a Bíblia Hebraica (Antigo Testamento). O primeiro hebreu, segundo a tradição, foi o patriarca Abraão.

Israelita: Antes de dar nome à nação, Israel foi o novo nome dado a Jacó, filho de Isaque e neto de Abraão, do qual procederam as 12 tribos de Israel, a partir de cada um de seus 12 filhos. Nesse sentido, “israelita” significa literalmente “filhos de Israel” e designa, portanto, todos os descendentes de Jacó, inicialmente representados pelas 12 tribos de Israel. Etimologicamente, o nome Israel significa “lutar com Deus” (ver Gênesis 32:28). (Não confundir com “israelense”, gentílico do moderno estado de Israel, criado em 1948.)

Judeu: Povo remanescente da tribo de Judá, a única que restou em Israel após o cativeiro da Babilônia. Mesmo antes do exílio, porém, a tribo de Judá já se destacava dentre as tribos de Israel, tanto em população quanto em poderio militar. Tanto que, em determinado momento da história, a nação foi dividida em Reino do Sul (a tribo de Judá) e Reino do Norte (as demais 11 tribos de Israel). Esse termo também dá nome à religião praticada por esse povo: o judaísmo, considerada a primeira religião monoteísta.

Quais são os sobrenomes mais comuns?

Os sobrenomes surgiram para diferenciar nomes repetidos – fato comum desde as culturas mais antigas. Os primeiros sobrenomes de que se tem notícia são os patronímicos, isto é, os que fazem referência ao pai. Esse gênero difundiu-se bastante na língua inglesa, em que há uma grande quantidade de sobrenomes que terminam em son (filho) – como Jackson, “filho de Jack”. Como esse método era limitado, alguns sobrenomes começaram a identificar também o local de nascimento: Tales de Mileto, Paulo de Tarso, Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Francisco de Assis…

Os sobrenomes se tornaram hereditários à medida que a posse das terras passou a ser transmitida de geração em geração. Por isso mesmo, nobreza e clero foram os primeiros segmentos da sociedade a ter sobrenome, enquanto as classes baixas eram chamadas apenas pelo primeiro nome. O último nome, identificando a família, era inclusive usado como “documento” na hora da compra e venda da terra, um luxo reservado apenas aos mais favorecidos. “Existem documentos de 1161 em que as pessoas citadas já tinham sobrenomes”, diz a historiadora Rosemeire Monteiro, da Universidade Federal do Ceará.

O costume se ampliou com a inclusão de características físicas e geográficas ou de nomes de profissões. Assim, o sobrenome Rocha significa que o patriarca dessa família provavelmente vivia numa região rochosa. Silva vem do latim e indica que o patriarca dessa família vivia na selva, na floresta. Ferreira era ferreiro. Leite provavelmente possuía gado e produzia leite. Oliveira e Pereira eram famílias que originalmente plantavam olivas e peras. E assim sucessivamente (Fonte: Mundo Estranho). Agora vamos ao que interessa: Quais são os sobrenomes mais comuns no Brasil e no mundo?


Sobrenomes mais comuns do Brasil

1. Silva (5 milhões)

2. Santos (3,9 milhões)

3. Oliveira (3,7 milhões)

4. Souza (2,6 milhões)

5. Rodrigues (2,3 milhões)

6. Ferreira (2.3 milhões)

7. Alves (2,2 milhões)

8. Pereira (2,2 milhões)

9. Lima (2 milhões)

10. Gomes (1,6 milhão)

Fonte: Lista10.


Sobrenomes mais comuns do mundo

1. Lee (China)

2. Zhang (China)

3. Wang (China, Japão e Coreias)

4. García (Espanha e América Latina)

5. González (Espanha e América Latina)

6. Hernández (Espanha e América Latina)

7. Smith (Inglaterra e Estados Unidos)

8. Smirnov (Rússia)

9. Müller (Alemanha)

10. Silva (Brasil e Portugal)

Fonte: Top10Mais.


Sobrenomes mais comuns da Europa

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Brasões das famílias portuguesas

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