Universidade faz mal para a fé?

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Artigo de Marcio Campos no blog Tubo de Ensaio.

Josemaría Escrivá falava das pessoas que, ao ingressar no ensino superior, abandonavam sua religiosidade “como quem deixa o chapéu à porta”. Mas afinal, a universidade faz mal para a fé dos estudantes? Ateus militantes dizem que, quanto mais conhecimento científico, menos superstição (a palavra preferida deles para designar a religião). Será verdade?

Quatro pesquisadores da Universidade de Michigan resolveram verificar qual o impacto do ensino superior sobre a religiosidade dos estudantes e chegaram a conclusões interessantes. Para muitos jovens, a universidade é a primeira ocasião em que eles se separam da influência dos pais, tendo contato com novas ideias e grupos. Entre essas ideias estão o cientificismo e o o pós-modernismo, que têm impacto sobre as crenças religiosas e serão descritas detalhadamente pelos autores antes da apresentação dos resultados. A pesquisa revela que optar pela formação em ciências Biológicas ou Exatas tem pouco efeito sobre a religiosidade dos universitários, tanto do ponto de vista da importância que cada um atribui à religião em suas vidas quanto em relação à frequência aos cultos religiosos. Por outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais.

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O que isso indica? Que o pós-modernismo é mais daninho à religiosidade que o cientificismo. E posso ver o motivo. O cerne da pós-modernidade é o relativismo, a noção de que as verdades absolutas não existem (curiosamente ninguém comenta que a inexistência de verdades absolutas é ironicamente propagandeada como… verdade absoluta). Como a maioria das religiões alega justamente o contrário, deixar-se convencer pelos teóricos pós-modernos leva ao enfraquecimento da fé.

Os pesquisadores também verificaram como a religiosidade influencia na escolha da carreira a seguir. Curiosamente, quanto maior a religiosidade dos estudantes, maior a chance de eles acabarem escolhendo um curso de Humanas ou Sociais – justamente aquelas que mais danificam o senso religioso dos universitários.

Durante homilia, Papa Francisco declara sua crença na doutrina da salvação universal

Durante homilia na missa da última quarta-feira (22) no Vaticano, o papa Francisco surpreendeu o mundo ao declarar sua crença na doutrina da salvação universal, a qual defende que, independente de qualquer coisa, toda a humanidade será salva no Juízo Final, inclusive os ateus. Ele enfatizou a importância de “fazer o bem” como um princípio que une toda a humanidade, e uma “cultura de encontro” para “apoiar a paz”. Em determinado momento do sermão, o papa proferiu as seguintes palavras:

“O Senhor nos criou à sua imagem e semelhança, e todos somos imagem do Senhor. Ele faz o bem e deu a todos esse mandamento em nossos corações: façam o bem e não o mal. Devemos fazer o bem uns aos outros. (…) O Senhor redimiu a todos pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. ‘Mas, padre, os ateus também?’ – Todos! ‘Mas eu sou ateu, padre. Eu não acredito…’ – Faça o bem: nos encontraremos lá!”.

Respondendo à homilia do líder da Igreja Católica Romana, o padre James Martin escreveu em um e-mail ao The Huffington Post: “O papa Francisco diz, mais claro do que nunca, que Cristo se ofereceu como um sacrifício por todos. Essa sempre foi uma crença cristã. No entanto, raramente você ouve isso ser dito por católicos com tanta força, e com tão evidente alegria. E nessa época de controvérsias religiosas, é um lembrete oportuno que Deus não pode ser confinado a nossas estreitas categorias”.


Relatório do Vaticano conclui que judeus
não precisam de Cristo para serem salvos

Como resultado de uma longa investigação realizada por teólogos do Vaticano, a Igreja Católica Romana publicou um relatório no qual conclui oficialmente que os judeus não precisam se converter a Cristo para garantir a salvação eterna. O material, elaborado pela “Comissão para as relações religiosas com os judeus”, também afirma que a Igreja não deve procurar ativamente converter judeus ao cristianismo, postura que já era defendida pelo Papa emérito Bento XVI. Essa era uma questão que prejudicava, segundo eles, as relações diplomáticas e ecumênicas entre as duas religiões. “Embora os judeus não creiam em Jesus Cristo como o redentor universal, eles têm direito à salvação porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, conclui o relatório.

Essa posição está sendo interpretada diplomaticamente, como uma tentativa do Vaticano de minimizar o efeito de séculos de ensino antissemita, que na Idade Média justificou a perseguição e até a morte de judeus. Desde o Concílio Vaticano II, em 1965, a Igreja Católica não atribui mais a responsabilidade pela crucificação de Cristo à “comunidade judaica”, destacando ainda o que chama de herança compartilhada das duas religiões. As relações ecumênicas entre as duas religiões já foram tratadas em outro relatório, de 1998, no qual essa mesma comissão conclamou os católicos a se arrependerem por não terem feito mais para impedir o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial e recriminou o silêncio da Igreja como instituição na época do horror nazista.

A crença de que o único caminho para a salvação é através da fé em Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Desde o surgimento da igreja primitiva, liderada pelos apóstolos, os cristãos ensinam que é somente graças à morte e ressurreição de Cristo que as pessoas têm oportunidade de salvação. Quando teólogos católicos afirmam que determinada classe de pessoas – os judeus – são tratados de maneira diferente, é natural que isso gere muita polêmica em todo o mundo, como de fato está acontecendo.

Com informações de Jews News e Gospel Prime.

Chico Xavier e a “materialização de espíritos”

chico xavierNo início de sua carreira, Chico Xavier usava truques primários amadores. Vejam a foto ao lado e atentem para um detalhe: ela foi divulgada à época como sendo a materialização de um espírito com quem o médium se comunicava. Ou seja, ele afirmava – a sério – que essa pessoa ridiculamente vestida com um lençol era um espírito “materializado”. Em tempo, observem o pano branco enrolado que parece sair da boca do homem sentado. Chico dizia ser “ectoplasma”, fruto do exorcismo.

Mais tarde o “fantasma” foi identificado como sendo uma mulher com diversas passagens na polícia por charlatanismo; seu nome era Otília Diogo, e ela foi presa poucos dias depois da foto em um quarto de hotel. Em sua bagagem a polícia encontrou a fantasia de fantasminha. O truque era tão primário que Chico Xavier logo parou com as “materializações”, alegando que seus textos bastavam e que, afinal, era preciso ter fé. Isso depois de ser seguidamente desmascarado. Chico Xavier psicografou mensagens de pessoas vivas ou inventadas, caindo em armadilhas infantis preparadas por jornalistas. E “psicografou” um livro onde o espírito sei lá de quem descrevia em detalhes a vida em Marte. Datações erradas, erros históricos tolos, nomes impossíveis, textos plagiados, tudo isso foi exaustivamente mostrado em revistas e emissoras de TV na época.

Fonte: Lineu, o ateu.

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