Ariano Suassuna detona a teoria da evolução com um pegador de roupas e muito bom humor

Veja também: Ariano Suassuna fala sobre as raízes populares da cultura brasileira

Marcelo Gleiser no Canal Livre falando sobre vida extraterrestre, ciência e religião

Entrevista concedida por Marcelo Gleiser, professor de física e astronomia na Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, ao programa Canal Livre, da Band.
Na ocasião, ele falou sobre a probabilidade e as consequências de existir vida fora da Terra, sobre a relação entre ciência e religião, e sobre os limites éticos da ciência.




Veja também: Extraterrestres existem ou não? (Marcelo Gleiser)
Cientistas já discutem os procedimentos padrão em caso de contato alienígena

BÔNUS: Programa Canal Livre (Band) exibido no dia 23 de março de 2014, com a presença de Douglas Galante, doutor em astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), e do professor emérito da USP, Sylvio Ferraz Mello, doutor em ciências matemáticas pela Academia de Paris e Doutor Honoris Causa do Observatório de Paris. Apresentação de Boris Casoy, com a presença dos jornalistas Fernando Mitre e Ulisses Capozzoli na bancada.

Entendendo o evolucionismo darwinista

Palestra do Rev. Augustus Nicodemus.

Coisas que até um ateu pode ver

Comentários sobre o livro Mind & Cosmos, do filósofo americano Thomas Nagel, escrita pelo Rev. Augustus Nicodemus e publicada originalmente no blog Tempora-Mores.


Um número razoável de cientistas e filósofos ateus ou agnósticos vem em anos recentes engrossando as fileiras daqueles que expressam dúvidas sérias sobre a capacidade da teoria da evolução darwinista para explicar a origem da vida e sua complexidade por meio da seleção natural e da natureza randômica ou aleatória das mutações genéticas necessárias para tal. Poderíamos citar Anthony Flew, o mais notável intelectual ateísta que, no início do século 21, anunciou sua desconversão do ateísmo darwinista e adesão ao teísmo, por causa das evidências de propósito inteligente na natureza. Mais recentemente o biólogo ateu James Shapiro, da Universidade de Chicago, publicou o livro Evolution: A View from 21st Century, que desconstrói impiedosamente o darwinismo.

E agora é a vez de Thomas Nagel, professor de filosofia e direito da Universidade de Nova York, membro da Academia Americana de Artes e Ciências, ganhador de vários prêmios com seus livros sobre filosofia, e um ateu declarado. Ele acaba de publicar o livro Mind & Cosmos (“Mente e Cosmos”), com o provocante subtítulo Why the materialist neo-darwinian conception of nature is almost certainly false” (“Por que a concepção neo-darwinista materialista da natureza é quase que certamente falsa”), onde aponta as fragilidades do materialismo naturalista que serve de fundamento para as pretensões neo-darwinistas de construir uma teoria de tudo. (Não pretendo fazer uma resenha do livro. Para quem lê em inglês, indico a excelente resenha feita por William Dembski e o comentário breve de Alvin Plantinga). Estou mencionando estes intelectuais e cientistas ateus por que quando intelectuais e cientistas cristãos declaram sua desconfiança quanto à evolução darwinista são descartados por serem “religiosos”. Então, tá. Mas, e quando os próprios ateus engrossam o coro dos dissidentes?

Neste post, eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel, no livro, que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis da física. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista. Ele deixa claro que sua crítica procede de sua própria análise científica e que, mesmo assim, não será bem vinda nos círculos acadêmicos:

“O meu ceticismo [quanto ao evolucionismo darwinista] não é baseado numa crença religiosa ou numa alternativa definitiva. É somente a crença de que a evidência científica disponível, apesar do consenso da opinião científica, não exige racionalmente de nós que sujeitemos este ceticismo [a este consenso] neste assunto. (…) Eu tenho consciência de que dúvidas desta natureza vão parecer um ultraje a muita gente, mas isto é porque quase todo mundo em nossa cultura secular tem sido intimidado a considerar o programa de pesquisa reducionista [do darwinismo] como sacrossanto, sob o argumento de que qualquer outra coisa não pode ser considerada como ciência.” (p.7)

Ele profetiza o fim do naturalismo materialista, o fundamento do evolucionismo darwinista: “Mesmo que o domínio do naturalismo materialista está se aproximando do fim, precisamos ter alguma noção do que pode substitui-lo” (p. 15). Para ele, quanto mais descobrimos acerca da complexidade da vida, menos plausível se torna a explicação naturalista materialista do darwinismo para sua origem e desenvolvimento:

“Durante muito tempo eu tenho achado difícil acreditar na explicação materialista de como nós e os demais organismos viemos a existir, inclusive a versão padrão de como o processo evolutivo funciona. Quanto mais detalhes aprendemos acerca da base química da vida e como é intrincado o código genético, mais e mais inacreditável se torna a explicação histórica padrão [do darwinismo]. (…) É altamente implausível, de cara, que a vida como a conhecemos seja o resultado da sequência de acidentes físicos junto com o mecanismo da seleção natural. (…) “Com relação à evolução, o processo de seleção natural não pode explicar a realidade sem um suprimento adequado de mutações viáveis, e eu acredito que ainda é uma questão aberta se isto poderia ter acontecido no tempo geológico como mero resultado de acidentes químicos, sem a operação de outros fatores determinando e restringindo as formas das variações genéticas.” (pp. 5, 6, 9)

Nagel surpreendentemente sai em defesa dos proponentes mais conhecidos da teoria do design inteligente na atualidade, Michael Behe e Stephen Meyer:

“Apesar de que escritores como Michael Behe e Stephen Meyer sejam motivados parcialmente por suas convicções religiosas, os argumentos empíricos que eles oferecem contra a possibilidade da vida e sua história evolutiva serem explicados plenamente somente com base na física e na química são de grande interesse em si mesmos. (…) Os problemas que estes iconoclastas levantam contra o consenso cientifico ortodoxo deveriam ser levados a sério. Eles não merecem a zombaria que têm recebido. É claramente injusta.” (p.11)

Num parágrafo quase confessional, Nagel reconhece que lhe falta o sentimento do divino que ele percebe em muitos outros: “Confesso (…) que não considero a alternativa do design inteligente como uma opção real – me falta aquele sensus divinitatis [senso do divino] que capacita – na verdade, impele – tantas pessoas a ver no mundo a expressão do propósito divina da mesma maneira que percebem num rosto sorridente a expressão do sentimento humano” (p.12). Para Nagel, porém, o evolucionismo darwinista, com sua visão materialista e naturalista da realidade, não consegue explicar o que transcende o mundo material, como a mente e tudo que a acompanha:

“Nós e outras criaturas com vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de nossa constituição física. Portanto, aquilo que explica a existência de organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser reduzidos ao aspecto meramente físico. (…) Uma alternativa genuína ao programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo. (…) Os elementos fundamentais e as leis da física e da química têm sido assumidos para se explicar o comportamento do mundo inanimado. Algo mais é necessário para explicar como podem existir criaturas conscientes e pensantes, cujos corpos e cérebros são feitos destes elementos. (pp. 15, 20)

Menciono por último a perspicaz observação de Nagel: se a mente existe porque sobreviveu através da seleção natural, isto é, por ter se tornado mais esperta para sobreviver, como poderemos confiar nela? E aqui ele cita e concorda com Alvin Plantinga, um renomado filósofo de fé reformada:

“Eu concordo com Plantinga que, ao contrário da benevolência divina, a aplicação da teoria da evolução à compreensão de nossas capacidades cognitivas acaba por minar nossa confiança nelas, embora não a destrua por completo. Mecanismos formadores de crenças e que têm uma vantagem seletiva no conflito diário pela sobrevivência não merecem a nossa confiança na construção de explicações teóricas sobre o mundo como um todo. (…) A teoria da evolução deixa a autoridade da razão numa posição muito mais fraca. Especialmente no que se refere à nossa capacidade moral e outras capacidades normativas – nas quais confiamos com frequência para corrigir nossos instintos. Eu concordo com Sharon Street [professora de filosofia da Universidade de Nova York] que uma auto-compreensão evolucionista quase que certamente haveria de requerer que desistíssemos do realismo moral, que é a convicção natural de que nossos juízos morais são verdadeiros ou falsos independentemente de nossas crenças.” (p.28)

Não consegui ler Nagel sem lembrar do que a Bíblia diz: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim” (Eclesiastes 3:11). “De um só Deus fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós” (Atos 17:26-27). Nagel tem o sensus divinitatis, sim, pois o mesmo é o reflexo da imagem de Deus em cada ser humano, ainda que decaídos como somos. Infelizmente o seu ateísmo o impede de ver aquilo que sua razão e consciência, tateando, já tocaram.

O que a ciência diz sobre as “raças” humanas?

Veja também: Mapa racial do Brasil
Argumentos contra as cotas raciais

color-range

Nunca entendi por que sou obrigado a preencher, em alguns formulários e documentos oficiais do governo, uma declaração de cor ou raça. Primeiro porque eu nunca sei o que responder. Não me enquadro em nenhuma das alternativas. Não me considero branco, preto, pardo, asiático nem indígena. Sou um típico ser humano vira-lata. O fato de terem colocado “pardo” na minha identidade não nega isso; pelo contrário, apenas confirma (afinal, o que diabos significa ser “pardo” senão uma mistura genética?). Em segundo lugar, não vejo nenhum sentido em dividir as pessoas por cor ou raça; ainda mais se isso é feito com a desculpa de combater o racismo. Na minha opinião, esse hábito é que é um tipo de racismo. Talvez o pior tipo, o racismo institucionalizado. Sorte a nossa que a ciência tem atuado para combater essa ideia equivocada de que cor ou raça é geneticamente importante nos humanos. Portanto, você que defende cotas raciais e ainda assim estima a ciência precisa ler este artigo publicado por Alexandre Varsignassi na revista Superinteressante.

skin color

A cor da pele não é assunto entre os chimpanzés. Se você depilar um, uma pele branca vai aparecer por baixo da manta de pelos. Passa a gilete em outro e surge uma pele preta. Manda mais outro para a cera quente e quem sai do centro de depilação é um chimpanzé rosa. Na verdade, eles mudam de cor ao longo da vida: nascem mais claros e vão escurecendo. Mas não importa. A cor da pele é tão relevante para eles quanto a do pâncreas é para a gente. Não que eles não sejam racistas. No mundo chimpanzé, o pelo pode ser de qualquer cor, contanto que seja preto. Quando nasce algum albino, com pêlo branco, não tem jeito: os outros chimpanzés não aceitam. Ele vai apanhar, ficar isolado e morrer logo – ou linchado ou de fome.

Nosso ancestral comum com os chimpanzés, um símio que viveu há 6 milhões de anos, provavelmente obedecia a mesma regra. A cor da pele não tinha importância, só a dos pelos. Mas uma hora essa história mudou. Há coisa de 2 milhões de anos alguns dos descendentes desse ancestral comum começaram a perder pelos. A cada mil partos nascia um macaco pelado. Um mutante. Algumas dessas aberrações genéticas tinham o mesmo destino dos albinos: bullying e morte prematura. Outros não. Talvez a falta de pelos os tenha ajudado a lidar melhor com o calor africano, e eles conseguiam ir mais longe para arranjar comida. Assim, viviam mais e melhor, então se reproduziam mais.

Deu tão certo que, uma hora, esses macacos pelados tinham formado uma super espécie – eram maiores e bem mais inteligentes que seus antepassados peludos. Nada mal para quem começou a vida evolutiva apanhando. Hoje esse animal sem pelos é conhecido como Homo erectus – são os nossos avós diretos. E as mutações não pararam, lógico. Quanto maior a inteligência de um erectus, maior era a chance de ele deixar mais descendentes. Então 1,8 milhão de anos depois já havia alguns erectus com cérebro gigante, e, de quebra, com traços idênticos aos dessa maravilha genética que você vê no espelho todas as manhãs. Era o Homo sapiens.

E você era negro. A pele escura era a melhor para aguentar o sol africano sem a proteção de uma camada de pêlos, já que é menos propensa a brindar seu dono com um câncer de pele. Por essas, nossa linhagem trocou o arco-íris de pigmentação que provavelmente tinha antes de perder os pêlos por uma tonalidade só. Ficamos monocromáticos. Mas não demorou e o sapiens começou a colonizar outras partes do mundo. Um dos momentos mais definidores dessa fase foi quando chegamos à Europa, há 40 mil anos, e exterminamos os neandertais. Eles eram nossos primos, também descendentes do erectus. A diferença é que os ancestrais deles tinham saído da África há 400 mil anos (200 mil antes de a nossa espécie surgir).

Por essas, os neandertais já nasciam adaptados ao frio: eram fortes que nem um bisão e, como todo mamífero que vive no gelo, tinham pele e cabelos claros. Não que camuflagem na neve fosse tão importante para eles quanto é para um urso polar ou uma raposa siberiana. Os neandertais mantiveram a mutação dos seus avós africanos – a de não ter pêlos (pelo menos não tantos pêlos). Então precisavam se cobrir de peles o tempo todo para aguentar as temperaturas negativas. A vantagem da pele clara era outra: ela sintetiza melhor a vitamina D nas altas latitudes, onde não existe sol o bastante para fazer esse trabalho a contento. Num tempo em que nutriente era tudo o que faltava, qualquer vantagem na absorção de algum deles fazia toda a diferença. O processamento mais eficaz de vitamina D era uma vantagem. Assim os neandertais foram embranquecendo.

Não que isso tenha ajudado muito quando nós, negros Homo sapiens, entramos na Europa. Nossa tecnologia àquela altura era bem superior à dos neandertais, com lanças mais leves e afiadas. Mas o que fazia mesmo a diferença era a nossa organização social: andávamos em grupos de 100, 200 pessoas. Eles, em famílias com no máximo 10 indivíduos. Cada encontro, então, era um massacre. Não demorou e já tínhamos matado todos os neandertais. Algumas fêmeas de neandertal, no entanto, conseguiam escapar da morte trabalhando como escravas sexuais.

A maior evidência disso é que 20% do genoma neandertal continua vivo no nosso DNA. Todo não-africano tem entre 2% e 3% de DNA neandertal dentro de suas células. Bom, pode ser também que machos neandertais tenham inseminado nossas fêmeas ao longo do processo, mas dificilmente essa foi a regra: mulheres são um espólio de guerra constante na nossa história, e talvez mais ainda na nossa pré-história.  Mas não foi a hibridização com os neandertais que empalideceu o sapiens na Europa. Não havia neandertais o bastante para fazer a diferença no pool genético da pigmentação e, provavelmente, os machos nascidos desses encontros eram inférteis, como acontece com machos filhos de tigres com leoas – aí complica mais ainda.

O sapiens embranqueceu pelo mesmo processo de sempre: a cada mil, dez mil nascimentos, aparecia um mutante. Em alguns casos, a mutação era ter uma pele mais clara. Esses indivíduos deviam levar seus pescotapas na infância, por serem diferentes do resto. Alguns certamente eram mortos pela própria família logo que viam a luz. Mas naquele ambiente ser branco ainda era vantagem, também por causa da vitamina D. Uma vantagem grande o bastante para que, em poucas dezenas de milhares de anos, só nascessem sapiens de pele clara nas latitudes mais altas. Era a evolução emulando dentro da nossa espécie o que já tinha acontecido entre os ancestrais dos neandertais num passado ainda mais remoto.

Hoje a cor da pele não faz diferença do ponto de vista evolutivo: por mais que a nossa dieta não seja uma maravilha, temos acesso a tantos nutrientes que a capacidade de sintetizar mais vitamina D não tem mais com apitar na cor da pele. Nem a vitamina D nem a quantidade de sol do ambiente. Um Nigeriano vai viver o mesmo tempo (e ter o mesmo sucesso reprodutivo) vivendo em Copenhague ou em Salvador. Um dinamarquês, idem. O mais provável, então, é que fiquemos todos marrons em alguns milhares de anos, já que mais hora menos hora todos os genes de pigmentação dos sapiens vão acabar misturados, em todos os indivíduos.

Não que isso vá ser a panaceia da humanidade. Na Índia todo mundo é marrom faz tempo, e isso não impediu que surgisse o sistema de castas. Os Hutus e os Tutsis, de Ruanda, são quase idênticos, mesmo para os ruandeses, nem por isso deixaram de protagonizar um dos maiores massacres étnicos da história, com 800 mil Tutsis assassinados por Hutus. Um corintiano pode ser geneticamente indiscernível de um palmeirense, mas mesmo assim, de vez em quando um acha motivo para espancar e matar o outro pela cor da camisa.

O problema é que sempre nos juntamos em tribos de “iguais” para lutar contra qualquer coisa que pareça “diferente”. É parte da nossa natureza. É parte da natureza de qualquer animal – por isso todos os mutantes sofrem, em todas as espécies. Mas, ironicamente, são os mutantes, os diferentes, que fazem a espécie evoluir. Não fossem por eles, a evolução simplesmente não teria acontecido. Mas, graças a ela, hoje temos neurônios o bastante para decidir não nos comportar como amebas, para entender que o próprio conceito de raça é uma ilusão, ainda que perpetrada por um instinto estúpido.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Pág. 1 de 3123
%d blogueiros gostam disto: