Diferenças entre o cristianismo bíblico e o catolicismo romano – Augustus Nicodemus

Veja também: Papa Francisco declara sua crença na doutrina da salvação universal

Em comemoração pelos 500 anos da Reforma, compartilho esta palestra de Augustus Nicodemus sobre a diferença entre o cristianismo bíblico e o catolicismo romano.


Palestra do teólogo português Tiago Cavaco sobre um tema muito relevante e atual nestes 500 anos da Reforma: a catolicidade. Para sermos bons cristãos que respeitam a história e a tradição, precisamos nos tornar católicos romanos? Para sermos bons cristãos temos que nos submeter a Roma? A resposta a estas perguntas é: não.

Diferenças entre as igrejas evangélicas autênticas e as igrejas neopentecostais

Em comemoração pelos 500 anos da Reforma Protestante, compartilho esta aula de Augustus Nicodemus, na qual ele fala sobre a diferença entre as igrejas evangélicas autênticas e as igrejas ligadas ao movimento neopentecostal, como a Universal.


Imagens insanas de um culto pentecostal em Goiânia:

Por que a Bíblia católica tem mais livros?

Muita gente simples tem essa dúvida e acaba acreditando em versões completamente equivocadas e imparciais dadas pelos seus líderes religiosos, sejam eles católicos ou protestantes. Por isso, resolvi explicar essa questão aqui de maneira clara, sucinta e direta, para que seja facilmente entendida e finalmente esclarecida para os leigos.

pergaminho

A Bíblia protestante é constituída por 66 livros; 39 dos quais formam o Antigo Testamento (a Bíblia Hebraica, dos judeus), e 27 compõem o Novo Testamento. Já a Bíblia católica possui, além desses 66, outros sete livros completos (Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico) e alguns acréscimos aos livros de Ester (10:4 a 11:1 ou a 16:24) e Daniel (3:24-90; caps. 13 e 14). Todos esses livros e fragmentos adicionais, chamados de deuterocanônicos pelos católicos, e de apócrifos pelos protestantes, fazem parte do Antigo Testamento na Bíblia católica, de modo que o Novo Testamento é idêntico em ambas as Bíblias.

Os livros deuterocanônicos ou apócrifos foram produzidos, em sua maioria, durante os dois últimos séculos antes de Cristo; portanto, bem depois que o cânon da Bíblia Hebraica já estava concluído; daí serem chamados de “deuterocanônicos”. Embora nunca tenham feito parte da Bíblia Hebraica, porém, eles foram incorporados à tradução da Bíblia para o latim (Vulgata Latina) em 382 d.C., e declarados autênticos pelo Concílio de Roma, no mesmo ano. Essa versão preservou e popularizou os acréscimos durante a Idade Média. Em 1546, pouco depois da Reforma Protestante, o Concílio de Trento decretou que aqueles que não reconhecessem os acréscimos da Vulgata Latina como genuinamente sagrados e canônicos deveriam ser excomungados. Consequentemente, todas as versões católicas da Bíblia preservam até hoje esses escritos.

Os protestantes, por sua vez, reconhecem o valor histórico dos livros apócrifos, mas não os consideram como canônicos ou inspirados. Essa posição deriva do fato de tais escritos (1) não fazerem parte do cânon hebraico do Antigo Testamento; (2) não haverem sido citados por Cristo ou pelos apóstolos no Novo Testamento; e (3) apresentarem ensinamentos contrários ao restante das Escrituras. Entre esses ensinamentos estão as teorias da existência do purgatório (Sabedoria 3:1-9; contrastar com Salmo 6:5; Eclesiastes 9:5, 10); das orações pelos mortos (II Macabeus 12:42-46; contrastar com Isaías 38:18 e 19); de que anjos bons mentem (Tobias 5:10-14; contrastar com Mateus 22:30; João 8:44); de que os órgãos de um peixe, postos sobre brasas, espantam os demônios (Tobias 6:5-8; contrastar com Marcos 9:17-29); e de que as esmolas expiam o pecado (Tobias 12:8 e 9; Eclesiástico 3:30; contrastar com I Pedro 1:18 e 19; I João 1:7-9).


Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?

Como foi feita a divisão da Bíblia em capítulos e versículos? Nos livros originais não havia nada disso, nem separação entre as palavras, sem sinais de pontuação, nem vogais (no caso da Bíblia Hebraica). A necessidade de dividir o texto sagrado surgiu especialmente para facilitar a localização de passagens bíblicas. Houve diversos sistemas, tanto entre os cristãos como entre os judeus (SedarimPerashiyyotPesuquim).

A atual divisão da Bíblia em capítulos deve-se ao trabalho do clérigo inglês Stephen Langton, que foi chanceler da Universidade de Paris, em 1206, e se tornou Arcebispo da Cantuária, na Inglaterra, em 1207 (mas só assumiu o cargo em 1213, por causa de intrigas entre o Papa e o rei). Ele publicou uma versão da Vulgata (a tradução da Bíblia para o latim feita por Jerônimo) com a divisão dos capítulos que temos hoje. Algumas outras divisões anteriores já haviam sido feitas, mas foi a versão em capítulos de Langton, conhecida como “Bíblia Parisiense”, que vingou até hoje. Foi com essa divisão de capítulos, inclusive, que a tradução da Bíblia de Lutero foi impressa no século 16.

Já a divisão em versículos veio três séculos mais tarde pelo trabalho do redator, editor e impressor francês Robert Estiénne, também conhecido como Stephanus. Estiénne foi um homem erudito, conhecedor do latim, do grego e do hebraico, que se empenhou em revisar e editar uma versão crítica da Vulgata. Nestas edições da Bíblia, apontava erros de manuscritos, de tradução, entre outras notas. Por causa de seu trabalho, foi considerado um herege pela igreja católica e, diferente de outros colegas de profissão, conseguiu escapar da fogueira muitas vezes. Em 1550, se tornou ilegal a impressão de outras versões da Bíblia senão a Vulgata. Por isso, Stephanus foi residir em Genebra, na Suíça. Estiénne reeditou uma divisão feita por Pagnino de Lucca, um monge dominicano que, em 1541, havia repartido a Bíblia em 1527 versículos. O editor retocou os versículos do Antigo Testamento e reelaborou todo o Novo Testamento. Depois disso, aproveitou a divisão em capítulos de Langton e, em 1553, publicou, pela primeira vez, em francês, toda a Bíblia com as divisões que temos atualmente. Em 1555, fez a versão latina.

Uma ideia tão simples — ter capítulos e versículos numerados. Com isso, cada versículo bíblico tem um “endereço” único, como um CEP ou código postal. É verdade que esses capítulos e versículos às vezes dividem o texto bíblico em lugares estranhos. Mas essa divisão torna mais fácil citar e encontrar determinada passagem. A divisão em capítulos e versículos facilita muito as coisas. Mas lembre-se de que é importante entender toda a mensagem de determinado livro. Por isso, recomenda-se desenvolver o hábito de ler o contexto em vez de apenas versículos isolados.

Não entendo música gospel

Artigo de opinião do economista Carlo Carrenho, fundador do portal PublishNews.

Não entendo música gospel. Pior: não gosto de música gospel. E não gosto porque ela simplesmente não faz sentido, não se justifica. Trata-se do único estilo musical que independe do estilo musical. Existe rock gospel, forró gospel, samba gospel, funk gospel, sertanejo gospel… Mas o problema é que a tal música gospel não se define.

Música gospel não se define pela temática. Caso contrário, Gilberto Gil e Renato Russo teriam de ser rotulados de gospeis com suas canções “Se eu quiser falar com Deus” e “Monte Castelo”, respectivamente. A primeira é uma ode à oração e a segunda, uma adaptação do capítulo 13 da primeira Carta de Paulo aos Coríntios. Música gospel tampouco se define pela opção religiosa professada por seus intérpretes ou compositores. Fosse assim, a música produzida pelo compositor alemão Johan Sebastian Bach e pela banda irlandesa U2 teria de ser chamada de gospel. Música gospel também não se define como música litúrgica. Afinal, faz tempo que ela deixou a igreja para invadir palcos, shows e rádios mundo afora. A música gospel hoje possui objetivos muito maiores do que a tradicional função de adoração e introspecção da música litúrgica – embora, claro, ainda possa eventualmente cumprir esta função.

Mas então, o que define a música gospel? Só consigo pensar em uma palavra: mercado. A definição musical de “gospel” é antes de tudo mercadológica. Música gospel é aquela feita por evangélicos para evangélicos, de crente para crente, delimitando assim uma área de atuação e ganhando força comercial por meio de uma rotulação excludente. Isso apenas fortalece o muro que construímos em volta de nosso gueto. Estamos nos fechando cada vez mais em nosso mundinho gospel, limitando nosso relacionamento e vivência com o mundo. E a tal música gospel serve muito bem a este isolamento. Os grandes músicos cristãos, verdadeiros missionários, são aqueles que levam a mensagem cristã ao mundo sem se pré-rotularem de gospel, sem colocar o mercado à frente da mensagem e que, curiosamente, acabam por conquistar o mundo justamente por isso.

Links de teologia reformada

500 anos da Reforma – Site comemorativo da IPB.

WRF – Fraternidade Reformada Mundial.

Ministério Fiel – Portal de teologia reformada.

Monergismo (site novo) – Portal de teologia reformada.

Monergismo (site antigo) – Portal de teologia reformada.

Monergism – Portal de teologia reformada (em inglês).

ARPAV – Associação Reformada Palavra da Verdade.

Cosmovisão Calvinista – Grupo de estudos de teologia reformada.

Academia Reformada – Cursos online de teologia reformada.

Escola Spurgeon – Cursos online de teologia reformada.

Projeto Charles Spurgeon – Textos do teólogo traduzidos.

Projeto Charles Ryle – Textos do teólogo traduzidos.

Projeto Castelo Forte – Textos reformados traduzidos.

Got Questions – Perguntas e respostas sobre a Bíblia.

Perguntar Não Ofende – Perguntas e respostas sobre a Bíblia.

Em Poucas Palavras – Programa de rádio com Augustus Nicodemus.

Soundcloud PIPGO – Sermões em áudio de Augustus Nicodemus.

Mensageiro Luterano – Revista da Igreja Luterana.

Revista Ultimato – Voltada ao público evangélico em geral.

Teologia Brasileira – Revista voltada a estudantes de teologia.

Curso de Hebraico Bíblico – Videoaulas de Wilson Porte Jr.

Curso de Grego Bíblico – Videoaulas de Wilson Porte Jr.


EDITORAS CRISTÃS 

Cultura Cristã | Fiel | Monergismo | Hagnos

Mundo Cristão | Vida Nova | Vida | Shedd


IGREJAS HISTÓRICAS

Igreja Presbiteriana do Brasil

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Igreja de Confissão Luterana no Brasil

Igreja Anglicana Reformada do Brasil

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Igreja Evangélica Congregacional do Brasil

Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

Catedral Presbiteriana de São Paulo


SEMINÁRIOS TEOLÓGICOS

Seminário Presbiteriano do Sul (Campinas-SP)

Seminário Presbiteriano do Norte (Recife-PE)

Seminário Presbiteriano Brasil Central (Goiânia-GO)

Seminário Presbiteriano de Brasília (Brasília-DF)

Seminário Presbiteriano do Nordeste (Teresina-PI)

Seminário Presbiteriano Simonton (Rio de Janeiro-RJ)

Seminário Presbiteriano Rev. DNE (Belo Horizonte-MG)

Seminário Presbiteriano Rev. JMC (São Paulo-SP)

Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo-SP)

Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (São Paulo-SP)

Instituto Reformado de São Paulo (São Paulo-SP)

Westminster Theological Seminary (Pennsylvania, USA)


CREDOS E CONFISSÕES DE FÉ

Credos, confissões, declarações, símbolos, catecismos
e outros documentos históricos da fé cristã reformada.

Credo Apostólico (século I d.C.)

Confissão de Fé Valdense (1120)

Confissão de Fé Valdense (1544)

Confissão de Fé da Guanabara (1558)

Confissão de Fé Francesa (1559)

Confissão de Fé Escocesa (1560)

Segunda Confissão Helvética (1562)

39 Artigos da Religião (1563)

Catecismo de Heidelberg (1563)

Confissão de Fé Belga (1566)

Os Cânones de Dort (1619)

Confissão de Fé de Westminster (1646)

Breve Catecismo de Westminster (1649)

Catecismo Maior de Westminster (1649)

Confissão de Fé Batista de Londres (1689)

Confissão Batista de New Hampshire (1833)

Mensagem e Fé Batista (1925)

Pacto de Lausanne (1974)

Declaração de Chicago (1978)

A Razão da Nossa Fé (1981)

Declaração de Cambridge (1996)

Declaração de Fé da WRF (2000)


Veja também:

Links de utilidade pública

Links de utilidade acadêmica

Links sobre cultura clássica

Links de filosofia

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