As capitais continentais

Eu já argumentei aqui por que Recife é a capital do Nordeste, ainda que informalmente. Em mais uma de minhas divagações ociosas, estive me perguntando qual seria a capital de cada continente do mundo. Por “capital”, leia-se cidade mais importante, levando em consideração os pontos de vista cultural, histórico, geográfico, econômico, etc.

Eis as minhas sugestões:

capitais continentais

Veja também:
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CAPITAL DA AMÉRICA DO SUL: SÃO PAULO

Correndo por fora: Buenos Aires

Na América do Sul, não há cidade à altura de São Paulo (Brasil) e Buenos Aires (Argentina) que ousem se candidatar ao título de capital do continente. Rio de Janeiro (Brasil) e Santiago (Chile) não têm a menor chance nessa disputa. Entre as duas gigantes sul-americanas, São Paulo ganha da rival argentina em quase todos os quesitos. Enquanto Buenos Aires tem melhor IDH e a língua mais falada no continente (espanhol), São Paulo está geograficamente mais ao centro do continente, pertence ao maior e mais importante país, tem uma população muito maior, um PIB muito maior, e é o maior centro financeiro da América Latina (e de todo o hemisfério sul). Por esses e outros motivos, São Paulo é a capital informal da América do Sul.

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CAPITAL DA AMÉRICA DO NORTE: NOVA YORK

Correndo por fora: Chicago e Los Angeles

Considerando o continente americano como um todo, nem São Paulo, nem Buenos Aires, nem a Cidade do México, nem as canadenses Toronto, Montreal e Vancouver se colocam em par de igualdade com as grandes metrópoles dos Estados Unidos: Nova York, Chicago e Los Angeles. Dentre essas, Chicago, apesar do porte e importância, logo cai fora da disputa. Los Angeles se sobressai por pertencer ao mais rico e próspero estado americano, a Califórnia. Também por abrigar Hollywood. Mas não chega a igualar-se a Nova York nem em população, nem em PIB, nem em importância cultural e histórica. Nova York é para o mundo um símbolo da América e merece com folga esse título de capital das Américas.

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CAPITAL DA EUROPA: LONDRES

Correndo por fora: Paris, Roma e Atenas

O velho continente poderia muito bem ser representado por Roma (Itália) ou Atenas (Grécia). Essas cidades históricas são o berço da nossa cultura e civilização ocidental e foram consideradas os centros do mundo na Antiguidade, mas nos dias de hoje não têm força suficiente para competir com Londres (Reino Unido) e Paris (França) pelo posto de capital da Europa. Entre essas duas, Paris leva vantagem por estar localizada mais no centro do continente, enquanto Londres fica numa ilha ao norte (Grã-Bretanha), mas as vantagens da capital francesa param por aí. Londres foi a capital do maior império de todos os tempos, tem mais gente, um PIB ligeiramente maior e um argumento que desbanca de vez a rival francesa: é o berço a língua universal, o inglês.

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CAPITAL DA ÁFRICA: JOANESBURGO

Correndo por fora: Cairo

A cidade do Cairo (Egito) tem a seu favor o fato de estar localizada no norte do continente africano, portanto bem mais próxima da Europa e da Ásia, o que em tese facilita o comércio e a troca cultural com esses outros continentes. Além disso, ela é a capital e cidade mais importante do Egito, uma das nações mais antigas do mundo, e bebe das águas do maior e mais importante rio do continente, o Nilo (sem falar nas maravilhosas pirâmides). Mesmo assim, Joanesburgo (África do Sul) hoje supera Cairo em quase tudo, assim como a África do Sul supera o Egito. Joanesburgo é hoje a maior e mais rica metrópole do continente, responsável por 10% do PIB africano. Isso dá a ela o título de capital da África.

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CAPITAL DA ÁSIA: TÓQUIO

Correndo por fora: Xangai, Pequim, Hong Kong, Singapura e Seul

Xangai (China), Pequim (China), Hong Kong (China), Singapura (independente) e Seul (Coreia do Sul) são enormes, populosas como formigueiros, riquíssimas, mas nenhuma se compara a Tóquio (Japão). A capital japonesa é de longe a cidade mais rica do mundo, e alguns rankings a colocam também como a mais populosa. Isso sem falar na importância econômica e cultural do Japão no cenário mundial. Assim fica fácil declarar Tóquio como a capital não só da Ásia, mas de todo o mundo oriental.

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CAPITAL DO ORIENTE MÉDIO: JERUSALÉM

Correndo por fora: Istambul e Dubai

Aqui a briga é boa. Dubai (Emirados Árabes Unidos), apesar de ser hoje uma das cidades mais ricas do mundo e uma das que mais recebem turistas, não é historicamente importante como Istambul (Turquia) e Jerusalém (Israel). Sua grandeza não é espontânea e natural: ela foi feita importante. Nasceu e cresceu recentemente pela vontade (e pela grana) dos xeiques árabes, com a força econômica do petróleo. Considerá-la a cidade mais importante do Oriente Médio seria cometer o mesmo erro de considerar Brasília a cidade mais importante do Brasil. Ora, Brasília foi construída para esse fim, não surgiu e se tornou importante espontaneamente, naturalmente, como São Paulo ou Rio de Janeiro. (Outra semelhança entre Dubai e Brasília é que ambas foram construídas no deserto).

Istambul, por sua vez, tem grande vantagem por estar localizada simultaneamente em dois continentes, Ásia e Europa, e também por ser a cidade mais populosa da região. Mas se Dubai é rica e Istambul populosa, nenhuma delas tem a importância simbólica, histórica, cultural, religiosa e espiritual de Jerusalém. Primeiramente, a cidade é considerada sagrada por ser o berço das três principais religiões do mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Depois, nenhuma outra cidade foi e é tão disputada quanto esta. Ela também é uma das cidades mais antigas do mundo e uma das que mais recebe turistas do mundo todo.

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CAPITAL DA OCEANIA: SIDNEY

Correndo por fora: Melbourne e Auckland

Essa é fácil. Primeiro porque, por uma questão de bom senso, a capital da Oceania deve ser uma cidade australiana (foi mal, Nova Zelândia). Depois porque, dentre as principais cidades australianas, nenhuma tem a importância de Sidney. Tanto que, se você perguntar a qualquer brasileiro qual é a capital da Austrália, as chances de que ele responda Camberra são quase nenhuma: a grande maioria dirá equivocadamente que é Sidney, pois esta é a cidade mais populosa, mais rica e mais conhecida da Austrália.

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CAPITAL DO OCIDENTE: NOVA YORK

Correndo por fora: Atenas, Roma e Londres

Agora que os continentes estão devidamente capitaneados (isso tá certo?), vamos pensar no mundo sob a ótica da divisão clássica entre Ocidente e Oriente. Como já dissemos no tópico sobre a Europa, Atenas (Grécia) e Roma (Itália) têm tudo para serem consideradas capitais do Ocidente, justamente porque foram o berço dessa civilização. Mesmo assim, já que estamos procurando uma capital para o Ocidente hoje, essas cidades históricas cedem lugar a Nova York ou Londres. E, claro, nessa disputa quem vence é Nova York. Primeiro pela importância dos Estados Unidos no cenário mundial, muito maior que a do Reino Unido. Depois por Nova York ser mais populosa e mais rica do que Londres. E finalmente, por Nova York ser um verdadeiro símbolo do Ocidente. Pode confirmar isso com qualquer terrorista muçulmano: o seu ódio ao Ocidente têm um alvo bastante específico: os Estados Unidos. E se você pedir que ele seja ainda mais específico, ele provavelmente revelará que o seu sonho é se explodir num importante cartão postal de Nova York no meio de uma multidão.

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CAPITAL DO ORIENTE: TÓQUIO

Correndo por fora: Xangai e Mumbai

Já adiantamos, no tópico sobre a Ásia, que Tóquio (Japão) seria a capital do Oriente. Levando em consideração o aspecto histórico, temos a China e a Índia como as grandes nações orientais da Antiguidade, o berço da civilização oriental (assim como Grécia e Roma antigas o são para o Ocidente). Além disso, China e Índia são, respectivamente, os países com as maiores populações do mundo. Mas hoje, nem Xangai (principal e maior metrópole chinesa) nem Mumbai (principal e maior metrópole indiana) têm condições de competir com Tóquio, a gigante japonesa.

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CAPITAL DO MUNDO: VOCÊ DECIDE!

Por fim, qual seria a capital do mundo hoje? Essa última eu vou abrir mão de responder e jogar a bola (ou o globo) para vocês, caros leitores. Compartilhe nos comentários a sua opinião e justifique sua escolha.

A CBF tem que acabar!

cbf-selecao-brasileiraArtigo de opinião de Alexandre Versignassi e Guilherme Pavarin, publicado na edição de agosto (336) da Superinteressante.


O porto de Santos é a cafeteira do mundo: um terço do café tomado na Terra passa por ali, numa jornada que começa nas fazendas do Brasil e termina nas xícaras de Madrid, Milão, Moscou, Kiev… Não só nas xícaras. O maior comprador do nosso estimulante preto, ao lado dos EUA, é a Alemanha. Mas eles não tomam tudo. Revendem uma parte razoável, porque é um negocião: os alemães pagam mais ou menos R$ 400 em cada saca de 60 quilos e reexportam para o resto da Europa por R$ 800. Sem industrializar nada, só revendendo café “cru” mesmo, do jeito que ele sai das roças daqui. Não é malandragem, é logística: eles podem fazer isso graças à sua malha ferroviária cheia de tentáculos, veias e artérias.

Reexportar dali para o resto da Europa é fácil. Num ano típico, os caras importam 18 milhões de sacas e revendem 12 milhões. Isso faz da Alemanha o terceiro maior exportador de café do mundo, atrás apenas do Brasil e do Vietnã. Tudo sem nunca ter plantado um pé de café! Tem mais. Das 6 milhões de sacas que ficam dentro da Alemanha, uma parte vai para Schwerin, uma cidadezinha de conto de fadas perto da fronteira com a Dinamarca. Por lá, os grãos brasileiros reencarnam na forma de cápsulas de Nespresso. E ganham preços que até outro dia só eram praticados no mercado de outro estimulante – branco. Um quilo dessas cápsulas acaba saindo por R$ 400 no varejo, quase 70 vezes o quilo do café cru. Ou seja: 70 x 1 para a Alemanha.

No futebol é parecido. Exportamos o material cru, os atletas jovens, e importamos o produto acabado – não exatamente os jogadores, porque quando eles voltam geralmente estão é acabados mesmo. O que a gente compra é o espetáculo. Por mais que aqui no Brasil ninguém torça de verdade por um Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique, todo mundo entende que futebol pra valer está lá fora, e que o Campeonato Brasileiro, na prática, é só uma espécie de série B do futebol mundial. Uma segunda divisão que alimenta a primeira com uma voracidade extrativista. O Brasil é o maior exportador mundial de jogadores, ao lado da Argentina. Vende por volta de 1.500 atletas por ano.

Ainda estamos entre as 10 maiores economias do planeta, à frente de destinos futebolísticos consagrados, como Espanha e Itália. Mesmo assim, nosso futebol não tem força econômica suficiente para reter pé-de-obra, e não para de ceder atletas para Madrid, Milão, Moscou… E Kiev. Até para a Ucrânia, que tem um PIB menor do que o da cidade de São Paulo, a gente perde jogadores! Entre os atletas menos estrelados é pior ainda. Se o cara não consegue vaga nos times grandes daqui, qualquer tralha leva: Chipre, Malta, Bulgária… Em 2013, 20 foram para o Vietnã, e 2 ajudaram a engrossar a população das Ilhas Faroe, que tem 50 mil habitantes e PIB menor que o de Matão, no interior paulista.

Até os 7 x 1, o único patrimônio realmente sólido do futebol nacional era a seleção. Sólido e lucrativo: a CBF faturou R$ 478 milhões com o time nacional em 2013. Só o patrocínio da camisa de treinos do time trouxe R$ 120 milhões. A Alemanha, segunda colocada nesse ranking, só levantou R$ 40 milhões com a dela. A Argentina, com Messi e tudo, R$ 10 milhões. Ou seja: A CBF ganha dinheiro. Muito. E isso deveria ser bom. Mas não adianta nada, porque gastam quase tudo na própria manutenção da CBF. A primeira medida de José Maria Marin à frente da entidde foi aumentar o próprio salário. Passou a ganhar R$ 160 mil por mês, mais um chorinho de R$ 110 mil pelos serviços como chefe do COL (Comitê Organizador Local da Copa).

Salário de jogador, só que sem o incômodo de jogar. Ou de trabalhar. De concreto mesmo, o que a CBF fez nos últimos anos foi reformar os 3 campos da Granja Comari para a Seleção treinar. Enquanto isso, a Deutscher Fussbal Bund (DFB, a CBF da Alemanha) construiu mil campinhos para crianças e 307 centros de treinamento, para reforçar a formação de jogadores. É o dinheiro da seleção alemã custeando o futuro do futebol alemão. E custou só R$ 105 milhões – menos que um quarto do faturamento da CBF em um ano. Faturamento que, inclusive, pode secar. Depois dos 7 x 1, o gaúcho de bigode sumiu dos comerciais da Ambev; e o Itaú deixou de pedir para o Brasil amarrar o amor na chuteira. Claro: o maior banco da América Latina e a maior cervejaria do mundo, patrocinadores tradicionais da CBF, não podem se dar ao luxo de ligar sua imagem à um bando de zumbis de olhos vermelhos e expressão de terror na cara.

A CBF pode até não ter matado essa galinha dos ovos de ouro. Mas que colocou ela na UTI, colocou. Junto com o resto do nosso futebol. Os 13 maiores clubes do País somam R$ 4,7 bilhões em dívidas. Tudo fruto de um péssimo gerenciamento, cuja inspiração vem lá de cima, da Confederação Brasileira de Futebol. Por essas, qualquer solução para o esporte passa pelo fim da CBF. Pelo fim do modelo atual, pelo menos. A entidade hoje é tão democrática quanto um feudo do século 13. Só há 47 votantes para a presidência – 20 clubes da série A e mais 27 federações estaduais. Ou seja: um colégio eleitoral altamente manipulável, que garante reeleições eternas para quem estiver lá em cima.

Num artigo recente para a Folha de S. Paulo, o jogador Paulo André definiu bem a situação: acusou a CBF de explorar de forma ditatorial um bem que pertence a todos os brasileiros, o futebol. Paulo, que é líder do Bom Senso F. C., o grupo de atletas que tenta melhorar a administração da bola, aposta na democratização. Isso significa ampliar o número de eleitores para a presidência da entidade, dando direito de voto a a todos os jogadores de todos os clubes profissionais do Brasil. Não seria a salvação imediata da lavoura, mas representaria um passo fundamental para sairmos da Idade Média do futebol – e, quem sabe, deixarmos de ser mera colônia extrativista de atletas. Se isso acontecer um dia, que sirva de inspiração para a própria economia do País. Porque é dela que as nossas vidas realmente dependem. Chega de goleada.

Europeus versus sul-americanos

World_Cup_Brazil_Italy_Germany_Argentina_Uruguay_France_England_Spain

A Copa do Mundo FIFA é o campeonato esportivo mais popular e prestigiado do mundo. A competição foi criada em 1928 na França por Jules Rimet, então presidente da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado, em francês: Fédération International de Football Association). A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, cuja seleção que abrigou o evento saiu vencedora. A partir de então, o torneio acontece a cada 4 anos (com exceção de 1942 e 1946, anos em que não houve Copa devido às Guerras Mundiais). Este ano (2014), está acontecendo aqui no Brasil a 20ª edição do mundial. Nas 19 edições anteriores, apenas seleções europeias e sul-americanas sagraram-se campeãs mundiais. Este ano não será diferente, já que a grande final será disputada entre uma seleção europeia e uma sul-americana: Alemanha x Argentina.

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Dos 19 títulos mundiais disputados até hoje, 10 foram conquistados por seleções europeias (4 da Itália, 3 da Alemanha, e 1 de Inglaterra, França e Espanha), e outros 9 ficaram com seleções sul-americanas (5 do Brasil e 2 de Uruguai e Argentina), como você pode ver no mapa acima. A final deste domingo entre Alemanha e Argentina decidirá se esta disputa ficará empatada ou se a Europa aumenta a vantagem. Se a Argentina for campeã, a história das Copas ficará equilibrada com 10 títulos para cada continente nessas 20 edições. E o empate virá não apenas para os continentes em questão, mas também na disputa individual entre os países, já que a Argentina seria tricampeã, assim como a Alemanha. Diante de tais números, e apesar de gostar muito do futebol da Alemanha, eu, que sou brasileiro, decidi deixar a rivalidade de lado e torcer pela Argentina, pelos “hermanos“, nossos vizinhos aqui da América do Sul. Estou encarando esta final como uma disputa entre continentes mais do que entre países.

Mas o confronto individual entre os países também tem seus encantos. As duas seleções já se enfrentaram 20 vezes na história (6 vezes em Copas do Mundo). Veja os números desse duelo no infográfico abaixo:

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E se Portugal fosse anexado ao Brasil?

Esta reportagem do Globo News provoca nossa imaginação com uma situação fictícia sugerida pelo famoso jornal inglês Financial Times. E se, para fugir da crise econômica, Portugal se desligasse da União Europeia e resolvesse ser anexado ao Brasil, tornando-se apenas mais um estado brasileiro? O que mudaria no nosso cotidiano?

Em apenas 3 minutos, este vídeo resume mais de 6 mil anos de História da Europa

A Europa e o Oriente Próximo viram surgir algumas das mais brilhantes – e das mais perversas – formas de organização humana. Ao longo dos séculos, essas áreas foram cortadas e recortadas por fronteiras e limites que dividiram povos, línguas e culturas. O vídeo abaixo recupera mais de 6 mil anos da dinâmica geopolítica de boa parte dessa região e retrata a trajetória de territórios, impérios e nações, do nascimento à fragmentação e vice-versa, em igual frequência, num xadrez de permanente impermanência – uma ebulição que as crises, primaveras e conflitos atuais mostram continuar presente. Como estarão dispostas as peças desse tabuleiro daqui a 100 anos? Aliás, a interessante iniciativa bem poderia ser repetida nas Américas, para resgatar um pouco do passado do continente, em especial antes da chegada dos europeus.

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