Quanta água há na Terra? E como seria nosso planeta sem a água dos oceanos?

A imagem ao lado foi criada para fins didáticos pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e fornece uma boa ideia de como há pouca água no planeta Terra, comparado aos materiais sólidos que formam seu volume. Repare que estamos falando de volume, não de superfície. Cerca de 70% da superfície terrestre está coberta por água, mas o volume de água em relação ao volume da Terra é irrisório. Na ilustração, a esfera esverdeada representa o nosso planeta; e a esfera azul em cima dos EUA representa com precisão o volume de toda a água que existe nele – oceanos, mares, lagos e rios, além das águas subterrâneas (lençóis freáticos), água em estado sólido (geleiras), água atmosférica (vapor no ar), e até mesmo a água dentro de você, do seu animal de estimação e dos tomates na sua geladeira. De acordo com os cálculos do USGS, se representada em tamanho real, a esfera de água teria um diâmetro de aproximadamente 1.385 km, com um volume de quase 1,4 bilhão de km³ (um quilômetro cúbico equivale a cerca de um trilhão de litros).

Qual seria a aparência do planeta Terra sem a água dos oceanos?

Uma vida livre das ondas eletromagnéticas

De qualquer lugar da cidade é possível ligar um rádio e sintonizar numa frequência qualquer (AM ou FM), ligar um aparelho de TV e escolher uma emissora para assistir, fazer uma ligação pelo telefone celular, mandar uma mensagem pelo smartphone ou, em alguns lugares, ligar o notebook ou tablet e acessar a internet sem fio. Andando pela cidade é possível olhar para o horizonte e contar dezenas de antenas à vista. São enormes antenas de rádio, TV, telefone, internet… Todas elas emitindo algum tipo de sinal eletromagnético “no ar”. Isso sem falar nos inúmeros satélites em órbita, mandando para cá outros inúmeros tipos de sinais eletromagnéticos. Quais serão os possíveis efeitos desse bombardeio de ondas que recebemos 24 horas por dia? É provável que você jamais tenha pensado nisso dessa maneira, mas já faz um tempão que me dei conta dessa loucura, desse caos em forma de ondas que nos atingem sem parar.

Apenas muito recentemente foi que me dei conta de que não sou o único no mundo a pensar nessa bobagem (bobagem?). Li na Superinteressante que existe uma espécie de migração antitecnológica em curso nos Estados Unidos. Muitas pessoas estão se mudando para Green Bank, área livre de ondas eletromagnéticas no Estado da Virgínia. A região fica na chamada zona de silêncio de rádio dos EUA, onde os sinais são bloqueados para não afetar uma rede de espionagem do exército e de telescópios instalados no local. Os novos moradores dizem sofrer de hipersensibilidade eletromagnética, distúrbio que, segundo eles, afeta a saúde de quem estiver exposto a sinais de rádio, TV, telefones celulares, roteadores de banda larga (wi-fi) e outros aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas. Cerca de 5% dos americanos acreditam sofrer do transtorno. Essas pessoas dizem que têm queimaduras na pele e dores de cabeça quando se aproximam de um celular, tornando-se forçadamente antissociais.

Em Green Bank, sem internet e celular, elas se sentem mais felizes e saudáveis. Mas há divergências sobre o assunto. Boa parte da comunidade científica questiona dados como os da Universidade do Estado da Louisiana, que publicou um estudo mostrando que há relação entre as dores e a frequência eletromagnética. Ainda não foi comprovada a relação entre o celular e o câncer; mesmo assim, a OMS elevou este ano o celular para a categoria de “possivelmente cancerígeno”. Eu mesmo, que não saberia viver sem o conforto e a facilidade de comunicação proporcionada por tais avanços tecnológicos, só posso esperar pra ver. Se haverá ou não efeitos negativos na saúde de quem vive exposto a tais ondas, ainda não é possível confirmar. Mas pelo menos um dado se pode prever: a população de Green Bank tende a crescer muito mais rapidamente do que a média mundial. Deixo com os leitores a árdua – e maliciosa – tarefa de encontrar uma explicação para esta previsão geográfica.

Internet para prever o futuro

internetHá mais de 60 anos, em sua “Trilogia da Fundação”, o romancista de ficção científica Isaac Asimov inventou uma nova ciência que combinava matemática, história e psicologia para prever o futuro: a psico-história. Agora, cientistas sociais estão tentando utilizar os vastos recursos da internet para fazer a mesma coisa. Para isso, eles pretendem criar um sistema completamente automatizado que analisará as buscas online e as postagens no Twitter, Facebook e blogs. Os pesquisadores mais otimistas acreditam que esses armazéns de “grandes dados” irão, pela primeira vez, revelar as leis sociológicas do comportamento humano – permitindo que eles prevejam crises políticas, revoluções e outras formas de instabilidades sociais e econômicas da mesma maneira que físicos e químicos preveem fenômenos naturais.

Alguns sociólogos, defensores dos direitos à privacidade, estão profundamente céticos. Eles dizem que o projeto evoca memórias nauseantes, ao lembrar do programa Total Information Awareness (“Consciência de informação total”, em tradução livre), iniciativa do Pentágono logo após o 11 de setembro, que propunha a caça a potenciais agressores por meio da identificação de padrões em uma vasta coleta de dados públicos e privados: registros de chamadas telefônicas, e-mails, informações sobre viagens, informações sobre vistos e passaportes, e transações de cartões de crédito.

Por outro lado, o governo americano está mostrando interesse pela ideia e até financiando pesquisas. A disponibilidade e informatização de enormes bancos de dados já começou a induzir o desenvolvimento de novas técnicas estatísticas e novos softwares para gerenciar conjuntos de dados contendo trilhões de entradas, ou mais. “O resultado será uma compreensão muito melhor sobre o que está acontecendo no mundo, e sobre o quão bem os governos locais estão lidando com suas situações”, diz o cientista da computação Sandy Pentland, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Isso é muito mais esperançoso do que assustador, porque talvez seja a primeira oportunidade real para que toda a humanidade tenha transparência dos seus governos”.

Até agora existem apenas exemplos dispersos do potencial dos recursos disponíveis nas mídias sociais. No ano passado, os pesquisadores dos laboratórios da HP usaram os dados do Twitter para prever com precisão as rendas das bilheterias de filmes de Hollywood. Em agosto, a Fundação Nacional da Ciência aprovou verbas para pesquisas sobre o uso de mídias sociais como o Twitter e o Facebook para o acesso às informações sobre danos provocados por terremotos, em tempo real. Mesmo assim, a facilidade em adquirir e manipular enormes quantidades de dados mapeando comportamentos da internet faz com que muitos pesquisadores alertem sobre o fato de que as tecnologias de coleta de dados possam estar rapidamente atropelando a capacidade dos cientistas em considerar questões de privacidade e ética.

O fim da escrita cursiva

 

bild-300x410O popular tablóide alemão Bild, jornal de maior circulação na Europa, com mais de 3 milhões de cópias diárias, publicou no último dia 27 de junho uma capa especial, totalmente escrita à mão. A manchete de meia página dizia: “Atenção! A caligrafia está extinta!”. O objetivo seria mostrar que o hábito de escrever usando papel e caneta está morrendo por causa do crescente uso de tecnologias digitais. Um estudo divulgado pelo Bild observa que a maioria das pessoas hoje se comunica por escrito, quase que totalmente apenas através de SMS e e-mail, e que 79% dos lares da Alemanha têm um computador. “Um terço da população adulta não escreveu nada à mão, nos últimos 6 meses, de acordo com um estudo recente”, diz a matéria. O diretor da Clínica Psiquiátrica Universitária de Ulm, professor Manfred Spitzer, diz que a escrita à mão é essencial para promover a coordenação motora, as habilidades manuais e para a atividade do cérebro. Spitzer também está preocupado com as novas gerações de tablets e celulares inteligentes que irão oferecer a possibilidade de ditar ou emitir ordens oralmente, com isso não será mais preciso sequer usar o teclado.

Com informações de: Tecnoblog.

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