A pedofilia legalizada

“O Profeta Maomé é o modelo que seguimos”, informa no vídeo o saudita Ahmad Al Mu’bi. “Ele tomou Aisha como sua esposa quando ela tinha 6 anos, mas só fez sexo quando ela tinha 9”. O maridão já passara dos 50, dispensou-se de lembrar o oficiante de casamento. Também lhe pareceu irrelevante ressalvar que, enquanto esperava que Aisha chegasse ao ponto, Maomé não teve de estrangular a libido. O harém que abrigava o time de reservas de Aisha estava ali para que jamais lhe faltasse companhia noturna. “Qual é a idade apropriada para a primeira relação sexual?”, interroga-se Ahmad Al Mu’bi no meio do falatório. “Isso varia de acordo com o ambiente e as tradições”, desconversa, caprichando na pose de doutor em aberrações nupciais. O modelo saudita, adotado em grande parte do mundo islâmico, permite que qualquer adulto de qualquer faixa etária transforme em esposa e inicie sexualmente meninas em idade de brincar com bonecas. Em lugares menos primitivos, esse tipo de assassinato da inocência dá cadeia. Naquelas paragens, o casamento pedófilo é uma homenagem ao Profeta que amava criancinhas.

Fonte: Veja.

Apresentadora de TV muçulmana defende o uso de escravas sexuais no Kuwait

A apresentadora Salwa AL-Mutairi defendeu, em seu programa de TV no Kuwait, o uso de mulheres não muçulmanas como escravas sexuais para os homens muçulmanos. Dessa forma, cada homem mulçumano teria, além da sua esposa, várias escravas sexuais. Assim, segundo ela, os maridos se manteriam viris, decentes, devotados a sua mulher e não cometeriam adultério (oi?). Para “abastecer” os homens e suprir essa demanda, Salwa sugere que o país importe prisioneiras: “A Rússia, por exemplo, deve ter muitas prisioneiras por causa da guerra com a Chechênia”, disse. Ela afirma não haver “vergonha alguma nisso” e acredita que as escravas até agradeceriam, porque passariam a ter onde comer e dormir. Salwa já foi representante parlamentar no Kuwait e atualmente faz campanha para obter novo mandato. Pela proposta dela, as estrangeiras poderiam ser contratadas em escritórios mantidos pelo governo, semelhantes aos que existem para contratação de empregadas domésticas.

NOTA: O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, permite que os homens tenham várias “concubinas”. O próprio Maomé, grande profeta do Islã, teve várias mulheres. Aos 50 anos ele casou-se com A’isha, que passaria ser a sua concubina preferida. Detalhe: ela tinha apenas 9 anos de idade!

Viver ou juntar dinheiro?

Preciso compartilhar com vocês um trecho da carta que um leitor enviou para o programa de Max Gehringer na rádio CBN. Na carta, que foi lida no ar, o leitor se identifica como Sérgio e diz ter 61 anos. É admirável que em tão poucas frases ele tenha conseguido expressar uma lição tão valiosa de sabedoria para a vida. Para alguns pode soar irresponsável, mas sempre pensei assim quando o assunto é economia e finanças:


“Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos 40 anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria juntado 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito as viagens que fiz, não ter comprado as roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 60 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.”

Quando vi, não faz muito tempo, o livro de autoajuda “Casais inteligentes enriquecem juntos” permanecer por um bom tempo nas seções de best sellers das livrarias, fiquei um pouco intrigado. Porque ou minha esposa e eu somos muito burros ou apenas não abrimos mão de pequenas experiências “fúteis” como pegar um cineminha, pedir uma pizza, comer um rodízio de carne, viajar a lazer e curtir um fim de semana numa pousada, entre outros pequenos prazeres da vida. Penso que trocar as mãos por cascos de vaca e negar pequenos prazeres passageiros são hábitos sem sentido. Esperto mesmo era o Tim Maia, que não queria dinheiro.


E se o dinheiro não existisse?

O que você faria se o dinheiro não existisse? Como você realmente gostaria de viver sua vida? O vídeo abaixo contém uma mensagem extremamente válida para os dias em que vivemos. Ele nos faz pensar que, se o dinheiro não fosse a coisa mais importante nas nossas vidas, todos nós seríamos ricos. Vale a pena assistir e refletir sobre o assunto.

A comida que é um castigo

nutra-loaf

Fácil de preparar, barato e com todos os nutrientes de que você precisa. Parece tentador? Conheça o nutraloaf (“pão nutritivo”, em inglês), alimento que é servido em prisões dos EUA e está causando polêmica por lá – porque não tem absolutamente gosto nenhum. A receita exata varia conforme o fornecedor, mas geralmente leva carne e/ou frango moídos, pão de trigo integral, queijo cheddar, cenoura, espinafre, feijão, batata, tomate, leite em pó e uva passa. Parece uma combinação aleatória, mas não é. Cada ingrediente foi cuidadosamente escolhido para anular o sabor dos demais. Segundo a empresa Aramark Correctional Services, uma das produtoras do pão, a meta é que o resultado final seja completamente “neutro”. Ou seja, sem gosto. Isso porque ele é usado como castigo para detentos que tiveram mau comportamento – e aí passam um tempo comendo apenas o nutraloaf (dois por dia, cada um com 1.100 calorias). Mas os presos de 7 Estados americanos decidiram processar o governo, alegando que isso é tortura. No Estado de Oregon, chegaram a vencer em primeira instância, mas o governo recorreu e ganhou. Em Illinois, onde um preso fez greve de fome, os detentos recorreram e conseguiram que o julgamento fosse reaberto. Críticos culinários provaram a gororoba e constataram que realmente não tem gosto. “Eu queria sentir qualquer sabor, até se fosse ruim”, opinou o americano Jeff Ruby, da revista Chicago. Ele não conseguiu terminar – e ficou indisposto o resto do dia.

Fonte: Superinteressante.

Se é bom ou mau, só o futuro dirá

Crônica de Rubem Alves.

Quero contar a estória que mais tenho contado – não aconteceu nunca, acontece sempre. Um homem muito rico, ao morrer, deixou suas terras para os seus filhos. Todos eles receberam terras férteis e belas, com a exceção do mais novo, para quem sobrou um charco inútil para a agricultura. Seus amigos se entristeceram com isso e o visitaram, lamentando a injustiça que lhe havia sido feita. Mas ele só lhes disse uma coisa: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”. No ano seguinte, uma seca terrível se abateu sobre o país, e as terras dos seus irmãos foram devastadas: as fontes secaram, os pastos ficaram esturricados, o gado morreu. Mas o charco do irmão mais novo se transformou num oásis fértil e belo. Ele ficou rico e comprou um lindo cavalo branco por um preço altíssimo. Seus amigos organizaram uma festa porque coisa tão maravilhosa lhe tinha acontecido. Mas dele só ouviram uma coisa: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”.

No dia seguinte, seu cavalo de raça fugiu e foi grande a tristeza. Seus amigos vieram e lamentaram o acontecido. Mas o que o homem lhes disse foi: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”. Passados sete dias o cavalo voltou trazendo consigo dez lindos cavalos selvagens. Vieram os amigos para celebrar esta nova riqueza, mas o que ouviram foram as palavras de sempre: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”. No dia seguinte o seu filho, sem juízo, montou um cavalo selvagem. O cavalo corcoveou e o lançou longe. O moço quebrou uma perna. Voltaram os amigos para lamentar a desgraça. “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”, o pai repetiu. Passados poucos dias vieram os soldados do rei para levar os jovens para a guerra. Todos os moços tiveram de partir, menos o seu filho de perna quebrada. Os amigos se alegraram e vieram festejar. O pai viu tudo e só disse uma coisa: “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá…”.

Assim termina a estória, sem um fim. Ela poderá ser continuada, indefinidamente. E ao contá-la é como se contasse a estória de minha vida. Tanto os meus fracassos quanto as minhas vitórias duraram pouco. Não há nenhuma vitória profissional ou amorosa que garanta que a vida finalmente se arranjou e nenhuma derrota que seja uma condenação final. As vitórias se desfazem como castelos de areia atingidos pelas ondas, e as derrotas se transformam em momentos que prenunciam um começo novo. Enquanto a morte não nos tocar, pois só ela é definitiva, a sabedoria nos diz que vivemos sempre à mercê do imprevisível dos acidentes. “Se é bom ou se é mau, só o futuro dirá”.

O menino terrível que continua terrível

menino-birraSegundo Richard Tremblay, psicólogo do desenvolvimento da University College of Dublin, na Irlanda, para compreender o criminoso violento deve-se imaginar um menino de 2 anos fazendo as coisas responsáveis pela má fama dessa idade: agarrar, chutar, puxar, socar e morder. Agora o imagine fazendo isso com o corpo e os recursos de um rapaz de 18 anos. Você acabou de visualizar tanto uma criança perfeitamente normal quanto um criminoso violento típico. Para Tremblay, a criança é a criatura que usa automaticamente a agressão física para conseguir o que deseja; o criminoso é a rara pessoa que nunca aprendeu a agir de outra forma. Em outras palavras, criminosos perigosos não se tornam violentos. Eles simplesmente permanecem da mesma maneira que sempre foram.

Tais descobertas têm sido reproduzidas em vários e grandes estudos de diversos pesquisadores em muitos continentes. “É altamente confiável”, disse Brad J. Bushman, professor de psicologia da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, e especialista em violência infantil. Segundo ele, as crianças pequenas usam a agressão física ainda mais do que as pessoas em gangues juvenis violentas. “Graças a Deus as criancinhas não usam armas”, brinca. Depois da faculdade, Tremblay foi assistente social em uma prisão e viu com os próprios olhos a raridade com que tais programas mudavam criminosos violentos. Quando a criança violenta fica grande, já costuma ser tarde demais. Assim, ele concentrou o foco cada vez mais cedo e descobriu que quanto mais nova a criança, mais elas se batiam. Com adolescentes, atos de agressão física podem ser contabilizados em incidentes por mês; já com as criancinhas, “pode-se contar o número por hora”. Para a maioria das crianças, no entanto, não fica pior do que isso. O índice de violência chega ao máximo aos 2 anos de idade, declinando de forma constante pela adolescência e despencando no começo da vida adulta. Porém, como Tremblay e Daniel S. Nagin, criminologista da Universidade Carnegie Mellon (EUA), constataram em um estudo fundamental de 1999, alguns encrenqueiros não seguem esse caminho.

O estudo acompanhou o comportamento de 1.037 alunos de Quebec, no Canadá, em sua grande maioria desamparados do jardim de infância até os 18 anos. Os meninos caíam em 4 trajetórias distintas de agressão física. Os 20% mais pacíficos, um grupo “sem problemas”, demonstravam pouca agressão física em qualquer idade; dois grupos maiores demonstravam índices moderados e elevados de agressão na pré-escola. Nesses 3 grupos, a violência caiu ao longo da infância e adolescência, chegando a quase nada quando os garotos atingiam os 20 anos. Um quarto grupo, cerca de 5%, chegava ao pico quando começava a andar e declinava muito mais lentamente. Enquanto entravam no final da adolescência, a agressão se tornava ainda mais perigosa, diminuindo aos poucos. Com 17 anos, eles eram 4 vezes mais agressivos fisicamente do que o grupo moderado e cometiam 14 vezes mais infrações criminosas. De acordo com Tremblay, esses indivíduos cronicamente violentos são responsáveis pela maioria dos crimes desse teor.

Os resultados foram surpreendentes. A princípio, eles pareciam estar em desacordo com um dos dogmas mais antigos da criminologia – a curva do crime segundo a idade, desenhada pela primeira vez em 1831, pelo estatístico belga Adolphe Quetelet. Ao examinar registros criminais franceses, Quetelet descobriu que a taxa de prisão subia na adolescência antes de cair ao redor dos 20 anos. Sua curva famosa foi mais tarde reproduzida em estudos de registros criminais até do século 16. Em contrapartida, a descoberta de Tremblay-Nagin sugeria que o comportamento violento tinha um pico muito anterior ao da adolescência. Entretanto, como Janette B. Benson e Marshall M. Haith comentaram em um livro sobre desenvolvimento infantil (2010), os dois conjuntos de curvas não são contraditórios. A curva de Quetelet reflete não a violência, mas a taxa com que nós “começamos a prender e a condenar indivíduos que agrediram fisicamente outras pessoas”.

Em 2006, Tremblay e Nagin publicaram um estudo maior em que acompanharam 10 grupos com aproximadamente mil canadenses com idades entre 2 e 11 anos durante períodos de 6 anos. A pesquisa ecoou o estudo de 1999. Um terço das crianças era pacífico o tempo todo. Quase metade usava a agressão física com frequência quando criancinha, mas raramente enquanto pré-adolescente. E cerca de um sexto continuou sendo fisicamente agressiva até os 11 anos de idade. Este último grupo correspondia a grupos em outros estudos que se estendem na faixa de 5% a 15%. Para Tremblay, os achados sugerem motivo de otimismo: os humanos aprendem mais rapidamente a civilidade do que a crueldade. Nós começamos como crianças aprendendo a andar. Nós aprendemos pelo condicionamento, enquanto ouvimos pedidos para não bater nos outros e, sim, usar palavras. Nós aprendemos a nos controlar. Começando em nosso terceiro ano, nós aprendemos estratégias sociais como barganhar e encantar. Talvez ainda mais vital, nós utilizamos um cérebro em desenvolvimento para interpretar as situações e escolher entre as táticas e estratégias aprendidas.

Mas e os relativamente poucos que continuam agressivos fisicamente? Se for possível localizar essa tropa já no jardim de infância, por que não conseguimos reduzir sua trajetória? Nesse aspecto, Tremblay diz que “todos da área estão perplexos”. Programas que fornecem apoio abrangente, incluindo treinamento para os pais, parecem auxiliar, embora seja de difícil alcance para as famílias muito problemáticas que mais os necessitam. Especialistas em desenvolvimento infantil cada vez mais dizem que tais serviços são fundamentais – começando “o mais perto possível da concepção”, como Tremblay afirmou em um estudo recentemente, continuando pela primeira infância. De forma similar, a pesquisa está voltando no tempo de vida. Ele e colegas estão planejando coletar dados de mães e recém-nascidos, e depois acompanhá-los por duas décadas, para determinar se o ambiente molda os envoltórios químicos dos genes das crianças, e, dessa forma, talvez suas atividades, de um jeito relacionado ao comportamento. Quando eu disse a Tremblay, agora com 69 anos, que isso parecia um tempo demasiadamente longo para esperar respostas, ele riu. Para o estudioso, a ciência é lenta, e o comportamento é difícil de mensurar. Talvez nunca entendamos plenamente esse fato, mas devemos tentar.

David Dobbs, do The New York Times, via UOL.

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