USP lança cursos online e gratuitos

brasao-uspA Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o portal Veduca, lançou, nesta quarta-feira (12), os primeiros cursos de nível superior abertos, gratuitos e para grandes públicos (Mooc, na sigla em inglês) do Brasil. As aulas de Física Mecânica e Probabilidade Estatística serão ministradas por docentes da universidade e veiculadas pela plataforma virtual. Os Moocs ganharam fama desde que instituições como Harvard, Stanford e MIT começaram a oferecer a modalidade em portais com centenas de milhares de acesso por mês como EDX e Coursera. Os brasileiros estão entre os principais estrangeiros frequentadores destas plataformas. A Unicamp já lançou este ano um portal com conteúdo didático e aulas avulsas em vídeos, imagens ou animações; mas os Moocs são cursos completos com atenção dos professores para os alunos que acompanham o programa, que dará certificado de conclusão após prova presencial na USP.

Recursos Educacionais Abertos podem globalizar a educação

Fonte: Último Segundo.

Qual é o maior problema do mundo?

Dois institutos de pesquisa – o Ibope e o Worldwide Independent Network of Market Research – fizeram essa pergunta em 56 países. As respostas apontam uma divisão clara: para os países ricos e desenvolvidos, a economia é a principal questão; para os pobres e emergentes, os maiores problemas são sociais. O Brasil é onde essas preocupações mais contam: 54% das respostas tem a ver com dramas sociais.

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Fonte: Blog do Tas.

A estatística é o melhor calmante

Matéria publicada na revista Superinteressante em dezembro de 1996.

É inevitável. Depois de um ano sombrio para a aviação comercial, como foi o de 1996, até o passageiro mais viajado sente medo. Diante de tantos desastres aéreos nas manchetes dos jornais, não há quem o convença de que as quedas são raras, de que o normal é tudo dar certo. Mas é exatamente isso que dizem as estatísticas. A chance de alguém bater o carro e morrer a caminho do aeroporto é 500 vezes maior do que a de o avião cair. Segundo a Administração Federal de Aviação Americana, de cada mil mortes, 228 acontecem em acidentes rodoviários e 0,45 em aeroviários. Até nadar é mais perigoso: a cada mil fatalidades, 26 são por afogamento. “Seria preciso viajar todos os dias, durante 712 anos, para que alguém se envolvesse com certeza em um acidente aéreo”, garante Stuart Matthews, da Fundação de Segurança no Vôo. Logo, todo acidente aéreo é uma tremenda falta de sorte, levando-se em conta as estatísticas. Pesquisas mostram que desde o final da década de 1950 o número de desastres caiu bastante, embora eles tenham matado mais de 20 mil pessoas. Há 37 anos, eram 60 casos para cada 1 milhão de decolagens – hoje são 3. O Brasil segue a tendência: em 1987, quando o país tinha menos de 8 mil aviões, houve 226 acidentes. Hoje, com uma frota quase 20% maior, o número baixou para menos da metade.

Mas a matemática nem sempre tranquiliza. A lei da gravidade parece ser mais cruel na América Latina. Aqui, a cada 1 milhão de pousos e decolagens 32,4 não dão muito certo. Na América do Norte, a frequência é 8 vezes menor. “E o maior problema é a tripulação”, diz Matthews. Ou seja, em geral a culpa não é da tecnologia. Os números animadores também não valem para aviões pequenos. No Brasil, entre 1992 e 1994, os desastres com jatinhos aumentaram em 55%. Alguns viraram notícia. Na noite de 2 de março deste ano, um Learjet chegou ao Aeroporto de Guarulhos com velocidade superior à indicada para pouso. O piloto subiu, virou à esquerda e chocou-se com uma pedra: 9 mortos. Eram os Mamonas Assassinas e a tripulação. Conclusão do inquérito policial: erros do piloto, do co-piloto e da torre. Bisbilhotando um motor destruído, os técnicos encontram o compressor de turbina deformado pelo fogo. A peça é feita de aço de carbono, material que só derrete à temperatura de 1480 graus Celsius. E todos sabem que no chão uma chama não passa de 1000 graus. É uma pista: o incêndio só pode ter acontecido no ar. Lá, sim, o calor chega a até 1600 graus. Quem tenta descobrir por que um avião caiu tem de trabalhar desse jeito, juntando as peças de um quebra-cabeça. Às vezes é difícil chegar a uma conclusão. Pode levar meses, ou anos, mas, de acordo com Stuart Matthews, da FSF, em 98% dos casos a causa é desvendada.

Os recursos usados na busca são incríveis. Para decifrar o que aconteceu com o Boeing da TWA, que explodiu no ar no dia 17 de julho nos Estados Unidos, os técnicos do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos cogitaram até explodir outro avião. A primeira hipótese foi a de que uma bomba teria causado a queda, porque foram encontrados traços de explosivo nos destroços. Mas depois descobriu-se que dias antes do acidente esses elementos haviam sido colocados em aeronaves do aeroporto de onde o Boeing decolou, para treinar cães farejadores. As desconfianças recaíram então sobre uma faísca no tanque de combustível, ou seja, uma falha mecânica. Para elucidar os motivos dos acidentes, é preciso analisar minúcias. No painel, há luzes que se acendem indicando problemas como perda de altitude. “Quando as lâmpadas são recuperadas, estuda-se seu filamento”, explica o major Pompeu Brasil, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Se ele foi rompido ou deformado é sinal que a luz ficou acesa bastante tempo, indicando uma falha duradoura no funcionamento do avião.

As duas caixas pretas também são úteis: uma registra o que os instrumentos marcavam no momento da pane (altura, temperatura da turbina, etc.) e a outra grava a conversa dos tripulantes. Com isso e os dados gravados por radares, obtém-se a rota do tombo. Outras pistas estão no corpo do piloto. Uma radiografia da sua mão mostra se a tripulação tentava corrigir uma falha ou se foi pega de surpresa. “Quando ela está fraturada em muitos pedaços, é sinal que o piloto fazia força no manche para controlar a situação”, explica o major Pompeu Brasil. O que sobra das peças é analisado à exaustão. Na hora de trocar um equipamento, algumas empresas optam por substitutos não originais. A diferença de preço é gritante. Uma pá da turbina vinda da fábrica custa cerca de 40 mil dólares. A imitação sai por 6 mil. Mas o resultado pode ser fatal. O trabalho de detetive é precioso. “Mais do que para punir os culpados, descobrir as causas de um acidente é importante para que se aprenda como preveni-lo”, diz o major Marcos Antônio Costa, do Cipaer. E, já que a lei da gravidade não será revogada, a prevenção é, sem dúvida, a melhor arma. Se o avião tem que descer, que seja da maneira mais suave.

Veja também:
Nas asas do medo
Como cai um avião
Pousos e decolagens difíceis

Papai Noel existe?

Existem cerca de 2 bilhões de crianças no mundo. Porém, como o Papai Noel não visita crianças das religiões judaica, muçulmana, budista e hindu, isso reduz o trabalho na noite de Natal para 32% do total, que dá cerca de 640 milhões de crianças. A uma taxa média de 2,5 crianças por lar, tem-se um total de 256 milhões de lares, considerando que haja pelo menos uma criança boazinha em cada lar. Graças à diferença de fuso-horário e à rotação da Terra, Papai Noel tem cerca de 36 horas de Natal para trabalhar – desde que ele viaje de leste para oeste (o que parece mais lógico). Para concluir todo o trabalho a tempo, ele teria que realizar algo em torno de 2 mil visitas por segundo. Ou seja, para cada lar cristão com uma criança boazinha, Papai Noel teria cerca de 0,5 milionésimo de segundo para estacionar o trenó, saltar, descer pela chaminé (ou qualquer outro buraco), encher as meias, distribuir os presentes restantes sob a árvore, subir de volta pela chaminé, entrar no trenó e ir até a próxima casa.

Considerando que cada um dos 256 milhões de lares estejam distribuídos uniformemente pelo mundo (o que, naturalmente, sabemos ser falso, mas será aceito para fins de facilitar o cálculo), estamos falando agora de aproximadamente 1,25 km por casa, o que dá uma viagem total de 320 milhões de quilômetros em apenas 36 horas. Isso significa que o trenó do Papai Noel move-se a uma velocidade média de quase 9 milhões de km/h – mais de 7  mil vezes a velocidade do som! O peso da carga no trenó é outro elemento interessante. Considerando que cada criança não receba nada mais do que um Lego médio, de mais ou menos 1 kg, o trenó levaria algo em torno de 640 mil toneladas, sem contar o peso do “bom velhinho”. Uma rena média não puxa mais do que 136 kg; isso significa que Papai Noel precisaria de quase 5 milhões de renas. Isso aumentaria a carga em mais 1,4 milhão de toneladas, já que uma rena pesa em média 300 kg.

2 milhões de toneladas viajando a 9 milhões de quilômetros por hora resultaria numa enorme resistência do ar. O trenó se aqueceria da mesma maneira que um meteorito ao entrar na atmosfera da Terra. O primeiro par de renas explodiria em chamas quase que instantaneamente, explodindo as renas atrás delas e criando estrondos sônicos ensurdecedores em seu rastro. Todo o conjunto seria vaporizado em menos de 0,76 milésimo de segundo. Conclusão: se algum dia o Papai Noel existiu, ele já está morto.

Os políticos mais caros do mundo

Um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que o congressista brasileiro é o segundo mais caro do mundo.

Vale lembrar que a matéria acima foi ao ar em 2007. De lá pra cá, os políticos brasileiros já tiveram vários aumentos bastante significativos. É natural que reportagens como essas causem indignação nos brasileiros, mas a situação piora quando tomamos conhecimento do que se passa em outros países, como no caso das duas reportagens a seguir que falam da Suécia, um país sem mordomia na política.

Quanto o país gasta por mês e por ano com cada um de seus 513 parlamentares na Câmara Federal? Quais são as mordomias concedidas a eles com o dinheiro dos nossos impostos? Este vídeo responde a essas perguntas de maneira simples e direta em pouco mais de um minuto.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, aqui no Brasil, as coisas funcionam assim: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata! Um ascensorista da Câmara dos Deputados ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. Tem cabimento?!

Movimento Brasil Eficiente

O Movimento Brasil Eficiente é feito por pessoas que cansaram de só reclamar e resolveram fazer alguma coisa pelo Brasil, sem interesses eleitorais ou de poder. Participe você também! Conheça as propostas no site e assine o abaixo assinado pela redução dos impostos e por um melhor controle dos gastos públicos.

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