Por que os livros escritos no século 20 estão sumindo das prateleiras?

Dá uma olhada nesse gráfico. Ele mostra as novas edições de livros disponíveis no site da Amazon, a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, distribuídos por década.

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Agora se pergunte: O que é esse buracão entre 1910 e 2000? Direitos autorais. Os direitos autorais surgiram em 1923. Todas as obras anteriores a esta data são de domínio público e portanto são frequentemente republicadas. De 1923 para frente, as editoras precisam pagar pelos direitos autorais e acabam optando por investir em títulos mais recentes, porque são os que vendem mais. O resultado é um desaparecimento da maioria dos livros do século passado das prateleiras das livrarias, sejam elas online ou offline.

Isaac Asimov, Ray Bradbury, Kurt Vonnegut, Jack Kerouac e tantos outros, cada vez menos disponíveis. E apesar do gráfico e da fonte dessa pesquisa serem americanos, acredito que o fenômeno se repita em outros países, inclusive por aqui (Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Cecília Meireles, etc). Isso tudo sem mencionar a música, que sofre do mesmo mal.

O objetivo dos Direitos Autorais, segundo os advogados que os defendem, é “assegurar aos detentores um lucro pela propriedade intelectual, além de viabilizar a disponibilidade e a adequada distribuição da obra”. Não é o que o gráfico mostra. No lugar de barrinhas amarelas bem altas entre 1920 e 1990, nos resta 50 tons de cinza.

Fonte da pesquisa: Paul J. Heald, (University of Illinois). Via: Update or Die.

Qual é o maior problema do mundo?

Dois institutos de pesquisa – o Ibope e o Worldwide Independent Network of Market Research – fizeram essa pergunta em 56 países. As respostas apontam uma divisão clara: para os países ricos e desenvolvidos, a economia é a principal questão; para os pobres e emergentes, os maiores problemas são sociais. O Brasil é onde essas preocupações mais contam: 54% das respostas tem a ver com dramas sociais.

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Fonte: Blog do Tas.

Papai Noel existe?

Existem cerca de 2 bilhões de crianças no mundo. Porém, como o Papai Noel não visita crianças das religiões judaica, muçulmana, budista e hindu, isso reduz o trabalho na noite de Natal para 32% do total, que dá cerca de 640 milhões de crianças. A uma taxa média de 2,5 crianças por lar, tem-se um total de 256 milhões de lares, considerando que haja pelo menos uma criança boazinha em cada lar. Graças à diferença de fuso-horário e à rotação da Terra, Papai Noel tem cerca de 36 horas de Natal para trabalhar – desde que ele viaje de leste para oeste, o que parece mais lógico. Para concluir todo o trabalho a tempo, ele teria que realizar algo em torno de 2 mil visitas por segundo.

Ou seja, para cada lar cristão com uma criança boazinha, Papai Noel teria cerca de 0,5 milionésimo de segundo para estacionar o trenó, saltar, descer pela chaminé (ou qualquer outro buraco), encher as meias, distribuir os presentes restantes embaixo da árvore, subir de volta pela chaminé, entrar no trenó e ir até a próxima casa. Considerando, para facilitar o cálculo, que cada um dos 256 milhões de lares estejam distribuídos uniformemente pelo mundo, estamos falando agora de aproximadamente 1,25 quilômetros por casa, o que dá uma viagem total de 320 milhões de quilômetros em apenas 36 horas. Isso significa que o trenó do Papai Noel move-se a uma velocidade média de quase 9 milhões de quilômetros por hora (mais de 7 mil vezes a velocidade do som).

O peso da carga no trenó é outro elemento interessante. Considerando que cada criança não receba nada mais do que um Lego médio, de mais ou menos um quilo, o trenó levaria algo em torno de 640 mil toneladas, sem contar o peso do bom velhinho. Uma rena média não puxa mais do que 136 quilos; isso significa que Papai Noel precisaria de quase 5 milhões de renas. Isso aumentaria a carga em mais 1,4 milhão de toneladas, já que uma rena pesa em média 300 quilos. Dois milhões de toneladas viajando a 9 milhões de quilômetros por hora resultaria numa enorme resistência do ar. O trenó se aqueceria da mesma maneira que um meteorito ao entrar na atmosfera da Terra. O primeiro par de renas explodiria em chamas quase que instantaneamente, explodindo as renas atrás delas e criando estrondos sônicos ensurdecedores em seu rastro. Todo o conjunto seria vaporizado em menos de 0,76 milésimo de segundo. Conclusão: se algum dia o Papai Noel realmente existiu, ele com certeza já está morto.

Os políticos mais caros do mundo

Estudo da ONU revela que o congressista brasileiro é o segundo mais caro do mundo:

Vale lembrar que a matéria acima foi ao ar em 2007. De lá pra cá, os políticos brasileiros já tiveram vários aumentos bastante significativos. É natural que reportagens como essas causem indignação nos brasileiros, mas a situação piora quando tomamos conhecimento do que se passa em outros países, como no caso das duas reportagens a seguir que falam da Suécia, um país sem mordomia na política.

Quanto o país gasta com cada parlamentar? Quais são as mordomias concedidas a eles com o dinheiro dos nossos impostos? Este vídeo responde a essas perguntas de maneira simples e direta em pouco mais de um minuto:

Enquanto isso, aqui no Brasil, as coisas funcionam assim: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata! Um ascensorista da Câmara dos Deputados ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. Tem cabimento?!


Quem paga a conta da mordomia?

Artigo de opinião de Percival Puggina publicado em 08 de agosto de 2007.

Cláudio Humberto, em recente coluna no Diário do Poder, informou que os veículos oficiais federais custaram aos cofres públicos R$ 1,6 bilhão em 2016. O montante inclui viaturas de serviço e representação e envolve renovação da frota, manutenção e pagamento de impostos. Pois bem, quem acha que deve pagar essa conta toda, especialmente a parcela que envolve os carros de representação, levante a mão. Tais viaturas são resíduos das carruagens do Paço Real no século 19 e das liteiras conduzidas por escravos nos séculos anteriores. Afinal, ninguém realmente importante está aí para sujar sapato na poeira das ruas, misturar-se à plebe ou rodar no próprio automóvel, como se fosse, digamos assim, uma pessoa “normal”, não é mesmo? De que valeria o poder sem aparatos e mordomias que o tornem objeto de cobiça? Em pleno século 21, nós somos os cavalos da carruagem e os escravos da liteira.

Essa mentalidade é parte do problema brasileiro. É como se o chefe de família, bêbado e jogador, cobrasse à mulher e aos filhos que cortassem as próprias despesas. Falta autoridade moral para justificar medidas efetivamente necessárias e realmente significativas ao quadro fiscal do país quando o Congresso Nacional negocia uma boca livre de R$ 3,5 bilhões para os gastos de campanha eleitoral no ano que vem. Ou quando o Senado da República renova o contrato de locação de veículos zero quilômetro para os senadores ao custo de R$ 8,3 milhões. As regalias do poder são evidências da distância que o separa do cotidiano em que se vira e se contorce a nação. Basta listar alguns que a memória socorre: jatinhos da FAB, helicópteros, cartões corporativos, verbas de ostentação (eufemisticamente designadas como de “representação”), voos em primeira classe, auxílios moradia e alimentação, adicionais de vários tipos e motivos.

Enquanto isso acontece por aqui, em meio às nossas reconhecidas dificuldades, na Holanda parlamentares não têm direito a carro oficial e o prefeito vai de casa ao trabalho usando sua bicicleta. Na Suécia, nem o primeiro-ministro tem carro oficial; autoridades podem, no máximo, pedir reembolso para viagens oficiais ou se residirem a mais de 70 km de Estocolmo. Parlamentares suecos têm direito a reembolso do combustível. Na Noruega, há 20 carros para atender o governo e só o primeiro-ministro tem direito a veículo exclusivo. Em Londres, o prefeito anda de metrô ou bicicleta; ele e os vereadores recebem um vale-transporte anual para o metrô. Prefeito e vereadores da maior cidade da Europa têm compromisso de usar o transporte público. Estamos falando aqui sobre o animus do poder, ou seja, de sua alma, ou, ainda mais precisamente, dos sentimentos que a inspiram. Se aquilo que move a alma do poder político for o indispensável espírito de serviço, estas ostentações e demasias são sumariamente rejeitadas por coerência.


Movimento Brasil Eficiente

O Movimento Brasil Eficiente é feito por pessoas que cansaram de só reclamar e resolveram fazer alguma coisa pelo Brasil, sem interesses eleitorais ou de poder. Participe você também! Conheça as propostas no site e assine o abaixo assinado pela redução dos impostos e por um melhor controle dos gastos públicos.


Como consertar o Brasil?

Acesse o site politicos.org.br e confira o ranking.

Volta às aulas com Charlinho

Milhões de estudantes de todo o país voltarão às aulas este mês para estudar em escolas onde não há biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências ou quadra de esportes. Segundo dados do Censo Escolar do MEC, em 2010, 15 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (39% do total) frequentavam escolas sem biblioteca. A inexistência de laboratórios de informática era realidade para 9,5 milhões (24%), enquanto 27 milhões (70%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de ciências, e 14 milhões (35%) em unidades sem quadra esportiva. Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro do ano passado e consideram tanto a rede pública quanto a privada.

Esta lamentável realidade afeta diariamente a vida de pessoas como Charlinho*, um garoto de 8 anos que só queria estudar. Acompanhe a triste saga desse brasileirinho em sua incansável jornada em busca de um sonho: ser um aluno.

*Sátira de Hermes & Renato.

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