Como são computados os votos nulo, em branco ou em uma legenda?

A diferença entre votar nulo, em branco ou em alguma legenda (em vez de um candidato específico) é uma dúvida recorrente entre os eleitores brasileiros. Na reportagem abaixo, o advogado Hélio Silveira, especializado em direito eleitoral e membro da Comissão de Direito Eleitoral da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esclarece ao jornal Nexo o que acontece quando se escolhe uma dessas opções e tira dúvidas sobre as novas regras eleitorais, que passam a vigorar este ano.

urnaQuando o eleitor for à urna no próximo domingo, terá diante de si um teclado para digitar o número de seu candidato a vereador, com cinco dígitos, e de seu candidato a prefeito, com dois dígitos. Logo abaixo terá outras três teclas: branco, corrige e confirma. O voto nulo (quando é digitado e confirmado um número inexistente), o voto em branco (quando essa tecla específica é escolhida) ou o voto de legenda (quando se vota no partido em vez de escolher um candidato específico) sempre geram dúvidas. É bastante comum no período que antecede uma eleição, por exemplo, ouvir pessoas dizendo que votar em branco “ajuda” o primeiro colocado. E, nesta disputa de 2016, outras questões surgiram a partir das novas regras que mudaram a lógica do voto na legenda. Vamos tentar esclarecê-las:

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Qual a diferença entre os votos branco e nulo?

Nenhum deles é computado para efeitos de cálculo do vencedor. Eles não interferem na votação. Ambos são manifestações de não participação do eleitor. É o que chamamos de abstenção funcional. O eleitor comparece à sessão, mas prefere não escolher um candidato. Por meio do voto em branco, ele manifesta sua indiferença aos candidatos. É como se ele dissesse: “para mim tanto faz”. Com o voto nulo, ele manifesta o seu repúdio a todos os candidatos. (…) Existe ainda aquele mito de que, se mais da metade dos eleitores votar branco ou nulo, a eleição é cancelada e deve ser convocada uma nova eleição. Isso não existe. Uma eleição pode ser anulada por outros motivos (como a Justiça Eleitoral declarar nulos mais de 50% de votos por causa de denúncias de irregularidades na campanha dos candidatos), mas não por esse.

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O que é o voto de legenda?

A legislação brasileira permite que o eleitor vote na legenda (quando se digita na urna apenas o número do partido) ou que ele escolha um candidato específico. Mas é como se fosse um voto só, porque o voto no candidato específico conta também para o partido. Em suma, todos os votos, nas eleições proporcionais (em que são eleitos vereadores e deputados), são atribuídos a um partido. Se eu voto em um partido, todos os votos que os candidatos desse partido receberem serão somados a uma única “cesta”, ou seja, do partido ou da coligação que ele faz parte. Esse voto vai ser considerado para se calcular o quociente partidário, que vai definir o número de vagas a que um partido terá em uma Câmara Municipal, de modo que, quanto mais votos o partido ou coligação recebe, mais cadeiras ele terá.

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Quais são as novas regras?

Com as novas regras, que entram em vigor nessas eleições de 2016, a lógica continua sendo a mesma: quando você vota em um candidato, você vota também em um partido ou em uma coligação. O que mudou é que agora se exige uma votação mínima para o candidato ser eleito. Caso o partido, na soma total dos votos, alcance o direito de ter mais de uma vaga na Câmara Municipal, o candidato dele precisa ter recebido pelo menos 10% dos votos do quociente eleitoral do partido ou coligação. Partidos que sempre defenderam voto em legenda agora precisam que os candidatos que tenham pouca expressão alcancem um número mínimo de votos para assegurar que eles possam ocupar a vaga. Caso contrário, será feito um novo cálculo e aquelas vagas não preenchidas ficarão para candidatos de outros partidos.

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Qual o peso dos partidos na eleição?

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BÔNUS: Você sabe o que um candidato a vereador pode prometer ao eleitor?

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Saiba quais são os sobrenomes mais comuns no Brasil e no mundo

Primeiramente, qual é a origem dos sobrenomes?

idEles foram criados para diferenciar os nomes repetidos – fato comum desde as culturas mais antigas. Os primeiros sobrenomes de que se tem notícia são os patronímicos – nomes que fazem referência ao pai: Simão Filho de Jonas, por exemplo. Esse gênero difundiu-se bastante na língua inglesa, em que há uma grande quantidade de sobrenomes que terminam em son (filho) – como Stevenson, ou “filho de Steven”. Como esse método era limitado, alguns sobrenomes começaram a identificar também o local de nascimento: Heron de Alexandria. Eles se tornaram hereditários à medida que a posse das terras passou a ser transmitida de geração em geração. Por isso mesmo, nobreza e clero foram os primeiros segmentos da sociedade a ter sobrenome, enquanto as classes baixas eram chamadas apenas pelo primeiro nome.

O último nome, identificando a família, era inclusive usado como “documento” na hora da compra e venda da terra, um luxo reservado apenas aos mais favorecidos. “Existem documentos de 1161 em que as pessoas citadas já tinham sobrenomes”, diz a historiadora Rosemeire Monteiro, da Universidade Federal do Ceará. O costume se ampliou com a inclusão de características físicas e geográficas ou de nomes de profissões. Assim, o nome Rocha significa que o patriarca dessa família provavelmente vivia numa região rochosa. Silveira, por exemplo, vem do latim silvester (de floresta), que também deu origem ao popular Silva. O registro sistemático dos nomes de família, independente de classe social, começou no século XVI, por decreto da Igreja Católica, no Concílio de Trento (1563).

Fonte: Mundo Estranho.

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Sobrenomes mais comuns do Brasil

1. Silva (5 milhões)

2. Santos (3,9 milhões)

3. Oliveira (3,7 milhões)

4. Souza (2,6 milhões)

5. Rodrigues (2,3 milhões)

6. Ferreira (2.3 milhões)

7. Alves (2,2 milhões)

8. Pereira (2,2 milhões)

9. Lima (2 milhões)

10. Gomes (1,6 milhão)

Fonte: Lista10.

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Sobrenomes mais comuns do mundo

1. Lee (China)

2. Zhang (China)

3. Wang (China, Japão e Coreias)

4. García (Espanha e América Latina)

5. González (Espanha e América Latina)

6. Hernández (Espanha e América Latina)

7. Smith (Inglaterra e Estados Unidos)

8. Smirnov (Rússia)

9. Müller (Alemanha)

10. Silva (Brasil e Portugal)

Fonte: Top10Mais.

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Sobrenomes mais comuns da Europa

sobrenomes-mais-comuns-na-europa

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Brasões das famílias portuguesas

brasoes-familias

Cinco mapas curiosos para entender melhor a densidade demográfica mundial

Veja também: O planeta Terra visto à noite

1. Há mais pessoas vivendo dentro deste círculo do que fora dele!

circle-map-population

Pode parecer absurdo a princípio, mas a constatação é verdadeira: existem mais pessoas vivendo dentro da região destacada no mapa acima do que fora dela. Para quem não acredita, vamos aos cálculos: Considerando que a população mundial atualmente é de aproximadamente 7 bilhões de pessoas, isso significa que, para a afirmação ser verdadeira, é preciso que haja mais de 3,5 bilhões de pessoas na região destacada no mapa. Vejamos:

  • China: 1,34 bi
  • Índia: 1,24 bi
  • Indonésia: 0,24 bi
  • Japão: 0,13 bi
  • Tailândia: 0,07 bi
  • Bangladesh: 0,15 bi
  • Paquistão: 0,18 bi
  • Malásia: 0,03 bi
  • Filipinas: 0,094 bi
  • Coreia do Sul: 0,05 bi
  • TOTAL: 3,524 bi

Fonte: HypeScience.


2. A mesma quantidade de pessoas vive na região azul e vermelha deste mapa!

mapa_mundi_populacao

A densidade populacional é uma medida interessante. Nas regiões em azul, você vai encontrar um percentual de 5% da população do mundo, algo em torno de 350 milhões de pessoas. A área desta superfície abrange uma quantidade impressionante de terra em nosso planeta. Em contraste, a região sombreada em vermelho também representa 5% da população do mundo, ou seja, 350 milhões de pessoas. Por consequência, os outros 90% da população mundial vive na região branca.

Fonte: Ibisdigitalmedia.


3. Há cerca de 1 bilhão de pessoas vivendo em cada região desse mapa!

1-billion-people-map

Outro mapa que dá uma boa noção da densidade populacional do sudeste asiático é este, no qual o mundo é dividido em 7 regiões, cada uma com 1 bilhão de habitantes. Repare bem na região em vermelho, composta pelo Japão e o leste da China; na região em laranja, composta pelo sul da Índia, Bangladesh e Mianmar; e na região em azul claro, composta pelo sul da China e algumas ilhas do sudeste asiático. Perceba que, em qualquer uma dessas pequenas regiões, vivem aproximadamente a mesma quantidade de pessoas que vivem em todo o continente americano junto com a Oceania (área em verde)! Isso não é incrível?


4. Pelo menos metade da população mundial vive em apenas seis países!

FT_14.07.10_worldPop2

Fonte: Pew Research.


5. Área expandida de acordo com a população de cada região

population


Veja a seguir outros mapas sobre a densidade demográfica mundial:

Densidade demografica mundial

densidade populacional

Population Density worldmap

Os 10 idiomas mais falados no mundo

Segundo a última edição do livro Ethnologue: languages of the world, o número de línguas faladas no mundo hoje é 6912. Confira na lista abaixo as dez línguas mais faladas no mundo, com seu respectivo número de falantes e alguns países e regiões onde ela é o idioma oficial. Note que o Inglês, considerada hoje a língua franca, o idioma universal, é apenas o terceiro do mundo em número de falantes, atrás do Mandarim e do Hindi, que o superam devido à enorme população da China e da Índia, respectivamente. O nosso querido Português aparece em sexto colocado, com cerca de 218 milhões de falantes.

LÍNGUA

FALANTES

   PAÍSES E REGIÕES

Mandarim

1051 milhões

   China, Malásia e Taiwan

Hindi

565 milhões

   Índia (regiões norte e central)

Inglês

545 milhões

   EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália

Espanhol

450 milhões

   Espanha e América Latina

Árabe

246 milhões

   Oriente Médio e norte da África

Português

218 milhões

   Brasil, Portugal, Angola e Moçambique

Bengalês

171 milhões

   Bangladesh e nordeste da Índia

Russo

145 milhões

   Rússia e Ásia Central

Francês

130 milhões

   França, Canadá e alguns países africanos

10º

Japonês

127 milhões

   Japão

Fonte: MDIG

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