Marcelo Gleiser no Canal Livre falando sobre vida extraterrestre, ciência e religião

Entrevista concedida por Marcelo Gleiser, professor de física e astronomia na Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, ao programa Canal Livre, da Band.
Na ocasião, ele falou sobre a probabilidade e as consequências de existir vida fora da Terra, sobre a relação entre ciência e religião, e sobre os limites éticos da ciência.




Veja também: Cientistas discutem procedimentos padrão em caso de contato alienígena


BÔNUS 1: Programa Canal Livre (Band) exibido no dia 23 de março de 2014, com a presença de Douglas Galante, doutor em astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), e do professor emérito da USP, Sylvio Ferraz Mello, doutor em ciências matemáticas pela Academia de Paris e Doutor Honoris Causa do Observatório de Paris. Apresentação de Boris Casoy, com a presença dos jornalistas Fernando Mitre e Ulisses Capozzoli na bancada.


BÔNUS 2: Garoto filósofo de 9 anos falando sobre a vida, o universo e tudo o mais. Não sei se um adulto escreveu o texto e ele apenas decorou ou se esses questionamentos são de fato dele, mas esse garotinho fala sobre problemas filosóficos bem intrigantes (além de ser um pouco engraçado ver uma criança com preocupações tão sofisticadas).


BÔNUS 3: Neil deGrasse Tyson em “A mais humana das atividades”.


O que não se pode conhecer

Artigo de Marcelo Gleiser.

Quanto podemos saber sobre o mundo? Tudo? Ou existem limites fundamentais para o que a ciência pode explicar? Esse é o tema do meu novo livro, A Ilha do Conhecimento: Os Limites da Ciência e a Busca por Sentido. Vemos apenas uma ínfima fração do Cosmos. Muito do que existe é invisível, mesmo quando aumentamos nossa percepção com telescópios, microscópios e outros instrumentos. Todo instrumento também tem alcance limitado. Como muito da natureza permanece oculto, nossa visão de mundo se baseia só na fração da realidade que podemos analisar. O conhecimento é uma ilha, cercada pelo oceano do desconhecido. A ciência permite acessar partes desse desconhecido e, com isso, a ilha cresce. Mas cresce também a fronteira com o desconhecido: surgem novas questões, que nem poderíamos ter antecipado. Imagine a biologia antes do microscópio, ou a astronomia antes do telescópio. A questão essencial é se existem regiões inacessíveis aos métodos da ciência. A resposta é um sonoro “sim”.

Existem limites intrínsecos às leis da natureza. Por exemplo, a velocidade da luz, sendo a maior que existe, impõe limites sobre o quanto podemos saber do Universo. Visto que o Cosmos surgiu há cerca de 13,8 bilhões de anos e vem expandindo, a informação que podemos receber fica contida numa bolha, com raio dado pela distância que a luz viajou nesse tempo. O Universo pode continuar além desse “horizonte”, mas não podemos ver o que está por lá. A física quântica oferece outro limite, devido ao princípio de incerteza. Não podemos conhecer a posição e a velocidade de uma partícula com precisão acima de um certo valor. Isso revela um mundo estranho, onde objetos podem ser partícula e onda: sua natureza depende do experimento que, por sua vez, depende do observador. Com a física quântica perdemos a objetividade no nível essencial da matéria. Processos ocorrem aleatoriamente; podemos determiná-los apenas usando probabilidades. Finalmente, temos os limites da mente. Não entendemos a natureza do consciente humano. Será possível construir uma simulação do cérebro? Como entender o cérebro, se não podemos “sair” dele? Basta simular neurônios e sinapses? Dos confins do Cosmos ao mundo dos átomos à natureza da mente, vivemos cercados de mistérios.

Quantas dimensões existem no universo?

No início do século 20, a resposta para essa pergunta era tão óbvia quanto velha. Euclides, lá na Grécia antiga, já havia sacado que são três as direções possíveis para qualquer movimento: para cima ou para baixo (altura); para a esquerda ou para a direita (largura); e para a frente ou para trás (profundidade). Portanto, o espaço possui três dimensões. Em 1905, porém, Einstein começou a bagunçar tudo. Ele demonstrou que, ao contrário do que dizia a física até então, o espaço e o tempo não eram fixos e imutáveis. Na verdade, eles eram flexíveis e manipuláveis, de modo que era possível, sob certas condições, encolher o tamanho de um centímetro ou esticar a duração de um segundo. E o pior: a modificação sobre um estava atrelada à transformação do outro. Ou seja: o tempo era, do ponto de vista físico, indistinguível do espaço. Com isso, deixou de ser possível falar em três dimensões – já que o tempo não podia mais ser colocado em uma gaveta distinta da das outras dimensões. Ficou claro que tudo era uma coisa só: um continuum espaço-tempo, como os físicos hoje adoram dizer. Até aí, bastava incorporar o tempo, que até Euclides conhecia, à lista das três dimensões existentes.

Mas Einstein complicou ainda mais as coisas quando, em 1915, conseguiu aprofundar sua teoria da relatividade. Ao estudar os movimentos acelerados, ele percebeu que a gravidade era nada menos do que uma distorção na geometria das quatro dimensões. Saía de cena a geometria euclidiana e vinha em seu lugar uma geometria não-euclidiana (em que a soma dos ângulos de um triângulo não necessariamente dá 180 graus e linhas paralelas podem se cruzar!). Não satisfeito em pôr de cabeça para baixo a geometria básica do Universo, Einstein decidiu que o passo seguinte era unificar a física toda num só conjunto de equações. Naquela época, em que ninguém conhecia ainda as forças que agiam dentro dos átomos, a tão sonhada unificação era apenas uma questão de costurar a relatividade (que explicava a gravidade) e o eletromagnetismo (responsável pelos fenômenos relacionados à partícula que aprendemos a chamar de elétron).

Einstein não foi muito adiante em seus esforços, mas outros foram inspirados por sua busca. Trabalhando individualmente em meados da década de 1920, Theodor Kaluza e Oskar Klein perceberam que, se a relatividade geral fosse reescrita para acomodar cinco dimensões, em vez de quatro, as equações do eletromagnetismo brotavam naturalmente dela. Mas tinha um probleminha: até onde se pode ver, o Universo não tem cinco dimensões, mas apenas quatro. Klein, em 1926, sugeriu que não podíamos ver a quinta dimensão porque ela estaria enrolada em si mesma, como um tubinho minúsculo. Foi então que surgiu a teoria das cordas – a noção de que as partículas que compõem o Universo poderiam ter a forma de cordas vibrantes. Os físicos desconfiam que, a partir dessa premissa, seria possível descrever todos os componentes da natureza numa única teoria – mas só se o universo possuísse nada menos que 26 dimensões. Uma dimensão enrolada escondida, vá lá. Mas quem vai acreditar em 22 dimensões escondidas? Como explicar que quatro dimensões são aparentes e as outras todas ficam ocultas?

Como os próprios físicos achavam essa ideia difícil de engolir, começaram a trabalhar numa forma de reduzir o número de dimensões necessárias. Hoje eles já conseguiram fechar com 10 ou 11 dimensões – e muitos pesquisadores acreditam que o número não vai cair muito mais do que isso. Ou seja, se a teoria das cordas estiver certa, o universo deve estar cheio de dimensões enroladas e, portanto, invisíveis. Bem mais recentemente, a física quântica começou a desconfiar que os elétrons não são imutáveis em suas órbitas, como muitos pensam, mas sim viajantes dimensionais existindo em dimensões paralelas. É sabido que os elétrons existem de forma oscilatória, surgindo e sumindo a todo o momento; a partir disso, a teoria das cordas tenta provar que eles estão à todo momento viajando entre as 11 dimensões.

Fonte: Superinteressante.


Quantas dimensões você enxerga?

Artigo de Adonai Santanna, professor de matemática da UFPR.

Nunca vi exceção. Todos os alunos que tive, até hoje, dizem que não conseguem imaginar um espaço com mais de três dimensões. Inerente a este discurso, existe a crença de que eles conseguem imaginar e até enxergar em um espaço tridimensional. Até mesmo experientes profissionais da área de ciências exatas alegam serem capazes de enxergar em três dimensões. Nesta postagem quero desfazer o mito do mundo tridimensional em que vivemos. Uma das descobertas científicas mais espetaculares da história foi a concepção das geometrias não euclidianas, no século 19. A partir do trabalho pioneiro de Lobatchevsky, ficou clara a seguinte ideia, entre outras: Geometria é um ramo da matemática independente de modos de percepção visual. O conceito de dimensão, em matemática, é abstrato. E mesmo conceitos comuns da geometria são também abstratos, como ponto, reta, plano e espaço. No entanto, teorias matemáticas sustentadas em conceitos abstratos são comumente aplicadas para modelar o mundo físico. Mas, de forma alguma, devemos entender com isso que o caráter ontológico de uma teoria matemática necessariamente espelha o caráter ontológico do mundo físico.

Cito dois exemplos: mecânica corpuscular clássica e mecânica quântica. Mecânica corpuscular clássica é parcialmente desenvolvida em espaços tridimensionais. O que isso significa? Significa que posições e velocidades de partículas são descritas como funções sobre um espaço vetorial de três dimensões. Ou seja, partículas e espaço são meramente conceitos matemáticos. Surpreendentemente, é possível corresponder esses conceitos abstratos a objetos do mundo real. Neste sentido, não basta para o físico ter em mãos uma teoria matemática. É necessário ele fazer uma correspondência entre os conceitos matemáticos disponíveis e aquilo que ele pode efetivamente medir no mundo real. Por isso existem aqueles que definem “teoria física” como uma tripla ordenada (MDr), sendo que M é uma teoria matemática, D é o domínio de aplicação (mundo real) e r é um conjunto de relações entre M e D. Muito se sabe sobre M e D. Mas a literatura sobre as relações r é ainda muito pobre. Nada se sabe sobre elas. Por isso existem tantas discussões sobre o caráter ontológico de teorias físicas. Justamente porque ainda não se sabe o quão fiel a matemática é, para informar sobre a natureza íntima do mundo real.

No caso da mecânica corpuscular clássica, diz-se que uma partícula pode ser localizada em um espaço tridimensional. E, a partir disso, cria-se uma intuição física na qual se fala de posições horizontais, verticais e de profundidade, relativamente a um observador físico. No entanto, o fato de podemos criar uma intuição física para um espaço tridimensional exclusivamente matemático não significa que vivemos em um mundo tridimensional. Afirmar isso retrata a pretensão de conhecermos a natureza íntima do espaço físico. A bem da verdade, não sabemos sequer se existe algum espaço físico. Na mecânica quântica, a posição de um objeto físico (como um elétron) é descrita em um espaço vetorial conhecido como espaço de Hilbert, que tem infinitas dimensões. Observe que o propósito é ainda o mesmo: localizar uma partícula. No entanto, para acomodar características atípicas de certas partículas, físicos perceberam que não podem mais usar espaços vetoriais de três dimensões para dizer onde, por exemplo, um elétron está.

Um espaço vetorial de três dimensões é usualmente descrito como um caso particular de conjunto. E um conjunto é um conceito abstrato. É simplesmente impossível enxergar um conjunto. Ainda que os elementos de um conjunto pudessem ser objetos do mundo real (como pessoas ou canecas), o conjunto em si não pode ser percebido pelos sentidos físicos. O conjunto das pessoas que já leram alguma postagem deste blog é um conceito abstrato que persiste mesmo quando todas essas pessoas já tiverem morrido daqui a cem milhões de anos. É possível, por enquanto, ver essas pessoas. Mas o conjunto em si não pode ser visto, apesar de poder ser matematicamente definido. Se físicos trabalham com espaços de dimensão infinita para realizar a simples tarefa de dizer onde um elétron está é porque esses mesmos físicos estão se empenhando em desenvolver uma intuição diferente daquela explorada em mecânica corpuscular clássica. A verdade é que nada sabemos sobre o suposto espaço físico que parece nos envolver.

Se você acha que enxerga em três dimensões, precisa rever o que entende por “dimensão”. Se a palavra “dimensão” for empregada no sentido matemático usual, você está enganado. Não é possível enxergar em dimensão alguma. Se a palavra “dimensão” é usada em outra acepção, então esclareça sobre o que, afinal, você está falando. Intuições não precisam ser desenvolvidas apenas de um ponto de vista geométrico, antenado com preconceitos com os quais estamos simplesmente acostumados. Intuições podem também ser desenvolvidas sob outras perspectivas. Por que não desenvolver, por exemplo, uma intuição algébrica sobre dimensões? Observe que até mesmo a linguagem natural que emprego nesta postagem é impregnada de preconceitos que apenas estreitam a capacidade de compreensão sobre matemática. Afinal, usei a expressão “outras perspectivas” no parágrafo acima. E “perspectiva” é um termo comumente associado à geometria. Em suma, se você deseja se libertar de graves preconceitos sobre seus modos de percepção do mundo, estudar matemática é uma alternativa interessante. Pelo menos você começa a se acostumar com outras formas de percepção.


Carl Sagan sobre a quarta dimensão

Este vídeo é um trecho da série de documentários Cosmos, de Carl Sagan. Aqui ele explica muito didaticamente o que seria para nós uma quarta dimensão do espaço.


Brian Greene e a Teoria das Cordas

Breve definição de filosofia

Filosofia é o estudo das questões fundamentais. Em uma frase curta, essa é a melhor definição que encontrei – aquela que considero a mais explicativa empregando a menor quantidade possível de palavras. Estendendo-nos um pouco mais, podemos dizer que filosofia é a dedicação intelectual aos problemas mais conceituais, às perguntas mais profundas, às dúvidas mais inquietantes que afetam nosso pensamento. Mas essa é apenas uma das três maneiras de definir filosofia. Podemos definir filosofia a partir de três perspectivas diferentes: (1) objetivamente, dizendo o que ela estuda – qual é o seu objeto de estudo; (2) etimologicamente, dizendo o que significa o termo “filosofia”; e (3) comparativamente, dizendo que diferença há entre ela e outras expressões do saber humano, como a ciência ou a religião, por exemplo. Vejamos como isso é possível.

A definição dada acima é objetiva, pois diz qual é o objeto de estudo da filosofia – a saber, as questões fundamentais. Tradicionalmente, consideramos questões fundamentais aquelas relacionadas à existência, ao conhecimento, à verdade e aos valores. A partir disso, desenvolveram-se as disciplinas principais da filosofia: ontologia (filosofar sobre a existência); epistemologia (filosofar sobre o conhecimento); lógica (filosofar sobre a verdade); e a chamada filosofia prática (filosofar sobre os valores, sejam eles éticos, estéticos, políticos, etc.). Ontologia (comumente chamada também de metafísica), epistemologia (também chamada de teoria do conhecimento) e lógica constituem a parte teórica da filosofia; enquanto que ética, estética e filosofia política constituem a parte prática. É claro que, além desse tronco principal, a filosofia possui ainda outras disciplinas, como por exemplo a filosofia da mente, da linguagem, da natureza, da ciência, da religião, da educação, entre outras tantas “filosofias”.

Por que existe algo ao invés do nada? Deus existe? Como tudo começou? Por que razão estamos aqui? Nossas vidas têm algum propósito? Nossa mente é de uma natureza diferente do nosso corpo, ou somos seres meramente físicos? Existe livre-arbítrio? Como o conhecimento é possível? O que podemos conhecer? Quais são os limites da ciência? Quais os critérios da verdade? Como a linguagem se relaciona com a realidade? O que faz com que algumas ações sejam moralmente boas e outras más? Você provavelmente já se fez algumas dessas perguntas em algum momento da vida. Estas são as últimas perguntas com as quais finalmente nos deparamos se continuarmos, tal como comumente fazem as crianças, perguntando indefinidamente pelo porquê das coisas.

Essas perguntas não pertencem a uma ciência em particular, ao domínio exclusivo de alguma área especializada do saber, mas afligem todos aqueles que em algum momento deixam de se contentar com a banalidade do cotidiano, do senso comum, das respostas prontas. Há 25 séculos, surgiu na Grécia uma tradição de pensamento que desde então se dedica racionalmente a essas questões. Filósofos desenvolvem-nas de uma forma disciplinada, rigorosa e sistemática, com o objetivo não apenas de respondê-las, mas também, acima de tudo, de entender exatamente o que está sendo perguntado. Eles descobrem pressupostos ocultos e refletem criticamente sobre as razões de nossas crenças e ações. A esta intensa atividade intelectual é que chamamos “filosofia”.

Podemos ainda definir a filosofia etimologicamente. Nesse sentido, o termo “filosofia” é composto por duas palavras gregas e significa literalmente “amor à sabedoria” (philos = amor, amizade; sophia = sabedoria). Por fim, podemos definir a filosofia estabelecendo uma relação entre ela e outros tipos de saber, e indicando em que ponto ela se distingue deles. Em suma, a filosofia difere da mitologia e da religião por sua ênfase em métodos e argumentos racionais; e difere da ciência moderna pelo pouco uso que faz de experimentos e observações empíricas, isto é, por geralmente não recorrer a procedimentos empiricamente verificáveis em suas investigações.


Escrevi este texto assim, muito claro, direto, conciso, sucinto, porque textos deste tipo, especialmente quando o que se promete é uma definição de filosofia, são muito raros. A grande maioria dos textos introdutórios que se propõem esclarecer ao leitor leigo o que é a filosofia ou não suprem a expectativa, deixando o leitor frustrado, sem uma resposta, ou oferecem uma definição ampla demais, vaga demais, vazia de significado demais. Isso é parcialmente compreensível e acontece por causa da própria natureza da filosofia, de fazer pensar em vez de fornecer respostas prontas; e principalmente por causa do medo que os autores têm de serem taxados de dogmáticos, por estarem sistematizando demais o assunto, quase que encaixotando uma definição padrão.

Eu não temo tal acusação. Considero uma grande virtude o poder de síntese, a habilidade de concisão, o saber indicar de modo sucinto e em poucas palavras a ideia principal, o ir direto ao ponto, sem enrolação, o não tomar desnecessariamente o tempo e a paciência do leitor ou ouvinte. Acredito que só entendeu realmente uma ideia quem é capaz de explicá-la em poucas palavras; e só compreendeu de fato um texto quem pode resumir a ideia principal em uma frase. Penso que essa irritante prolixidade para definir filosofia acontece porque aqui no Brasil somos muito influenciados pela tradição continental de filosofia contemporânea. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a tradição analítica é mais forte e mais presente, o paradigma é outro. Na página inicial do Departamento de Filosofia da Universidade Harvard, por exemplo, dois grandes botões direcionam os visitantes a textos muito curtos: What is Philosophy? (O que é filosofia?) e Why study Philosophy? (Por que estudar filosofia?). Como no artigo que publiquei acima, o Departamento de Filosofia de Harvard, considerado um dos melhores do mundo, explica a definição de filosofia de forma clara, direta e sucinta, de modo que qualquer leigo possa compreender muito rapidamente o que se faz ali naquele departamento.


“(…) De modo que, se os homens filosofaram para libertar-se da ignorância, é evidente que buscavam o conhecimento unicamente em vista do saber e não por alguma utilidade prática. E o modo como as coisas se desenvolveram o demonstra: quando já se possuía praticamente tudo o de que se necessitava para a vida e também para o conforto e para o bem estar, então se começou a buscar essa forma de conhecimento. É evidente, portanto, que não a buscamos por nenhuma vantagem que lhe seja estranha; e, mais ainda, é evidente que, como chamamos livre o homem que é fim para si mesmo e não está submetido aos outros, assim só esta ciência, dentre todas as outras, é chamada livre, pois só ela é fim para si mesma.” (Aristóteles, Metafísica A, 982 b, 19-27)


O filósofo e o futuro

Em geral, quando pensamos no futuro, tentamos imaginar o que será diferente, o que vai mudar. Daí surgem as mais variadas especulações sobre ciência, tecnologia e inovação. O papel do filósofo, ao contrário, é perguntar o que vai permanecer, o que vai continuar valendo, o que não vai mudar. Porque, afinal, é isso o que mais importa. Desisti de estudar jornalismo no primeiro ano do curso por um motivo muito simples: os textos jornalísticos não resistem ao tempo. Uma notícia incrivelmente bem escrita hoje, na qual o jornalista investiu tanto tempo, esforço e talento, estará velha amanhã. Os textos jornalísticos relatam fatos, e estes estão sempre presos ao tempo em que aconteceram. Passam-se os dias e aquela reportagem magnífica já ficou ultrapassada por novos fatos, novas notícias, novos tempos. Em vez de jornalismo, resolvi estudar filosofia. E o motivo não foi outro: os bons textos filosóficos, ao contrário dos jornalísticos, pretendem-se atemporais, almejam a imortalidade, resistem aos séculos. Platão e Aristóteles, 25 séculos depois, continuam atuais; enquanto que ninguém mais lembra o que William Bonner disse semana passada no Jornal Nacional.


O que é filosofia?

Trecho de um ensaio de Adonai Sant’Anna, doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), publicado originalmente por Produções Eclipse. Apesar da utilidade, considero essa tentativa de definição de filosofia muito prolixa pro meu gosto.


Em um primeiro momento pode-se afirmar que filosofia é a atividade intelectual caracterizada pela busca sistemática e crítica da verdade. O problema desta definição reside principalmente na qualificação sobre o que, afinal, é verdade; sendo que o próprio conceito de verdade é tema de debate interminável entre filósofos há milênios. Ou seja, se aceitarmos esta primeira definição de filosofia, é seguro dizer que nem mesmo filósofos conseguem qualificar o que é filosofia, de maneira a estabelecer um consenso entre eles.

Do ponto de vista histórico, filosofia pode ser percebida como a origem dos estudos sistemáticos que visam responder a questões fundamentais levantadas por seres humanos a respeito do mundo físico, da metafísica, da vida, da moral, das artes e da própria natureza humana. Neste sentido, com o passar do tempo a filosofia foi diluída em múltiplas disciplinas, como física, matemática, biologia, química, economia, sociologia, psicologia, linguística, ciência política, entre outras. Consequentemente, existe uma tendência natural entre pessoas de julgar que filosofia é um ramo do conhecimento distinto de outros, como as ciências exatas e as ciências biológicas.

Já do ponto de vista social, este modo de percepção fica mais acentuado diante da realidade do mercado de trabalho, no qual muitos filósofos trabalham simplesmente como professores, pesquisadores ou escritores. Mesmo que um filósofo trabalhe como um consultor jurídico, um conselheiro político, um diretor de relações públicas, um publicitário, um jornalista ou um administrador de empresas, pessoas em geral tendem a percebê-lo como um consultor jurídico, um conselheiro, um diretor, um publicitário, um jornalista ou um administrador, mas não como um filósofo. Menos ainda como um profissional da filosofia aplicada. Esta percepção reside principalmente no fato de que discussões claramente identificadas como filosóficas, nos dias de hoje, têm um caráter altamente especulativo ou, pelo menos, sem consenso algum. Com efeito, até hoje os filósofos não chegaram a um acordo sobre o que é, afinal, a verdade.

Logo, a ironia da filosofia é que ela foi o ponto de partida para estudos metodológicos sobre o mundo e o ser humano, sendo que esses mesmos estudos promoveram um distanciamento da própria filosofia, no atual sentido acadêmico do termo. Quando um físico teoriza sobre a origem do universo, ou um biólogo teoriza sobre a origem da vida, essas ideias são essencialmente filosóficas, mesmo que os próprios pesquisadores não percebam desta forma. A separação entre filosofia e ciência, apesar de suas origens históricas, sociais, institucionais e pragmáticas, não é algo trivialmente perceptível no que diz respeito às finalidades últimas tanto da filosofia quanto da ciência.

A obra mais conhecida de Isaac Newton, por exemplo, é o livro Princípios Matemáticos de Filosofia Natural. A ideia de estabelecer princípios matemáticos fundamentais que regem dinâmicas de objetos materiais sob a ação de forças é algo de caráter essencialmente filosófico. O problema de entender a dinâmica de corpos físicos foi qualificado e respondido por Isaac Newton. Hoje esta obra é percebida como uma das grandes conquistas da física, sendo que na época foi compreendida como um inspirador passo dado pela filosofia natural. Tanto é verdade que o próprio conceito de força, na mecânica de Newton, chegou a ser percebido como um conceito metafísico por pensadores importantes, como Heinrich Hertz e Hermann von Helmholtz.

Em um encontro da British Association for the Advancement of Science, realizado em junho de 1833, o filósofo William Whewell argumentou o seguinte: “Assim como os praticantes de artes são chamados de artistas, os praticantes de ciências deveriam ser chamados de cientistas”. Foi então que nasceu o termo “cientista”. E rapidamente Isaac Newton passou a ser menos conhecido como simplesmente um filósofo, para então ser reconhecido como um dos mais importantes cientistas de todos os tempos.

O distanciamento entre ciência e filosofia deu um importante passo, neste momento, graças a um filósofo. Mas que ninguém jogue a culpa sobre Whewell! Isso porque um filósofo jamais deve deixar de expressar o que pensa, mesmo que seu pensamento seja de alguma forma prejudicial à própria filosofia, enquanto prática cultural. Este é tão somente um exemplo irônico de como o pensamento pode minar o próprio pensamento. Apesar do inegável impacto filosófico da obra de Newton, não é usual entre estudantes de filosofia de hoje o estudo de cálculo diferencial e integral. Cientistas são aqueles que resolvem problemas importantes, enquanto filósofos são aqueles que discutem sobre especulações que estão fora do alcance das ciências, como o sentido da vida, a utopia política, o conceito de belo, o livre arbítrio, a existência de Deus, a imortalidade da alma, a vida após a morte, a natureza metafísica do universo, etc.

Enquanto um cientista é aquele que sabe (ou pelo menos julga que sabe), um filósofo é aquele que incessantemente busca saber. A própria origem etimológica das palavras sustenta pelo menos parcialmente esta visão. “Filosofia” deriva do grego φιλοσοφία, ou seja, “amor à sabedoria”, enquanto “ciência” deriva do latim scire, que se traduz simplesmente como “saber”. O amor à sabedoria é uma postura de questionamento crítico, enquanto o saber é algo que permite efetivamente resolver problemas.

O sucesso da obra de Newton para derivar matematicamente as leis de Kepler passou a ser percebido por muitos como um saber, um conhecimento, uma crença verdadeira: as órbitas planetárias seguem as leis de Kepler por consequência das leis físicas enunciadas por Newton. O filósofo, por sua vez, é aquele que reconhece que existem outras possíveis formulações matemáticas que igualmente permitem descrever as órbitas planetárias, em acordo com os princípios percebidos por Kepler. A teoria da relatividade geral de Einstein é um exemplo bem conhecido de teoria que permite descrever órbitas planetárias semelhantes, sem apelar de forma alguma a qualquer conceito de força. Portanto, forças existem no mundo real ou não? Onde está a verdade no conceito de força?

Os estudos alquímicos de Newton costumam ser ignorados por cientistas em geral, como uma espécie de embaraçoso erro intelectual daquele que deu início à ciência moderna. Quase setenta anos após a morte de Newton, em 1796, o historiador James Pettit Andrew se referiu à alquimia como uma “fantástica pseudociência”. E foi assim que nasceu a necessidade de se promover uma distinção entre ciência e pseudociência. Mas filósofos também não conseguem entrar em um acordo sobre qual seria exatamente a diferença entre ciência e pseudociência. Por enquanto não quero estender esta discussão sobre o papel da filosofia ao longo da história, uma vez que este ramo do conhecimento atinge não apenas a física, mas também as artes, a política, a psicologia, entre outras áreas.

Por que afirmei no início deste texto que “filosofia é a atividade intelectual caracterizada pela busca sistemática e crítica da verdade”? A resposta é simples. O ponto de partida de qualquer investigação filosófica é invariavelmente uma pergunta. E perguntas são comumente formuladas na esperança de se obter respostas. Essas respostas surgem à medida que investigações são feitas, de maneira sistemática e crítica.


A filosofia é superior?

Artigo de Luiz Helvécio Marques Segundo, professor de filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais, publicado originalmente no portal Crítica.


É prática comum entre nós apresentar a filosofia ao grande público ou aos alunos que têm seu primeiro contato com a disciplina louvando-a como um presente dos deuses aos meros mortais. Dizem que nada lhe pode ser superior e que qualquer área de investigação lhe é subserviente. É como se o filósofo tivesse um acesso privilegiado à verdade. Dizem também que nada pode ser mais prático, pois a filosofia liberta o ser humano dos grilhões da ignorância. Salvo um pequeno fundo de verdade dessa última afirmação, o resto é enganador. A filosofia não é mais importante que a física, ou a matemática, ou a história; tem exatamente o mesmo valor que qualquer outra atividade cognitiva. E como essas disciplinas, tem também aplicações práticas.

O estudo da filosofia abarca apenas uma parte da realidade, a parte que diz respeito àquelas questões que só podem ser tratadas através da argumentação e do raciocínio intenso. O filósofo não se preocupa em responder questões do tipo “Qual é a constituição do átomo?” ou “É o teorema de Fermat verdadeiro?” ou ainda “Quais foram as causas da segunda grande guerra?”. Ao invés, tenta responder questões do tipo “Será toda a realidade formada apenas de partículas elementares, ou será que há coisas como pensamentos, números ou deuses?”, “Há limites para o conhecimento humano?” ou ainda “Há ações certas e ações erradas?”. Isso não significa que o filósofo despreze a ciência, significa apenas que o campo de investigação da filosofia é diferente do das ciências como a matemática, física ou história. A filosofia muitas vezes precisa da ciência, assim como a ciência da filosofia.

Assim como a filosofia tem seus limites de investigação de certo modo determinados, o mesmo acontece com a física ou a história. O físico tratará da parte da realidade onde há campos, átomos, energia, etc. O historiador tratará da parte da realidade onde estão envolvidos fatos importantes para o mundo e que precisam de ser interpretados, reconstituídos e documentados. Tentará mostrar, por exemplo, como se encadeiam os motivos que levaram as sociedades feudais européias a dar início às cruzadas. Bom seria se pudéssemos tratar disso tudo de uma só vez, mas infelizmente não é esse o caso. Somos limitados cognitivamente e essa limitação só nos permite investigar uma coisa de cada vez. Já se vê por que razão a filosofia não é mais importante que as outras áreas de investigação. Para oferecer uma explicação razoável da realidade precisamos dos melhores resultados de cada área de investigação. É como se estivéssemos a montar um quebra-cabeças: cada peça é igualmente importante para o resultado final — se faltar uma peça, ficamos sem conhecer pelo menos aquilo que estava naquela peça e o que ela representava no resultado final. O mesmo acontece no quebra-cabeças da realidade: se uma das áreas de investigação não fornece as peças que lhe cabem, a nossa imagem da realidade será pior do que se as tivéssemos.

A situação poderia ser revertida: há peças dispensáveis no quebra-cabeças da realidade, e tais peças são justamente as fornecidas pela filosofia. Geralmente, ouvimos essa reação com a famosa e irritante “A filosofia não serve para nada!”. Talvez alguns também protestassem que a filosofia só fornece pseudo-peças, pois só as ciências são capazes de fornecer as peças originais. Mas a resposta a isto é fácil; basta olhar para o quebra-cabeças: muitas pessoas acreditam em Deus, acreditam que o aborto ou a eutanásia são errados, e há também aqueles que acreditam que só as ciências empíricas (física, biologia, química, etc.) é que podem oferecer conhecimento genuíno sobre a realidade. É inegável que essas crenças são importantes para a maioria de nós; e defendê-las não deixa de ser menos importante. Ora, ninguém vai ao laboratório para tentar provar sua verdade; ao invés, usa o raciocínio puro para tentar mostrar a verdade dessas crenças. Portanto, as peças que a filosofia fornece ao nosso quebra-cabeças não são menos importantes do que as peças que a física, a biologia ou a história fornecem. E na aplicação, qual é a mais importante? A física oferece conhecimento suficiente para a construção de aviões, transferência de dados via internet, operações de correção da visão, etc. O avanço na biologia possibilitou a cura da pneumonia; e o estudo da história nos ajuda a evitar os erros que humanidade cometeu no passado.

E a filosofia? Bem, a filosofia… pode nos libertar dos grilhões da ignorância. A expressão “libertar dos grilhões da ignorância” é um tanto pomposa; melhor substitui-la por “a filosofia aguça nosso olhar crítico sobre a realidade”. Neste sentido, a aplicação prática da filosofia nada deve à das ciências. Mas a contribuição mais importante da filosofia para nossas vidas comuns é mesmo a avaliação de argumentos. Avaliar argumentos não é uma atividade exclusiva da filosofia, fazemos isso também em outras áreas. No entanto, pelo fato de a filosofia ser uma disciplina de natureza a priori, isto é, feita pelo raciocínio apenas, a avaliação de argumentos é uma de suas tarefas principais; e sendo esta uma tarefa principal, é de se esperar um grande avanço nas técnicas de avaliação de argumentos. Qualquer bom manual de lógica fornecerá uma quantidade razoável dessas técnicas. Ao avaliar argumentos filosóficos, os filósofos dão atenção às ambiguidades da linguagem natural, procuram imprecisões e ideias escondidas, e tentam tornar algumas ideias mais plausíveis, entre outras atividades.

Em suma, a filosofia torna nossa capacidade de pensamento muito mais precisa e eficaz. É de se esperar, portanto, que em situações corriqueiras onde estejam envolvidos argumentos, alguém que pense como um filósofo tenha mais probabilidades de avaliar corretamente tais argumentos e dizer se são bons ou não. O estudo da filosofia, portanto, fornece algo precioso ao ser humano: a capacidade para avaliar cuidadosamente as justificações que alguém tem para determinadas ações ou crenças. Mesmo não sendo a atividade intelectual mais importante — não há a mais importante! — a filosofia compõe, com certeza, uma parte interessante da investigação do quebra-cabeças da realidade. E ao montar essa parte do quebra-cabeças adquirimos certas capacidades extraordinárias para avaliar e oferecer razões a favor ou contra muitos dos nossos pontos de vistas mais comuns. Eis a modesta contribuição da filosofia para o ser humano comum.

Os filósofos mais importantes do ocidente

Quais são os filósofos mais influentes e importantes para a cultura e civilização ocidental? A metodologia que usei para responder a essa pergunta foi muito simples e a pesquisa levou menos de uma hora para ser concluída. Primeiro eu pesquisei por “filosofia” na página em língua portuguesa e por “philosophy” na página em língua inglesa da Wikipedia. Uma vez abertas as respectivas páginas sobre “filosofia” na Wikipedia (em português e inglês), usei o bom e velho “Ctrl+F” para localizar, em cada uma das páginas, referências aos nomes dos maiores filósofos que a humanidade produziu e a tradição consagrou. Em seguida fiz uma lista com os 18 filósofos cujos nomes aparecem mais vezes, tanto na página em português como em inglês. Depois disso, somei os dois resultados e obtive uma lista geral. Todo esse trabalho está resumido na tabela a seguir. Merece destaque o distanciamento com que os filósofos gregos clássicos (Platão e Aristóteles) lideram o ranking. Depois deles, os modernos Kant e Descartes aparecem também com certa folga em relação aos demais.

filosofos-mais-importantes


Se você tem alguma noção de filosofia e consegue ler razoavelmente em inglês, vai se divertir respondendo este pequeno teste. São 12 questões simples de múltipla escolha sobre variados temas e problemas filosóficos. Não há respostas certas ou erradas: o que se espera é a sua opinião honesta sobre cada tema. A partir de suas respostas, um algoritmo irá dizer com qual filósofo (ou escola) suas ideias mais se assemelham. Sem nenhuma surpresa, meu resultado deu majoritariamente Platão (82%) e Aristóteles (78%). Os filósofos aos quais eu menos me assemelho são Nietzsche e Sartre. Mas então, qual filósofo você é? CLIQUE AQUI PARA FAZER O TESTE.


O gráfico das ideias

O britânico Simon Raper usou um algoritmo para processar dados extraídos da Wikipedia e montar o infográfico abaixo, no qual cada filósofo é representado por um nó na rede e as linhas entre eles representa as respectivas influências. O algoritmo que produziu o gráfico foi programado para colocar os nós mais conectados no centro do diagrama, assim vemos os nomes dos filósofos mais influentes em tamanho maior e agrupados no centro. As cores representam as diferentes escolas e tradições filosóficas.

Clique na imagem para ver no tamanho original:

Inspirado pela criação de Raper, o blog Griffs Graphs resolveu ir mais longe nessa empreitada. Usando o mesmo algoritmo, eles montaram um gráfico ainda mais completo, incluindo, além dos filósofos, políticos, cientistas, artistas, escritores e todos os demais pensadores mais importantes de todos os tempos e de todas as áreas do saber. O resultado foi esse abaixo. Clique na imagem para ver no tamanho original:


O infográfico em formato de fluxograma abaixo é uma excelente ferramenta para quem estuda Filosofia Antiga, especialmente os filósofos pré-socráticos. Os nomes são posicionados de cima para baixo conforme a linha do tempo (lado esquerdo), as cores representam as diferentes escolas (legenda do lado direito) e as setas representam as influências (as vermelhas por oposição). Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

filosofos-pre-socraticos

500 anos da Reforma Protestante

selo-reforma-500-ipbCristãos protestantes do mundo todo comemoram hoje os 500 anos da Reforma. O movimento começou a se espalhar e ganhar força na Alemanha quando, em 31 de outubro de 1517, o padre e teólogo Martinho Lutero pregou (nos dois sentidos desse verbo) suas 95 teses contra os abusos da Igreja Católica Romana nas portas da catedral do castelo de Wittenberg. Para entender um pouco mais sobre este importante momento histórico, indico o filme abaixo, uma cinebiografia do reformador alemão.


Palestra de Davi Charles Gomes sobre a Reforma e sua nova epistemologia:

Agora são outros quinhentos…

Para ouvir ou ler mais sobre teologia reformada, pesquise por esses nomes:
Augustus Nicodemus, Mauro Meister, Solano Portela, Davi Charles Gomes,
Jonas Madureira, Héber Campos Jr., Leandro Lima, Franklin Ferreira, etc.

muro-dos-reformadores-genebra

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