Unicamp ultrapassa USP e fica em 1º lugar em ranking de universidades da América Latina

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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a nova primeira colocada no ranking das melhores universidades da América Latina realizado pela revista Times Higher Education (THE). Pela primeira vez, a instituição ultrapassou a Universidade de São Paulo (USP), que ficou na segunda posição na edição deste ano, divulgada na madrugada desta quinta-feira (20). Na edição de 2016, a USP era a primeira colocada, e a Unicamp ficou em segundo lugar. Veja na lista abaixo as dez melhores universidades da América Latina, segundo o ranking no site da THE:

1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Brasil
2. Universidade de São Paulo (USP) – Brasil
3. Pontifícia Universidade Católica do Chile – Chile
4. Universidade do Chile – Chile
5. Universidade dos Andes – Colômbia
6. Instituto de Tecnologia de Monterrey – México
7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Brasil
8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Brasil
9. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Brasil
10. Universidade Nacional Autônoma do México – México

Em nota, Phil Baty, editor do ranking, afirmou que Unicamp e USP são universidades muito diferentes que “representam a diversidade e a excelência no setor do ensino superior do Brasil”. Segundo o ranking da THE, o Brasil é o país latino-americano com o melhor desempenho na lista em 2017: das dez primeiras colocadas, cinco são universidades brasileiras. O país também tem outras 27 instituições listadas. Veja abaixo a lista de universidades brasileiras e a posição de cada uma no ranking:

1) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
2) Universidade de São Paulo (USP)
7) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
8) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
9) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
11) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
12) Universidade Estadual de São Paulo (UNESP)
14) Universidade Federal do ABC (UFABC)
15) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
16) Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
18) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
19) Universidade de Brasília (UnB)
24) Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)
26–30) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
31–35) Universidade Federal de Viçosa (UFV)
36–40) Universidade Federal do Ceará (UFC)
41–45) Universidade Federal Fluminense (UFF)
41–45) Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
51–60) Universidade Federal de Goiás (UFG)
51–60) Universidade Federal de Lavras (Ufal)
51–60) Universidade Federal do Paraná (UFPR)
51–60) Universidade Federal de Pelotas (Ufpel)
51–60) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
51–60) Universidade Estadual de Londrina (UEL)
61–70) Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
61–70) Universidade Presbiterana Mackenzie
61–70) Universidade do Vale dos Sinos
61–70) Universidade Estadual de Maringá (UEM)
61–70) Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
71+) Universidade Nove de Julho (Uninove)
71+) Universidade Estadual da Bahia (Uneb)
71+) Universidade do Vale do Itajaí

Fonte: G1.

Desempenho de alunos da rede federal é semelhante ao de países desenvolvidos

Organizada a cada três anos, a prova do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) é a principal avaliação de educação básica do mundo, e foca em alunos de 15 a 16 anos. Os dados de 2015 apontam que o Brasil ficou estagnado desde 2012 nas três áreas avaliadas: matemática, ciência e leitura. Isso mantém o país no grupo daqueles com uma nota bem abaixo da média. A pesquisa é organizada pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e avalia também nações que não são integrantes da entidade, como o Brasil.

O mau resultado no quadro geral é apenas uma das leituras possíveis. A comparação do desempenho entre os alunos brasileiros evidencia que há outro problema a ser enfrentado pelo país: a desigualdades dos sistemas de ensino brasileiro. No Brasil, a prova do Pisa foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para 23 mil estudantes de 841 escolas. Segundo as informações detalhadas divulgadas pela entidade, a pontuação média da rede federal supera a municipal e a estadual, assim como a privada. No caso de ciência e leitura, esses alunos estão além inclusive dos estudantes de países desenvolvidos. Em matemática, quem está numa instituição federal brasileira empata com a média das notas dos estudantes de países da OCDE.

Pontuações no Pisa de 2015:

pisa 2015

Segundo dados da instituição, a rede federal, a mais bem sucedida, responde por apenas 0,87% dos 43 milhões de alunos matriculados no ensino básico em 2015 no país. Em entrevista ao Nexo, Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do movimento Todos pela Educação, afirma que o ensino federal é privilegiado por diversos fatores que não se aplicam nem mesmo à rede privada. Mas seu bom desempenho mostra o potencial dos alunos do país. O Nexo conversou com três estudiosos da área de educação para entender o bom desempenho da rede federal e qual é o desafio de replicar seu modelo.

Investimento é especialmente alto

Um dos pontos que chamam a atenção no relatório do Pisa é o investimento acumulado por aluno entre 6 e 15 anos praticado no Brasil. Ele é, em média, de US$ 38.190, ou 42% da média de US$ 90.294 praticada pelos países membros da OCDE. “Aumentos de gastos ainda são necessários para se traduzir em melhor aprendizagem”, afirma o trabalho. O investimento do Brasil é defasado, mas isso não se dá de forma uniforme. A rede federal tem um gasto médio maior por aluno do que a estadual ou municipal, afirmam os pesquisadores. De acordo com Falzetta, isso assegura, por exemplo, a contratação de professores melhores. Ele ressalta que o investimento brasileiro em educação em relação ao PIB é similar àquele dos países desenvolvidos, de cerca de 6,6%. “Mas eles já estão em outro patamar. Se quisermos mudar de nível, precisamos ter um investimento maior, pelo menos por um período”, diz. Na opinião de Antonio Augusto Batista, coordenador de pesquisas do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) mais verba também se reflete em bibliotecas e laboratórios, que são raros em escolas municipais e estaduais, e mesmo em grande parte das privadas.

Seleção de alunos turbina desempenho

Um outro fator que influencia no sucesso da rede federal é o fato de que a grande procura leva a maior parte das instituições de ensino a realizar algum tipo de pré-seleção de seus alunos, como vestibulinhos. “É parecido com o que acontece com as escolas de elite da rede particular, que faz uma seleção dos alunos a partir da mensalidade”, afirma Fazetta. Em ambos os casos, os alunos tendem a ter acesso privilegiado a informações desde cedo, o que melhora o seu desempenho na escola. Fazetta também destaca que os alunos que não conseguem acompanhar o curso, seja nas escolas particulares de elite, seja nas federais, tendem a deixá-lo, o que mantém o desempenho das instituições em avaliações em alta. Batista, do Cenpec, ressalta que, apesar de membros de instituições federais de ensino tenderem a ter um nível socioeconômico maior, eles não pertencem em geral à elite econômica mais elevada do país. Fazem parte de famílias de classe média que têm na própria educação o seu principal ativo, que permite que realizem trabalhos bem remunerados e mantenham seu padrão de vida.

Por exemplo: muitas instituições da rede federal estão associadas a universidades, e por isso grande parte dos alunos são filhos de docentes. Ao procurar a rede federal, as famílias buscam garantir que seus filhos se manterão na mesma posição social. Eles são privilegiados principalmente porque “têm recursos culturais mais altos”, afirma Batista. “É uma elite intelectual no caso das federais ligadas a universidades, e uma classe média que aposta muito na escola em geral”, diz Batista. Fazetta ressalta que o investimento concentrado nesses alunos selecionados reforça desigualdades sociais.

Boa remuneração e estabilidade atraem melhores professores

A concentração de recursos no ensino federal garante uma melhor remuneração dos professores. Segundo dados elaborados pela Todos pela Educação com base em informações do IBGE, o salário médio de um professor da rede federal de educação básica com carga horária de 40h semanais de trabalho em 2014 era de R$ 5.173,92. O valor é 65% superior ao rendimento médio dos professores da educação básica pública. Em entrevista ao Nexo, Neide Noffis, diretora da Faculdade de Educação da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, afirma que os contratos desses professores também são mais estáveis, além de as condições de trabalho tenderem a ser melhores. Isso permite que professores tenham apenas um emprego. O que significa disposição para lidar com os alunos e tempo para continuar estudando e preparar aulas. Esses fatores somados fazem com que essas instituições sejam procuradas pelos melhores professores, o que leva a uma melhor qualidade de ensino. “Se o professor vê seu trabalho como subemprego e chega lá cansado, a qualidade do ensino cai”, diz Noffis.

Aplicação prática do conteúdo

A maior parte dos alunos de 15 a 16 anos na rede federal estão em instituições de ensino técnicas. Noffis destaca que elas tendem a apresentar o ensino como uma porta de entrada para o mundo do trabalho. Por isso, o conteúdo é transmitido com enfoque na realidade prática e mesmo no ambiente em que os alunos vivem. Isso, afirma, confere um ensino mais estimulante e uma maior permanência estudantil. “O ensino técnico tem a ver com o contexto local do jovem, com a sua possibilidade de se inserir no mercado. É algo mais fácil de perseguir como meta. Diferente de um conteúdo como ‘o rio tem que ser despoluído, não podemos cortar as árvores etc’, que ele aprende, mas no qual não tem condições e potência para interferir”, afirma Noffis.

Fonte: Nexo.

O que é um professor universitário?

Trecho de um artigo do professor Marco Mello no blog Sobrevivendo na Ciência.

Veja também: O que é um pesquisador do CNPq?

Há muita confusão sobre quais seriam as reais atribuições de um professor universitário. Como esse é o cargo mais importante na carreira acadêmica, vale a pena dedicar um post inteiro a esclarecer essa questão. É claro que, na prática, o que cada professor faz no dia a dia varia muito entre universidades. Na verdade, há uma enorme variação mesmo entre professores de uma mesma universidade. As atribuições também mudam conforme se progride verticalmente na carreira: substituto, assistente, adjunto, associado, titular.

Em outros idiomas e culturas, a diferença entre um professor universitário e outros tipos de professor fica clara já no vocabulário. Por exemplo, no inglês, o termo professor se aplica apenas ao professor universitário, teacher é o professor de escola e lecturer é o docente universitário, geralmente com doutorado, mas sem título de professor. Sim, nos EUA, Inglaterra e outros países, professor, mais do que um cargo, é um título.

Então o que diferenciaria o professor universitário dos outros? Simples: esse cargo foi inventado para ser ocupado por profissionais que associam pesquisa e ensino. Sim, essas duas atividades são indissociáveis no conceito original de professor universitário. Espera-se que um professor universitário esteja sempre na vanguarda da sua área, atuando na formação de profissionais de nível superior, ensinando-lhes não apenas o conhecimento já sedimentado, mas também as novidades e macetes.

Para se formar em uma profissão de nível superior, o aluno tem que ser apresentado tanto aos fundamentos quanto à vanguarda. Acima de tudo, espera-se que um professor universitário produza ele mesmo algumas novidades. Sim, um professor universitário tem a obrigação não apenas de transmitir, mas também de produzir conhecimento. E a transmissão de conhecimento se dá principalmente em sala de aula, passando informações consolidadas para os “aspiras”, e também divulgando descobertas em revistas técnicas indexadas e revisadas por pares.

Pelas leis brasileiras, a carreia de professor universitário envolve, em geral, os cinco pilares listados a seguir. Dependendo da universidade e do seu regimento interno, espera-se que o professor universitário envolva-se com no mínimo dois ou três desses pilares:

Ensino: disciplinas de graduação e pós-graduação, presenciais ou à distância.

Pesquisa: investigação científica ou tecnológica para produção de conhecimento. Na verdade, a área da pesquisa envolve mais um monte de coisas além da investigação e publicação, como revisão de artigos, editoração de revistas científicas, organização de congressos, administração de sociedades científicas, consultoria para agências de fomento, assessoria à imprensa, assessoria política dentro da área em que é perito, etc.

Orientação: formação de novos cientistas através de estágios e projetos orientados de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Extensão: assessoria e divulgação de conhecimento científico e técnico para o público externo à universidade através de consultoria, palestras, cursos, exposições, museus, etc.

Administração: cargos de chefia em geral, cargos em órgãos representativos da universidade (câmaras, conselhos, congregações), gerenciamento de projetos, captação de verbas externas, contabilidade, direção de laboratórios, etc.

Nove cursos da USP estão entre os 50 melhores do mundo, segundo consultoria britânica

brasao-uspNove cursos da Universidade de São Paulo (USP) foram classificados entre os 50 melhores do mundo, segundo ranking elaborado pela consultoria britânica especializada em ensino superior, Quacquarelli Symonds. O levantamento avaliou mais de mil instituições de ensino superior em 74 países e levou em conta dois fatores: a avaliação das faculdades por integrantes do meio acadêmico e por empresas, e a relevância da produção científica.

Os cursos da USP que tiveram destaque foram odontologia (18ª), engenharia de minérios e minas (25ª), ciências da atividade física (31ª), arquitetura (35ª), agricultura (35ª), veterinária (38ª), arte e design (42ª), antropologia (42ª) e direito (50ª). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) tiveram dois cursos classificados entre os 50 melhores no ranking mundial. A faculdade de odontologia da Unicamp ficou na 27ª posição e a de agricultura e ciência florestal, em 43ª. O curso de odontologia da Unesp ficou em 33º lugar, e o de veterinária, em 47º. O curso de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficou na 49ª posição e o de educação física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 45ª.

Fonte: Portal Brasil.

Como ser um estudante profissional

estudandoTodas as pessoas devem encontrar a sua vocação profissional e viver daquilo que mais sabem fazer. A maioria delas, quando descobrem o que querem fazer da vida, estudam até conseguir se tornar um profissional na sua área. Quando conseguem, param de estudar e vão procurar um emprego no mercado de trabalho, para exercer a profissão que aprenderam e colocar os conhecimentos adquiridos em prática. Algumas pessoas, porém, têm vocação para o próprio estudo: estudam muito para se tornar um estudante profissional e continuar estudando para o resto da vida. Esses optam por seguir a carreira acadêmica, continuam seus estudos na pós-graduação até o doutorado e se tornam pesquisadores, que são, podemos dizer, algo como “estudantes profissionais”. Mas vejamos o que isso significa.

Muita gente tem o hábito de preencher a palavra “estudante” na área destinada à profissão em formulários e documentos oficiais. Na grande maioria dos casos, isso é um erro. Um erro não porque a pessoa não seja de fato um estudante, mas porque isso quase sempre não é uma profissão. Profissão é aquilo que fazemos para sobreviver, é aquilo de onde tiramos nosso sustento, é a nossa principal fonte de renda. Qualquer atividade que eu pratique, por maior que seja a minha competência e excelência naquilo, não pode ser considerada a minha profissão se essa não for a minha principal fonte de renda. Portanto, mesmo que você não tenha um emprego formal e só faça isso da vida, ainda que com bolsa integral em uma instituição particular, não pode dizer que estudar é a sua profissão. Estudar pode ser a sua principal atividade, mas profissão é outra coisa.

Isso não quer dizer, todavia, que não haja estudantes profissionais. Como eu já disse, em nossa sociedade costumamos dar o nome de “pesquisador” a quem faz da carreira acadêmica a sua profissão. Na maioria dos casos, esse tipo de profissional trabalha também como professor universitário – essas duas atribuições, estudar e ensinar, quase sempre estão juntas. Mas, rigorosamente, um pesquisador é alguém que ganha a vida estudando (na verdade, pesquisando, que é um pouco diferente) e recebe um salário para estudar (ou pesquisar), quer seja do Estado (como é o caso das universidades públicas) ou da iniciativa privada – muitas empresas e indústrias contratam pesquisadores para desenvolver novas tecnologias. Em geral, para ser um pesquisador profissional, exige-se o título de doutor ou equivalente (PhD). No entanto, conquistar o título de doutor requer bastante tempo e esforço intelectual (pelo menos em tese, sem trocadilho). Além disso, antes de se tornar um pesquisador, você em geral precisa ser aprovado em um concurso público para fazer parte do corpo docente de um departamento (colegiado) em uma universidade pública.

Antes de ser pago para estudar, portanto, é preciso se dedicar bastante e investir muito tempo e esforço nos estudos de maneira, digamos, “amadora”, ou seja, não remunerada, até conseguir provar o seu valor e passar a receber um salário por isso. Em sentido mais amplo, também podemos considerar “estudantes profissionais” os alunos bolsistas da pós-graduação stricto sensu, que recebem da Capes atualmente entre R$ 1.500 (mestrado) e R$ 2.200 (doutorado) para desenvolver seus projetos de pesquisa. É claro que, uma vez recebendo um salário pago com dinheiro público, esses “estudantes profissionais” (leia-se pesquisadores) não podem simplesmente estudar de qualquer jeito, como bem entenderem. Além de planejar e dar aulas, corrigir provas e trabalhos, orientar alunos, participar de bancas e eventos acadêmicos e desenvolver projetos de pesquisa e extensão, o professor universitário precisa produzir trabalhos acadêmicos relevantes para o avanço da ciência, publicá-los em periódicos e revistas especializadas para a apreciação da comunidade científica e julgar o mérito do trabalho de seus colegas. Portanto, se você gosta de estudar e quer fazer isso pelo resto da sua vida, se você acha que tem vocação para a carreira acadêmica, arregace as mangas e comece desde já a levar a sério os estudos, pois você tem muito trabalho pela frente.

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