Cursos online e gratuitos oferecidos pelas melhores universidades do mundo

Que tal assistir aulas do MIT e de Harvard sem sair do Brasil e, melhor, sem pagar um centavo por isso? Pois as duas universidades americanas anunciaram, na semana passada, que irão oferecer aulas gratuitas na internet. A iniciativa, contudo, não é única. Diversas universidades ao redor do mundo já oferecem cursos online.

Coursera: Quatro das universidades de maior prestígio nos Estados Unidos firmaram uma parceria para lançar a empresa Coursera, que oferece cursos gratuitos ministrados por professores voluntários. Os cursos são como disciplinas das faculdades e, além das vídeo-aulas, os alunos participam de exercícios práticos e são avaliados no seu desempenho – inclusive podendo reprovar na matéria. Há cerca de 40 disciplinas nas áreas de Biologia e Medicina, Matemática, Economia, Sociedade e Informação, Humanidades e Ciências da Computação. Em geral, eles duram de 4 a 12 semanas.

Udacity: Em 2011, o professor de Stanford Sebastian Thrun abriu o curso online e gratuito “Introdução à Inteligência Artificial”. As aulas atraíram cerca de 160 mil alunos do mundo inteiro e incentivaram o professor a fundar a Udacity. A empresa oferece atualmente 6 cursos na área de tecnologia, todos gratuitos. No site, o aluno pode se inscrever nas aulas que quiser. Se a matéria for recém-lançada, ele consegue seguir as aulas no ritmo do professor. Os cursos têm duração de 7 semanas, com vídeos novos lançados semanalmente. Na oitava semana, há exames online.

FGV Online: A Fundação Getúlio Vargas também oferece cursos gratuitos pela internet. As aulas da FGV Online funcionam em módulos de 5 até 30 horas nas áreas de Finanças Pessoais, Sustentabilidade, Empreendedorismo e Direito, entre outras. Para fazer os cursos, basta entrar no site e se cadastrar na matéria escolhida usando seu CPF e endereço de e-mail. Uma vez concluídos os diferentes módulos, o aluno faz uma prova e, se tirar uma nota maior que 7, pode imprimir um certificado de conclusão.

Univesp TV: O portal da Univesp TV reúne vídeos de aulas da USP, Unicamp e Unesp que também são transmitidos pela televisão no canal da TV Cultura. Os cursos são, em sua maioria, disciplinas regulares dessas universidades, e as aulas são gravadas conforme elas acontecem – dá até para ver os alunos nas salas e ouvir as perguntas feitas por eles. Há aulas que envolvem linguagem, história, economia e física. A Univesp TV não aplica provas aos alunos virtuais e não oferece certificados de conclusão de curso.

VEduca: O site VEduca oferece mais de 4.700 vídeos das melhores universidades dos Estados Unidos com o diferencial: muitos dos vídeos têm legendas em português, que foram feitas de maneira colaborativa por voluntários. Sem pagar nada, o aluno pode assistir às aulas que foram gravadas nas salas de Harvard, MIT, Yale e diversas outras universidades. O sistema de busca do site é bastante avançado e é possível procurar por vídeos de assuntos diferentes, ou através de universidades e professores específicos. Há cursos em 21 áreas distintas, inclusive artes, astronomia, jornalismo, engenharia, economia e política, por exemplo. Como as aulas são gravações de cursos já dados, não há uma interatividade ao vivo com o professor ou com outros alunos. Tampouco há certificados e provas.

Unicamp: A Universidade Estadual de Campinas-SP também participa da iniciativa de oferecer aulas online. A Unicamp, porém, não grava um curso inteiro, mas disponibiliza “aulas magistrais” sobre temas específicos de física, literatura, saúde e biologia, por exemplo. O projeto foi lançado em 2011. Com duração de cerca de uma hora, não é possível mandar perguntas para os professores. Entretanto, os alunos podem sugerir temas para as próximas aulas e comentar nos vídeos para debater o assunto ou receber respostas da Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp.

YouTube EDU: Já há algum tempo o site de vídeos do Google oferece mais do que filmes de gatinhos fofos ou clipes musicais. No canal de educação do YouTube é possível encontrar aulas de universidades como Harvard (EUA), Cambridge (Reino Unido) e Bocconi (Itália). A busca pode ser feita por área de conhecimento, universidades e canais diferentes. Além dos cursos, há também vídeos educativos oferecidos por outros canais, que mostram programas sobre história, ciências e humanidades. O aluno pode, por exemplo, assistir a documentários da BBC ou gravações da Nasa. Muitos dos vídeos possuem legenda em português.

iTunes U: A Apple também entrou no campo da educação e oferece cursos completos de centenas de universidades no mundo todo. Quem tem o programa iTunes (gratuito) pode encontrar e acompanhar os cursos pelo computador no canal iTunes U. Já para quem tem dispositivos iOS como iPhone, iTouch e iPad, a Apple desenhou um aplicativo de mesmo nome que organiza melhor os cursos e ainda possui espaços para anotações. As aulas podem ser em vídeo ou áudio e trazem também arquivos para leitura. Para buscar cursos, o aluno pode navegar por temas (desde literatura a linguagem até engenharia e negócios), universidades ou conferir os cursos mais acessados ou mais recentes.

Fonte: Exame.

Grau de instrução: superior incompleto

Fazer faculdade não é garantia de ficar rico. Largar a faculdade, menos ainda. Mas 4 caras resolveram não chegar ao fim da graduação e se tornaram grandes nomes da tecnologia: Steve Jobs, Bill Gates, Michael Dell e Mark Zuckerberg não terminaram seus cursos universitários. Gates e Zuckerberg estudaram na Universidade Harvard, uma das melhores do mundo. Gates fazia matemática e largou no 3º ano, em 1975, para gerenciar a Microsoft; Zuckerberg fazia ciências da computação, terminou o 2º ano em 2004, mas não voltou pra faculdade para cuidar do Facebook. Michael Dell resolveu largar a faculdade de medicina para cuidar de sua empresa de venda direta de computadores, que futuramente se chamaria Dell e se tornaria uma das maiores do mundo. Steve Jobs, dono e fundador da Apple, é que tem a história mais curiosa: ele estudou física, literatura e poesia na Reed College, em Portland (EUA), mas largou depois de apenas um semestre. Só que ele continuou assistindo aulas na faculdade, para acompanhar amigos e ter lugar pra dormir, além de frequentar um templo Hare Krishna para conseguir comer de graça toda semana. No ano seguinte, Jobs saiu de Portland e foi para a Califórnia; 2 anos depois, ele fundou a Apple. Sim, Apple, Microsoft, Dell e Facebook, 4 das maiores empresas de tecnologia do mundo, são comandadas por caras com ensino superior incompleto (ou foram, no caso da Microsoft). Isso não é nenhum demérito para eles, pelo contrário: a habilidade técnica e o espírito empreendedor destes caras – além dos contatos que eles fizeram na faculdade – garantiram um futuro bilionário para eles.

Fonte: Gizmodo.

Feliz Dia do Professor!

Feliz Dia do Professor!

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A profissão de professor é uma das mais antigas. Há 25 séculos, o filósofo grego Sócrates foi professor de Platão. Sócrates não ensinava numa escola, mas em locais públicos, como praças e ginásios. Ele conversava com as pessoas, fazendo perguntas e provocando seus discípulos, obrigando-os a pensar. Platão, por sua vez, fundou uma escola, a Academia. Seu discípulo Aristóteles fundou outra escola, próxima ao templo de Apolo Lício, de onde recebeu seu nome: Liceu – que se tornaria rival da Academia platônica. Nessa época, em famílias mais ricas, era comum pagar pessoas sábias para guiar as crianças nos estudos. Aristóteles, por exemplo, era mestre de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. O filósofo romano Sêneca também foi um mestre, convidado pelo imperador Cláudio para assumir a educação de seu filho Nero. Leon Tolstoi, autor de “Guerra e Paz”, escreveu cartilhas de alfabetização para crianças e camponeses russos. Foi por causa de suas preocupações sociais que abriu, em 1859, uma escola em sua propriedade rural para os filhos dos servos. Além disso, produziu cartilhas de alfabetização que fizeram grande sucesso na Rússia.

No Brasil, a primeira escola surgiu em 1549, em Salvador-BA, fundada por um grupo de jesuítas. Foi este mesmo grupo que fundou também a segunda escola brasileira, em 1554, em São Paulo – a data marca também a fundação da cidade. Na cartilha do professor constava ensinar a ler, escrever, fazer cálculos de matemática e aprender a doutrina católica. No colégio de São Paulo, Padre Anchieta ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a “Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil”, publicada em Coimbra, Portugal, em 1595. Joaquim Manuel de Macedo, autor de “A Moreninha”, foi professor dos filhos de Dom Pedro II, que manifestou diversas vezes sua vontade de ser professor em vez de imperador. Macedo foi convidado a dar aulas aos filhos da Princesa Isabel, cargo que ocuparia até a morte. Seu magistério, porém, foi exercido sem muito empenho. Consta que, enquanto fingia prestar atenção à lição que um aluno expunha, cuidava de escrever ou rever trechos de seus romances.

E já havia, em épocas remotas, professores que se preocupavam em ensinar aqueles que precisavam de um pouco mais de atenção. Graham Bell, inventor do telefone, foi professor numa escola de surdos-mudos. Em 1871, o pai de Bell foi convidado a treinar professores de uma escola de surdos em Boston (EUA), mas preferiu enviar o filho em seu lugar. Bell foi para os EUA ensinar o método de pronúncia desenvolvido por seu pai. No ano seguinte, abriu sua própria escola para surdos e depois se tornou professor da Universidade de Boston. Nessa época, começou a se interessar por telegrafia e a estudar modos de usar a eletricidade para transmitir sons. Benjamin Constant, um dos pioneiros das idéias republicanas no Brasil, deu aulas para cegos e consolidou como escola o instituto que dava apoio aos deficientes visuais. Não à toa, o primeiro educandário para cegos na América Latina leva seu nome.

Com informações de: UOL Educação.

Seu filho merece um não

Artigo de Bruno Astuto para a revista Época.

Imagine um adolescente que pode tudo: ficar na internet o tempo que quiser, aparecer na sala com 15 tatuagens sem chocar ninguém, voltar para casa a hora que bem entende, dormir com a namorada, que vai acordar de camisolinha e te chamar de “tia” no café da manhã, e até fumar maconha, desde que seja em casa. Pobre dessa criança: contra o que ela vai lutar, se tudo lhe foi permitido? Muitos pais, depois de ler vários manuais de bobagens, têm medo de dizer não aos filhos por medo de cercear sua individualidade e criar adultos reprimidos, como aprendeu a geração 70, filhos da ditadura e dos divãs dos psicanalistas. Diante do meu espanto com as paredes de sua sala de estar completamente imunda e pichada, uma conhecida disparou: “A Pituquinha é muito artística e a psicóloga disse que não deveríamos proibi-la de pintar nada para não inibir sua criatividade”. Será que a mãe de Monet o deixava pintar a sala de casa e não o obrigava a guardar direitinho os pincéis na caixa em que os encontrou?

Não que eu defenda os pais tiranos, longe de mim. Tem gente que flerta com a loucura ao proibir tudo: dormir na casa do amiguinho, usar um pé de tênis diferente do outro, ir para a matinê com os colegas. Mas é preciso saber dosar: não há o menor problema em querer conhecer os pais do amiguinho que vai hospedar seu filho, exigir que ele telefone de vez em quando, vesti-lo e penteá-lo apropriadamente para ir ao colégio (até porque, no futuro, seu chefe não gostará de vê-lo com um pé de cada cor), buscá-lo na matinê para ver que turma é aquela — e fuxicar sempre o Facebook dele, lógico. E, se um dia, seu filho contestar uma regra imposta — e ele há de contestá-la, pode aguardar — para certas perguntas ainda não inventaram resposta melhor do que “não porque não; a casa é minha, que eu pago as conta e aqui mando eu”. Como era bom o tempo em que nossos pais gritavam para apagar as luzes porque eles não eram sócios da concessionária de energia. Ou quando ameaçavam nos colocar para fora de casa se não chegássemos na hora determinada. No futuro, quando seu filho for confrontado a uma situação que exija disciplina, você será lembrado não apenas pelo que lhe deu, mas pelo que lhe negou.

Uma criança familiarizada aos limites tem grandes chances de ser um adulto consciente de que o mundo não lhe deve nada; que é preciso correr atrás para conquistar aquilo que se deseja; que sua liberdade termina onde começa a do outro; e que o outro não é obrigado a ceder a seus caprichos e vontades. Também saberá as pessoas que entram em sua vida não fazem parte de uma corte pronta para servi-lo; que ele não tem controle sobre todas as coisas e sobre os sentimentos alheios; e que, por mais que seja traído ou enganado, não pode sair por aí fazendo — literalmente — picadinho de seres humanos. Está aí outra educação negligenciada: a emocional. Nesse mundo novo de relacionamentos frágeis, em que um casamento pode durar 10 anos ou 10 dias, em que se pede um divórcio como se vai à feira, uma criança deve também ser iniciada na arte do desapego afetivo, porque só quem recebeu muito “não” na vida é capaz de superar uma desilusão amorosa e estar pronto para outra. Na educação das crianças, é preciso bom senso, como em tudo na vida. E estabelecer regras claras, explicando por que os limites existem e, obviamente, punindo quando eles são rompidos. Porque a vida é duríssima e todo mundo um dia acaba pagando por suas faltas.

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38% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais!

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Apenas 8% dos brasileiros adultos são plenamente alfabetizados

38% dos estudantes de ensino superior no Brasil não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade.

Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto. O indicador classifica os avaliados em 4 níveis de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo. Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações.

Para a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino. “A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas. Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade”, diz Ana Lúcia. Segundo dados do IBGE, cerca de 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação em vários estratos da sociedade. No entanto, a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento acelerado. “Algumas universidades só pegam a nata e as outras se adaptaram ao público menos qualificado por uma questão de sobrevivência”, diz.

Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a “popularização” do ensino superior sem qualidade. “Num mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem, mas no Brasil ainda estamos longe disso”. Segundo Vera, o número de analfabetos funcionais só vai diminuir quando houver programas que estimulem a educação como trampolim para uma maior geração de renda e crescimento profissional. “Existem muitos empregos em que o adulto passa a maior parte da vida sem ler nem escrever, e isso prejudica a procura pela alfabetização”, afirma.

Com informações de: Estadão.

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ATUALIZAÇÃO EM 03/07/2016: Pesquisador conclui que mais de 50% dos universitários brasileiros são analfabetos funcionais.

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