Um retrato das políticas educacionais

A reportagem a seguir é da afiliada da rede Globo no Amazonas. Ela mostra um garoto de 9 anos que será aprovado para o 3º ano do Ensino Fundamental mesmo sem saber escrever o próprio nome ou recitar o alfabeto. A situação deste garoto, como a de outros milhares pelo Brasil afora, retrata bem a política educacional adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos, que, numa tentativa frustrada de disfarçar os altos índices de analfabetismo e reprovação, toma medidas ridículas, como aprovar os alunos a todo custo, mesmo sem aprendizado satisfatório. É lamentável.

Leia a matéria completa no G1.

Brasileiro não gosta de ler

Crônica de Lya Luft publicada na revista Veja.

Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e entender. A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.

Sempre fui de ler muito, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós de livro na mão quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras. Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo da infância. E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos. Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.

Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronomia, história, artes, computação, filosofia, seja o que for. O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro.

Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre. Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos). Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: a porta nem lhe foi aberta.

Cursos online e gratuitos oferecidos pelas melhores universidades do mundo

Que tal assistir aulas do MIT e de Harvard sem sair do Brasil e, melhor, sem pagar um centavo por isso? Pois as duas universidades americanas anunciaram, na semana passada, que irão oferecer aulas gratuitas na internet. A iniciativa, contudo, não é única. Diversas universidades ao redor do mundo já oferecem cursos online.

Coursera: Quatro das universidades de maior prestígio nos Estados Unidos firmaram uma parceria para lançar a empresa Coursera, que oferece cursos gratuitos ministrados por professores voluntários. Os cursos são como disciplinas das faculdades e, além das vídeo-aulas, os alunos participam de exercícios práticos e são avaliados no seu desempenho – inclusive podendo reprovar na matéria. Há cerca de 40 disciplinas nas áreas de Biologia e Medicina, Matemática, Economia, Sociedade e Informação, Humanidades e Ciências da Computação. Em geral, eles duram de 4 a 12 semanas.

Udacity: Em 2011, o professor de Stanford Sebastian Thrun abriu o curso online e gratuito “Introdução à Inteligência Artificial”. As aulas atraíram cerca de 160 mil alunos do mundo inteiro e incentivaram o professor a fundar a Udacity. A empresa oferece atualmente 6 cursos na área de tecnologia, todos gratuitos. No site, o aluno pode se inscrever nas aulas que quiser. Se a matéria for recém-lançada, ele consegue seguir as aulas no ritmo do professor. Os cursos têm duração de 7 semanas, com vídeos novos lançados semanalmente. Na oitava semana, há exames online.

FGV Online: A Fundação Getúlio Vargas também oferece cursos gratuitos pela internet. As aulas da FGV Online funcionam em módulos de 5 até 30 horas nas áreas de Finanças Pessoais, Sustentabilidade, Empreendedorismo e Direito, entre outras. Para fazer os cursos, basta entrar no site e se cadastrar na matéria escolhida usando seu CPF e endereço de e-mail. Uma vez concluídos os diferentes módulos, o aluno faz uma prova e, se tirar uma nota maior que 7, pode imprimir um certificado de conclusão.

Univesp TV: O portal da Univesp TV reúne vídeos de aulas da USP, Unicamp e Unesp que também são transmitidos pela televisão no canal da TV Cultura. Os cursos são, em sua maioria, disciplinas regulares dessas universidades, e as aulas são gravadas conforme elas acontecem – dá até para ver os alunos nas salas e ouvir as perguntas feitas por eles. Há aulas que envolvem linguagem, história, economia e física. A Univesp TV não aplica provas aos alunos virtuais e não oferece certificados de conclusão de curso.

VEduca: O site VEduca oferece mais de 4.700 vídeos das melhores universidades dos Estados Unidos com o diferencial: muitos dos vídeos têm legendas em português, que foram feitas de maneira colaborativa por voluntários. Sem pagar nada, o aluno pode assistir às aulas que foram gravadas nas salas de Harvard, MIT, Yale e diversas outras universidades. O sistema de busca do site é bastante avançado e é possível procurar por vídeos de assuntos diferentes, ou através de universidades e professores específicos. Há cursos em 21 áreas distintas, inclusive artes, astronomia, jornalismo, engenharia, economia e política, por exemplo. Como as aulas são gravações de cursos já dados, não há uma interatividade ao vivo com o professor ou com outros alunos. Tampouco há certificados e provas.

Unicamp: A Universidade Estadual de Campinas-SP também participa da iniciativa de oferecer aulas online. A Unicamp, porém, não grava um curso inteiro, mas disponibiliza “aulas magistrais” sobre temas específicos de física, literatura, saúde e biologia, por exemplo. O projeto foi lançado em 2011. Com duração de cerca de uma hora, não é possível mandar perguntas para os professores. Entretanto, os alunos podem sugerir temas para as próximas aulas e comentar nos vídeos para debater o assunto ou receber respostas da Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp.

YouTube EDU: Já há algum tempo o site de vídeos do Google oferece mais do que filmes de gatinhos fofos ou clipes musicais. No canal de educação do YouTube é possível encontrar aulas de universidades como Harvard (EUA), Cambridge (Reino Unido) e Bocconi (Itália). A busca pode ser feita por área de conhecimento, universidades e canais diferentes. Além dos cursos, há também vídeos educativos oferecidos por outros canais, que mostram programas sobre história, ciências e humanidades. O aluno pode, por exemplo, assistir a documentários da BBC ou gravações da Nasa. Muitos dos vídeos possuem legenda em português.

iTunes U: A Apple também entrou no campo da educação e oferece cursos completos de centenas de universidades no mundo todo. Quem tem o programa iTunes (gratuito) pode encontrar e acompanhar os cursos pelo computador no canal iTunes U. Já para quem tem dispositivos iOS como iPhone, iTouch e iPad, a Apple desenhou um aplicativo de mesmo nome que organiza melhor os cursos e ainda possui espaços para anotações. As aulas podem ser em vídeo ou áudio e trazem também arquivos para leitura. Para buscar cursos, o aluno pode navegar por temas (desde literatura a linguagem até engenharia e negócios), universidades ou conferir os cursos mais acessados ou mais recentes.

Fonte: Exame.

Grau de instrução: superior incompleto

Fazer faculdade não é garantia de ficar rico. Largar a faculdade, menos ainda. Mas 4 caras resolveram não chegar ao fim da graduação e se tornaram grandes nomes da tecnologia: Steve Jobs, Bill Gates, Michael Dell e Mark Zuckerberg não terminaram seus cursos universitários. Gates e Zuckerberg estudaram na Universidade Harvard, uma das melhores do mundo. Gates fazia matemática e largou no 3º ano, em 1975, para gerenciar a Microsoft; Zuckerberg fazia ciências da computação, terminou o 2º ano em 2004, mas não voltou pra faculdade para cuidar do Facebook. Michael Dell resolveu largar a faculdade de medicina para cuidar de sua empresa de venda direta de computadores, que futuramente se chamaria Dell e se tornaria uma das maiores do mundo. Steve Jobs, dono e fundador da Apple, é que tem a história mais curiosa: ele estudou física, literatura e poesia na Reed College, em Portland (EUA), mas largou depois de apenas um semestre. Só que ele continuou assistindo aulas na faculdade, para acompanhar amigos e ter lugar pra dormir, além de frequentar um templo Hare Krishna para conseguir comer de graça toda semana. No ano seguinte, Jobs saiu de Portland e foi para a Califórnia; 2 anos depois, ele fundou a Apple. Sim, Apple, Microsoft, Dell e Facebook, 4 das maiores empresas de tecnologia do mundo, são comandadas por caras com ensino superior incompleto (ou foram, no caso da Microsoft). Isso não é nenhum demérito para eles, pelo contrário: a habilidade técnica e o espírito empreendedor destes caras – além dos contatos que eles fizeram na faculdade – garantiram um futuro bilionário para eles.

Fonte: Gizmodo.

Feliz Dia do Professor!

Feliz Dia do Professor!

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A profissão de professor é uma das mais antigas. Há 25 séculos, o filósofo grego Sócrates foi professor de Platão. Sócrates não ensinava numa escola, mas em locais públicos, como praças e ginásios. Ele conversava com as pessoas, fazendo perguntas e provocando seus discípulos, obrigando-os a pensar. Platão, por sua vez, fundou uma escola, a Academia. Seu discípulo Aristóteles fundou outra escola, próxima ao templo de Apolo Lício, de onde recebeu seu nome: Liceu – que se tornaria rival da Academia platônica. Nessa época, em famílias mais ricas, era comum pagar pessoas sábias para guiar as crianças nos estudos. Aristóteles, por exemplo, era mestre de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. O filósofo romano Sêneca também foi um mestre, convidado pelo imperador Cláudio para assumir a educação de seu filho Nero. Leon Tolstoi, autor de “Guerra e Paz”, escreveu cartilhas de alfabetização para crianças e camponeses russos. Foi por causa de suas preocupações sociais que abriu, em 1859, uma escola em sua propriedade rural para os filhos dos servos. Além disso, produziu cartilhas de alfabetização que fizeram grande sucesso na Rússia.

No Brasil, a primeira escola surgiu em 1549, em Salvador-BA, fundada por um grupo de jesuítas. Foi este mesmo grupo que fundou também a segunda escola brasileira, em 1554, em São Paulo – a data marca também a fundação da cidade. Na cartilha do professor constava ensinar a ler, escrever, fazer cálculos de matemática e aprender a doutrina católica. No colégio de São Paulo, Padre Anchieta ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a “Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil”, publicada em Coimbra, Portugal, em 1595. Joaquim Manuel de Macedo, autor de “A Moreninha”, foi professor dos filhos de Dom Pedro II, que manifestou diversas vezes sua vontade de ser professor em vez de imperador. Macedo foi convidado a dar aulas aos filhos da Princesa Isabel, cargo que ocuparia até a morte. Seu magistério, porém, foi exercido sem muito empenho. Consta que, enquanto fingia prestar atenção à lição que um aluno expunha, cuidava de escrever ou rever trechos de seus romances.

E já havia, em épocas remotas, professores que se preocupavam em ensinar aqueles que precisavam de um pouco mais de atenção. Graham Bell, inventor do telefone, foi professor numa escola de surdos-mudos. Em 1871, o pai de Bell foi convidado a treinar professores de uma escola de surdos em Boston (EUA), mas preferiu enviar o filho em seu lugar. Bell foi para os EUA ensinar o método de pronúncia desenvolvido por seu pai. No ano seguinte, abriu sua própria escola para surdos e depois se tornou professor da Universidade de Boston. Nessa época, começou a se interessar por telegrafia e a estudar modos de usar a eletricidade para transmitir sons. Benjamin Constant, um dos pioneiros das idéias republicanas no Brasil, deu aulas para cegos e consolidou como escola o instituto que dava apoio aos deficientes visuais. Não à toa, o primeiro educandário para cegos na América Latina leva seu nome.

Com informações de: UOL Educação.

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