Ranking das melhores universidades brasileiras, latino-americanas e lusófonas

As 27 melhores universidades lusófonas

A lista a seguir mostra quais são as 27 melhores universidades de países de língua portuguesa que apareceram no ranking das melhores universidades do mundo feito pelo QS World University Rankings 2014. Apenas universidades brasileiras e portuguesas entraram na lista (22 brasileiras e 5 portuguesas). O nome de cada universidade aparece ao lado do nome do país sede, bem como da sua posição no ranking mundial.

1. Universidade de São Paulo, Brasil (127)
2. Universidade Estadual de Campinas, Brasil (215)
3. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil (284)
4. Universidade do Porto, Portugal (343)
5. Universidade Nova de Lisboa, Portugal (353)
6. Universidade de Coimbra, Portugal (358)
7. Universidade Federal de São Paulo, Brasil (411-420)
8. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil (481-490)
9. Universidade Estadual Paulista, Brasil (491-500)
10. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil (501-550)
11. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil (551-600)
12. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil (551-600)
13. Universidade de Brasília, Brasil (551-600)
14. Universidade Católica Portuguesa, Portugal (551-600)
15. Universidade de Lisboa, Portugal (551-600)
16. Universidade Federal da Bahia, Brasil (601-650)
17. Universidade Federal de São Carlos, Brasil (601-650)
18. Universidade Federal de Viçosa, Brasil (601-650)
19. Pontifícia Universidade Católica do RS, Brasil (651-700)
20. Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil (651-700)
21. Universidade Federal do Paraná, Brasil (651-700)
22. Universidade Federal Fluminense, Brasil (651-700)
23. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil (+701)
24. Universidade Estadual de Londrina, Brasil (+701)
25. Universidade Federal de Santa Maria, Brasil (+701)
26. Universidade Federal do Ceará, Brasil (+701)
27. Universidade Federal de Pernambuco, Brasil (+701)


As 50 melhores universidades da América Latina

A lista a seguir mostra quais são as 50 melhores universidades da América Latina que apareceram no ranking das melhores do mundo do QS World University Rankings 2014 .

1. Pontifícia Universidade Católica do Chile, Chile
2. Universidade de São Paulo, Brasil
3. Universidade Estadual de Campinas, Brasil
4. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil
5. Universidade de Los Andes, Colômbia
6. Universidade do Chile, Chile
7. Instituto Tecnológico de Monterrey, México
8. Universidade Nacional Autônoma do México, México
9. Universidade Estadual Paulista, Brasil
10. Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil
11. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
12. Universidade de Concepción, Chile
13. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil
14. Universidade Nacional da Colômbia, Colômbia
15. Universidade Federal de São Paulo, Brasil
16. Universidade de Santiago, Chile
17. Universidade de Brasília, Brasil
18. Universidade Federal de São Carlos, Brasil
19. Universidade de Buenos Aires, Argentina
20. Universidade Austral, Argentina
21. Universidad Nacional de La Plata, Argentina
22. Pontifícia Universidade Católica da Argentina, Argentina
23. Universidade de Antioquia, Colômbia
24. Universidade da Costa Rica, Costa Rica
25. Universidade Nacional de Córdoba, Argentina
26. Instituto Politécnico Nacional, México
27. Universidade Central da Venezuela, Venezuela
28. Universidade Iberoamerica, México
29. Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, Chile
30. Pontifícia Universidade Católica do Peru, Peru
31. Pontificia Universidad Javeriana, Colômbia
32. Universidade Simón Bolívar, Venezuela
33. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil
34. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil
35. Universidade Autônoma Metropolitana, México
36. Instituto Tecnológico Autônomo do México, México
37. Universidade Austral do Chile, Chile
38. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil
39. Universidade Técnica Federico Santa Maria, Chile
40. Universidade Federal do Paraná, Brasil
41. Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil
42. Universidad del Rosario, Colômbia
43. Universidade Federal do Pernambuco, Brasil
44. Universidade Torcuato Di Tella, Argentina
45. Instituto Tecnológico de Buenos Aires, Argentina
46. Universidade de San Andrés, Argentina
47. Universidade Nacional de Rosário, Argentina
48. Universidad de Porto Rico, Porto Rico
49. Universidade Federal Fluminense, Brasil
50. Universidad de las Américas Puebla, México


18 brasileiras entre as mil melhores do mundo em 2015

Saiu o ranking de 2015 das mil melhores universidades do mundo feito pelo Center for World University Rankings. 18 brasileiras entraram na lista. Mais uma vez a Universidade de São Paulo (USP) foi a brasileira melhor colocada, ficando na posição 132 do ranking mundial. A Universidade de Harvard lidera o ranking, junto com outras universidades americanas. Veja aqui o ranking completo e veja abaixo quais foram as brasileiras classificadas e suas respectivas posições no ranking:

1. Universidade de São Paulo (USP) – 132
2. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 322
3. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 404
4. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 526
5. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 583
6. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – 589
7. Universidade Estadual Paulista (Unesp) – 664
8. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – 826
9. Universidade Federal Fluminense (UFF) – 915
10. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – 918
11. Universidade de Brasília (UnB) – 920
12. Universidade Federal do Paraná (UFPR) – 934
13. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – 939
14. Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) – 941
15. Universidade Federal do ABC (UFABC) – 961
16. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – 974
17. Universidade Federal da Bahia (UFBA) – 992
18. Universidade Federal do Ceará (UFC) – 998


Unicamp ultrapassa USP e fica em 1º lugar em ranking de universidades da América Latina de 2017

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a nova primeira colocada no ranking das melhores universidades da América Latina realizado pela revista Times Higher Education. Pela primeira vez, a instituição ultrapassou a Universidade de São Paulo (USP), que ficou na segunda posição na edição deste ano. Na edição de 2016, a USP era a primeira colocada, e a Unicamp ficou em segundo lugar. Veja na lista abaixo as dez melhores universidades da América Latina, segundo o ranking atual:

1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Brasil
2. Universidade de São Paulo (USP) – Brasil
3. Pontifícia Universidade Católica do Chile – Chile
4. Universidade do Chile – Chile
5. Universidade dos Andes – Colômbia
6. Instituto de Tecnologia de Monterrey – México
7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Brasil
8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Brasil
9. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Brasil
10. Universidade Nacional Autônoma do México – México

Em nota, Phil Baty, editor do ranking, afirmou que Unicamp e USP são universidades muito diferentes que “representam a diversidade e a excelência no setor do ensino superior do Brasil”. Segundo o ranking da THE, o Brasil é o país latino-americano com o melhor desempenho na lista em 2017: das dez primeiras colocadas, cinco são universidades brasileiras. O país também tem outras 27 instituições listadas. Veja abaixo a lista de universidades brasileiras e a posição de cada uma no ranking:

1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
2. Universidade de São Paulo (USP)
7. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
9. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
11. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
12. Universidade Estadual de São Paulo (UNESP)
14. Universidade Federal do ABC (UFABC)
15. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
16. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
18. Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
19. Universidade de Brasília (UnB)
24. Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)
26–30. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
31–35. Universidade Federal de Viçosa (UFV)
36–40. Universidade Federal do Ceará (UFC)
41–45. Universidade Federal Fluminense (UFF)
41–45. Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
51–60. Universidade Federal de Goiás (UFG)
51–60. Universidade Federal de Lavras (Ufal)
51–60. Universidade Federal do Paraná (UFPR)
51–60. Universidade Federal de Pelotas (Ufpel)
51–60. Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
51–60. Universidade Estadual de Londrina (UEL)
61–70. Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
61–70. Universidade Presbiterana Mackenzie
61–70. Universidade do Vale dos Sinos
61–70. Universidade Estadual de Maringá (UEM)
61–70. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
71+. Universidade Nove de Julho (Uninove)
71+. Universidade Estadual da Bahia (Uneb)
71+. Universidade do Vale do Itajaí

Fonte: G1.

Cursos de graduação e pós-graduação

Graduação: Qual é a diferença entre bacharelado, licenciatura e tecnológico?

Ao concluir o ensino médio, além de se preocupar com que curso fazer, o estudante precisa ter em mente o tipo do curso. Há quatro opções de graduação: bacharelado, licenciatura, curso tecnológico e curso sequencial. A principal diferença, além do conteúdo, é o tempo que o aluno passa estudando: enquanto um bacharelado leva, em média, quatro anos para ser concluído, um curso tecnológico pode levar apenas dois.

O bacharelado, segundo o MEC, é o curso superior que “confere ao diplomado competências em determinado campo do saber para o exercício de atividade acadêmica ou profissional”. A licenciatura, por sua vez, prepara o estudante para dar aula como professor na educação básica. Os dois costumam dividir boa parte do currículo, mas quem prefere a licenciatura pode ter matérias específicas, mais focadas em aspectos pedagógicos. Para dar aula no ensino fundamental e médio, o estudante precisa ter cursado uma área do conhecimento como matemática, física, química, biologia, geografia, história, letras ou filosofia. Um aluno formado em engenharia, por exemplo, não pode dar aula de química. O tempo de curso, seja bacharelado ou licenciatura, depende de cada instituição de ensino superior, mas, em média, um bacharelado leva quatro anos – período que pode ser ligeiramente maior no segundo caso.

Os cursos que oferecem graduação em apenas dois anos são os chamados cursos “tecnológicos”. Além do tempo reduzido, eles têm um objeto de estudo bastante específico. Por exemplo: não há um curso tecnológico de jornalismo, mas é possível encontrar um de fotografia. Como a carga de conteúdo é menor e mais centralizada, os estudos são mais focados. De acordo com o MEC, os cursos tecnológicos também conferem diploma aos concluintes. Como todo curso de graduação, é aberto a quem terminou o ensino médio (ou nível equivalente) e passou por algum processo seletivo. Existem também os cursos sequenciais. O MEC não os considera como graduação e eles são voltados a quem já é formado em alguma área e procuram uma certa especialização. Há dois tipos: o de formação específica, que, se for reconhecido pelo MEC, pode conceder diploma; e o de complementação de estudos, que não tem esse poder.


Pós-graduação: Qual é a diferença entre especialização, mestrado e doutorado?

No Brasil há dois tipos de pós-graduação, segundo a CAPES:

1. Lato sensu (conhecida como especialização ou MBA). Designa todo e qualquer curso que se segue à graduação. Normalmente os cursos de especialização e aperfeiçoamento têm objetivo técnico profissional específico sem abranger o campo total do saber em que se insere a especialidade. São cursos destinados ao treinamento nas partes que compõem determinada profissão. Sua meta é o domínio técnico-científico de uma área limitada do saber ou da profissão, para formar o profissional especializado.

2- Stricto sensu (que abrange os cursos de mestrado e doutorado). É o ciclo de cursos regulares que se seguem à graduação, sistematicamente organizados, visando desenvolver e aprofundar a formação adquirida no âmbito da graduação. Ela se subdivide em dois ciclos: mestrado e doutorado. Ambas compreendem a definição de pós-graduação stricto sensu, com a diferença no grau de profundidade dedicado ao estudo do objeto de pesquisa. Embora representem um escalonamento na pós-graduação, esses cursos podem ser considerados relativamente autônomos. Ou seja, o mestrado não é obrigatoriamente um requisito para ingresso no doutorado.

A pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) confere grau acadêmico, e a lato sensu (especialização e MBA) concede apenas um certificado. Para a conclusão de um mestrado, que dura em média 2 anos, exige-se a defesa de uma dissertação. Para a conclusão de um doutorado, que dura em média 4 anos, exige-se a defesa de uma tese. A diferença entre elas é que a tese de doutorado deve apresentar uma contribuição científica original em algum campo de conhecimento.

No caso das universidades públicas é possível conseguir uma bolsa junto aos órgãos de fomento à pesquisa. O valor da bolsa de mestrado hoje é de R$ 1.500,00 e a de doutorado é R$ 2.200,00 (por mês). A contemplação com a bolsa depende de alguns fatores, como a disponibilidade de bolsas no programa de pós-graduação e a colocação no processo seletivo (cada programa possui sua própria forma de ingresso e avaliação). Outra possibilidade é com um professor que tenha alguma bolsa de projeto que ele tenha aprovado, e que pode repassar aos seus alunos. Nesse caso, mesmo ficando mal colocado no processo seletivo é possível conseguir uma bolsa.

Com informações de: UOL Vestibular e Pós-graduando.

O mundo está muito complexo

Artigo de Denis Burgierman para a revista Superinteressante.

Tenho quase certeza de que você sabe do que eu estou falando. Uma certa angústia, uma sensação de que tudo está escorregando do controle. E também uma pitada de desânimo com a ordem geral do mundo, como se não adiantasse fazer nada, porque qualquer esforço vai se perder numa série de consequências inesperadas, e pode até acabar tendo efeito contrário ao pretendido. De onde vem isso? A vida está complicada demais. É muita senha para decorar, muita lei para seguir, muita conta para pagar. É muito trânsito. Muito carro na rua, disputando espaço com caminhão de lixo, e é também muito lixo na calçada à espera de alguém que o recolha. É muito risco, muito crime, muita insegurança.

É muito partido político, e nenhum deles parece minimamente interessado nas coisas que são importantes para você. É muita opção de trabalho, mais do que em qualquer outro momento da história, e ao mesmo tempo é muito difícil encontrar um trabalho que faça sentido. É muita doença estranha que eu nunca antes tinha ouvido falar, e muita gente morrendo disso. É muita indústria tradicional, de ares eternos, desmoronando de um segundo para o outro. É muita gente saindo da escola sem saber ler nem fazer conta. É muito problema, e cada um parece impossível de resolver. Só eu estou sentindo isso?

Por outro lado, o mundo está cheio de possibilidades, inclusive a de acessar informação ao toque de um dedo. Dei um google, encontrei um texto chamado Complexity Rising (“O aumento da complexidade”), do físico americano Yaneer Bar-Yam, fundador do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra. Arrá, está lá: o mundo está mesmo ficando mais complexo, não é paranoia minha. O texto explica o que é complexidade: é o número de coisas conectadas umas às outras. Quanto mais partes um sistema tem, e quanto mais ligações existem entre essas partes, mais complexo ele é. Um exemplo de coisa complexa é o recheio do seu crânio: 86 bilhões de neurônios, cada um deles conectado a vários outros, um emaranhado quase infinito de possíveis caminhos a percorrer.

Segundo Bar-Yam, a sociedade vem constantemente aumentando sua complexidade há milênios. No início, quando vovô era caçador-coletor e dava rolezinho na savana africana, vivíamos em grupos de no máximo umas dezenas de pessoas, e cada grupo era basicamente isolado dos outros. A complexidade da sociedade era mínima. Diante disso, nossas estruturas de controle eram bem simples. No geral, um chefe mandando e todo o resto da turma obedecendo. Mas a moleza não durou. Primeiro surgiram impérios vastos (Egito, Mesopotâmia, China, Índia) com maior diversidade de necessidades e papéis sociais (escribas, escultores, cozinheiros, prostitutas). A complexidade foi aumentando.

Diante disso, já não funcionava mais o sistema simples de controle direto. Segundo Bar-Yam, existe uma lei universal e sagrada dos sistemas complexos: “a complexidade de um sistema realizando uma tarefa deve ser tão grande quanto a complexidade da tarefa”. Como um faraó é menos complexo do que a sociedade egípcia, não seria possível para o faraó regular e controlar todos os aspectos dessa sociedade. Por isso, foram surgindo hierarquias intermediárias: o mestre de obras para organizar a peãozada, o capitão de navio para mandar na marujada, a madame para cuidar das garotas.

E a humanidade seguiu ficando cada vez mais complexa, mais intrincada, mais especializada. E, para dar conta disso, as hierarquias foram ganhando mais e mais níveis – diretor, vice-diretor, gerente, subgerente, auxiliar, terceiro-auxiliar do subgerente do vice-diretor… Só assim para cada chefe lidar com a complexidade do que está abaixo dele. Até chegar a hoje, quando vivemos na sociedade mais complexa de todos os tempos. Só que aí as hierarquias pararam de funcionar – colapsaram. O mundo ficou tão complexo que ficou impossível para um chefe dominar a complexidade abaixo dele.

Quando Bar-Yam tornou-se especialista em sistemas complexos, na década de 1980, esse não era um ramo glamouroso da ciência. Os físicos achavam o estudo de grandes sistemas uma coisa meio esotérica. Ele insistiu e sua dedicação valeu a pena. No mundo complexo de hoje, Bar-Yam e seu instituto estão atraindo um monte de clientes importantes. O exército americano procurou-o para entender como lutar contra inimigos ligados em rede, misturados à população civil em cidades labirínticas – situação bem mais complexa do que as guerras de antigamente. Bar-Yam também tem trabalhado como consultor na reforma dos sistemas de saúde e educação dos Estados Unidos, na estratégia do Banco Mundial para ajuda humanitária e na concepção de grandes projetos de engenharia. Definitivamente não está faltando trabalho para ele.

Parecia o sujeito certo para resolver meu problema. Escrevi um e-mail para ele, perguntando se há “algumas regras simples que ensinem a lidar com a complexidade” (editores de revistas adoram fórmulas simples). Bar-Yam já chegou detonando: “Não há regras simples para lidar com o que é complexo”. Mas, se eu quisesse aprender os princípios gerais da gestão da complexidade, eu poderia comprar o livro dele, Making Things Work (“Fazendo as coisas funcionarem”, sem versão em português). Comprei. O livro é ótimo. A tese central é que todo sistema complexo tem duas características: a escala e a complexidade. Para fazer um sistema complexo funcionar, é preciso ter uma estratégia para a escala e outra para a complexidade.

Exemplo: o corpo humano tem dois sistemas de proteção, um para escala, outro para complexidade. O sistema neuromuscular (cérebro comandando nervos, que acionam músculos, que movem ossos) serve para escala, enquanto o sistema imunológico (glóbulos brancos independentes agindo cada um por conta própria) lida com complexidade. O sistema neuromuscular nos defende de ameaças grandes – surras, atropelamentos, ladrões. O sistema imunológico lida com inimigos minúsculos – bactérias, vírus, fungos. Por terem funções diferentes, os dois sistemas adotam estratégias diferentes. No neuromuscular, a lógica é hierárquica, centralizada e linear – o cérebro manda, nervos e músculos obedecem, todos juntos, orquestrados, somando esforços numa mesma direção, para gerar uma ação em grande escala (um soco, por exemplo). Já no sistema imunológico, cada célula age com liberdade e se comunica com as outras, o que gera milhões de ações a cada segundo, uma diferente da outra, cada uma delas microscópica, em pequena escala – e o resultado final é uma imensa complexidade, com o corpo protegido de uma quantidade quase infinita de possíveis ameaças.

Para viver saudável é preciso ter os dois: o sistema neuromuscular e o sistema imunológico. Um sem o outro não adianta. Não há nada que um bíceps forte possa fazer para matar uma bactéria, assim como glóbulos brancos sarados são inúteis numa briga. É assim com todo sistema complexo: precisamos de algo hierárquico para lidar com a escala das coisas, e de algo conectado em rede para lidar com a complexidade.

O problema do mundo hoje e a razão para o desconforto descrito no começo deste texto é que nossa sociedade está toda ajustada para lidar com escala, mas é absolutamente incompetente na gestão da complexidade. Estamos combatendo infecção a tapa. Tudo por causa de uma invenção que está completando 100 anos. Foi talvez a invenção mais transformadora da era contemporânea, mas ninguém registrou o nome do inventor, nem a data do “eureca”. Na verdade, ninguém nem mesmo deu um nome ao invento. Só cerca de um ano depois, uma revista técnica de engenharia fez o batismo: linha de montagem.

Segundo as pesquisas feitas pelo historiador David Nye em seu livro America’s Assembly Line (“A linha de montagem da América”, sem versão em português), a invenção da linha de montagem ocorreu em algum momento de novembro de 1913. A dificuldade de estabelecer uma data precisa vem do fato de que a invenção foi gradual, coletiva e aconteceu quase espontaneamente. Ela não foi uma ideia pipocando do nada na mente de algum cientista brilhante – foi uma resposta social a uma necessidade premente. A necessidade era aumentar a produção de carros. Em 1900, só 5 mil americanos tinham carro – apenas 13 anos depois, já eram mais de 1 milhão. Centenas de fábricas trabalhavam sem parar para atender a essa explosão da demanda, mas ainda assim as fábricas recebiam mais pedidos do que eram capazes de atender. Isso gerou uma corrida entre as fábricas por ganhos de produtividade e eficiência.

Quem ganhou essa corrida foi a empresa de um mecânico chamado Henry Ford. No esforço de poupar segundos e assim fazer mais carros por dia, os engenheiros da Ford foram aprimorando seu processo. Começaram a padronizar milimetricamente cada peça do carro, para acelerar os encaixes. Cronometraram cada movimento dos mecânicos, para descobrir o melhor jeito de fazer cada tarefa. E, a cereja do bolo: inverteram a lógica da fábrica. Em vez de grupos de mecânicos andando de uma carcaça a outra para montar os carros, eram os carros que se moviam num trilho, puxados por cordas, no meio de um corredor de mecânicos. Cada mecânico realizava uma tarefa curta e repetitiva, de maneira que nenhum deles tinha mais o domínio do processo todo. Resultado: a fábrica começou a despejar nas ruas um carro novo a cada minuto.

Em 1910, a Ford tinha feito 19 mil carros. Em 1911, 34 mil. Em 1912, 76 mil. Em dezembro de 1913, a linha de montagem começou a operar. Em 1914, a empresa montou 264.972 carros – todos idênticos. Um aumento de produtividade descomunal, que possibilitou a Henry Ford dobrar o salário de seus operários e ao mesmo tempo baixar o preço dos carros, transformando operários em clientes. O sucesso foi tão grande que, nas décadas que se seguiram, a lógica da linha de montagem se espalhou por toda a indústria, em todo o mundo. Bicicletas, geladeiras, telefones, televisores passaram a ser montados em esteiras rolantes ou trilhos, com peças sempre iguais montadas por trabalhadores super especializados. Até mesmo a comida se encaixou nesse esquema: nossos alimentos também passaram a ser padronizados e montados industrialmente com acréscimos químicos de nutrientes. Prédios passaram a ser produzidos com peças idênticas e tarefas cronometradas, o que inaugurou a era dos arranha-céus nos anos 1930.

Nossa vida está cheia de linhas de montagem – o carrinho do supermercado passando entre corredores de produtos, o automóvel trafegando em rodovias rodeadas de lojas, as filas de carros nos drive-thrus do mundo. Ao longo do último século, a lógica da linha de montagem chegou a todas as esferas da vida. A educação, por exemplo. “As escolas hoje são organizadas como fábricas, educamos crianças em lotes”, disse o educador britânico Ken Robinson numa palestra TED, referindo-se ao hábito de separar os alunos em séries.

Saúde, governo, cidades, cultura, ciência. Praticamente tudo nessa alvorada do século 21 parece seguir o mesmo esquema: divisão do trabalho numa sequência linear de tarefas especializadas, montagem gradual das peças, ganhos constantes de eficácia, produtos padronizados. “A linha de montagem passou a ser muito mais que um arranjo físico de máquinas”, disse Nye. “Ela é o centro de um sistema cultural que se estende até muito além dos portões das fábricas”. Esse sistema cultural aumentou de maneira explosiva a escala de tudo. E esse aumento de escala mudou o mundo de uma maneira espetacular.

Quando a Ford concebeu a linha de montagem, havia menos de 2 bilhões de pessoas no mundo inteiro. Hoje, apenas um século depois, já passamos dos 7 bilhões – um aumento populacional quase inacreditável que só foi possível graças a um espetacular ganho de produtividade. A produção de comida, de casas e de bens de consumo aumentou astronomicamente para atender tanta gente. E, mesmo com a explosão populacional, hoje a proporção de pessoas no mundo com acesso a saúde e educação é maior que nunca, graças ao ganho de escala alcançado pelos serviços públicos. A população global produz mais, consome mais, vive mais, sabe mais do que em qualquer outro período da história humana. Esse é o resultado de 100 anos da era da escala. Sob muitos aspectos, foi o maior salto de progresso da história da humanidade. Por que então o mal-estar?

Lembre-se do que Bar-Yam escreveu: todo sistema complexo precisa ter uma estratégia para lidar com escala e outra para complexidade. A linha de montagem é como o sistema neuromuscular: ótima para escala. Ela é linear e hierárquica – são os executivos que mandam nos engenheiros, que por sua vez controlam os mecânicos, assim como o cérebro comanda nervos que acionam músculos. Por isso, ela só consegue dar uma resposta de cada vez: um soco no caso do sistema neuromuscular, um carro sempre idêntico no caso da linha de montagem. Nossa sociedade moldada ao longo dos últimos 100 anos à imagem da linha de montagem é ótima para ações de escala, mas não tem flexibilidade alguma para lidar com a complexidade. Estamos sem sistema imunológico.

“É fácil ficar pessimista com o mundo de hoje”, diz Bar-Yam. Em meio às inúmeras linhas de montagem que dominam a humanidade, parece que toda a complexidade do mundo está fugindo do nosso controle, enquanto nos sentimos impotentes para resolver problemas à nossa volta. Por todo lado, há exemplos de ações de escala que acabam esmagando a complexidade. Um bom exemplo é o nosso modelo de produção industrial, que aumentou prodigiosamente nossa capacidade de fazer coisas, mas está causando um acúmulo global de lixo e gases de efeito estufa e levando milhares de espécies à extinção e quase todos os ecossistemas ao colapso.

Outro exemplo são as nossas tentativas industriais de aumentar a segurança, o que hiperlotou o mundo de regras impossíveis de cumprir e de senhas impossíveis de lembrar. Ou nossos sistemas de alimentação e saúde, que focaram tanto na escala da produção de alimentos, de maneira a baratear a comida, que a complexidade dos micronutrientes se perdeu. E hoje, pelo visto, estamos pagando o preço, com a explosão das “doenças complexas”: males difusos, de causas múltiplas, como câncer, doenças autoimunes, degenerativas e psiquiátricas. Ou ainda nosso sistema de educação, concebido com uma lógica linear e padronizadora, para formar alunos idênticos, todos com os mesmos conhecimentos. Além de nivelar por baixo, detonando a qualidade da educação, esse modelo padronizador é justamente o contrário do que nosso mundo complexo precisa hoje – gente diversa, capaz de resolver problemas diversos.

Segundo Bar-Yam, desde o tempo das cavernas, sempre que algo começa a pifar porque a complexidade fica grande demais, temos uma forte tendência de tentar descobrir quem é o responsável. “Alguém tem que ser demitido, alguém tem que pagar, alguém tem que ser punido”, diz. E aí escolhemos um novo chefe ou criamos uma nova hierarquia para lidar com o problema. Só que hierarquias são péssimas para gerir complexidade. O único jeito de lidar com sistemas complexos é criando estruturas de controle complexas: redes de gente com autonomia de identificar e resolver problemas.

Perguntei a Bar-Yam como o Brasil deveria lidar com nossos políticos. Ele respondeu que o problema não é só do Brasil. “Precisamos de um novo tipo de democracia”, disse. “Nossa democracia usa o voto para agregar a capacidade de decisão da população. Isso não é eficiente, porque reduz uma grande quantidade de informação (o conhecimento de todos os cidadãos) a um pequeno número de respostas (os seus representantes)”. Faria mais sentido imaginar um sistema político mais imunológico, no qual cada cidadão reage com autonomia às ameaças que enxerga, como um glóbulo branco.

Política, economia, saúde, educação, sustentabilidade, clima, cidade. Em todo lugar onde há complexidade, parece estar ocorrendo uma espécie de colapso. Mas, assim como aconteceu 100 anos atrás com a linha de montagem respondendo à nossa necessidade de escala, desde a década de 1990, uma série de inovações parece estar surgindo espontaneamente em resposta à nossa necessidade de complexidade. Primeiro veio a internet, que nos conectou em rede, criando uma alternativa para as estruturas hierárquicas. E agora as inovações estão pipocando. Já existem vários esquemas de compartilhamento de recursos – quartos, casas, carros, bicicletas, ferramentas, espaço para trabalhar – nos ajudando a otimizar o uso desses recursos.

Tem os moradores que assumem a responsabilidade por cuidar dos espaços públicos e projetam praças melhores do que qualquer prefeitura seria capaz. Tem os sites de crowdfunding e outras formas de colaboração criativa, que geram um novo modelo de indústria. Tem os aplicativos de trânsito, como o Waze, que dão a cada motorista o poder de encontrar um caminho que flui, o que acaba melhorando o trânsito como um todo. Tem as redes de pacientes de doenças raras, trocando informações pela internet e muitas vezes ajudando uns aos outros mais do que nosso sistema super especializado de medicina. Tem manifestações populares forçando os dirigentes políticos a repensarem sua relação com os cidadãos. Tem grandes empresas trocando o comando vertical por estruturas de controle mais distribuído. O mundo parece estar preparado para uma transformação profunda. Talvez aí essa angústia com a complicação da vida passe.

Desempenho de alunos da rede federal é semelhante ao de países desenvolvidos

Organizada a cada três anos, a prova do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) é a principal avaliação de educação básica do mundo, e foca em alunos de 15 a 16 anos. Os dados de 2015 apontam que o Brasil ficou estagnado desde 2012 nas três áreas avaliadas: matemática, ciência e leitura. Isso mantém o país no grupo daqueles com uma nota bem abaixo da média. A pesquisa é organizada pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e avalia também nações que não são integrantes da entidade, como o Brasil.

O mau resultado no quadro geral é apenas uma das leituras possíveis. A comparação do desempenho entre os alunos brasileiros evidencia que há outro problema a ser enfrentado pelo país: a desigualdades dos sistemas de ensino brasileiro. No Brasil, a prova do Pisa foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para 23 mil estudantes de 841 escolas. Segundo as informações detalhadas divulgadas pela entidade, a pontuação média da rede federal supera a municipal e a estadual, assim como a privada. No caso de ciência e leitura, esses alunos estão além inclusive dos estudantes de países desenvolvidos. Em matemática, quem está numa instituição federal brasileira empata com a média das notas dos estudantes de países da OCDE.

Pontuações no Pisa de 2015:

pisa 2015

Segundo dados da instituição, a rede federal, a mais bem sucedida, responde por apenas 0,87% dos 43 milhões de alunos matriculados no ensino básico em 2015 no país. Em entrevista ao Nexo, Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do movimento Todos pela Educação, afirma que o ensino federal é privilegiado por diversos fatores que não se aplicam nem mesmo à rede privada. Mas seu bom desempenho mostra o potencial dos alunos do país. O Nexo conversou com três estudiosos da área de educação para entender o bom desempenho da rede federal e qual é o desafio de replicar seu modelo.

Investimento é especialmente alto

Um dos pontos que chamam a atenção no relatório do Pisa é o investimento acumulado por aluno entre 6 e 15 anos praticado no Brasil. Ele é, em média, de US$ 38.190, ou 42% da média de US$ 90.294 praticada pelos países membros da OCDE. “Aumentos de gastos ainda são necessários para se traduzir em melhor aprendizagem”, afirma o trabalho. O investimento do Brasil é defasado, mas isso não se dá de forma uniforme. A rede federal tem um gasto médio maior por aluno do que a estadual ou municipal, afirmam os pesquisadores. De acordo com Falzetta, isso assegura, por exemplo, a contratação de professores melhores. Ele ressalta que o investimento brasileiro em educação em relação ao PIB é similar àquele dos países desenvolvidos, de cerca de 6,6%. “Mas eles já estão em outro patamar. Se quisermos mudar de nível, precisamos ter um investimento maior, pelo menos por um período”, diz. Na opinião de Antonio Augusto Batista, coordenador de pesquisas do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) mais verba também se reflete em bibliotecas e laboratórios, que são raros em escolas municipais e estaduais, e mesmo em grande parte das privadas.

Seleção de alunos turbina desempenho

Um outro fator que influencia no sucesso da rede federal é o fato de que a grande procura leva a maior parte das instituições de ensino a realizar algum tipo de pré-seleção de seus alunos, como vestibulinhos. “É parecido com o que acontece com as escolas de elite da rede particular, que faz uma seleção dos alunos a partir da mensalidade”, afirma Fazetta. Em ambos os casos, os alunos tendem a ter acesso privilegiado a informações desde cedo, o que melhora o seu desempenho na escola. Fazetta também destaca que os alunos que não conseguem acompanhar o curso, seja nas escolas particulares de elite, seja nas federais, tendem a deixá-lo, o que mantém o desempenho das instituições em avaliações em alta. Batista, do Cenpec, ressalta que, apesar de membros de instituições federais de ensino tenderem a ter um nível socioeconômico maior, eles não pertencem em geral à elite econômica mais elevada do país. Fazem parte de famílias de classe média que têm na própria educação o seu principal ativo, que permite que realizem trabalhos bem remunerados e mantenham seu padrão de vida.

Por exemplo: muitas instituições da rede federal estão associadas a universidades, e por isso grande parte dos alunos são filhos de docentes. Ao procurar a rede federal, as famílias buscam garantir que seus filhos se manterão na mesma posição social. Eles são privilegiados principalmente porque “têm recursos culturais mais altos”, afirma Batista. “É uma elite intelectual no caso das federais ligadas a universidades, e uma classe média que aposta muito na escola em geral”, diz Batista. Fazetta ressalta que o investimento concentrado nesses alunos selecionados reforça desigualdades sociais.

Boa remuneração e estabilidade atraem melhores professores

A concentração de recursos no ensino federal garante uma melhor remuneração dos professores. Segundo dados elaborados pela Todos pela Educação com base em informações do IBGE, o salário médio de um professor da rede federal de educação básica com carga horária de 40h semanais de trabalho em 2014 era de R$ 5.173,92. O valor é 65% superior ao rendimento médio dos professores da educação básica pública. Em entrevista ao Nexo, Neide Noffis, diretora da Faculdade de Educação da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, afirma que os contratos desses professores também são mais estáveis, além de as condições de trabalho tenderem a ser melhores. Isso permite que professores tenham apenas um emprego. O que significa disposição para lidar com os alunos e tempo para continuar estudando e preparar aulas. Esses fatores somados fazem com que essas instituições sejam procuradas pelos melhores professores, o que leva a uma melhor qualidade de ensino. “Se o professor vê seu trabalho como subemprego e chega lá cansado, a qualidade do ensino cai”, diz Noffis.

Aplicação prática do conteúdo

A maior parte dos alunos de 15 a 16 anos na rede federal estão em instituições de ensino técnicas. Noffis destaca que elas tendem a apresentar o ensino como uma porta de entrada para o mundo do trabalho. Por isso, o conteúdo é transmitido com enfoque na realidade prática e mesmo no ambiente em que os alunos vivem. Isso, afirma, confere um ensino mais estimulante e uma maior permanência estudantil. “O ensino técnico tem a ver com o contexto local do jovem, com a sua possibilidade de se inserir no mercado. É algo mais fácil de perseguir como meta. Diferente de um conteúdo como ‘o rio tem que ser despoluído, não podemos cortar as árvores etc’, que ele aprende, mas no qual não tem condições e potência para interferir”, afirma Noffis.

Fonte: Nexo.

A proporção entre homens e mulheres na pesquisa científica, por área do conhecimento

O infográfico abaixo, produzido pelo jornal Nexo, mostra a proporção de pesquisadores homens e mulheres por área do conhecimento no Brasil. Os dados são da Unesco e do relatório “Gender in the Global Research Landscape”, publicado em 2017 pela Elsevier. Note que a área de saúde é dominada majoritariamente por mulheres, enquanto que as áreas de tecnologia e ciências exatas é dominada por homens. Em ciências humanas e sociais, há um maior equilíbrio entre os gêneros.

genero-pesquisadores


Estatísticas da pós-graduação no Brasil

Infográficos produzidos pela revista Galileu com dados de 2010 divulgados pelo CNPq e pela Capes revelam os números da pós-graduação no Brasil.

Número de doutores por milhão de habitantes:

Baseado em dados de 2010 (Foto: gabriela oliveira)

Concentração de mestres e doutores por estado:

Calculados a partir de dados do CNPq, com base no censo 2010, fontes IBGE, Banco Mundial e CAPES (Foto: gabriela oliveira)

Número de mestres e doutores por gênero:

 (Foto: gabriela oliveira)
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