Qual é o maior problema do mundo?

Dois institutos de pesquisa – o Ibope e o Worldwide Independent Network of Market Research – fizeram essa pergunta em 56 países. As respostas apontam uma divisão clara: para os países ricos e desenvolvidos, a economia é a principal questão; para os pobres e emergentes, os maiores problemas são sociais. O Brasil é onde essas preocupações mais contam: 54% das respostas tem a ver com dramas sociais.

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Fonte: Blog do Tas.

História secreta da obsolescência programada

Baterias que “morrem” após alguns meses de uso, impressoras que param de funcionar ao chegar a um número determinado de impressões, lâmpadas que queimam depois de uma determinada quantidade de horas ligadas. Apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos. Por que será que isso acontece?

O documentário abaixo revela o segredo: obsolescência programada, o motor da economia moderna. O filme percorre a história dessa prática gananciosa, que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto para incrementar as vendas e aquecer a economia, pois, como já publicava em 1928 uma influente revista de publicidade americana, “um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”.

O documentário é resultado de três anos de investigação. Dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pelo canal 2 da TV espanhola, ele expõe provas documentais e denuncia as desastrosas consequências para o meio ambiente que derivam dessa prática. Também apresenta diversos exemplos do espírito de resistência que está a crescer entre os consumidores e recolhe a análise e a opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem vias alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.


Inventor espanhol é ameaçado de morte
por desenvolver lâmpada que não queima

Uma lâmpada fluorescente dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias (mais de um ano) de uso ininterrupto. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada que durasse 100 anos. Quer dizer, imagine não: essa lâmpada existe! Pelo menos é o que diz Benito Muros, um inventor espanhol que diz estar sendo ameaçado de morte por causa de sua criação. Muros é o presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais. Na verdade, existe uma teoria de que muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real. Segundo ele, algumas peças essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida. Soma-se a isso o uso de materiais de menor qualidade.

Muros quer desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no desenvolvimento de produtos mais duráveis. Quem não lembra daquela máquina de lavar da casa da avó que durou a vida inteira ou da geladeira que está na família há anos e nunca deu problema? “Deixaram de fabricar, porque duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore, na Califórnia. Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida”, disse ele ao jornal espanhol El Economista. Além de terem mais tempo de vida, as lâmpadas, desenvolvidas em parceria com a empresa OEP Electrics, gastam 70% menos energia que as fluorescentes. Além disso, não queimam ao serem acesas e apagadas várias vezes seguidas. No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a prestar queixa na polícia e apresentar, na delegacia, um recado anônimo que recebeu. Apesar disso, ele conta que não irá recuar e que vai continuar defendendo a SOP e lutando contra a obsolescência programada.

Fonte: Época Negócios.

Veja também:
Programado para morrer
Estamos criando montanhas de lixo
O perigo de um mundo descartável

Assista abaixo uma entrevista com Benito Muros:

Os políticos mais caros do mundo

Estudo da ONU revela que o congressista brasileiro é o segundo mais caro do mundo:

Vale lembrar que a matéria acima foi ao ar em 2007. De lá pra cá, os políticos brasileiros já tiveram vários aumentos bastante significativos. É natural que reportagens como essas causem indignação nos brasileiros, mas a situação piora quando tomamos conhecimento do que se passa em outros países, como no caso das duas reportagens a seguir que falam da Suécia, um país sem mordomia na política.

Quanto o país gasta com cada parlamentar? Quais são as mordomias concedidas a eles com o dinheiro dos nossos impostos? Este vídeo responde a essas perguntas de maneira simples e direta em pouco mais de um minuto:

Enquanto isso, aqui no Brasil, as coisas funcionam assim: Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata! Um ascensorista da Câmara dos Deputados ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage. Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas. Tem cabimento?!


Quem paga a conta da mordomia?

Artigo de opinião de Percival Puggina publicado em 08 de agosto de 2007.

Cláudio Humberto, em recente coluna no Diário do Poder, informou que os veículos oficiais federais custaram aos cofres públicos R$ 1,6 bilhão em 2016. O montante inclui viaturas de serviço e representação e envolve renovação da frota, manutenção e pagamento de impostos. Pois bem, quem acha que deve pagar essa conta toda, especialmente a parcela que envolve os carros de representação, levante a mão. Tais viaturas são resíduos das carruagens do Paço Real no século 19 e das liteiras conduzidas por escravos nos séculos anteriores. Afinal, ninguém realmente importante está aí para sujar sapato na poeira das ruas, misturar-se à plebe ou rodar no próprio automóvel, como se fosse, digamos assim, uma pessoa “normal”, não é mesmo? De que valeria o poder sem aparatos e mordomias que o tornem objeto de cobiça? Em pleno século 21, nós somos os cavalos da carruagem e os escravos da liteira.

Essa mentalidade é parte do problema brasileiro. É como se o chefe de família, bêbado e jogador, cobrasse à mulher e aos filhos que cortassem as próprias despesas. Falta autoridade moral para justificar medidas efetivamente necessárias e realmente significativas ao quadro fiscal do país quando o Congresso Nacional negocia uma boca livre de R$ 3,5 bilhões para os gastos de campanha eleitoral no ano que vem. Ou quando o Senado da República renova o contrato de locação de veículos zero quilômetro para os senadores ao custo de R$ 8,3 milhões. As regalias do poder são evidências da distância que o separa do cotidiano em que se vira e se contorce a nação. Basta listar alguns que a memória socorre: jatinhos da FAB, helicópteros, cartões corporativos, verbas de ostentação (eufemisticamente designadas como de “representação”), voos em primeira classe, auxílios moradia e alimentação, adicionais de vários tipos e motivos.

Enquanto isso acontece por aqui, em meio às nossas reconhecidas dificuldades, na Holanda parlamentares não têm direito a carro oficial e o prefeito vai de casa ao trabalho usando sua bicicleta. Na Suécia, nem o primeiro-ministro tem carro oficial; autoridades podem, no máximo, pedir reembolso para viagens oficiais ou se residirem a mais de 70 km de Estocolmo. Parlamentares suecos têm direito a reembolso do combustível. Na Noruega, há 20 carros para atender o governo e só o primeiro-ministro tem direito a veículo exclusivo. Em Londres, o prefeito anda de metrô ou bicicleta; ele e os vereadores recebem um vale-transporte anual para o metrô. Prefeito e vereadores da maior cidade da Europa têm compromisso de usar o transporte público. Estamos falando aqui sobre o animus do poder, ou seja, de sua alma, ou, ainda mais precisamente, dos sentimentos que a inspiram. Se aquilo que move a alma do poder político for o indispensável espírito de serviço, estas ostentações e demasias são sumariamente rejeitadas por coerência.


Movimento Brasil Eficiente

O Movimento Brasil Eficiente é feito por pessoas que cansaram de só reclamar e resolveram fazer alguma coisa pelo Brasil, sem interesses eleitorais ou de poder. Participe você também! Conheça as propostas no site e assine o abaixo assinado pela redução dos impostos e por um melhor controle dos gastos públicos.


Como consertar o Brasil?

Acesse o site politicos.org.br e confira o ranking.

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