Ranking do custo de vida nas capitais

De acordo com o ranking abaixo, elaborado pelo site Custo de Vida, São Paulo é a capital brasileira mais cara para se viver, junto com Brasília e Rio de Janeiro. A minha João Pessoa é a mais barata. Aqui, mesmo com a crise e a inflação, seu dinheiro vale mais.

ranking - custo de vida

HQ sobre igualdade de oportunidades

O ilustrador australiano Toby Morris, em um quadrinho intitulado On a Plate (De Bandeja), mostra como não existe meritocracia sem que haja igualdade de oportunidades. Veja abaixo a versão em português traduzida pelo portal Catavento.

igualdade de oportunidades 1 igualdade de oportunidades 2 igualdade de oportunidades 3 igualdade de oportunidades 4

Mapa e tabela comparando o PIB dos estados americanos ao de países

O Brasil é a Califórnia, a Austrália é o Texas, a Espanha é Nova York e a Holanda é a Flórida. Pelo menos no que se refere ao tamanho do Produto Interno Bruto (PIB), a comparação aproximada faz sentido. O mapa foi criado com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo economista Mark J. Perry, do American Enterprise Institute.

MapaEUAestadosPIB

O PIB total dos Estados Unidos, a maior economia do mundo, foi de US$ 16,8 trilhões em 2013 (22,7% do total mundial, mas com apenas 4,4% da população). A Califórnia tem a maior economia entre os estados. Se fosse um país, já estaria caminhando para superar o Brasil na 7ª posição do mundo. Detalhe: o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, enquanto a Califórnia tem 38 milhões. O segundo estado com maior PIB é o Texas, comparável à economia da Austrália, e o terceiro é Nova York, comparado à Espanha.

Veja a tabela completa:

EstadoPIB (US$ milhões)PaísPIB (US$ milhões)
Califórnia2.202.678Brasil2.242.000
Texas1.532.623Austrália1.505.277
Nova York1.310.712Espanha1.358.000
Flórida800.492Holanda800.007
Illinois720.692Arábia Saudita711.050
Pennsylvania644,915Suíça650.000
Ohio565.272Suécia557.000
Nova Jersey543.071Polônia516.000
Carolina do Norte471.365Noruega511.000
Georgia454.532Bélgica506.000
Virginia452.585Taiwan489.000
Massachusetts446.323Argentina488.000
Michigan432.573Áustria415.000
Washington408.049Emirados Árabes396.000
Maryland342.382África do Sul351.000
Indiana317.102Dinamarca331.000
Minnesota312.081Malásia312.000
Colorado294.443Singapura295.000
Tennessee287.633Nigéria286.000
Wisconsin282.486Chile276.000
Arizona279.024Hong Kong273.000
Missouri276.345Filipinas272.000
Louisiana253.576Finlândia256.000
Connecticut249.251Grécia241.000
Oregon219.590Portugal219.000
Alabama193.566Catar202.000
Carolina do Sul183.561Rep. Tcheca198.000
Kentucky183.373Kuwait185.000
Oklahoma182.086Nova Zelândia181.000
Iowa165.767Ucrânia176.000
Kansas144.062Vietnam170.000
Utah141.240Bangladesh141.000
Nevada132.024Hungary133.000
Arkansas124.218Angola122.000
Columbia113.362Hungria124.600
Nebraska109.614Marrocos105.000
Mississippi105.163Eslováquia96.000
Novo México92.245Equador94.000
Havaí75.235Azerbaijão74.000
West Virginia73.970Bielorússia71.000
New Hampshire67.848Líbia67.000
Delaware62.703Sri Lanka66.000
Idaho62.247Rep. Dominicana61.000
Alaska59.355Luxemburgo59.000
North Dakota56.329Uzbequistão57.000
Maine54.755Guatemala54.000
Rhode Island53.184Bulgária53.000
South Dakota46.732Eslovênia47.000
Wyoming45.432Quênia45.000
Montana44.040Líbano44.000
Vermont29.509Bolívia29.000

Fonte: Exame.

Explosão demográfica

Trecho do livro Aprendendo Inteligência, do professor Pierluigi Piazzi.

Veja também: Quantas pessoas já viveram no mundo?

Quando eu tinha uns nove anos, um professor propôs o seguinte problema: “Dentro de uma garrafa, cheia de um líquido nutritivo, cai um micróbio. O micróbio se alimenta, cresce e se divide em dois. Os dois se alimentam, crescem e, por sua vez, se dividem dando origem a quatro micróbios. Verificamos que o número de micróbios duplica de minuto em minuto. Sabemos que o primeiro micróbio caiu na garrafa à meia-noite e que a garrafa chegou a se encher pela metade de micróbios em quatro horas, ou seja, ela está pela metade às quatro horas da manhã. A que horas ela estará totalmente cheia?”.

E todos nós, trouxas, caímos na armadilha e respondemos quase em coro: “Às oito horas”. Com muita paciência, o professor nos explicou que, se o número de micróbios duplicava a cada minuto, em apenas mais um minuto a garrafa, que já estava pela metade, iria se encher completamente. A resposta correta, portanto, seria: “Às quatro horas e um minuto!”. Nesse momento, senti a saudável sensação de ser um verdadeiro tonto (sensação essa que se repetiria frequentemente ao longo de minha existência).

O episódio, porém, teria sido completamente esquecido se, muitos anos mais tarde, eu não tivesse lido um artigo escrito por alguém que com certeza conhecia a história dos micróbios. Em resumo, a história começava com a garrafa pela metade e um micróbio político fazendo um pronunciamento ao vivo pela televisão:

“Minhas compatriotas e meus compatriotas! Já faz muito tempo, quatro longas horas para ser exato, que nosso ancestral comum chegou nessa garrafa deserta e, com corajoso espírito pioneiro, a colonizou. Nossa estirpe orgulhosamente cresceu, apesar dos gritos de estúpidos ambientalistas que ficam bradando contra o que eles denominam ‘crescimento desordenado’. Será que eles não enxergam que, no decorrer de toda a nossa história, só consumimos a metade do espaço e dos recursos disponíveis? Toda a outra metade está virgem e intocada para as gerações seguintes! Além disso, para calar esses pessimistas, quero dar uma excelente notícia: Nossa agência espacial enviou algumas sondas para exploração no espaço extragarrafal e descobriu nas vizinhanças seis garrafas idênticas à nossa, completamente desertas e cheias de líquido nutritivo, para as quais já transferimos alguns corajosos colonos. Portanto, se já consumimos o espaço e a comida de apenas meia garrafa em toda a existência de nossa nação, as gerações futuras irão dispor de muitas e muitas eras antes de começar e se preocupar, dando ouvidos a esses chatos dos ambientalistas. Se algum dia nossa garrafa ficar cheia, transferiremos num instante as duas metades da população em duas garrafas virgens.”

Sob aplausos entusiásticos, nosso personagem desce do palanque, sorrindo e acenando para a multidão. Apenas três minutos depois, todos os micróbios de todas as garrafas começam a morrer de fome! “Bonita história”, você dirá. “Mas o que isso tem a ver comigo?”. Pois é, meu caro leitor, você já deve ter ouvido algum professor de história dizendo que devemos estudar o passado para não cometermos os mesmos erros no presente. Acontece que há um erro que jamais foi cometido no passado e que, pela primeira vez na história da humanidade, está sendo cometido agora. E não por falta de aviso. Entre no Google e dê uma pesquisada sobre um tal de Thomas Robert Malthus (1766-1834). Ele certa vez alertou: “A população, quando não controlada, cresce em razão geométrica. Recursos de subsistência crescem apenas em razão aritmética”.

Bem vindo à explosão demográfica! O planeta Terra, nossa garrafa, está se degradando aceleradamente: poluição, desmatamento, buraco na camada de ozônio, aquecimento global devido ao efeito estufa… E as coisas vão piorar! Duvida? Então ouça, a partir desse alerta, os discursos dos políticos: todos eles falam em “crescimento econômico”. Agora entre no Google e digite: “Lemingue”. Leia o que vier e medite um pouco. Depois de meditar, entre no site da WWF e leia alguns relatórios muito esclarecedores. Baseadas nesses dados, todas as escolas, numa falta de originalidade até benéfica, propõem trabalhos sobre o que é considerado o recurso mais escasso do século 21: água potável. Na realidade, há tanta água potável no século 21 quanto havia nos séculos anteriores. O que há de diferente é o excesso de pessoas querendo beber. O bem mais escasso do século 21 não é água, é inteligência!

Morar com os pais é ruim para a economia

Este mapa da Europa mostra a quantidade de adultos entre 25 e 34 anos que ainda moram com os pais. Note que, nos países mais ricos, como Reino Unido, França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia, a porcentagem é bem pequena; enquanto que nos países mais pobres, como Portugal, Espanha, boa parte do leste europeu e Grécia, essa porcentagem é bem maior. Conclusão: adultos morando com os pais não é bom negócio para a economia de um país.

jovens que moram com os pais (europa)

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