Histórico de protestos no Brasil desde 2015

Os infográficos a seguir foram produzidos pelo G1 e fazem um levantamento estatístico do histórico de protestos e manifestações públicas de cunho político ocorridos no Brasil nos últimos dois anos (de março de 2015 até abril de 2017). Eles mostram estimativa de público nos protestos segundo a contagem da polícia, segundo a contagem dos organizadores, e o número de cidades nas quais houve registros de protestos.

Veja também: A ilusão política das grandes manifestações


Estimativa de público segundo contagem da polícia

protestos policia


Estimativa de público segundo os organizadores

protestos organizadores


Número de cidades onde houve protestos

protestos cidades

Veja quais famosos declararam voto em Dilma ou Aécio nestas eleições presidenciais

urnaJá vimos aqui que a corrida presidencial de 2014 no Brasil foi a mais disputada e acirrada de todas, desde que o País voltou a ter eleições diretas para presidente após o fim regime militar. Foi também a mais participativa, a que mais mobilizou o País, a que mais mexeu com o sentimento das pessoas. Nunca antes se tinha visto tanta gente fazendo campanha nas ruas e na internet. Amizades foram desfeitas ou enfraquecidas e rolou até agressões físicas e verbais. O Brasil dividiu-se ao meio (digo “meio” quase literalmente, dada a acirradíssima disputa nas urnas).

Nessa polarização nacional, não foram apenas pessoas comuns que manifestaram apoio a um dos candidatos. Um número surpreendente de famosos, dentre eles principalmente artistas e intelectuais, abriram mão da zona de conforto e, em detrimento das possíveis (na verdade, inevitáveis) críticas que poderiam receber, se posicionaram e declararam seu apoio e seu voto em um dos candidatos. Quase ninguém quis ficar neutro! Agora que as eleições já passaram e isso não influenciará mais o voto de ninguém, sacio vossa curiosidade (que também era minha) de saber quais famosos declararam voto em Dilma (PT) ou em Aécio (PSDB) nessas eleições.

DICA: Clique na tabela para ver em tamanho maior.

votos dos famosos

Veja como foi a votação para presidente em todos os municípios do Brasil

Logo após a apuração dos votos e o anúncio do resultado das eleições presidenciais, o site do jornal Folha de S.Paulo divulgou um infográfico interativo no qual é possível ver no mapa como votou cada município desse brasilzão. Confira os prints abaixo:

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VOTAÇÃO DE AÉCIO E DILMA POR MUNICÍPIOS

dilma-aecio-2014

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VOTAÇÃO DE AÉCIO NEVES POR MUNICÍPIOS

aecio2014

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VOTAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF POR MUNICÍPIOS

dilma2014

Brasil tem eleição para presidente mais apertada desde a redemocratização

O segundo turno da corrida presidencial entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) teve a disputa mais apertada para presidente desde 1989, quando o país voltou a ter eleições diretas para presidente após o fim do regime militar. A vitória de Dilma só foi conhecida às 20h30, com 98% das seções apuradas. A petista terminou com 51,64% e o tucano, com 48,36%. Em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) foi eleito no segundo turno, com 53,03% dos votos válidos, contra 46,97% de Lula (PT). Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ganhou no primeiro turno, com 55,22% dos votos válidos (1994) e 53,06% (1998). Em 2002, após três derrotas, Lula (PT) foi eleito pela primeira vez ao alcançar 61,27% votos válidos no segundo turno, contra 38,73% de José Serra (PSDB). Em 2006, Lula (PT) foi reeleito no segundo turno, com 60,83% dos votos válidos, contra 39,17% de Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2010, quando conquistou seu primeiro mandato, a petista Dilma Rousseff também foi eleita no segundo turno. Na época, ela superou o tucano José Serra. Dilma foi eleita em 2010 com 56,05% dos votos válidos, contra 43,95% de Serra.

Veja o histórico no infográfico do G1 abaixo:

o-resultado-das-ultimas-eleicoes-presidenciais

Brasil gasta 3 vezes mais com presos do que com estudantes universitários

presos-alunosEnquanto o Brasil investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno nas universidades federais — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais (onde está a maior parte da população carcerária) e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — 9 vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, que é de R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional. Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade.

Veja o que diz Daniel Cara, coordenador da campanha: “Para garantir a realização de todas as metas do Plano Nacional de Educação que está tramitando no Congresso, seriam necessários R$ 327 bilhões por ano, o que dobra o investimento em educação. (…) Não seria o caso de falar em sobreinvestimento no preso, até porque vemos como é precária a situação das penitenciárias brasileiras, e porque a prisão é uma instituição total, o preso vive lá. (…) Mas há, sem dúvida, subinvestimento em educação. O que é mais grave se considerarmos que, nos direitos sociais, a educação é o que abre as portas para os outros direitos. A violência não vem pela pobreza, vem pela desigualdade. Por isso, um investimento maior no conjunto dos direitos sociais, e aí se inclui a educação, poderia diminuir a despesa com segurança”.

Mozart Neves Ramos, do Conselho Nacional de Educação (CNE): “É verdade que o Brasil ainda investe pouco na educação básica, e mais dinheiro é fundamental. No entanto, é necessário que a verba chegue à escola e que seja mais bem aplicada. Melhorar a eficiência da gestão dos recursos é importantíssimo. Uma boa gestão pode criar uma escola motivadora. E um aluno que tem sucesso escolar raramente abandona a escola e está mais longe de ser preso (…) Apesar de investirmos tanto, as condições de regenerar alguém são mínimas. A pessoa é, na maioria das vezes, submetida a condições que a torna pior. É como se negássemos outra oportunidade”.

Wilson Risolia, secretário estadual de Educação do Rio: “É uma irracionalidade que o Estado precisa resolver. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o custo por aluno no nível superior é cerca de 3 vezes maior do que na educação básica. No Brasil, é bem maior (mais de 6 vezes). Mas não é suficiente aumentar o gasto, é preciso melhorar a qualidade. No Rio, fizemos uma recontagem de alunos e vimos que havia 120 mil que, apesar de constarem na base de dados, não eram mais da rede. A verba era passada para alunos que não existiam; um número X de provas ia para o colégio, e parte era jogada no lixo, por exemplo. Corrigindo, foram R$ 111 milhões alocados em outros lugares”.

Michel Misse, sociólogo e professor da UFRJ: “Apesar de a diferença entre o custo do aluno universitário e o do preso em presídios federais ser menor, ela é o que choca. (…) Esse é um dado impressionante, porque o custo de um universitário, pelos gastos que uma universidade deve ter com pesquisa, deveria ser bem maior. É o custo de você formar um cientista, um médico, um engenheiro. (…) Mas não se deve pensar que uma prisão custe pouco, pois o preso mora lá, e um aluno não mora na escola. O problema é analisar o gasto que se tem em relação às condições dos presídios”.

Carlos Lélio Lauria Ferreira, Presidente do Conselho Nacional de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej): “Quanto mais baixo o custo com o preso, piores as condições. O preço varia de acordo com o tratamento. Se o valor é baixo, desconfie. A alimentação pode ser lavagem. No Brasil, a média de custo de um preso num presídio estadual é de R$ 1,7 mil por mês. Mas nessa conta não está incluído o custo social e previdenciário. No presídio federal, o custo é mais elevado. O aparato tecnológico é caro, os salários dos servidores são mais altos e o número de agentes por preso é maior. Graças a isso, o país não gasta menos de 7 mil por preso ao mês”.

Fonte: O Globo.

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