Onde já nevou no Brasil?

Esta pergunta foi enviada pelo leitor Ruan Orlandini, da cidade de Bonfim Paulista-SP, à equipe de redação da revista Mundo Estranho, que pesquisou e respondeu nestes termos:

No Brasil, já nevou em todos os estados do Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo) e também em algumas cidades do Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste. A neve é formada em nuvens com temperatura interna abaixo de zero graus Celsius (0ºC), e no Brasil inteiro há nuvens assim, até mesmo no Norte e Nordeste. No entanto, para a neve formada nas nuvens chegar ao chão, a temperatura do ar entre a nuvem e o solo não pode ser positiva em nenhum ponto. Caso contrário, os flocos de gelo derretem e viram gotas de água. Na região Sul a neve é mais frequente. O acúmulo, no entanto, é que costuma ser pequeno: embora já tenha chegado a mais de 1 m de espessura, raramente ultrapassa 10 cm. No Sudeste, há registros de neve no Parque Nacional de Itatiaia, entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em São Paulo, já caiu neve nos municípios de Cunha e Campos do Jordão.

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Casos históricos de neve no país:

Vacaria, RS, 1879 – Um jornal gaúcho publicou que, em 7 de agosto, caiu tanta neve que os bois ficaram apenas com os chifres de fora.

São Joaquim, SC, 1957 – Nevou por 8 horas seguidas. A cidade ficou coberta por 7 dias e a Força Aérea Brasileira precisou ajudar enviando medicamentos.

Caxias do Sul, RS, 1975 – Primeira partida de futebol com neve no Brasil. O Juventude venceu o Inter de Santa Maria por 2 x 0 num campo esbranquiçado.

Santa Catarina, 2013 – Houve precipitação de neve em um terço das cidades. No Brasil, não há registros anteriores em área tão ampla.

Beleza e simetria dos flocos de neve

Um floco de neve, como nossas digitais, nunca é igual ao outro. Esse fenômeno já chamou a atenção e causou espanto em cientistas como Kepler, Descartes e Hooke.
Veja abaixo fotografias ampliadas desses cristais de gelo em formato hexagonal, registradas pelo fotógrafo americano Wilson Bentley em 1902. Parecem jóias!

neve

Pinturas clássicas renascentistas são recriadas com rostos de famosos contemporâneos

“Renaissance Moderna” foi um concurso de efeitos fotográficos e manipulação de imagens promovido por um site americano. Propuseram aos membros da comunidade manipular pinturas clássicas usando os rostos de celebridades contemporâneas. O resultado pode ser visto nas montagens abaixo:

pinturasclassicasrecriadascomcelebridades

Não entendo arte contemporânea

Recentemente soube de um amigo que, em viagem pela Europa, esteve no museu do Louvre, em Paris, o mais famoso do mundo. Ele conta que lá está exposto um quadro muito prestigiado que consiste numa tela toda branca, novinha em folha, inalterada. Abaixo dele, o título: “A Ausência da Arte”. Poucos dias depois, eis que leio (no G1 e na Folha) a seguinte notícia: “Obra de Barnett Newman é vendida por US$ 44 milhões em Nova York“. Junto à manchete estava a imagem abaixo:

Onement VI

Ou seja, o sujeito pinta uma mesa de ping-pong (sem a rede, porque provavelmente ele não saberia pintar uma rede) e isso vale 44 milhões de dólares! Além do valor do quadro, o pintor ainda é chamado, na mesma notícia, de “um dos mais brilhantes representantes do expressionismo abstrato”. PQP! A mão de tinta não ficou nem tão boa assim! O cara que pintou meu apartamento faria melhor! (se acha que estou sendo muito duro com o “artista”, veja outros quadros do sujeito).

Na mesma semana, fiquei sabendo que um garoto esqueceu os óculos no chão do Museu de Arte Moderna de São Francisco, nos Estados Unidos, e o objeto foi confundido com uma obra de arte. Como se isso fosse pouco, tem ainda uma peça de teatro chamada “macaquinhos” que está se apresentando pelo Brasil (patrocinada pelo Governo Federal) e gerando polêmica por onde passa. Os atores e atrizes se apresentam completamente nus e fazem performances nas quais exploram, cheiram, enfiam o dedo e cutucam os cus uns dos outros (definitivamente não recomendo procurar isso para assistir no YouTube).

Para completar o absurdo, li recentemente no G1 que uma pintura de Jean-Michel Basquiat foi vendida ontem ao preço recorde de 110 milhões de dólares (cerca de 370 milhões de reais), em um leilão de arte contemporânea realizado em Nova York. A pintura se chama “Untitled” (sem título) e é considerada um marco importante na obra de Basquiat, que morreu de overdose aos 27 anos.

basquiat-untitled

Sotheby’s, responsável pelo leilão, estimava que a obra seria vendida por 60 milhões de dólares (pouco mais de 200 milhões de reais), e acabou conseguindo quase o dobro. A obra foi comprada pelo empresário e colecionador de arte japonês Yusaku Maezawa. A casa Sotheby’s postou em seu Twitter a foto do novo dono ao lado da pintura.

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É por exemplos como esses (que estão longe de ser exceção) que digo sem nenhuma vergonha: Não entendo arte contemporânea. De duas, uma: ou eu sou um completo ignorante desprovido de senso estético, ou essa palhaçada não faz sentido mesmo. E eu não estou só por pensar assim. No vídeo abaixo, o jornalista americano Paul Joseph Watson expõe o establishment da arte contemporânea como ele realmente é: “uma grande panelinha de babacas pretensiosos que tentam parecer sofisticados atribuindo sentido a algo que não possui sentido algum”.

Por dois milênios, grandes artistas estabeleceram o padrão de beleza. Agora esses padrões foram abandonados. A arte moderna é uma competição entre o feio e o distorcido; a obra mais chocante vence. O que aconteceu? Como o belo veio a ser aviltado e o mau gosto veio a ser celebrado? No vídeo abaixo, o renomado artista Robert Florczak explica a história por trás dessa mudança e como ela pode ser revertida.

Por fim, deixo-vos com o músico Zeca Baleiro cantando “Bienal”, uma canção-poema que ele escreveu em 1996 por ocasião da 23ª Bienal Internacional de Artes Plásticas, que aconteceu na cidade de São Paulo naquele mesmo ano e tinha como tema: “A desmaterialização da obra de arte no fim do milênio”.


Como um quadro pode valer milhões?

A arte movimenta uma das economias mais estranhas do mundo. Entenda as regras básicas desse mercado na matéria a seguir, publicada pela revista Superinteressante.

“63 milhões de dólares. É um aviso. Estou vendendo”, ameaçou o leiloeiro, “64 milhões de dólares. Ainda em tempo”, continuou. Os lances, que elevavam o preço do quadro em um milhão de dólares a cada três segundos, eram sinalizados por placas levantadas no auditório da Sotheby’s. A cena durou poucos minutos, tempo suficiente para que um recorde fosse quebrado: a venda de um quadro de Mark Rothko por 72 milhões de dólares representava, até aquela noite de 2007, o maior preço na carreira do pintor. E, mesmo com tanto dinheiro flutuando pelo lugar, o leiloeiro parecia entediado. Com o corpo apoiado sobre um gabinete de madeira, o alemão Tobias Meyer recitava as cifras quase que com desdém. Aqueles milhões eram rotina. Como explicar o preço do quadro de Rothko? Parece estranho, mas apenas à primeira vista, porque o mercado possui regras. E elas até que funcionam na hora de decifrar o aspecto quase surreal dos preços.

Para começar, é importante encarar uma informação tão incômoda quanto verdadeira: o valor tem pouca relação com a complexidade da obra. Tome como exemplo as icônicas flores de metal do americano Jeff Koons. Mesmo simples, elas chegam a custar R$ 50 milhões. Também é preciso entender que as cifras não remetem muito à habilidade do artista. O inglês Damien Hirst, por exemplo, delega a produção de seus famosos quadros de bolinhas a assistentes. Mesmo assim, uma obra dessas já foi vendida a R$ 1,3 milhão. Tampouco importa o valor dos materiais que o artista usou. Basta ver as criações do inglês Chris Ofili, feitas com esterco de elefante e vendidas por mais de R$ 5 milhões. Fica então a pergunta: eliminados o toque do criador, a complexidade do quadro e o requinte dos materiais, quais fatores elevam o preço de uma obra?

O principal critério é o renome do artista, a marca que a sua assinatura atribui ao quadro. Para entender, pense que quando você compra cadernos Moleskine ou cafés Starbucks, você não adquire apenas um bloco de papel ou um copo de bebida, mas a inclusão num grupo e o reconhecimento dos integrantes deste círculo. Segundo Don Thompson, economista e colecionador, o mesmo vale para os grandes consumidores do mercado de arte. Com a diferença de que eles possuem milhões para gastar – e que as marcas que eles consomem ficam penduradas na parede. “Quando um artista se torna uma marca, o mercado tende a aceitar como legítima qualquer coisa que ele apresente”, conta Thompson. Este poder da marca explica muita coisa no mercado de arte.

Quando viram marca, os artistas adquirem o toque de Midas, capaz de transformar qualquer coisa, de esterco de elefante a cinzeiros de restaurante, em ouro. Mas, como esses nomes acabam virando uma grife? Os artistas não nascem sozinhos. Precisam do suporte de gente especializada em lançar marcas e gerenciar valores. Além disso, contam com pessoas dispostas a valorizar seus trabalhos. Hirst, por exemplo, recebeu ajuda do inglês Charles Saatchi, o grande colecionador da nossa época. De tão reconhecido, ele consegue transferir prestígio aos produtos que consome. “Um artista pode ser citado em artigos na imprensa como ‘colecionado por Saatchi’ ou ‘cobiçado por Saatchi'”, explica Thompson, “e cada uma dessas referências provavelmente aumentará o preço de suas obras”. Como aconteceu com a inglesa Jenny Saville, que pintou sustentada por Saatchi e vendeu suas criações para ele. Uma delas, adquirida por R$ 50 mil, dois leilões e duas décadas depois, valeria R$ 5 milhões, muito devido ao impulso que Saatchi deu à pintora.

E como ele conseguiu valorizar tanto a artista? Saatchi tem duas táticas muito espertas. Na primeira, ele investe em novatos e compra sua produção enquanto os preços ainda estão baixos. Depois, quando a notícia de que Saatchi está comprando aquele artista se espalha, os valores aumentam devido ao seu prestígio e ele vende as obras por um preço mais alto. A segunda estratégia consiste em emprestar os quadros para museus, que ajudam a aumentar os preços com exposições. Os museus são independentes do processo do mercado e por isso raramente têm seus juízos questionados. Considera-se que o artista e a obra exibida numa dessas instituições tenham “qualidade de museu”.

Ainda existem outras formas de fazer um quadro custar milhões. O artista pode controlar a quantidade de obras que coloca no mercado. E, normalmente, quanto menos produz, mais caro cada uma de suas obras custa. Além disso, ele pode batizar a criação de forma a explicar seu significado, facilitando a vida de todos que encaram o mistério. Hirst, por exemplo, é especialista nesta arte. Criou “A Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo” e “Algum Conforto Ganho pela Aceitação das Mentiras Inerentes a Tudo”. Mesmo que “Impossibilidade Física” seja um tubarão num tanque e “Algum Conforto”, uma vaca aos pedaços, as criações ganham mais significado e ficam mais densas quando acompanhadas pela etiqueta na galeria do museu.

Depois do nascimento e do batismo, uma parte da produção será mandada diretamente para colecionadores e instituições. E são essas transações, distantes do martelo do leiloeiro, que lideram a lista de mais caras da história. Entre a primeira e a quarta posição, do francês Paul Cézanne ao austríaco Gustav Klimt, todas foram vendas privadas. Depois, aparece o primeiro recorde de leilão: uma das quatro versões de O Grito, vendida pela Sotheby’s por R$ 240 milhões. Não se sabe o nome do comprador: ele deu o lance por telefone e nunca foi identificado. Essas compras a distância são comuns. E não apenas com estrangeiros, mas com gente que está sentada no próprio auditório, a metros de distância do produto. Isso porque alguns compradores, para não aumentar a competição, preferem não aparecer para não dar na cara que desejam muito uma obra.

Todos estes preços, além de impressionantes, fazem do mercado de arte um dos mais movimentados do mundo. Para se ter uma ideia, no final do ano passado, em apenas dois leilões, Sotheby’s e Christie’s arrecadaram, respectivamente, R$ 750 milhões e R$ 820 milhões. Recorde nas duas casas. Junto com os lances, o segmento continua crescendo: em 2011, o movimento de pinturas e esculturas entre ateliês e paredes gerou R$ 22 bilhões (R$ 4 bilhões a mais que no ano anterior). Num setor que produz tanto dinheiro, as transações que acontecem às sombras também impressionam. A Interpol conta cerca de 40 mil obras roubadas, mais que o número de objetos em exibição no Louvre, em Paris, sendo que apenas 5 mil foram recuperadas nas últimas duas décadas. Tantas peças saqueadas geram até R$ 12 bilhões num mercado paralelo muito lucrativo. Além dos roubos, a falta de regulação das transações e os preços que não precisam ser explicados facilitam a lavagem de dinheiro e o pagamento de propinas com obras de arte.

Um dos aspectos mais impressionantes do mercado de arte é sua capacidade de crescimento mesmo em época de crise econômica. Uma explicação para isso é que esse setor fica alheio à economia global porque tem entre seus jogadores uma minoria muito, muito rica. E, mesmo com o mundo passando por uma crise econômica, eles continuam apenas um pouco menos milionários. Fora isso, artistas aproveitam também os novos compradores que surgem no mercado, vindos, principalmente, da China e da Rússia. Na visão de Thompson, os preços das obras não param de crescer porque um negociante nunca deve diminuir o preço de uma criação. “Cada mostra deve ter preços mais altos que a anterior. Num mundo onde a ilusão de sucesso é tudo, a diminuição do preço de um artista sinalizaria que ele foi rejeitado”, explica o economista.

Esse fenômeno implica no “efeito catraca”. A catraca gira em apenas uma direção, ou seja, os preços não podem voltar, mas estão livres para avançar. Isso ajuda a explicar os milhões das vendas, os bilhões do mercado e a cara de tédio do leiloeiro Tobias Meyer, que abre esta reportagem. Afinal, 5 anos depois do Rothko de R$ 144 milhões, aquele recorde seria superado. Meyer comandou o leilão que vendeu outro quadro do pintor por R$ 150 milhões, em novembro do ano passado. Ele estava um pouco mais empolgado, mas ainda não parecia achar nada daquilo impressionante. Ele deve saber que, enquanto existir criatividade na cabeça dos artistas, haverá arte. E, enquanto houver gente com paredes vazias e dinheiro no bolso, ela será vendida.

História secreta da obsolescência programada

Baterias que “morrem” após alguns meses de uso, impressoras que param de funcionar ao chegar a um número determinado de impressões, lâmpadas que queimam depois de uma determinada quantidade de horas ligadas. Apesar dos avanços tecnológicos, os produtos de consumo duram cada vez menos. Por que será que isso acontece?

O documentário abaixo revela o segredo: obsolescência programada, o motor da economia moderna. O filme percorre a história dessa prática gananciosa, que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto para incrementar as vendas e aquecer a economia, pois, como já publicava em 1928 uma influente revista de publicidade americana, “um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”.

O documentário é resultado de três anos de investigação. Dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pelo canal 2 da TV espanhola, ele expõe provas documentais e denuncia as desastrosas consequências para o meio ambiente que derivam dessa prática. Também apresenta diversos exemplos do espírito de resistência que está a crescer entre os consumidores e recolhe a análise e a opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem vias alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.


Inventor espanhol é ameaçado de morte
por desenvolver lâmpada que não queima

Uma lâmpada fluorescente dura cerca de 10 mil horas. São mais de 416 dias (mais de um ano) de uso ininterrupto. Bastante tempo, certo? Imagine, no entanto, se existisse uma lâmpada que durasse 100 anos. Quer dizer, imagine não: essa lâmpada existe! Pelo menos é o que diz Benito Muros, um inventor espanhol que diz estar sendo ameaçado de morte por causa de sua criação. Muros é o presidente de um movimento chamando Sem Obsolescência Programada (SOP) e diz que, não só lâmpadas, mas muitos outros objetos de nosso dia a dia poderiam durar muito mais. Na verdade, existe uma teoria de que muitos fabricantes desenvolvem produtos de curta durabilidade para obrigar os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real. Segundo ele, algumas peças essenciais para eletrodomésticos, por exemplo, são colocadas propositalmente próximas das partes que mais aquecem no objeto, diminuindo seu tempo de vida. Soma-se a isso o uso de materiais de menor qualidade.

Muros quer desenvolver um novo conceito empresarial, baseado no desenvolvimento de produtos mais duráveis. Quem não lembra daquela máquina de lavar da casa da avó que durou a vida inteira ou da geladeira que está na família há anos e nunca deu problema? “Deixaram de fabricar, porque duravam demais. Hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore, na Califórnia. Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida”, disse ele ao jornal espanhol El Economista. Além de terem mais tempo de vida, as lâmpadas, desenvolvidas em parceria com a empresa OEP Electrics, gastam 70% menos energia que as fluorescentes. Além disso, não queimam ao serem acesas e apagadas várias vezes seguidas. No entanto, Muros diz que a descoberta também gerou ameaças. O espanhol chegou a prestar queixa na polícia e apresentar, na delegacia, um recado anônimo que recebeu. Apesar disso, ele conta que não irá recuar e que vai continuar defendendo a SOP e lutando contra a obsolescência programada.

Fonte: Época Negócios.

Veja também:
Programado para morrer
Estamos criando montanhas de lixo
O perigo de um mundo descartável

Assista abaixo uma entrevista com Benito Muros:

Uma utopia arquitetônica

O crescimento vertical e a fuga das cidades para cima sempre foi um tema recorrente da ficção científica que explora o futuro. Nesse sentido, o projeto “city in the sky”, criado pelo arquiteto búlgaro Tsvetan Toshkov, consiste em um verdadeiro paraíso, um oásis que se projeta acima das metrópoles poluídas e barulhentas. Trata-se de parques ecológicos situados acima de grandes arranha-céus. Dessa forma, as pessoas teriam um tranquilo refúgio do estresse da vida cotidiana sem ter que sair dos grandes centros.

Sky_City_Dragon

“A vida nas grandes cidades é cada vez mais rápida e estressante. No mundo moderno, o homem está correndo no curso do progresso, mas em algum lugar no fundo de seu coração existe o desejo por uma realidade mais silenciosa e verde, que parece cada vez mais longe”, destaca o arquiteto.

Sky_City_London

Embora seja apresentado de forma realista, o conceito de Toshkov não tem essa pretensão em termos de estrutura de engenharia. É apenas uma imaginação artística. O projeto foi pensado para Londres, na Inglaterra, mas não chegou a sua fase final e o conceito se transformou em uma utopia arquitetônica que virou animação.

Toshkov usa formas geométricas e orgânicas inspiradas na sequência de Fibonacci e na flor de Lótus, que, na cultura oriental, simboliza muitas vezes a capacidade de se elevar acima das preocupações e problemas da vida cotidiana. Por isso, tem sido um tema de inspiração para muitos artistas.

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