Coisas simples do cotidiano vistas através de um microscópio eletrônico

Veja bem de perto coisas simples através dos “olhos” de um microscópio eletrônico.

Veja também: Grãos de areia ampliados 250 vezes

Caneta esferográfica

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Nylon

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Açúcar branco

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Sal

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Silvio Meira de frente com Gabi

silviomeiraSilvio Meira é um pesquisador brasileiro da área de Engenharia de Software. Nasceu em Taperoá, no interior da Paraíba, graduou-se em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), é mestre em Informática pela UFPE e doutor em Ciência da Computação pela University of Kent at Canterbury, na Inglaterra. É autor de mais de 100 de artigos científicos publicados em congressos e revistas acadêmicas e de mais de 200 textos sobre Tecnologia da Informação e seu impacto na sociedade, publicados na imprensa. Foi pesquisador do CNPq por mais de 15 anos, assessor da secretaria de política de informática do Ministério da Ciência e Tecnologia. Foi membro do primeiro comitê gestor da internet no Brasil e presidente da Sociedade Brasileira de Computação. Foi consultor do Banco Mundial e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Foi colunista do Jornal da Tarde, Agência Estado e da revista eletrônica NO. Recebeu, da Presidência da República, as comendas da Ordem Nacional do Mérito Científico e da Ordem de Rio Branco. Foi considerado, pela revista Info Exame, uma das 100 pessoas mais importantes das tecnologias da informação no Brasil.

Assista na íntegra a entrevista (dividida em 5 partes) concedida pelo pesquisador à jornalista Marília Gabriela, em sua participação no programa De Frente com Gabi, do SBT:

Os fundamentos do Espaço-Tempo

Esta série de animação em 3 vídeos explica de maneira rápida e simples a teoria mais recente da física moderna acerca da relatividade espaço-temporal do Universo, proposta por Albert Einstein (1879-1955). No total, são pouco mais de 13 minutos de vídeo. Abrindo mão da linguagem técnica, equações matemáticas ou qualquer outro tipo de erudição, os vídeos explicam a teoria numa linguagem acessível a nós, leigos e curiosos.



Fonte: TED.

Os tempos da física

Osvaldo Pessoa Jr., professor de filosofia da USP, fala sobre 10 problemas relacionados com o tempo que surgiram em função das descobertas tanto da física clássica quanto da física moderna. Utilizando exemplos e descrições de experimentos científicos, é mostrado como o conceito de tempo sofre alterações em função das descobertas e teorias científicas. Osvaldo também faz uma introdução à teoria da relatividade de Einstein e às ideias de Stephen Hawking e discute a polêmica questão de como se pode viajar através do tempo.

Universidade faz mal para a fé?

Artigo de Marcio Campos no blog Tubo de Ensaio.

universidade-religiao-exatas-e-biologicasNum dos capítulos finais de O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan mostra como nossa sociedade desestimula a curiosidade das crianças, impedindo que no futuro elas se interessem pela carreira científica. Bom, eu ainda não tenho filhos, mas quando tiver, certamente ficaria muito orgulhoso caso eles resolvessem se tornar cientistas. Mas não sei até que ponto pais religiosos ficam receosos quando os filhos entram na universidade.

Josemaría Escrivá falava das pessoas que, ao entrar no ensino superior, largavam sua religiosidade “como quem deixa o chapéu à porta”. Mas afinal, a universidade faz mal à fé dos estudantes? Ateus militantes dizem que, quanto mais conhecimento científico, menos superstição (a palavra preferida deles para designar a religião). Será verdade?

Quatro pesquisadores da Universidade de Michigan resolveram verificar qual o impacto do ensino superior sobre a religiosidade dos estudantes. Eles publicaram seu estudo na internet e chegaram a conclusões interessantes. Vale a pena mencionar que os pesquisadores escolheram a universidade porque, para muitos jovens, é a primeira ocasião em que eles se separam dos pais (e de sua influência), tendo contato com novas ideias e grupos. Entre essas ideias estão o cientificismo, o pós-modernismo e o desenvolvimentismo, que têm impacto sobre as crenças religiosas e serão descritas detalhadamente pelos autores antes da apresentação dos resultados.

Aliás, falando em resultados, parece que o autor do PDF teria feito melhor se colocasse as tabelas e gráficos no lugar certo, em vez de deixar tudo no fim do artigo. De qualquer modo, me parece que os dados mais significativos estejam na Tabela 2. Lá, a pesquisa revela que optar pela formação em ciências Biológicas ou Exatas tem pouco efeito sobre a religiosidade dos universitários, tanto do ponto de vista da importância que cada um atribui à religião em suas vidas quanto em relação à frequência aos cultos religiosos. Uma possível exceção seria o impacto dos estudos na área de Matemática e Física diminuindo a importância da religião para os estudantes, mas não a participação nas cerimônias.

universidade-religiao-humanas-e-sociaisPor outro lado, quem realmente faz estrago na cabeça dos universitários são as ciências Humanas e Sociais. Já quem escolhe os cursos ligados à área de Educação acaba tendo sua religiosidade reforçada. O que isso indica? Que, daquelas três ideias acima, o pós-modernismo é mais daninho à religiosidade que o cientificismo; e posso ver o motivo – até porque na faculdade tentaram enfiar esse negócio na minha cabeça, mas não deu certo. O cerne da pós-modernidade é o relativismo, a noção de que as verdades absolutas não existem (curiosamente ninguém comenta que a “inexistência de verdades absolutas” é ironicamente propagandeada como… verdade absoluta). Como a maioria das religiões alega justamente o contrário, deixar-se convencer pelos teóricos pós-modernos leva ao enfraquecimento da fé.

Os pesquisadores também verificaram como a religiosidade influi na escolha da carreira a seguir, embora esta parte do estudo leve em consideração apenas universitários que fizeram uma nova opção de curso após desistir do anterior (os autores consideraram que a primeira escolha pode ter sido influenciada pela família, enquanto a segunda é mais certamente uma opção pessoal). Curiosamente, quanto maior a religiosidade dos estudantes, maior a chance de eles acabarem escolhendo um curso de Humanas ou Sociais – justamente aquelas que mais danificam o senso religioso dos universitários.

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